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sábado, 16 de março de 2019

OPORTUNIDADE ÚNICA!!!

Com meu pedido de desculpas ao Juca Kfouri,
 reproduzo acima um excelente post do
Blog do Juca deste sábado, 16, 
pois merece ser conhecido
pelo maior número
 possível de 
leitores

domingo, 10 de março de 2019

ORVALHO DE CAVALO E BANANAS

Jair Bolsonaro tratou de lombadas e da importação de bananas do Equador em seu primeiro pronunciamento ao vivo. São assuntos da paróquia mental do presidente, mas pelo menos não houve outra crise urinária, como no Carnaval.

No último ano, o Brasil comprou US$ 108 milhões em produtos equatorianos, 0,06% do total das nossas importações. Cerca de 61% foram gastos em chumbo, preparados de peixe, chocolate e cacau. Bananas nem são discriminadas na lista. 

Bolsonaro reclamava do que acha concorrência indevida com as frutas do Vale do Ribeira, região pobre do estado de São Paulo, onde passou infância e adolescência.

Poucos dias antes do pronunciamento, live, a Justiça suspendera as compras de bananas do Equador, para a satisfação da Confederação Nacional dos Bananicultores, que reclama dos subsídios e de vírus da fruta importada, bidu.

Embora Bolsonaro seja um nacionalista rudimentar, não se pode deduzir do discurso da banana que o presidente vá se opor à abertura comercial proposta em tese pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ao ouvir tais conversas, há quem se anime com um otimismo perverso: seriam ideias limítrofes, restritas à paróquia mental do presidente, sem efeitos maiores ao menos na política econômica.
"assuntos da paróquia mental do presidente"

De fato, as ideias de Bolsonaro resultam de picuinhas com as lombadas da sua vida: com os quilombolas e a família rica de sua região de infância, com a multa ambiental que tomou quando pescava. 

Ocupa-se de mineração por causa de uma geopolítica adoidada (o nióbio, a invasão da Amazônia) e do gosto de faiscar ouro —andava com uma bateia no carro. Seus costumes vêm de um mundo de gente que faz rolos e tem milicianos.

Nada disso é inofensivo ou risco menor, pois as picuinhas de Bolsonaro se transformam em insultos contra milhões de brasileiros, iniciativas que ainda não são institucionalizadas, mas, por ora, meios de mobilização da horda. Também grave é o efeito dessa mentalidade sobre a viabilidade do governo e do país.

As manias que explodem em surtos mais ou menos calculados causam desordem e disseminam incerteza política e econômica. É assim com o presidente e com o circo de aberrações do Itamaraty, Educação e Direitos Humanos.

Difunde-se, porém, a ideia de que o governo possa ser tutelado e em parte terceirizado. 
"circo de aberrações do Itamaraty, Educação e Direitos Humanos"

Na 6ª feira (8), o Ministério da Educação sofreu discreta intervenção militar, provocada, enfim, por aquela carta enviada às escolas. 

Houve expurgo dessa gente ligada a um influenciador digital de seitas bolsonaristas chamado Olavo de Carvalho. [O Orvalho de Cavalo utilizado pelo Vinícius Torres Freire no hilário título do seu artigo é o apelido que tal charlatão do anticomunismo profissional recebeu nas redes sociais.]

Os generais já intervieram no caso de Israel, China, Venezuela e vários disparates presidenciais. Tentam afastar os filhos do capitão do Planalto, mas os filhos são parte desse bicho de várias cabeças, o presidente “Bolsonaros”. Em público, o vice-presidente, Hamilton Mourão, governa o gabinete de crise permanente.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é um improviso parcial de primeiro-ministro. Articula a reforma da Previdência e supervisiona até a formação difícil da coalizão de Bolsonaro. 

Mas Maia não pode nem quer assumir quase só a responsabilidade pela reforma, até porque não tem os recursos do Planalto para tanto.
Por Vinícius Torres Freire

Os generais têm ascendência sobre Bolsonaro, mas não a caneta. De resto, não podem ameaçar o presidente com uma debandada do governo, pelo qual são corresponsáveis.

É o maior desgoverno da paróquia, agora em rede nacional e insociável.

sexta-feira, 8 de março de 2019

BOLSONARO TERÁ SUPERVISÃO DE ADULTO

O blog apresenta o humor ferino de Renato Terra 
Após divulgar o golden shower no Twitter, ameaçar José de Abreu com um processo e passar muito tempo trancado no banheiro, o presidente Jair Bolsonaro terá sua autonomia controlada por um adulto responsável.

"Jair está naquela fase questionadora, em que começa a formar sua própria opinião, construir sua identidade e engrossar a voz", explicou Adalgisa Guararapes, do Conselho Tutelar de Rio das Pedras.

A partir de agora, a guarda de Jair será compartilhada entre Hamilton Mourão e Augusto Heleno. "Segundas, quartas e sextas, ele fica comigo. Vamos alternar nos finais de semana", explicou Mourão. 

"Quero também acalmar a nação e deixar claro o seguinte: caso eu tenha que sair de casa, vou deixá-lo com uma babá", completou.

Bolsonaro precisará submeter suas opiniões aos responsáveis antes de postá-las nas redes sociais. Só poderá assinar decretos na presença de um adulto. Deverá pedir autorização para dormir na casa de amigos e deve chegar da rua até as 21h.
"Esse menino passa o dia inteiro no celular e esquece de fazer o dever de casa. Está achando que a vida é ficar pendurado nas redes sociais vendo fetiche e provocando os outros", lamentou Augusto Heleno.

O general não descarta punir o presidente em caso de desobediência. "Da próxima vez que postar escatologia, vai ficar uma semana sem Twitter. E, se fizer pirraça, vai passar 15 dias descascando laranjas", explicou, enquanto dobrava o lençol de Bolsonaro e preparava um copo de leite morno.

O primeiro projeto de Bolsonaro submetido a um adulto foi a implementação imediata da Operação Leva Jato.

"A ideia é destacar todo o efetivo da Polícia Federal para identificar todo mundo que recebeu golden shower nesse Carnaval", explicou. 

Ao tomar conhecimento, Augusto Heleno comprou um videogame novo para Jair se entreter e, discretamente, engavetou o projeto.

O mercado financeiro recebeu bem a tutela de Jair Bolsonaro. Especialistas apostam que, em breve, Gleisi Hoffmann também terá a supervisão de um adulto. (Renato Terra é roteirista e dirigiu o documentário Uma Noite em 67)

quinta-feira, 7 de março de 2019

SAIBAM O QUE PRETENDIAM OS AUTORES DO VÍDEO OBSCENO QUE BOLSONARO DIVULGOU E FEZ BOMBAR

Estavam certos os cômicos do século passado: são necessários três patetas para produzirem uma boa patetada.

Então, os dois primeiros aproveitaram um cortejo carnavalesco que atravessava o centro de São Paulo na última 2ª feira (5) para encenarem seu número particular: um pateta subiu num ponto de táxi, dançou ao som de um funk que diz falei pra minha mãe que eu queria ser mulher, introduziu um dedo no próprio ânus e, finalmente, recebeu do outro pateta um jato de urina na nuca.
Na patética visão desses dois patetas, tal encenação repulsiva equivaleu a um "ato político contra o conservadorismo e contra a colonização dos nossos corpos e nossas práticas sexuais".

Vídeo postado no YouTube, ambos os patetas acreditaram que tinham desfechado um golpe decisivo contra a repressão sexual no planeta Terra, enquanto o que fizeram foi apenas acrescentar uma besteirinha de muito mau gosto à miríade de outras tantas que pululam na web.

E tal besteirinha passaria quase despercebida se não viesse um terceiro pateta e fizesse o vídeo bombar, divulgando-o para uma plateia que jamais dele tomaria conhecimento. Apresentou-o como um exemplo "do que têm virado muitos blocos de rua no Carnaval brasileiro", o que, ficou bem evidenciado agora, verdadeiramente não foi o caso. Até os blocos de rua ele injustiça...

Juntos, os três patetas conseguiram fazer com que uma canhestra patetada fosse tratada como um assunto de estado e colocasse o Brasil em ridículo aos olhos do mundo inteiro.

Nem Larry, Moe e Curly conseguiam criar patetadas que repercutissem tanto e causassem tamanho estrago.

(por Celso Lungaretti)
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