Mostrando postagens com marcador Mundial Fifa de 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundial Fifa de 2010. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A ANÁLISE DEVASTADORA DO JUCA KFOURI SOBRE O BAD BOY DO FUTEBOL QUE GOSTA DO OGRO DA POLÍTICA: IMPERDÍVEL!

juca kfouri
O BOLSOMINION DOS GRAMADOS
Felipe Melo recebeu o 15º cartão nesta temporada: 14 amarelos e o vermelho contra o Bahia.

Só no Campeonato Brasileiro, com 14 rodadas disputadas, ele tomou sete amarelos, além do vermelho, em 10 jogos, completando 55 cartões em 118 partidas desde sua chegada ao Palmeiras, em 2017, média espantosa de 1 cartão a cada 2 jogos

Os números são do Espião Estatístico, do Globo Esporte.

O palmeirense está a um cartão vermelho de chegar aos 20 na carreira —na esteira da violência e indisciplina que marcam sua trajetória, principalmente na Europa.

Bem ele que, ideologicamente, deveria (a exemplo do ex-capitão presidente) odiar o vermelho, mas odeia as canelas e os rostos dos adversários, tratados como inimigos.

Há, é fato, diferença significativa entre Melo e Messias: o volante sabe o que fazer com a bola e o político não tem a menor ideia do que fazer com o poder.
Em 2017, esmurrando Mier, do Peñarol...

O estilo dos dois se assemelha, assombra, estimula e divide tanto a gente alviverde quanto os brasileiros em geral.

Indisciplina para ambos é fichinha, um tantas vezes expulso de campo ou suspenso por cartões, outro preso e praticamente também expulso do Exército.

Felipe largou o país na mão quando, na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, com a seleção brasileira perdendo para a Holanda por 2 a 1, pisou em Robben e deixou o time com dez jogadores.

Jair fugiu dos debates na campanha eleitoral.

Jogar à moda bolsonarista tem causado desconfiança na torcida alviverde, embora haja os que o venerem, provavelmente intoxicados pela constante presença do presidente na arena alviverde e, também, pelo jeito Felipão de ser.

Do mesmo modo, dois terços do Brasil já não sabem mais o que fazer diante das investidas escatológicas do ex-militar.

Bolsonaro parece não ter saído ainda da fase anal, tamanha sua insistência com brincadeiras sexuais, grosseiras, com seus troca-trocas, reveladoras do medo explicado por Freud e deveria constranger ministros como o justiceiro Sergio Moro e o desmatador Ricardo Salles que, no entanto, agem como dóceis soldadinhos.
...e no Mundial de 2010, enterrando a seleção brasileira.
Não é outro o comportamento dos companheiros de Felipe Melo diante das felipemeladas, subservientes à barbicha bizarra e à munhequeira trazida no pulso sob a justificativa de secar o suor, mas, na verdade, útil como eventual proteção para os dedos no caso de precisar distribuir socos em vez de passes.

Passes distribuídos, diga-se, com enorme competência.

Felipe Melo ainda tem a seu favor, ao menos, um discutível balanço que não favorece Jair Bolsonaro: o chamado custo-benefício.

Se ele tem deixado o Palmeiras em má situação ao não participar de jogos decisivos, ou por ser responsável por perda de pontos como no caso recente contra o Bahia, é inegável que tem liderado o grupo em vitórias importantes.

Já Bolsonaro não tem agregado coisa alguma, a não ser o bestialógico diário com que inebria seu eleitorado ignorante por falta de conhecimento ou excesso de má fé, seja a propriamente dita, seja a neopentecostal.
Cara de um, focinho do outro

É lamentável constatar um talento desperdiçado como o do meio-campista palmeirense.

Assim como é triste ver o Brasil embarcado no obscurantismo imposto por uma gente surgida das catacumbas, mas fruto das urnas.

Quem acompanha o futebol sempre soube quem é Felipe Melo.

Quem observa a política desconhecia este Brasil odiento.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A TAÇA DO MUNDO NÃO É MAIS NOSSA/ DO BRASILEIRO, SÓ FAZEM TROÇA/ Ê-ÊTA TIMINHO CALOURO/ É RUIM NO SAMBA, É RUIM NO COURO...

"Dá a chupeta/ Dá a chupeta/ Dá a chupeta pro bebê não chorar"
Há exatamente um ano, o Brasil perdeu a honra futebolística: seus homens viraram meninos, assistindo sem reação, como se estivessem hipnotizados, aos sucessivos tentos da Alemanha no Mineirão. O 7x1 saiu barato.

E, se em 90 minutos foram sete gols, quatro deles ocorreram apenas entre os 22' e os 28' da etapa inicial, sem que os dois técnicos presentes (?), o campeão de 2002 e o campeão de 1994, esboçassem a mínima reação.

Jogadores aparvalhados no campo, treinadores petrificados no banco. Nunca a Seleção Brasileira fora tão humilhada: pior placar adverso em mais de 100 anos de história e mais de mil partidas disputadas, além de uma postura complacente como jamais se vira. Fez-me lembrar o conselho de Marta Suplicy para as situações nas quais o estupro é inevitável: "Relaxa e goza".

Taticamente, a melhor explicação do vexame é a de um dos destaques do tri, o craque Tostão, hoje um dos poucos comentaristas de futebol que vale a pena lermos (a íntegra do seu artigo está aqui). Ele destaca como a derrota acachapante já se desenhava nos vestiários, com um técnico sabendo exatamente o que fazer e o outro mais perdido do que cego em tiroteio:
O professô do tempo do Onça...
"Felipão começou a palestra repetindo que, em casa, é impossível o Brasil perder. Parreira acrescentou: 'Estamos com as mãos na taça. A CBF e a Seleção são coisas que deram certo no Brasil'. 
Felipão lembrou a estratégia: 'Vamos pressionar, acuar os alemães, com uma linha de três atacantes [Bernard, Fred e Hulk], Oscar perto dos três e mais o apoio dos laterais. Luiz Gustavo fica mais atrás, quase como um terceiro zagueiro, para fazer a cobertura'.
Fernandinho, preocupado, perguntou: 'Professor, não é perigoso eu ficar sozinho, no meio, contra os três alemães, que tocam muito bem a bola?' Felipão, com seu trejeito característico, respondeu: 'Eles vão tremer e não vão sair da defesa'.
No outro vestiário, o técnico alemão Joachim Löw relembrou: 'Vamos congestionar o meio-campo, com cinco jogadores [Kroos, Schweinsteiger, Khedira, além de Müller e Özil, pelos lados], ficar com a bola, trocar passes e avançar em bloco'.
A Alemanha, contra o Brasil, e o Chile, contra a Argentina, congestionaram o meio-campo, defenderam e atacaram em bloco, sem deixar espaço entre os setores.
Enquanto isso, Brasil e Argentina tinham um vazio no meio, pois jogaram com um volante, quase como um terceiro zagueiro (Luiz Gustavo e Mascherano), um meia ofensivo, próximo aos três da frente, quase um quarto atacante (Oscar e Pastore). No meio-campo, tinham apenas um jogador (Fernandinho e Biglia), ambos sem muito talento. A diferença é que a Alemanha tem muito mais qualidade individual que o Chile"
...e um técnico da modernidade.
Low estava anos-luz à frente de Felipão, mas o papo certamente teria sido outro com Pep Guardiola comandando o escrete brasileiro. Interessado em agregar mais uma grande conquista a seu currículo, ele ofereceu-se para nos levar ao hexa, com remuneração muito abaixo do seu patamar habitual caso não se sagrasse campeão. José Maria Marin recusou. Espero que os remorsos o estejam consumindo em sua cela na Suíça...

AGORA SÓ QUEREMOS SER O MAIOR 
SAPO DE UMA PEQUENA LAGOA

O complexo de vira-latas, de que nos livráramos no finzinho de junho de 1958, voltou com tudo, pior do que nunca. Esquecemos a pretensão de ombrearmo-nos aos maiores do planeta e passamos a nos enxergar de novo como competidores pela supremacia na América do Sul. Atrás da Europa, tudo bem, só não se pode ficar abaixo dos esfarrapados da vizinhança!

Cinco dias depois, a maioria dos brasileiros torcia pateticamente pelos algozes alemães contra os hermanos argentinos, preferindo os abastados  filhos da Merkel, destruidora de nações, a outros coitadezas como nós, semelhantes a nós em tudo e sofredores como sempre fomos e jamais deixaremos de ser enquanto nos prostrarmos aos desígnios das grandes nações capitalistas.

Mas, limitemo-nos neste texto aos tormentos futebolísticos. Sobre os outros já falamos demais noutros artigos.

Primeiro ponto: a tragédia do Mineirão foi anunciada. Eu, p. ex., a vinha anunciando há cerca de um ano, por ter absoluta certeza de que o hexa jamais chegaria pelas mãos do treinador Luiz Felipe Scolari.
Mais lágrimas virão...

A Seleção Brasileira simplesmente não acompanhara a enorme evolução tática e técnica do futebol mundial a partir da revolução catalã da segunda metade da década passada, de forma que a nossa única esperança era termos no banco alguém como o corinthiano Tite, capaz de armar seu time de forma a compensar a inferioridade de forças (foi o que ele fez no Mundial de Clubes de 2012, ao dar um nó tático em Rafael Benítez e, contando com a aplicação do elenco e os milagres do goleiro Cássio, surpreender o franco favorito Chelsea).

Felipão, flagrantemente ultrapassado e taticamente medíocre, só poderia piorar o que já era ruim. E foi, claro, o que ele fez. Detalhe: a opção kamikaze de desguarnecer o meio-de-campo contra a Alemanha foi decidida à última hora e adotada... porque ele sonhara na véspera com Bernard conduzindo o Brasil à vitória (!!!). Coisa dos treinadores do tempo do Onça, como Osvaldo Brandão.

Mas, por que o jurássico Felipão, que vinha de fracasso em fracasso desde o Mundial de 2002, estava lá? Simplesmente porque a presidência da Casa Bandida do Futebol caíra no colo de José Maria Marin, após a desgraça do também corrupto Ricardo Teixeira. 
A certeza de novos vexames

Foi Marin que, contra a opinião da crônica esportiva e dos torcedores conscientes, retirou do ostracismo outro anacronismo com o qual se identificava pela índole autoritária de ambos. Deram-se as mãos e enterraram o escrete.

E o que aconteceu desde então? Nada. Como bem notou, mais uma vez, o lúcido Tostão:
"Para assimilar, conviver bem e renascer após uma tragédia, sem esquecê-la, é necessário, durante um tempo variável, refletir, vivenciar, com tristeza, a perda, o luto.
A CBF, com apoio da maioria dos treinadores brasileiros, fez o contrário, ao negar, ao não dar importância ao 7 a 1, como se fosse apenas um apagão. Um ano depois, o futebol brasileiro está no mesmo lugar, sem identidade, perdido".
Saiu Marin, entrou Del Nero. Seis por meia-dúzia.

Escolheram Gilmar Rinaldi para diretor de seleções, não ligando ou pretendendo mesmo que viceje à sombra da CBF o balcão de negócios denunciado pelo grande Zico (leia aqui).

Rinaldi imediatamente quis ter a seu lado o ex-jogador limitado e técnico fracassado Dunga, outro cujo passado o condena: pertenceu à máfia de intermediação de jogadores, convocou para a Copa de 2010 um dos clientes da empresa internacional da qual participava e mentiu à imprensa e à Justiça gaúcha a este respeito (leia aqui).

Marin foi preso a pedido do FBI e Del Nero voltou espavorido para o Brasil, não botando o pé fora desde então, pois teme ser também denunciado, preso e extraditado.
Não era o hexa chegando. Era a polícia suíça.

Armou-se uma CPI da CBF e a chamada bancada da bola, com a participação inclusive de senadores do PT, tudo faz para que ela acabe em pizza (leia aqui).

O Brasil foi expelido da Copa América pelo fraquíssimo selecionado paraguaio, aumentando os temores de que possa, pela primeira vez, ficar fora de um Mundial da Fifa. Com o futebol que acaba de exibir no Chile, mesmo não estando Neymar ausente como nos dois últimos papelões, pode, sim, não passar das eliminatórias.

Rinaldi armou uma maratona de blablablá engana-trouxa, durante a qual muito se falará e isto de nada servirá, pois o primeiro e fundamental passo para se restabelecer a moralidade e o profissionalismo na CBF e na Seleção é a saída de Del Nero, de Dunga e dele próprio, Rinaldi.

Resumindo: a situação continua exatamente a mesma um ano depois dos 7x1 e a perspectiva é de que, se nada de substancial mudar, mais humilhações virão.

Melancolicamente, a esperança que nos resta é a de que o FBI finalmente confirme ser Del Nero o tal "coconspirador 12" do esquema de roubalheira futebolística ora investigado pelos EUA, o que talvez mexa com os nossos brios o suficiente para, enfim, começarmos a desratizar a CBF.

domingo, 5 de julho de 2015

PARA NUNCA ESQUECERMOS, PARA JAMAIS PERMITIRMOS QUE SE REPITA: ALEMANHA 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7. BRASIL, 1.

Ajoelhou, tem de rezar.
Na próxima 4ª feira, 8, transcorrerá mais um infeliz aniversário brasileiro.

Se não chega a ser tão nefando quanto o de 1º de abril (nada pode ser tão ruim quanto o dia que nos fez perder 21 anos, tantas vidas, nossas melhores esperanças e a nossa inocência!), foi um golpe terrível na auto-estima dos brasileiros.

O complexo de vira-latas, de que nos livráramos no finzinho de junho de 1958, voltou com tudo, pior do que nunca. Esquecemos a pretensão de ombrearmo-nos aos maiores do planeta e passamos a nos enxergar de novo como competidores pela supremacia na América do Sul. Atrás da Europa, tudo bem, só não se pode ficar abaixo dos esfarrapados da vizinhança!

Cinco dias depois, a maioria dos brasileiros torcia pateticamente pelos algozes alemães contra os hermanos argentinos, preferindo os abastados  filhos da Merkel, destruidora de nações, a outros coitadezas como nós, semelhantes a nós em tudo e sofredores como sempre fomos e jamais deixaremos de ser enquanto nos prostrarmos aos desígnios das grandes nações capitalistas.
Sofremos 4 gols em 7 minutos. E eles só assistindo...

Mas limitemo-nos, neste texto, aos tormentos futebolísticos, mais no espírito de um domingo. Já chega o quanto os outros, os do subdesenvolvimento econômico, político e cultural, nos consomem e tiram o sono durante os dias úteis, quando somos bombardeados pelas más notícias por todos os lados...

Primeiro ponto: a tragédia do Mineirão foi anunciada. Eu, p. ex., a vinha anunciando há cerca de um ano, porque sabia que o hexa jamais chegaria pelas mãos do treinador Luiz Felipe Scolari.

A Seleção Brasileira simplesmente não acompanhara a enorme evolução tática e técnica do futebol mundial a partir da revolução catalã da segunda metade da década passada, de forma que a nossa única esperança era termos no banco alguém como o corinthiano Tite, capaz de armar seu time de forma a compensar a inferioridade de forças (foi o que ele fez no Mundial de Clubes de 2012, ao dar um nó tático em Rafael Benítez e, contando com a aplicação do elenco e os milagres do goleiro Cássio, surpreender o franco favorito Chelsea).

Felipão, flagrantemente ultrapassado e taticamente medíocre, só poderia piorar o que já era ruim. E foi, também, o que ele fez, desguarnecendo o meio-de-campo contra a Alemanha porque sonhara com Bernard conduzindo o Brasil à vitória. Coisa dos treinadores do tempo do Onça, como Osvaldo Brandão.
"Triste Brasil. Ó quão dessemelhante!"

Mas, por que o jurássico Felipão, que vinha de fracasso em fracasso desde o Mundial de 2002, estava lá? Simplesmente porque a presidência da Casa Bandida do Futebol caiu no colo de José Maria Marin, após a desgraça do também corrupto Ricardo Teixeira. 

Foi Marin que, contra a opinião da crônica esportiva e dos torcedores conscientes, retirou do ostracismo outro anacronismo com o qual se identificava pela índole autoritária de ambos. Deram-se as mãos e impuseram ao escrete brasileiro sua mais acachapante derrota em um século de história e mais de mil partidas disputadas.

E o que aconteceu desde então? Nada.

Saiu Marin, entrou Del Nero. Seis por meia-dúzia.

Escolheram Gilmar Rinaldi para diretor de seleções, não ligando ou pretendendo mesmo que viceje à sombra da CBF o balcão de negócios denunciado pelo grande Zico (leia aqui).

Rinaldi imediatamente quis ter a seu lado o ex-jogador limitado e técnico fracassado Dunga, outro cujo passado o condena: pertenceu à máfia de intermediação de jogadores, convocou para a Copa de 2010 um dos clientes da empresa internacional da qual participava e mentiu à imprensa e à Justiça gaúcha a este respeito (leia aqui).
Feios, sujos e malvados: de um nos livramos, faltam três.

Marin foi preso a pedido do FBI e Del Nero voltou espavorido para o Brasil, não botando o pé fora desde então, pois teme ser também denunciado, preso e extraditado.

Armou-se uma CPI da CBF e a chamada bancada da bola, com a participação inclusive de senadores do PT, tudo faz para que ela acabe em pizza (leia aqui).

O Brasil foi expelido da Copa América pelo fraquíssimo selecionado paraguaio, aumentando os temores de que possa, pela primeira vez, ficar fora de um Mundial da Fifa. Com o futebol que acaba de exibir no Chile, mesmo não estando Neymar ausente como nos dois últimos papelões, pode, sim, não passar das eliminatórias.

Rinaldi armou uma maratona de blablablá engana-trouxa, durante a qual muito se falará e isto de nada servirá, pois o primeiro e fundamental passo para se restabelecer a moralidade e o profissionalismo na CBF e na Seleção é a saída de Del Nero, de Dunga e dele próprio, Rinaldi.

Resumindo: a situação continua exatamente a mesma um ano depois dos 7x1 e a perspectiva é de que, se nada de substancial mudar, mais humilhações virão.

Related Posts with Thumbnails