segunda-feira, 16 de junho de 2025
SOB FOGO CRUZADO DA EXTREMA-DIREITA E DO POLITICAMENTE CORRETO, O HUMOR DEFINHA E O BRASIL SE TORNA TACITURNO
domingo, 15 de junho de 2025
O PUNITIVISMO SÓ PROVÊ INTIMIDAÇÃO OU VINGANÇA. É HORA DE DARMOS UM BASTA À DESUMANIDADE CAPITALISTA!
quarta-feira, 4 de junho de 2025
O RIGOR CHOCANTE DA SENTENÇA CONTRA O HUMORISTA LÉO LINS É IMAGEM FIEL DO RETROCESSO CIVILIZATÓRIO EM CURSO
Li que o vídeo, gravado em 2022, mostra o humorista tirando sarro de negros, idosos, obesos, aidéticos, homossexuais, indígenas, nordestinos, evangélicos, judeus e pessoas com deficiência. Ou seja, ele conseguiu irritar os mais poderosos lobbies empenhados em calar o próximo, como se estivéssemos ainda submetidos à nada santa Inquisição.
E, claro, percebo claramente que o tal Léo Lins deve agradar à direita grosseira e incomodar os chamados identitários. Mas, mesmo assim, sou obrigado a defendê-lo, pois é a única atitude compatível com as minhas opções de uma vida inteira.
Sou, antes e acima de tudo, visceralmente contrário a todas as formas de autoritarismo. E uma juíza impor sentença tão draconiana a algo que os cidadãos equilibrados nem sequer consideram crime é inimaginável. Serve apenas para comprovar que passamos por uma fase de retrocesso civilizatório aberrante.
Repito uma divagação pouco conhecida de Engels, sobre a derrota dos gladiadores de Spartacus que se ergueram contra o Império Romano. Ele constatou que desde os primórdios a humanidade vinha em trajetória ascendente quanto à construção de uma civilização, mas chegou a um impasse com Roma.
O único passo adiante possível naquele momento era o fim da escravidão, liberando formidáveis forças produtivas. E quem implicitamente acenou com tal possibilidade foram os gladiadores rebelados. Sua derrocada eliminou a única força histórica que naquele momento poderia conduzir a civilização a um estágio superior. Sem isto, o mundo sucumbiu por mil anos às trevas da barbárie.
Chegou a tal encruzilhada nos anos 60 e fez a opção negativa, barrando os ventos de mudança e passando a utilizar os ganhos obtidos graças aos avanços científicos e tecnológicos não para objetivos nobres, mas sim para o aprimoramento da dominação da maioria por uma ínfima, parasitária e predatória minoria.
Então, apesar de alguns avanços marcantes ainda terem se registrado no final do século passado, tais ganhos foram absorvidos pelas forças da desigualdade e da entropia, não levando ao redirecionamento dos nossos esforços no sentido da priorização do bem comum.
Tenho dito que a luta principal da nossa época é a da civilização contra a barbárie. Acrescento que não podemos desconsiderar, como uma de suas componentes destacadas, a batalha do bom senso contra os extremismos que só servem para dividir cada vez mais aqueles que só unindo-se conseguirão, talvez, evitar a extinção da espécie humana, que por enquanto é a possibilidade bem mais plausível.
A escolha é entre sobrevivermos juntos ou morrermos abraçados. (por Celso Lungaretti)




.jpg)


