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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

FÉ CEGA, GAZUA AMOLADA: OS VENDILHÕES DO TEMPLO SONEGAM O QUE É DE CESAR

Faca?! A ferramenta do ofício agora é a gazua...
bruno fonseca
MAIS DE 1.200 ENTIDADES RELIGIOSAS DEVEM R$ 460 MILHÕES À UNIÃO
Quase meio bilhão de reais —essa é a quantia que entidades religiosas devem à Receita Federal.  

O levantamento, realizado pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação, revela que 1.283 organizações religiosas devem R$ 460 milhões ao governo. Desse total, 23 igrejas possuem dívidas de mais de R$ 1 milhão cada uma.

A maior devedora é a neopentecostal Internacional da Graça de Deus. A igreja deve, sozinha, mais de R$ 127 milhões, segundo valores apurados pela Receita em agosto deste ano.

O valor representa mais de um quarto de todas as dívidas de entidades religiosas com a União. E a dívida da igreja vem aumentando: era de R$ 85,3 milhões em 2018, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.
O fundador da Internacional, o missionário Romildo Ribeiro Soares, reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro ao menos duas vezes neste ano: em agosto e em novembro. 

No primeiro dos encontros, estavam presentes o então secretário da Receita, Marcos Cintra, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na data, o presidente defendeu simplificar a prestação de contas de entidades religiosas e disse querer "fazer justiça para os pastores". Nos dois encontros, Bolsonaro recebeu também o filho de R. R. Soares, o deputado David Soares.
Dois milênios depois, é hora de repetir a dose...
A maior parte da dívida da Internacional é previdenciária, isto é, de valores não pagos sobre a folha de pagamento dos seus funcionários. E, segundo decisões recentes da Justiça, os próprios pastores podem ser incluídos nesse grupo de funcionários sobre os quais a igreja deve impostos.
 
A segunda entidade religiosa que mais deve à Receita também é evangélica e neopentecostal: a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago —outro ex-pastor da Igreja Universal, assim como Soares.

A Mundial deve mais de R$ 83 milhões à Receita. Desse total, R$ 5,7 milhões são apenas de contribuições não pagas de FGTS pela organização.
 
A terceira maior devedora é a católica Sociedade Vicente Pallotti, com sede em Santa Maria (RS). A entidade deve mais de R$ 61 milhões à União, sendo R$ 59 milhões de contribuições previdenciárias.

A reportagem procurou todas as entidades mencionadas, que não responderam até a publicação deste texto. 


Igrejas e organizações evangélicas são a maioria entre as entidades religiosas que devem à Receita —elas representam mais de 87% do total. Em seguida, vêm grupos católicos, com cerca de 6%.

A dívida das entidades evangélicas também é maior: juntas, elas devem mais de R$ 368 milhões, cerca de 80% do total em dívidas. As católicas reúnem cerca de 18% do valor devido.

Assim como ocorre com a Internacional da Graça de Deus, a maior parte das dívidas das entidades religiosas com a Receita é previdenciária: mais de 82% do que devem as organizações se refere a valores não pagos em relação aos seus funcionários, como a contribuição ao INSS.

Isso coloca as igrejas em um padrão diferente das dívidas de empresas não religiosas, nas quais a maior parte é de débitos não previdenciários, como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Apesar das dívidas, a arrecadação das instituições religiosas vem crescendo ano após ano. Segundo dados obtidos pela Pública, também por meio da Lei de Acesso à Informação, a arrecadação dessas entidades bateu R$ 674 milhões em 2018.

Em dez anos, a quantidade de dinheiro que as igrejas arrecadaram cresceu cerca de 40%, já corrigida a inflação no período.

A principal fonte de renda das entidades religiosas no país tem sido a doação de particulares e transferências governamentais, como, p. ex., contratos para comunidades terapêuticas e obras de assistência social. 

Segundo o jornal O Globo, em 2019 o governo federal destinou R$ 153,7 milhões a centros terapêuticos religiosos.

De acordo com dados da Receita, de 2006 a 2016 mais da metade do que as igrejas arrecadaram veio dessas duas fontes —a Receita não especificou quanto provém de cada origem.

Além das doações e contratos com o governo, as entidades religiosas têm ganhado dinheiro com a venda de bens e serviços e aplicações financeiras. (por Bruno Fonseca, da Agência Pública,cujo foco é o jornalismo investigativo)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

LULA PISA NUM CALO DOLORIDO DA DILMA

"Crivella é cristão. E como cristão ele não poderia trair. Dilma escolheu pessoalmente ele para ser ministro da Pesca. Ele escolheu pescar em águas turvas."

O alvo do ataque é Marcelo Crivella, candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo partidinho que fornece legenda aos autoproclamados bispos (Deus não tem nada a ver com isto!) da Igreja Universal. E partiu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, boquirroto como sempre.

Só serviu para nos reavivar a lembrança de um crime sem perdão da Dilma: em nome da vil linguagem dos interesses políticos (Glauber Rocha), ter loteado seu ministério, exatamente, entre alguns dos piores pescadores em águas turvas!

Além de haver comparecido à inauguração de um templo dos dito cujos, tão opulento que, se o Cristo estivesse entre nós, certamente utilizaria mais do que um chicote de cordas para expulsar os vendilhões que lá confraternizavam e os políticos que lhes beijavam as mãos...

sábado, 30 de janeiro de 2016

RUI MARTINS MATA A COBRA E MOSTRA O PAU: "DILMA SANCIONA LEI INCONSTITUCIONAL".

Dilma pecou e não tem perdão, por ter jogado às urtigas a laicidade do Estado brasileiro, que assegura a separação entre o Estado e as 
igrejas, herdada dos positivistas e maçons da República. E 
assim agiu para ganhar votos dos deputados
 evangélicos contra seu impeachment. 
O Brasil tem uma tradição republicana laica, vinda dos franceses positivistas e dos maçons, assegurando a separação entre a Igreja e o Estado, integrada na Constituição de 1891. Não há uma declaração expressa afirmando essa separação, mas na Declaração dos Direitos dos Cidadãos, a Constituição deixava explícito no artigo 72, que, modificado em 1926 passou a ser :
§ 7º Nenhum culto ou igreja gosará de subvenção official, nem terá relações de dependencia ou alliança com o Governo da União, ou o dos Estados. A representação diplomatica do Brasil junto à Santa Sé não implica violação deste principio.
A Constituição reconhecia direito igual para todas as religiões, que as pessoas seriam livres para seguir qualquer religião ou não ter religião, que o ensino público seria laico nas escolas públicas e que só seria reconhecido o casamento feito em cartório.

Entretanto, a Igreja Católica, na época dominante e sem  a concorrência atual dos evangélicos, considerou-se prejudicada inclusive na questão do casamento, que só teria valor quando celebrado em cartório civil. Por isso, se mobilizou quando da elaboração da reforma das Constituições de 1934 e 1937, através da Liga Eleitoral Católica que pleiteava não só a validade civil dos casamentos feitos diante dos padres, chamados casamentos religiosos, como a inscrição na lei da indissolubilidade do casamento, para assegurar sua posição contra o divórcio.

Assim, embora se tivesse mantido a separação da Igreja e do Estado, o clero católico obteve também o retorno do ensino religioso e a administração dos cemitérios também por associações religiosas. Isso implicou igualmente a introdução da palavra Deus no preâmbulo da Constituição, mas, como argumentou o STF, sem poder normativo, isto é, sem que o Estado teísta implicasse uma união com a Igreja, como ocorre em muitos países, inclusive Israel, e no Oriente Médio, que são Estados teocráticos.

A separação do Estado da Igreja é uma conquista da evolução da sociedade moderna, do fim dos regimes religiosos da Idade Média na Europa, nos quais os próprios reis dependiam para serem coroados e governar do reconhecimento e bençao do Vaticano, considerado representante do poder divino.

A Renascença, o Iluminismo e a ruptura da unidade dos cristãos com a Reforma provocando um pluralismo religioso cristão, as interpretações não religiosas, seculares ou laicas da vida e da sociedade levaram à necessidade de se separar o Estado, ao qual pertencem todos os cidadãos, da Igreja com seus diferentes tipos de fé, seus dogmas, credos, crenças convivendo com o mundo real mas a ele não pertencendo.

Se durante um século, desde a introdução por missionários, as denominações protestantes foram minoritárias, contentando-se em ter apenas alguns deputados estaduais em alguns Estados e não se interessando, por tradição calvinista ou luterana, em intervir na legislação do Estado (como tinham aconselhado Cristo e o apóstolo Paulo), esse quadro mudou nas últimas décadas.

O surto do evangelismo começou na América Central nos anos 60, onde a promessa bíblica de uma vida futura melhor, num céu ou paraíso e com vida eterna, fizeram as populações mais carentes darem mais crédito ao discurso de pregadores que aos dos políticos ou revolucionários. Mas, tão logo os pregadores perceberam o número de fiéis, obtido com suas promessas de autênticos vendedores de loteamentos no céu e promessas abstratas, decidiram ter uma parcela do poder temporal, numa espécie de ter o certo possível que o duvidoso.

O centenário da Guerra dos Canudos nos leva a estabelecer uma certa relação do evangelismo populista, diferente do protestantismo clássico mais intelectualizado, com os seguidores ingênuos e beatos de Antonio Conselheiro, que sem exclusão e perseguição, se tornaram pacíficos, passivos e de grande abnegação.

Ao mesmo tempo não se pode esquecer ser a religião um lenitivo contra as dores da pobreza, das injustiças e das depressões, funcionando o pregador como um psiquiatra dos pobres, ajudado pela magia dos cantos, das orações e da fé exercida em coletivo geradora de maior confiança.

Ao contrário das denominações protestantes, cujos pastores têm uma formação universitária teológica,os pregadores evangélicos se improvisam ao se sentirem chamados para levarem a palavra ao povo. Uma parte são aproveitadores da fé dos incautos e simples, mas outra parte age como tendo sido escolhida pelo deus com os quais imaginam ter uma relação mais próxima. E utilizando a sabedoria popular, mesmo sem formação escolar, conseguem encantar seus seguidores. As igrejas evangélicas garantem ser um canal direto de contato com deus.

Enquanto o protestantismo de origem européia e mesmo americana, como os presbiterianos, conseguem ser liberais e sempre foram pelo divórcio, aceitam o aborto e começam a aceitar o casamento homossexual e o exercício do pastorado por mulheres, o populismo evangélico e sua inspiração direta na Bíblia sem uma formação cultural, levam ao moralismo rígido de certa forma próximo do moralismo muçulmano, quando proíbem as mulheres de cortar o cabelo, de usar saias compridas e o véu na igreja, além de condenarem o homossexualismo  e a relação sexual antes do casamento.

O evangelismo chegou ao Brasil pouco antes do golpe militar e se expandiu com o apoio americano na compra de rádios e canais de televisão. Com uma Igreja Católica distante do povo com uma mensagem antiquada e condenando a teologia da libertação para continuar junto do poder, os evangélicos encontraram um campo fértil para sua mensagem de se poder falar com deus e se ganhar uma vida eterna, com o perdão dos pecados, embora não se saiba muito bem que pecados possam ter os pobres trabalhadores.

Próximos dos 30 % da população, hoje os pregadores evangélicos se enriqueceram e sentiram ter também poder políticos. Alguns se sentem chamados por deus, mas outros utilizam a crendice popular como alavanca para terem cargos públicos e viverem melhor.

Tudo isso poderia ser muito simples, se os líderes evangélicos ficassem só nos cânticos dos salmos e hinos e nas prédicas para seus seguidores serem bons e abnegados. Mas não ficaram e hoje têm parlamentares e políticos decididos a colocar nas nossas leis e práticas o que imaginam ser da vontade de deus. E o Brasil já sente o risco de ter leis reacionárias para punir os homossexuais e as mulheres que abortam.

A Igreja Católica que sempre desfrutou do poder no Brasil, tendo apoiado o golpe dem 1964, namorar a possibilidade de ter uma Concordata com o Vaticano, como ocorre na Argentina (clero igualmente reacionário) com seus bispos sendo dignatários do Estado. Os evangélicos alimentam o projeto de as igrejas poderem fazer propostas ao governo ou parlamento.

E é nesse contexto que a presidente Dilma decide agradar os evangélicos sem desagradar os católicos, usando de seu cargo de dirigente de um país laico para decretar uma data para pregação do Evangelho, se esquecendo de que nem todos os brasileiros são cristãos ou religiosos.

Por ironia, a data escolhida, nesse gesto anti-laico, é o 31 de outubro –data  do primeiro protesto de Martinho Lutero contra as bulas papais e a venda das indulgências mas, ao mesmo tempo, a data da festa céltica  pagã de Halloween levada aos EUA pelos irlandeses, onde ficou muito popular com suas caveiras de abóboras, hoje comercializada, mas considerada pelos evangélicos como festa satânica.

Na sua incrível capacidade de errar, nossa presidente violou nossa tradição laica e querendo agradar aos evangélicos, que a fizeram em 2010 recuar depois de ter se declarado favorável ao aborto, não vetou uma lei levada ao Congresso em 2009 pelo deputado Neucimar Fraga, ex-prefeito de Vila Velha, no Espírito Santo. Depois de aprovada pela Câmara, a lei foi aprovada em 2015 pelo Senado com o apoio dos lobistas evangélicos.

A lei 13.246, que se esperava ser vetada por ser inconstitucional num país laico, foi sancionada na surdina, dia 12 de janeiro, pela presidente Dilma, numa tentativa de escapar do impeachment com o apoio dos deputados evangélicos.

Será que a OAB vai deixar passar esse atentado à laicidade do Estado brasileiro?

sábado, 16 de janeiro de 2016

FELIZ É A NAÇÃO CUJO SENHOR É O POVO

A presidente vendeu a alma a Macedistófeles para se reeleger e agora teve de cumprir o pacto: acaba de aprovar a lei nº 13.246, de 12/01/2016, que implicitamente transforma o Brasil de Estado laico em Estado cristão.

E desta vez ela está impedida de alegar que (como quase sempre!) não sabia o que estava fazendo, pois afirmou em alto e bom som:
"O Estado brasileiro é laico, mas, citando o salmo de Davi, eu queria dizer que feliz é a nação cujo Deus é o senhor".
O horror, o horror! Dá-me ganas de berrar, como o poeta Paulo Martins (Jardel Filho) em Terra em Transe:
"As nossas carnes, as vidas, tudo, vocês venderam tudo, as nossas esperanças, o nosso coração, o nosso amor, tudo! Vocês venderam tudo!"
Tornar-se apologista explícita da Igreja Universal é um preço justo a pagar para não sofrer impeachment? 

O que virá em seguida, uma lei estabelecendo a incorporação do Estado pela Igreja?

A criação de um tribunal inquisitorial para julgar os praticantes da umbanda, candomblé e macumba?

A imposição, por lei, do dízimo a todos os brasileiros? 

De resto, seria hilário se a próxima justificativa de pedido de impeachment fosse a promiscuidade da presidente com prósperos exploradores da fé, transgredindo o preceito constitucional de que "é vedado à União estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança"...

Leiam e avaliem a última abominação engendrada na fábrica de horrores do Palácio do Planalto:

A presidenta da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º  Fica instituído o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.

Art. 2º  No dia 31 de outubro dar-se-á ampla divulgação à proclamação do Evangelho, sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs.

Art. 3º  Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


"Vocês venderam tudo!"

terça-feira, 16 de junho de 2015

OPORTUNISTAS, GRAÇAS A ASMODEUS!

"...partidos e políticos formalmente defensores de posições republicanas, liberais ou progressistas, têm auxiliado, por oportunismo eleitoral, a semear os campos do fundamentalismo, ao emprestar prestígio e beijar as mãos de bispos e outras autoridades eclesiásticas em questões nas quais o Brasil, não por acaso, 
encontra-se na lanterna das nações civilizadas.

'Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor', declarou a presidente Dilma na Assembleia de Deus, quatro anos depois de José Serra endossar o manto da Virgem Maria em sua triste e obscurantista campanha eleitoral.

...Questões como a descriminalização do aborto na rede pública, legalização do consumo de drogas ou casamento entre pessoas do mesmo sexo, que fazem parte da agenda progressista ocidental, ficaram aqui guardadas no armário pelas lideranças políticas...

Esperemos que não surjam em breve leis que nos obriguem a jejuar, orar diariamente, frequentar rituais ou usar roupa branca às sextas-feiras.
(Marcos Augusto Gonçalves, comentarista político)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

LIBEROU GERAL NA CASA DO CUNHA! OS UMBANDISTAS DEVERIAM LOUVAR OXALÁ EM PLENÁRIO...

O Brasil, segundo a Constituição Federal, é um Estado laico --aquele que não se confunde com determinada religião; não adota uma religião oficial; permite a mais ampla liberdade de crença, descrença e religião; assegura a igualdade de direitos entre as diversas crenças e descrenças; e no qual fundamentações religiosas não podem influir nos rumos políticos e jurídicos da nação.

Isto não impediu o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, de assistir impassível a uma afrontosa palhaçada de deputados evangélicos, que deveriam estar todos sendo chamados ao Conselho de Ética para tentarem justificar tamanha quebra do decoro parlamentar.

Agora que Cunha suspendeu, na prática, a vigência da Carta Magna no tocante à laicidade do Estado, os religiosos de outras confissões deveriam averiguar se a igualdade de todos perante a Lei e perante os Poderes da nação também já deixou de viger na Câmara.

Fica a minha sugestão: já que considerações de ordem religiosa estão ensejando, inclusive, a exibição impune de pornografia no plenário, seria o caso de os umbandistas, que são alvos preferenciais da intolerância dos ferrabrases evangélicos e amiúde têm seus templos por eles vandalizados, irem louvar Oxalá na casa que deveria ser do povo, mas parece estar sob ocupação do Cunha.

Respeitosamente, é claro, para não serem confundidos com a horda antecessora.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CHEGA DE ACENDER VELAS AO DIABO DURANTE A CAÇA AOS VOTOS!!!

É melancólico vermos o intragável Reinaldo Azevedo (clique aqui) deitando e rolando em cima das concessões ideológicas feitas pela Dilma durante a temporada de caça aos votos, atirando-lhe na cara vários exemplos de incoerência com posições anteriormente assumidas por ela e por seu governo.

É deprimente constatarmos que, desta vez, ele tem inteira razão, ao acusá-la de trair e mascarar suas convicções para torná-las palatáveis a (na minha opinião, não na do RA) eleitores zumbificados, perdidos nas trevas medievais e criminosamente tosquiados por falsos pastores, dos quais teriam de ser protegidos pelos Poderes da nação.  

Os compromissos ora assumidos são os que a impedirão de, reeleita, estimular e/ou apoiar as iniciativas policiais e judiciais no sentido de que estelionato, lavagem cerebral, exploração da fé, charlatanismo, curandeirismo, lavagem de dinheiro e perseguição religiosa (contra os cultos afro-brasileiros) passem a ser efetivamente punidos nestes tristes trópicos.

Posso estar clamando no deserto, mas continuarei insistindo que esquerda no poder é aquela que, após fazer campanha eleitoral com discurso de esquerda, governa segundo o ideário da esquerda. Caso contrário, será incapaz de encabeçar as transformações agudas de que nossa sociedade desesperadamente carece e só vai estar dando ensejo a que os inimigos a desmoralizem aos olhos dos cidadãos comuns, qualificando-a de farinha do mesmo saco.
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