| O choro do menino torcedor em 1982 não se repetirá: ninguém espera nada do Brasil |
terça-feira, 19 de maio de 2026
BRASIL DESCLASSIFICADO DE NOVO!!!
quarta-feira, 21 de junho de 2023
A MELHOR OPÇÃO COMO TÉCNICO INTERINO ATÉ A CHEGADA DO ANCELOTTI É... TITE!
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| Tite não deixaria o escrete no fundo do poço, engolindo sapos... |
sexta-feira, 3 de março de 2023
NO RETORNO APÓS A COPA É PRECISO CONSTATAR QUE A SELEÇÃO BRASILEIRA ESTÁ MORTA
Seleção Brasileira está morta
A seleção brasileira está na estaca zero. Esse é o resultado deixado pela comissão técnica de Tite após a Copa do Mundo do Catar, com seis anos no comando, e de todos os jogadores que fracassaram no último Mundial. O Brasil amarga cinco Copas sem sucesso. Continua longe do seu torcedor e começa março, mês em que voltará a atuar em amistoso internacional no dia 25, contra Marrocos, sem rumo. A constatação é dolorida para a seleção pentacampeã do mundo, mas ela é real. O Brasil morreu.
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| Ao contrário de Messi, Neymar não foi um líder em campo. |
Não sobrou nada após o Catar. Não há treinador definido nem próximo de ser contratado. Ramon assume o posto ao cair de paraquedas no cargo após comandar o time nacional dos garotos. Nada a ver com a história do país cinco vezes campeão do mundo, de Pelé e Garrincha, Sócrates e Zico, Romário e Bebeto, Ronaldo e Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Adriano e tantos outros.
Ramon foi um jeitinho encontrado pela CBF para ganhar tempo e cumprir seu primeiro compromisso no ano, inclusive financeiro com os patrocinadores.
Ninguém sabe nada sobre a seleção. E mesmo esse time que será montado por Ramon, que não tem culpa de nada e está ajudando por ser membro da CBF, não vale nada. Ramon não ficará no cargo. Ele é tampão até o presidente Ednaldo Rodrigues encontrar um substituto para Tite.
A situação é tão ruim que faz três meses que o cargo está vago, sem cheiro de quem poderá ocupá-lo. Não há nomes fortes no cenário nacional. Todos são discutidos. Nenhum é unanimidade. Pior, com mais características negativas do que positivas. Na Europa, há mais sonhos do que vida real. Pep Guardiola, Carlo Ancelotti, Zidane, são todos nomes ventilados, mas que têm com seus clubes contratos longos e milionários. Zidane está no mercado, mas sem nenhuma identificação com o Brasil, a não ser ter derrubado o time de Zagallo em 1998. Pep Guardiola recebe R$ 13 milhões por mês no Manchester City. Ancelotti tem carinho aparente pelos jogadores brasileiros e pelo futebol da seleção de tempos passados, mas tem um gigante Real Madrid para cuidar e ganhar taças e onde parece também feliz e ambientado.
Há os mesmo jogadores que estavam no Catar para chamar. Não dá mais. Já ficou mais do que provado que um dos maiores problemas da seleção é a falta de esquemas e jogadas, de ensaios e de inteligência, com muito tratamento privilegiado e uma turma de atletas mimadinhos.
O Brasil tem sido time cheio de craques, mas sem comando, que entra em campo bagunçado e achando que vai decidir o resultado de um jogo no talento. No futebol de seleções, isso não existe mais. Vez ou outra um craque resolve tudo, como fez Messi para a Argentina na Copa do Catar. Mas isso está se tornando cada vez mais raro. A massa nacional é crua e sem gosto.
Tite não deixa nenhum legado.
Neymar também é responsável pelo Brasil estar na estaca zero. O camisa 10 não sabe se quer mais jogar no time. Disputou três Copas e fracassou em todas. É um jogador pior agora do que era em sua primeira participação em Mundiais, em 2014, no Brasil. Nesses últimos três meses, apenas Vinicius Junior cresceu, mesmo assim é preciso ver como o treinador vai usá-lo. É consenso que os jogadores brasileiros atuam melhor em seus times na Europa do que na seleção brasileira.
Há gente boa e interessada na CBF para resolver esse problema. Mas é fato que a seleção hoje não existe. Tudo o que se pretendia fazer na era Tite deu errado. Não há um legado ou uma transição. A gestão foi péssima. Não há um tijolo no seu devido lugar. Em breve, as seleções vão começar a disputar novamente as Eliminatórias e muito rapidamente a próxima Copa do Mundo vai chegar. O Brasil precisa voltar a ter uma camisa pesada. Não tem mais. Aqui dentro do País, o sentimento é de que a seleção está morta. (Robson Morelli)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
DERROTA DO FLAMENGO NO MARROCOS É SÓ MAIS UM CAPÍTULO NA DECADÊNCIA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Mais uma derrota do futebol brasileiro. Pouco antes de completarem-se dois meses da desclassificação do selecionado da CBF na Copa do Catar, foi a vez do Flamengo ser atropelado pelo poderoso Al-Hilal, da Arábia Saudita, na semifinal do Mundial de clubes da FIFA.
O time carioca não está sozinho no vexame. Antes dele, Internacional (2010), Atlético-MG (2013) e Palmeiras (2020) também tinham sido eliminados na fase semifinal do torneio, sempre para times irrisórios de países de pouca expressão futebolística. Outros sulamericanos também caíram do mesmo modo: Atlético Nacional (2016) e River Plate (2018), somando, portanto, seis quedas na fase preliminar da competição. O último sulamericano a vencer o Mundial foi o Corianthians em 2012.
Tais derrocadas apontam para um fato claríssimo, se antes o futebol brasileiro, e sulamericano, já estava anos luz de distância do europeu, agora também perde espaço mesmo para partes do planeta onde o esporte é quase semiprofissional. E isto tem relação direta com a condição brasileira no capitalismo do século XXI.
A decadência econômica nacional, com o Brasil reduzido à condição de fornecedor de comodities, levou à fragilidade financeira dos clubes e ao empobrecimento dos campeonatos nacionais. Incapazes de reter por muito tempo seus jogadores, as equipes nacionais foram obrigadas a se transformarem em fornecedoras de pé-de-obra para salvarem-se das constantes ameaças de falências.
A isso, se juntou a transformação do futebol de pratica popular em entretenimento, tornando-se o esporte mais um ramo da Indústria Cultural com a consequente inversão de somas vultuosas de dinheiro. Hoje, um jogador custar o mesmo que uma grande empresa é algo corriqueiro, mas seria impensável décadas atrás. Com essa metamorfose em espetáculo midiático, os clubes brasileiros ficaram em situação ainda mais complicada, pois é praticamente impossível a eles concorrer com os valores astronômicos pagos a jogadores a título de salário, direitos de imagem e outros penduricalhos na Europa e em outros lugares. 
O resultado é o rebaixamento técnico do futebol praticado por aqui, pois apenas jogadores de terceiro ou quarto escalão permanecem no país, indo os de ponta para a Europa ou para paragens inferiores, mas com maior poder financeiro. As poucas equipes que conseguem manter um plantel melhor - caso de Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo - o fazem ou com a ajuda de mecenas ou às custas de perigoso endividamento.
O rebaixamento técnico implica na deterioração da própria formação dos treinadores, pois, na ausência de massa crítica competitiva, tendem a definhar na criatividade e no pensamento tático, repetindo, à exaustão, modelos preguiçosos e esquemões, além de copiarem porcamente as inovações feitas no centro europeu do futebol, assemelhando-se nisso aos bacharéis que iam para a Europa no século XIX e de lá voltavam repetindo frases feitas e filosofias cujo real sentido eles não dominavam.
Por isso, mesmo quando os treinadores brasileiros possuem um grande time em suas mãos, o resultado é medíocre, como foi demonstrado na campanha do selecionado na última Copa. Certamente, Tite era o melhor técnico brasileiro à época, mas a nível mundial não estava nem na quinta prateleira.
Para contornar a decadência técnica, muitos clubes seguiram o Flamengo e começaram a trazer treinadores estrangeiros, sobretudo portugueses. Mas, conforme a derrota no Mundial mostrou, nem todos os portugueses são iguais, sendo alguns tão ruins quanto os brasileiros. Isto para não considerarmos o fato de serem os treinadores da nossa ex-metrópole terceiro nível dentro do próprio continente europeu.
A recente transformação dos clubes em SAF (Sociedade Anônima de Futebol) foi uma tentativa, ao menos no discurso, de alinhar o futebol daqui com as práticas mercadológicas europeias. Vendia-se a ideia de que Xeques, oligarcas e outros multimilionários estrangeiros desembarcariam em nossas praias e elevariam os campeonatos nacionais a Champion League tupiniquins.
Com o baixíssimo poder de compra do trabalhador brasileiro, contudo, nenhum destes super capitalistas se interessou em investir seus dólares e euros, pois o retorno é irrisório. O Cruzeiro é o maior exemplo disso, pois após ter sido prometido a compra do clube por Magnatas Árabes do petróleo, a torcida teve de se contentar com o pé rapado Ronaldo, o qual, até hoje, mais de um ano após o negócio ser concretizado, praticamente nenhum centavo de seu próprio bolso investiu no clube.

Jorge Jesus colocou os limitados treinadores brasileiros
no chinelo. Contudo, na Europa, ele não está nos primeiros
escalões e nunca treinaria os maiores clubes.
Fato é que o destino futebol brasileiro está ligado ao destino econômico e social do país. Estrangeiros podem elevar a medíocre situação técnica, mas muito pouco farão em um contexto onde o material humano é de baixa qualidade, ou onde os clubes vivem sempre à beira da bancarrota e, por fim, onde rapineiros se aproveitam de ideias impraticáveis no país para se apoderar dos bens das associações, agora empresas.
Pelo caminhar da carruagem, o futebol brasileiro será reduzido por completo a força mundial mediana, lutando não mais contra os gigantes, mas contra os anões, com mais eliminações para equipes do baixo escalão a se repetirem.
Tão pouco podem sonhar muito os hermanos, que também não se encontram tão bem, embora ainda desfrutem de clubes mais sólidos, um campeonato mais bem organizado, formação mais estruturada de técnicos e, sobretudo, de uma torcida mais aguerrida. Porém, tudo indica ter sido o título mundial mais uma moeda a cair em pé do que fruto de um sistema bem articulado, compartilhando a Argentina, no fim, o mesmo papel subordinado no capitalismo contemporâneo.
Em toda América do Sul, o ocaso social, econômico e futebolístico segue a todo vapor. (por David Emanuel Coelho)
sábado, 7 de agosto de 2021
JÚLIO GOMES DESABAFA: "A RACIONALIDADE CAPITALISTA NÃO COMBINA COM MINHA MANEIRA DE ENCARAR O MUNDO"
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| "Que se dane o São Paulo, a Libertadores, o salário que se paga ou não se paga" |
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| Os cartolas bolsonaristas do Flamengo impediram que Pedro abrisse um sorriso destes em Yokohama |
Somos uma fábrica de futebolistas, é o esporte que está enraizado em nossa cultura, talvez até demais. Mas jogadores de futebol sonham, do mesmo jeito que sonhava Isaquías com seu ouro, que sonhava Hebert com o dele.
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