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sábado, 2 de dezembro de 2023

O MINISTRO DO STF INDICADO PELO LULA FERROU OS APOSENTADOS; JÁ O MINISTRO SAÍDO DO NINHO TUCANO TENTA SALVÁ-LOS.

C
ristiano Zanin, o primeiro ministro do STF indicado pelo Lula no atual mandato, parecia ter dado xeque-mate na revisão da vida toda, pela qual o INSS teria de corrigir uma terrível injustiça remanescente dos pacotes econômicos do século passado, que sempre tungavam os trabalhadores para estabilizar a economia.

O imbroglio começou em dezembro de 2019, quando uma decisão do Superior Tribunal de Justiça determinou o reconhecimento do direito dos aposentados e pensionistas a terem acrescidos aos cálculos de seus benefícios o universo de suas contribuições ao longo da vida, as quais não mais ficariam restritas àquelas feitas de 1994 em diante. Aí, um ano depois, o STF validou a revisão dos benefícios por 5 votos a 4.  

Mas, tal assunto voltou agora a debate no plenário virtual do Supremo. E Zanin, herdeiro da cadeira do ministro Ricardo Lewandowski (que se aposentou em abril último), não honrou o voto do seu antecessor, pois se posicionou contra, invertendo o placar de 2022. 
Agora são estes que querem poupar
recursos para os gastos políticos... 

Defensores dos aposentados inclusive foram à Justiça alegando que o voto de Lewandowski teria de ser mantido e, portanto, a participação de Zanin na nova votação haveria sido inconstitucional.

Então, quando tudo se encaminhava para o escolhido por Lula ser o responsável pela deplorável manutenção desse esbulho dos direitos de trabalhadores, eis que Alexandre de Moraes, egresso do tucanato, novamente se mostrou mais petista (do passado) do que o próprio PT (do presente).

Ele pediu destaque nesta 6ª feira (1º), fazendo com que o julgamento, iniciado no plenário virtual, recomece do zero no plenário físico. Ou seja, mesmo quem já se manifestou antes será obrigado a fazê-lo novamente, podendo, inclusive, mudar seu posicionamento.

Tal hipótese é bem plausível, de vez que o voto traíra do Zanin  repercutiu horrivelmente entre a esquerda (inclusive nas próprias fileiras do PT, cujos bastidores andam fervendo). 

Ademais, se no plenário virtual inexistia debate entre os ministros, no plenário físico haverá. Ou seja, o que disserem e fizerem repercutirá muito mais e os aposentados ficarão sabendo bem melhor quem considera aceitável sacrificar seus direitos para sobrarem mais recursos para as maracutaias da política.


...e é este que defende os aposentados
Por mais que os petistas detestem tal constatação, é incontestável que, durante 2023, o Alexandre de Moraes tem feito muito mais pelas bandeiras de esquerda do que o Lula. 

Inclusive, a esperança de vermos Jair Bolsonaro atrás das grandes, após a sucessão interminável de crimes de responsabilidade que cometeu no seu catastrófico mandato (alguns dos quais gravíssimos, como o genocídio durante a pandemia e a tentativa de golpe em 08/01) repousa sobre os ombros de Moraes.

Está cada vez mais evidente que, se depender do Lula, o palhaço assassino escapará apenas com a inelegibilidade, uma pizza com a qual o controlador do PT teria, dizem, se comprometido antes mesmo de iniciar seu terceiro mandato presidencial. (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

O GUEDES ERA DE VIDRO E SE QUEBROU, SEU LIBERALISMO ERA POUCO E SE ACABOU – 2

 (continuação deste post)
A
revolta popular de junho de 2013 em São Paulo foi encabeçada pela esquerda mais consequente e aproveitada de modo oportunista pela direita mais conservadora  (embandeirada de verde-amarelo).

Foi uma consequência da debacle capitalista exatamente onde o capitalismo é mais desenvolvido, fazendo sentir do modo mais rápido e cruel os impasses de sua decadência; e já prenunciava o anseio popular por mudanças.

Foi o então candidato Jair Bolsonaro (e sua fakeada) quem melhor soube aproveitar eleitoralmente a insatisfação popular, com seu discurso:
— conservador nos costumes;
— falsamente liberal na economia;
— mentiroso quanto ao seu passado, pois ele fez os desinformados acreditarem que se tratava de um outsider na política, embora acumulasse três décadas de mandatos legislativos fisiológicos;
— mentiroso quanto ao seu futuro se eleito, pois fingiu que combateria a corrupção (tida erradamente como o grande empecilho ao progresso brasileiro) e acabou torpedeando a Operação Lava-Jato e favorecendo sua extinção.

É fácil de se comprovar que já havia naquelas eleições de 2018 uma contradição ideológica inconciliável do militarismo nacionalista com o liberalismo clássico apregoado por Paulo Guedes e endossado de modo oportunista pelo então candidato Bolsonaro.

O que se viu depois foi: 
— o descumprimento da promessa de campanha de privatização das estatais (aliás, uma bandeira que em nada resolve os problemas sociais, posto que o patrão estado e o patrão privado obedecem à mesma lógica de extração da mais-valia e acúmulo do capital para fazer face à guerra concorrencial de mercado);
— o aparelhamento do estado com militares de pijama ou da ativa em cargos estratégicos e até de terceiro escalão;
— o aumento da dívida pública, o pagamento de juros escorchantes aos nossos credores e o descontrole fiscal;
— a redução de direitos trabalhistas e previdenciários;
— o aumento da inflação;
— a corrupção nos ricos ministérios da Saúde e da Educação (sem falar na descoberta de rachadinhas anteriores) e com a compra de dezenas mansões em Brasília, com dinheiro vivo, por parte de integrantes da famiglia presidencial;
— o aumento do analfabetismo, que tanto favorece o coronelismo eleitoral nos rincões do Brasil profundo;
— a completa submissão aos parlamentares do centrão, com Bolsonaro retirando descaradamente a máscara de outsider e voltando a esse seu berço político que não passa de um cancro histórico em nosso país;
— a continuação das década perdidas (2000, 2010) neste início da de 2020, com registros pífios de crescimento do nosso Produto Interno Bruto;
— o desmatamento criminoso da Amazônia (comprovado pelos órgãos oficiais e cinicamente reconhecida numa reunião ministerial por quem deveria proteger o maio ambiente, mas agia mesmo é para facilitar a passagem da boiada do agronegócio e da extração mineral e vegetal indevida);
— a política externa desastrosa que tornou o Brasil um pária no mundo civilizado e atingiu o auge do ridículo com a convocação de embaixadores estrangeiros para ouvirem as mentiras presidenciais sobre as urnas eleitorais e com a tentativa frustrada de fazer de Eduardo Bolsonaro nosso embaixador nos EUA;
— a 
reinserção do Brasil no mapa da fome da FAO, organismo da ONU; e
— a administração criminosa da crise sanitária da covid, colocando-nos como campeões mundiais da relação mortes por habitantes (supostos 700 mil, embora o total não maquilado superasse 1 milhão, para uma população de 210 milhões de habitantes), fato que se configura como genocídio tendo em vista a recusa governamental em comprar vacinas num primeiro momento, optando pela aquisição e distribuição (sem concorrência pública) de remédios comprovadamente ineficazes.

Vamos ficar por aqui, ainda que pudéssemos citar muitos outros exemplos de desgoverno  .

Mas o pior é que o capitalismo continuará indo ao encontro do seu amargo fim, com o Brasil sendo particularmente atingido pela crise que já é um fenômeno mundial;  os remédios anunciados alhures como eficazes nada mais são do que mais do mesmo, ainda que provavelmente sem a idiossincrasia de um governo esclerosado no tempo.

O risco é que a volta da insatisfação popular nos faça retroceder aos comportamentos anticivilizatórios hoje tão incensados por energúmenos desavisados que insistem em olhar com simpatia a vida social pelo retrovisor, ao invés de fazerem a roda da história acelerar para a frente!

Por que insistirmos num modelo de mediação social caduco, que nos coloca sob o risco de sucumbirmos à nossa própria insensatez??? (por Dalton Rosado)

domingo, 9 de janeiro de 2022

SE FOSSE UMA GUERRA CONVENCIONAL AO INVÉS DE SANITÁRIA, QUEIROGA E O BOZO SERIAM FUZILADOS: QUINTA-COLUNAS!

bruno boghossian
GOVERNO AGE PARA VACINAR O MENOR
 NÚMERO POSSÍVEL DE CRIANÇAS
A
contragosto, Marcelo Queiroga anunciou a vacinação de crianças contra a covid. 

O ministro, no entanto, disse que ainda não há previsão de doses para todo o público de 5 a 11 anos de idade. Segundo ele, a compra desses imunizantes vai depender da demanda. "Nós não sabemos ainda qual será a taxa de adesão dos pais a essa vacinação", declarou.

Numa campanha peculiar, o governo Bolsonaro trabalha para achatar esse índice e vacinar o menor número possível de crianças. Depois de propor obstáculos como a exigência de receita médica, o presidente e o ministro da Saúde lançaram uma política oficial de comunicação para desestimular a aplicação de doses.

Na 5
ª feira (6), Bolsonaro dedicou um quarto de sua transmissão ao vivo nas redes sociais para alardear riscos da imunização de crianças. As doses pediátricas da Pfizer já foram consideradas seguras pela área técnica do Ministério da Saúde, mas o presidente fez propaganda contra a vacina que o próprio governo vai oferecer nos postos de saúde.

Não foi só uma
posição de internet, como Eduardo Pazuello descreveu as bravatas negacionistas do chefe. Bolsonaro disse ter determinado a Queiroga a divulgação de alertas sobre a vacinação e os possíveis efeitos adversos dos imunizantes, considerados raríssimos. "Vai ser obrigado a falar para os pais que queiram vacinar seus filhos", afirmou.

O ministro gosta de ostentar sua impressão digital na distribuição de milhões de doses de vacina contra a covid, mas endossa as suspeitas difundidas pelo presidente. Na última semana, Queiroga disse que um dos momentos mais difíceis que enfrentou no cargo foi a morte de uma gestante em função de um efeito adverso de vacinas.

[Não havendo comprovação nenhuma de que isto haja realmente ocorrido e tendo o ministro credibilidade zero, a posição deste blog é de que a afirmação acima deve ser desconsiderada].

Em quase dez meses na função, o doutor testemunhou os piores momentos da pandemia no Brasil. No dia em que ele tomou posse, o país registrou mais de 3 mil mortes. Desde então, outras 320 mil pessoas morreram. Neste mês, Queiroga ultrapassa os 303 dias em que Pazuello ocupou a cadeira de ministro. (por Bruno Boghossian)
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