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terça-feira, 17 de março de 2026

"UMA BATALHA ATRÁS DA OUTRA" ME FEZ LEMBRAR A PROPAGANDA ENGANOSA DAS "VIÚVAS DA DITADURA"

Ao assistir Uma batalha após a outra, logo me lembrei da propaganda enganosa das viúvas da ditadura na década retrasada. Eu as combati muito no Orkut.

Sem terem como negar os crimes contra a humanidade cometidos pelo seu lado, os ultradireitistas tentavam igualar os raros excessos em que os guerrilheiros incidiam à adoção generalizada dessas práticas por parte do regime militar. Era como equiparar um a mil. 

Da mesma forma, esse filmeco de ação mostra mostra os combatentes como figuras caricatas, disparando chavões e palavrões a torto e a direito e explodindo instalações que jamais seriam alvos para nós (incluo-me entre os combatentes da luta armada) por não serem identificadas como nefastas pelo povão. 

Para culminar, apresenta  uma guerrilheira  como erotômana,  exigindo que um coronel do exército forçasse uma ereção sob a mira de sua arma).

O que tem isso a ver com os verdadeiros guerrilheiros e as nossas verdadeiras ações armadas? Absolutamente nada.  E o pior é que omite o lado mais execrável da repressão, como se não tivessem havido sevícias e matanças desembestadas. 

Eu, por exemplo, tive meu tímpano estourado quando o cabo da guarda me levava de volta para a solitária, após uma sessão de torturas. Ou seja, apesar de sua posição inferior na hierarquia militar, ele se deu ao luxo de extravasar suas frustrações num preso político. E, que eu saiba, jamais foi punido por isto.
Nossos poucos pentes de metralhadora
não eram utilizados em treinamentos
Houve também um capitão que, numa diligência em área rural, me aconselhou a tentar fugir, pois ninguém estava prestando atenção. 

Eu, como parte mais fraca, evitava entrar em confronto com os militares, mas daquela vez não aguentei mais e respondi, mostrando meu peito: "Se é para me matar, atira aqui e não pelas costas".

Para piorar, o diretor Paul Thomas Anderson enxertou comicidade bobinha num assunto muito sério. Centenas de companheiros valorosos morreram na resistência ao totalitarismo e ao terrorismo de estado. Outros tantos sofreram o diabo nos porões da ditadura. Merecemos respeito.

O festival de besteiras que assola a tela continuou com a frouxidão da rede de militantes, sem resquício nenhum de nossas normas de segurança bem mais profissionais (tínhamos como paradigmas os tupamaros uruguaios). Organizados daquela maneira não aguentaríamos sequer um mês nos anos de chumbo. 

Guerrilheiros treinando com metralhadora? Esquece: tiros isolados poderiam estar sendo desferidos por caçadores, mas rajadas inevitavelmente atrairiam a repressão. Ademais, os pentes escasseavam para nós e jamais os desperdiçaríamos dessa maneira.

E, se houvesse tanta gente assim combatendo a ditadura, seria o suficiente para fazermos a revolução no país inteiro. Éramos um punhado de idealistas sendo esmagado pelos muitíssimos militares. 

A inferioridade de forças era tão acentuada que nossas organizações começaram fazendo ações armadas sozinhas e acabaram tendo de juntar duas ou três para as levarem a cabo.

Quanto à cambada de gringos e ricaços que nos combatia, eles eram bem diferentes da fantasia mostrada no filme, um misto tosco de CCC, TFP,  Opus Dei e linha dura das Forças Armadas. Para começar, não incineravam seus membros.

A igualação dos desiguais é uma tônica no filme

Provavelmente, o delegado Sérgio Fleury foi o único assassinado pelo fogo amigo. Sabia demais e estava descontrolado, daí terem feito dele um raro dono de barco que caiu no mar e morreu afogado. Acredite quem quiser...

Nada além de um road movie metido a besta, Uma batalha após a outra fica quilômetros atrás de Sem Destino, sendo inferior até a Mad Max 2, p. ex. 

Se o Oscar não fosse um festival da indústria cinematográfica e jamais do cinema, eu consideraria descabida a  a premiação  de melhor filme e melhor diretor. 

Nas principais categorias, o único a merecer a estatueta era o Wagner Moura, como melhor ator. Fez jus a ela por ter conseguido tornar crível um personagem inverossímil.

Já o Sean Penn foi agraciado com a estatueta de ator coadjuvante apesar de haver tido o pior desempenho de sua carreira. Mas, já que o Oscar não tem real relevância afora a comercial, tanto faz, como tanto fez. (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

DICAS DE LIVROS E FILMES PARA SE CONHECER MELHOR A GERAÇÃO 68

Eu já considerava suficiente o registro cá no blog do 50º aniversário do festival de Woodstock com o  post de anteontem quando o Hebert, um de nossos comentaristas habituais, pediu:
"Gostaria de ver uma crônica mais detalhada sobre contracultura, há quem diga que a nossa em um determinado período do país, a nossa arte pop, foi mais rica e diversificada, também gostaria ler mais sobre dicas de filme".
Minha resposta ao Hebert acabou reunindo informações complementares que podem ser interessantes para as novas gerações, então vale a pena reproduzi-la aqui.
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"COM UM POUCO DE PACIÊNCIA, DÁ PARA BAIXAR TODOS OS FILMES E MONTES DE VÍDEOS MUSICAIS"
Não sou dos que ficam relendo eternamente livros sobre o passado que vivi, então seria difícil para eu indicar em quais você poderia obter informações sobre tudo aquilo hoje e agora. 

Do que me lembro, os melhores artigos sobre a contracultura que li de autor brasileiro eram os do Luiz Carlos Maciel no Pasquim (ele tinha uma coluna underground fixa). Seu livro de 1987, ANOS 60, deve dar uma boa ideia do que ele escrevia então e era tão novo e fascinante para nós, brasileiros (hoje, evidentemente, nem tanto). E as próprias edições antigas do Pasquim já foram lançadas em forma de antologia, vale a pena dar uma olhada. 

Um retrato incrível da contestação jovem estadunidense é OS DEGRAUS DO PENTÁGONO (também chamado de OS EXÉRCITOS DA NOITE), do Norman Mailer, sobre uma grande manifestação contra o complexo industrial-militar que rolou durante o dia e foi duramente reprimida na madrugada, quando a maioria dos manifestantes já tinha ido embora. 
Mailer era um extraordinário narrador de episódios dos quais participara pessoalmente (chegou até a ser preso junto com os estudantes naquela ocasião).

Em termos teóricos, os livros que mais influenciaram a geração 68 foram A IDEOLOGIA DA SOCIEDADE INDUSTRIAL e EROS E CIVILIZAÇÃO, do Marcuse. Eu considero imperdível o VIDA CONTRA MORTE, do Norman O. Brown (dica do Maciel no Pasquim, ele traduziu e reproduziu os principais capítulos antes de o livro ser lançado por aqui), mas poucos conheciam. Reich e Jung eram outros muito lidos pelo pessoal.
Os filmes essenciais são o do festival de Woodstock (há uma versão estendida bem mais longa que a dos cinemas, eu baixei na internet), o MONTEREY POP (sobre um festival que foi uma espécie de trailer de Woodstock), o GIMME SHELTER (dos Rolling Stones), o JOE COCKER, MAD DOGS & ENGLISHMEN (o título nos cinemas daqui foi um horror: JOE COCKER E O GRUPO DA PESADA) e o FESTIVAL DA ILHA DE WIGHT de 1970. Há também os documentários musicais sobre a Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors e outros.

Já dentre os alusivos àquele momento e suas consequências, o principal é o EASY RIDER, ou SEM DESTINO (dirigido pelo Dennis Hopper, 1969) Foram WOODSTOCK (d. Michael Wadleigh, 1970) e EASY RIDER que apresentaram a novidade ao público brasileiro, todo o resto veio na esteira.
São muitos, eu recomendaria especialmente CORRIDA CONTRA O DESTINO ("Vanishing Point", d. Richard C. Sarafian, 1971), M.A.S.H. (idem, d. Robert Altman, 1970), À PROCURA DA VERDADE ("Getting Straight", d. Richard Rush, 1970), VOAR É COM OS PÁSSAROS ("Brewster McCloud", d. Robert Altman, 1970) e CADA UM VIVE COMO QUER ("Five Easy Pieces", d. Bob Rafelson, 1970). 

E as melhores abordagens cinematográficas das óperas-rock tão características daquele período são JESUS CHRIST SUPERSTAR (d. Norman Jewison, 1973), TOMMY (d. Ken Russell, 1975) e HAIR (d. Milos Forman, 1979). 
Com um pouco de paciência, dá para baixar todos os filmes citados e montes de vídeos musicais da internet. (por Celso Lungaretti)

sábado, 5 de setembro de 2015

O APOCALIPSE ESTÁ PRÓXIMO!!!

Se você abriu este post pensando encontrar alguma novidade sobre o desfecho da agonia lenta da presidenta Dilma Rousseff, lamento informar que foi só uma pegadinha.

Talvez o apocalipse em questão esteja mesmo próximo, mas não privo da intimidade do Temer, Cunha & cia. Quando houver uma data, não será aqui que você vai tomar conhecimento dela em primeira mão. 

Mas, o apocalipse está mesmo bem próximo: basta você clicar na janelinha abaixo para assistir a Apocalypse Now, (1979), o filme mais ambicioso da carreira de Francis Ford Coppola, mas que acabou batendo na trave, não sendo tudo que poderia ser.

A ideia era ótima: transferir a ação da obra-prima de Joseph Conrad, O coração das trevas (escrito em 1889), da África colonizada para a Ásia convulsionada pela guerra do Vietnã.

No livro, um vapor sobe um longo rio à procura de um chefe de posto a ser resgatado.
Hopper seria melhor protagonista bem melhor que  Sheen

No filme, é uma pequena embarcação militar que vai em busca de oficial (Marlon Brando) que endoidou, tornando-se uma espécie de deus para os nativos e criando um reinado de horrores.

A loucura da guerra x a loucura de quem não suportou mais a irracionalidade da guerra. E um sicário (Martin Sheen) incumbido de atravessar a zona da guerra para eliminar o mau exemplo que incomodava os guerreiros do Pentágono.

A viagem tem contornos de pesadelo, com matanças chocantes em penca; um oficial mais doido ainda (Robert Duvall) espalhando napalm para todo lado, só que este tipo de loucura os senhores da guerra aprovam; um show de coelhinhas da Playboy para a soldadesca que quase acaba em estupro coletivo, etc.

O que mais faltou para se tornar um monumento cinematográfico é o ator certo no papel certo. Se um Gary Cooper foi capaz de tornar Matar ou morrer num dos maiores westerns de todos os tempos, Martin Sheen, como matador que os militares estadunidenses incumbem de serviços sujos, não é crível em momento algum. 
Marlon Brando aparece pouco, mas rouba o filme.

Pior: como seu alvo é o Marlon Brando, o duelo fica totalmente desequilibrado: o carismático ao extremo contra o sem carisma nenhum. Quando estão ambos em cena, só vemos o Brando.

No final, quando ele pergunta "Quem é você, um carrasco?", ficamos com a impressão de que faz uma gracejo, tipo "Pode um sujeitinho tão insignificante como você ser um carrasco?".  Em suma, ao não conseguir Steve McQueen nem Al Pacino para o papel, Coppola pisou feio na bola. 

Tinha Dennis Hopper ao seu dispor, mas só o viu como um hippie na linha de Sem Destino. David Lynch enxergaria outro lado dele, em Veludo Azul, no qual Hopper faz um dos mais contudentes vilões de Hollywood. Atuando daquela maneira, teria travado um acachapante duelo  de interpretação com Marlon Brando. Mas, a chance passou na janela e só Coppola não viu...

Destaque, também, para a incorporação na trilha sonora de uma canção incrível do Doors, "The End". Caiu tão bem que ficou, desde então, identificada com o filme.

sábado, 16 de novembro de 2013

O ROAD MOVIE DA ERA DA CONTESTAÇÃO: "SEM DESTINO"

Dois filmes memoráveis apresentaram ao mundo os movimentos e a cultura de contestação que fermentava nos EUA no final da década de 1960, tendo como principais vetores o rock, o LSD, a revolução sexual e o repúdio à Guerra do Vietnã. 

Sem Destino (Easy Rider, 1969) o fez contando a história de dois hippies que saem em busca da verdadeira América, refazendo o caminho dos pioneiros com suas motos. Só que, quanto mais se afastam das grandes cidades, mais encontram a ignorância, o conservadorismo e a intolerância. 

Dennis Hopper dá um show de direção, além de ter escrito o roteiro a seis mãos com Peter Fonda e Terry Southern. Ele e Fonda interpretam os motoqueiros Billy e Wyatt, cujos nomes são alusões aos personagens míticos do velho Oeste, o pistoleiro Billy the Kid e o xerife Wyatt Earp. 

Jack Nicholson, como o advogado bêbado, teve sua primeira grande atuação, chegando a ofuscar Fonda e Hopper. 

Destaque também para a trilha sonora recheada de clássicos do Steppenwolf ("Born To Be Wild" e "The Pusher"), Jimi Hendrix ("If Six Was Nine"), The Birds ("Wasn't Born To Follow"), etc.

Adiante postarei também o segundo filme a que me refiro na abertura: o documentário Woodstock.

domingo, 30 de maio de 2010

UMA PONTE ENTRE OS REBELDES DOS ANOS 50 E OS CONTESTADORES DOS '60


Acima, o Billy de "Sem Destino"; à esq., o jovem Clanton de "Sem Lei e Sem Alma": à dir., o Tom Ripley de "O Amigo Americano".
Dennis Hopper poderia ter sido um artista maior, se levasse mais a sério sua carreira e o próprio cinema.

Mas, preferiu aceitar praticamente todos os projetos que lhe ofereceram, os poucos ótimos, a infinidade de medianos e até alguns péssimos.


Isto confundirá ainda mais os críticos, já habitualmente confusos. Não esperem deles necrológios perspicazes...


Depois de trabalhar num e noutro seriado de TV, Hopper estreou no cinema como coadjuvante no clássico Juventude Transviada (dirigido por Nicholas Ray, 1955), filme cujo título original acabou sendo mundialmente adotado para designar aqueles jovens que não suportavam o american way of life mas ainda eram incapazes de oferecer-lhe alternativa: os rebeldes sem causa, com suas jaquetas de couro, correntes e motocicletas.


Novamente trabalhou ao lado de James Dean em Assim Caminha a Humanidade (d. George Stevens), filmado em 1955 e lançado em 1956.


James Dean e Marlon Brando (O Selvagem) foram os símbolos máximos dessa primeira geração de revoltados do pós-guerra.


O fato é que, depois das privações, do sofrimento e do morticínio, não sobreveio a paz sonhada. Pelo contrário, começou a guerra fria, a bomba atômica passou a inspirar pesadelos e paranóias, os Estados Unidos mostraram sua pior face na caça às bruxas desencadeada por McCarthy e Nixon.


O imenso desencanto foi o pano-de-fundo sobre o qual se projetaram o nascente rock'n roll e as escuderias de motoqueiros.


James Dean, entretanto, saiu da vida cedo demais, vitimado por um acidente automobilístico aos 24 anos. E, mais do que entrar na História, virou lenda: aquele que não se deixou domesticar, morrendo rebelde.


"Prefiro morrer antes de envelhecer", proclamou Pete Townshend. Mas quem fez isto foi James Dean, em setembro de 1955.


Como se tivesse herdado o pathos de James Dean, Dennis Hopper lançou uma ponte entre os revoltados de duas décadas, ao realizar o filme-manifesto Sem Destino (1969).


Além de dirigir, ele foi co-autor do roteiro, ao lado de Peter Fonda. E os dois ficaram também com os papéis principais, como hippies que querem seguir os passos de Wyatt Earp e Billy the Kid, saindo com suas imponentes
Harley-Davidson (as motos como referência que remete à geração anterior...) para descobrir os verdadeiros EUA.

Só que, ao enfurnarem-se pelos estados mais atrasados, acabam se chocando com a boçalidade, o preconceito e a truculência: são gratuitamente assassinados pelos jecas.


Juntamente com o registro cinematográfico do festival de Woodstock, foi Sem Destino que apresentou ao mundo a cultura paz & amor dos hippies, bem como as novas formas de contestação que surgiam com força total e acabaram por tirar os EUA do Vietnã.


Catapultado instantaneamente para a fama, Hopper ficou tão identificado com o personagem Billy que praticamente o repetiu como o assaltante que tenta regenerar-se em Kid Blue Não Nasceu para a Forca (d. James Frawley, 1973) e como o fotógrafo pirado de Apocalypse Now (d. Francis Ford Coppola, 1979).


Para não falar do pai da lenda viva em O Selvagem da Motocicleta (d. Francis Ford Coppola, 1983), um Billy que envelheceu e foi buscar consolo na garrafa, mas manteve uma percepção aguda das coisas.


E do fruto tardio da safra de filmes contestadores que Hopper dirigiu, além de colaborar no roteiro: Out of the Blue (1980).


Mais emblemática, entretanto, foi sua participação em O Amigo Americano (1977), a obra-prima de Wim Wenders. O Tom Ripley que Hopper compôs é exatamente o pós-hippie, o cowboy angustiado da cidade desumanizada, à procura de motivos para continuar vivendo, nem que seja uma complicada forma de vingar uma pequena ofensa.


É este o seu papel magnífico, inesquecível, e não o de Frank Booth em Veludo Azul (1986), contaminado pela artificialidade intrínseca de David Lynch.


O pior é que, daí em diante, os estúdios arquivaram a imagem de hippie, substituindo-a pela de vilão: ele passou a ser cada vez mais requisitado, para fazer cara de mau em filmes piores ainda do que Blue Velvet...


Foi quando ele parece ter-se curvado à evidência dos fatos, passando a fornecer a intepretação convencional que mantinha a engrenagem funcionando e o dinheiro entrando.


Deve ter chegado à mesma conclusão como diretor, depois de realizar a obra-prima não reconhecida As Cores da Violência (1988), que detectou no nascedouro, com olhar crítico, a subcultura das drogas pesadas, do rap e dos grafites.


Entre filmes de cinema e tralha para TV, há mais de 200 títulos listados em seus 56 anos de trajetória (incluindo aqueles em que ele só contribuiu com a voz).


È pena que a morte física tenha chegado duas décadas depois da morte artística. [Se for a última imagem que ficar, coitado!]


E que, no meio de tanto calhau, as pessoas tenham dificuldade para encontrar as pedras preciosas. Que, indiscutivelmente, existem.


Daí este meu pequeno esforço para destacar aquilo pelo que Dennis Hopper deve ser respeitado e lembrado.


"O Amigo Americano": Hopper contracena com o grande
diretor Nicholas Ray, que interpreta o pintor Derwatt
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