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domingo, 2 de novembro de 2025

DIREITA, VOLVER! ANISTIA A BOLSONARO SAI DA PAUTA, SUBSTITUÍDA PELA DEFESA DO MATADOR SERIAL CLÁUDIO CASTRO.

As polícias do Rio esqueceram na mata mais de 60 corpos. Recolhidos pelos
moradores de madrugada, amanheceram enfileirados numa praça da Penha.
"Após as 121 mortes na operação policial do Rio, acusada de chacina pela esquerda, aplaudida pela direita e (segundo as pesquisas) apoiada pela sociedade, a oposição se realinhou e ganhou novo ânimo e a bandeira da insegurança para superar a dependência de Jair Bolsonaro e enfrentar o favoritismo de Lula para 2026...

...tudo caminhava para um fim de ano festivo para Lula, mas 2025 pode terminar  com a derrota acachapante da PEC da Segurança no Congresso e entrar o ano eleitoral enfrentando a CPI das organizações criminosas, comandada pela oposição e focada em martelar que a esquerda defende bandido, é contra a polícia e conivente com o tráfico."(por Eliane Cantanhede, no Estadão)

Trata-se de um copo meio cheio e meio vazio.
Mortes nas operações policiais devastadoras
de Cláudio Castro aproximam-se do milhar

De um lado. o esvaziamento político do pior presidente brasileiro de todos os tempos, responsável último pela morte de algo entre 350 mil e 400 mil cidadãos que teriam sobrevivido à pandemia de covid se não fosse sua sabotagem tresloucada da vacinação, é uma evolução  positiva dos acontecimentos.

Do outro, o copo meio vazio é que a direita se volta agora para a selvageria bestial do bandido bom é bandido morto

Com ínfimo repertório, troca o bolsonarismo que louvava o extermínio de presos políticos por parte do DOi-Codi pelo malufismo que endossava as execuções extrajudiciais de marginais por parte da Rota).

O retrocesso civilizatório parece ser o nosso melancólico destino.

E fica comprovado que Glauber Rocha, no seu primoroso Terra em Transe. estava certo ao indagar se a culpa pela rendição sem luta de 1964 era ou não do povo.  Sim, a culpa maior por aquela quartelada foi da classe dominante (como sempre!), mas a falta de reação dos dominados não pode ser relevada.

Vale lembrar que, em 1936 na Espanha,  o golpe de estado de conservadores, monarquistas e fascistas, apesar de sua enorme superioridade de forças em termos militares, foi rechaçado pelo povo, que se levantou espontaneamente, quando a esquerda ainda vacilava indecisa. 

O que era para ser um passeio das Forças Armadas, bem treinadas nas refregas para manutenção das conquistas coloniais na África, acabou sendo uma guerra civil sangrenta de dois anos e nove meses, decidida pelo forte apoio que a Alemanha nazista e a Itália fascista davam aos ultradireitistas, enquanto a Inglaterra e a França se omitiam de forma vergonhosa

Diferença gritante com o golpe de 1964 no Brasil, com o governo de João Goulart esfarelando a partir de uma marcha de recrutas sob o comando de Olímpio Mourão Filho, de Juiz de Fora para o Rio de Janeira pela via Dutra. Bastariam alguns caças da FAB disparando sobre as cabeças daqueles soldadinhos  de chumbo para eles estarem correndo até hoje. 

E, com alguma resistência popular, o desfecho poderia ter sido outro, mas a usurpação de poder foi facilitada pela tradicional pusilanimidade da brava gente brasileira... (por Celso Lungaretti) 

sábado, 11 de dezembro de 2021

ACEITAR O ALCKMIN COMO VICE DO LULA É CONDENÁVEL? E BEIJAR A MÃO DO MALUF PARA ELE APOIAR O HADDAD NÃO ERA?

E
m entrevista ao site Socialista Morena, da Cynara Menezes, o deputado federal e ex-presidente do PT Rui Falcão bateu pesado nas tratativas para tornar Geraldo Alckmin o candidato a vice na chapa presidencial do Lula:
"Lula já falou que é a favor do fim do teto de gastos, de outra política de preços na Petrobras, que é contra a privatização das empresas públicas… O programa do Alckmin é a favor disso? Todos os governos dele foram na direção oposta, inclusive com medidas repressivas como a [desocupação truculenta da comunidade] do Pinheirinho".
Além de qualificar a parceria com Alckmin de "um erro estratégico brutal", Falcão ironizou: 
"Para quem quer uma campanha aguerrida, passa um simbolismo negativo colocar um [médico] anestesista na vice".
É impossível discordarmos de que Alckmin esteja à direita do Lula. Mas, eu estranho que só agora estejam sendo feitas críticas tão contundentes à
Julia Roberts do PT, e não quando estava dormindo com inimigos bem piores do que o dito picolé de chuchu – refiro-me, claro, ao personagem-símbolo da corrupção política na segunda metade do século passado, Paulo Maluf.

Vale lembrar que Maluf, entusiasta da repressão, tinha como um de seus motes de campanha a promessa Vou botar a Rota na rua!, referindo-se à unidade da PM paulista cuja atuação é retratada num livro célebre de Caco Barcellos e que era então frequentemente apontada por organismos internacionais como contumaz praticante de execuções extrajudiciais. 

Quando governador, Maluf sempre deu ampla liberdade de ação à Rota, motivo pelo qual seus eleitores sabiam muito bem o que tal promessa significava: mortes e mais mortes de marginais que supostamente teriam resistido à prisão. (por Celso Lungaretti)
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