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quarta-feira, 31 de julho de 2019

VERGONHA! CONSELHEIROS TRAÍRAS EMPORCALHAM O CORINTHIANS!

Que o ignaro fique com seus Felipões e Felipes Melos...
menon
CORINTHIANS OFENDE A HISTÓRIA
O Corinthians cometeu um atentado contra a História. E contra a sua própria História. 

Vamos relembrar o caso. 

Em 2018, o clube voltou a competir no basquete, esporte em que tem um passado glorioso, com a participação de Wlamir Marques, talvez o maior jogador brasileiro de todos os tempos. 

O Corinthians venceu a Liga Ouro, que permitiu o acesso ao NBB. 

Quando o título se confirmou, com uma vitória sobre São José, o capitão Gustavinho comemorou com uma camisa onde cobrava a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco. Ele teve a autorização de um diretor para usar a camiseta.
...nós continuaremos sempre inspirados por Sócrates, Casagrande, Wladimir e Gustavinho!
É um fato. Gustavinho usou uma camiseta cobrando a solução de um assassinato.

Passado um ano, é feita uma exposição sobre a história do basquete. E alguns conselheiros exigiram que a camiseta não fosse exposta.

Impediram que a História fosse contada. Um absurdo.

Assustador é o motivo alegado: o Corinthians é de todos
Clique para assistir Democracia em preto e branco, um
documentário de longa metragem sobre a democracia corinthiana
.
Como assim? Então, há corintianos a favor do assassinato? Ou contra a solução do assassinato? 

Além de esconderem um fato histórico, cospem no passado do clube, cuja torcida pediu anistia e cujo grande ídolo pediu diretas-jáQuando agora se falar desse fato, teremos de relembrar que há corintianos na diretoria que apoiam assassinatos. 

Um grupo de torcedores se insurgiu contra a resolução de tirar a camisa da exposição e fará uma vigília em protesto. (por Luís Augusto Simon, o Menon do jornalismo esportivo)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A INGRATIDÃO, ESSA PANTERA, VOLTA SUA SANHA CONTRA O OSCAR SCHMIDT.

Um dos traços mais deploráveis dos brasileiros é a ingratidão, essa pantera. 

Temos poucos grandes nomes e os tratamos a pontapés depois que passa o seu apogeu. Como se muitos, invejosos de quem fez é por merecer irrestrita admiração, estivessem esperando apenas o momento certo para os apedrejar. 

E não precisam esperar muito, pois a memória é bem curta nestes tristes trópicos 

O Tiradentes, nosso maior revolucionário do passado, está quase esquecido e seu feriado é dos menos festejados. Dez vidas ele tivesse, dez vidas ele daria. Quantos disseram o mesmo neste país pachorrento, cujo povo é tão submisso face aos tiranos? 

A extrema-direita consegue impedir, com manobras jurídicas, que a família do Lamarca receba uma reparação merecidíssima; e quase ninguém se incomoda. Ele ousou lutar, foi abatido como um cão por jagunços travestidos em agentes do Estado e agora os beneficiários do seu sacrifício extremo não ousam sequer pronunciar o seu nome! 

O Plínio Marcos, cujas peças a censura impedia que fossem encenadas, era obrigado a vender textos mimeografados na porta de teatros para sobreviver. Muitos que passavam para assistir às inocuidades em cartaz se desviavam como se ele fosse pestilento.

O Garrincha, que carregou nossa seleção nas costas em 1962, morreu praticamente na sarjeta. 

Depreciam o Oscar Schmidt por uma coisa (a política) infinitesimal diante dos seus feitos como esportista. E isto lhes dá pretexto para até ignorarem suas agruras terríveis, motivo óbvio do mau momento que teve como palestrante (vide aqui). 

Não deveria fazer palestras porque já é incapaz de controlar as alterações de comportamento que o tumor cerebral às vezes lhe provoca? Mas, abdicando do pouco que lhe resta na vida que ainda lhe resta, certamente morrerá mais depressa. A frustração dos pífios (*) de Caruaru pesa mais do que a compaixão do que qualquer ser humano nos deveria inspirar (e muito mais um dos nossos poucos nomes superlativos e memoráveis na atividade que exerceu!).  

Não reverenciam como deveriam a Maria Esther Bueno, o Gustavo Kuerten, o Nelson Piquet, o Emerson Fittipaldi, etc. 

O Eder Jofre disse tudo: "Se alguém quer me homenagear, que o faça agora, porque depois de morto não adianta nada". 

Como o Raul Seixas, que se ressentia muito do abandono por parte dos fãs quando o conheci, em 1980. Só após sua morte foi que o redescobriram. 

E é por ter falecido que o Ayrton Senna continua sendo tão cultuado; se estivesse vivo, enxergariam nele tantos defeitos quanto no Pelé ou no Oscar. 

Quando o mão santa morrer, talvez finalmente nos lembremos de como ele foi grande um dia... 

Faço restrições aos estadunidenses por muitos e bons motivos, mas nisto eles são bem melhores do que nós: sentem gratidão por seus ídolos e lhes dão todo reconhecimento. 

Só sobre o Muhammad Ali já vi ou tomei conhecimento da existência de uns 20 filmes. Sua carreira terminou em 1981, hoje é uma sombra do que foi, mas vive rodeado de enorme carinho, respeito e admiração. Como é o correto.

Por aqui, estaria esquecido e só se falaria dele quando surgisse oportunidade para o agredir covardemente, como acaba de fazer uma malta de linchadores virtuais. 

* é absoluta má fé me acusarem de desprezo pela cultura popular nordestina, pois nunca o tive. Inclusive, respeito e aprecio o trabalho da Banda de Pífanos de Caruaru. O que detestei foi a postura de alguns mimadinhos pífios de Caruaru. E isto está bem claro no meu texto anterior.
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