O que tem isso a ver com os verdadeiros guerrilheiros e as verdadeiras ações armadas? Absolutamente nada.
Mas, quando o filme conquistou o Oscar, muni-me de uma boa dose de paciência e assisti a esse filmeco de ação até o fim. Constatei que a minha primeira impressão era a correta.
O diretor Paul Thomas Anderson enxertou comicidade banal num assunto muito sério. Centenas de companheiros valorosos morreram na resistência ao totalitarismo e ao terrorismo de estado. Outros tantos sofreram o diabo nos porões da ditadura (eu inclusive). Merecemos respeito.
| Wagner Moura merecia o Oscar. O filme e o diretor, nem a pau Juvenal... |
A inferioridade de forças era tão acentuada que nossas organizações começaram fazendo ações armadas sozinhas e acabaram tendo de juntar duas ou três para as levarem a cabo.
Quanto à cambada de gringos e ricaços que nos combatia, eles eram bem diferentes da fantasia mostrada no filme, um misto tosco de CCC, TFP, Opus Dei e linha dura das Forças Armadas. Para começar, não incineravam seus membros.
Nada além de um road movie metido a engraçadinho, Uma batalha (contra o tédio) após a outra fica quilômetros atrás de Sem Destino, p. ex.
Se o Oscar não fosse um festival da indústria cinematográfica e jamais do cinema, eu consideraria descabida a a premiação de melhor filme e melhor diretor. Nas principais categorias, o único a merecer a estatueta era o Wagner Moura, como melhor ator.
Mas, já que não tem real relevância afora a comercial, tanto faz, como tanto fez. (por Celso Lungaretti)
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