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sexta-feira, 10 de julho de 2020

CURIOSIDADE: UM ARTIGO QUE ESCREVI PARA CIRCULAÇÃO INTERNA NA VPR VOLTA ÀS MINHAS MÃOS MEIO SÉCULO DEPOIS – 2

(continuação deste post)
Fiasco de Caparaó afastou remanescentes do MNR de Brizola
O que esse artigo esquecido e agora recuperado tem de mais significativo, nos dias de hoje, não está exatamente no texto, mas sim no que permite vislumbrar sobre o contexto. Mas, isto só poderá ser entendido a partir de uma introdução que tentaria fazer tão sucinta quanto possível.

A VPR  começou a nascer quando ex-militares que estavam em semi-clandestinidade desde os expurgos de 1964 e, embora sem estarem participando de projeto revolucionário nenhum, mantinham-se em contato por relações de companheirismo e de proteção mútua, viram-se de repente incapazes de se continuarem sustentando por meios legais. 

A maioria era remanescente do Movimento Nacionalista Revolucionário, de orientação brizolista. O próprio, contudo, os decepcionara ao organizar precariamente a guerrilha de Caparaó (1966-1967), segundo eles apenas para dar uma satisfação ao governo cubano quanto aos fundos que dele recebera para criar um foco guerrilheiro contíguo ao de Che Guevara na Bolívia. 

Suspeitava-se de que Brizola houvera usado a grana para outras finalidades e, a fim de salvar as aparências, despachara um punhado de abnegados militantes para a divisa entre MG e ES, sem, contudo, dar-lhes a sustentação necessária.

O projeto, que era o de se criar um eixo guerrilheiro dividindo a América do Sul ao meio, terminou de forma trágica lá e miseravelmente aqui, onde os aspirantes a combatentes, praticamente abandonados, estavam combalidos demais para resistir quando a repressão chegou.
Presos trocados pelo embaixador dos EUA: o Augusto é o 4º, da esq. p/ a dir., na fileira de cima
Isto impactou da pior maneira possível naquela rede de ex-militares: eles deixaram de acreditar no Brizola e não encontraram ninguém para tomar-lhe o lugar. Então, no desespero de não terem mais dinheiro para a subsistência e para sustentar suas fachadas legais, resolveram expropriar um banco. Fizeram levantamento minucioso, hesitaram durante duas ou três semanas, indo perto da agência e refugando, mas, quando a penúria se abateu sobre eles de vez, foram pras cabeças.

Deu tudo certo, apesar da trapalhada de esquecerem um dos seus, obrigando-o a correr atrás do veículo da fuga para não ser deixado para trás. Lá pela terceira ou quarta expropriação, percebendo o risco de serem presos como ladrões comuns, decidiram, dali em diante, espalhar panfletos revolucionários nos bancos. 

A coisa evoluiu, com o leque de ações passando a incluir propaganda armada. 
Moisés, o último comandante

Caso do atentado contra um jornal O Estado de S. Paulo (uma bomba colocada de madrugada, para explodir, fazer barulho e chamuscar um mural de ladrilhos na fachada, sem ferir ninguém).

A receita foi repetida contra o consulado estadunidense em SP, mas houve um imprevisto nefasto: um civil que deixara o carro naquele lugar foi atingido e, como a repressão demorou uma eternidade até liberá-lo para cirurgia (suspeitava tratar-se de um terrorista ferido pela própria bomba), sua perna gangrenou e teve de ser amputada.

E o infortúnio foi maior ainda quando um general fanfarrão, comandante do II Exército, apareceu no noticiário desafiando os terroristas a atacarem-no no seu quartel. A VPR colocou um carro-bomba numa ladeira e soltou o freio, para que despencasse de encontro a um muro lateral do QG. Não contava com a ação irrefletida do sentinela, que, ignorando as ordens recebidas, saiu do seu posto e foi verificar o que ocorria.  

Dez meses depois, quando ingressei na VPR, sua morte ainda era lamentada pelos ex-militares da organização, que detestavam os oficiais das Forças Armadas mas mantinham sentimentos quase paternais com relação aos recrutas que estavam prestando serviço militar (até porque muitos deles haviam sido sargentos, incumbidos exatamente de adestrar tais jovens).

Também em 1968 uma ala da Polop (Política Operária) entrou na VPR. Tratava-se de uma das muitas dissidências do PCB surgidas após o chamado partidão fracassar bisonhamente em 1964. Formada por intelectuais, acadêmicos e estudantes, tinha influência no movimento universitário, com seu firme posicionamento quanto a ser o proletariado a vanguarda da revolução (a concorrência via o Brasil com resquícios feudais e carente ainda de uma etapa democrático-burguesa, de forma que a vanguarda seria o povo dos campos e das cidades). 
Elias: as torturas reabriram
seus ferimentos, matando-o

As duas alas acabaram disputando o poder na VPR. Os
 militaristas, cujo principal expoente era Augusto (Onofre Pinto), exageraram em algumas ações armadas e forneceram trunfos propagandísticos ao inimigo, sendo criticados pelos massistas, sob a liderança de Manoel (João Quartim de Moraes).


Travaram luta interna que fragilizou a VPR no final de 1968, facilitando a ação da repressão, que pela primeira vez conseguiu efetuar muitas prisões e quase desbaratar a organização. Manoel e seus seguidores acabaram expulsos. Augusto foi preso em março de 1969.

Em abril a VPR tinha estancado a sangria mas precisava colocar ordem na casa, inclusive criando um novo comando, pois os dois principais dirigentes do período anterior estavam fora de cena. E César (Carlos Lamarca), que no final de janeiro havia deixado o Exército e se assumido como revolucionário, certamente seria o principal dirigente, mas isto precisava ser homologado pelos quadros.

Marcou-se o congresso para uma casa de praia em Mongaguá, no litoral sul paulista. Compareci como representante de um grupo de oito secundaristas que estávamos prestes a ingressar na VPR, só dependendo do aval do novo comando. Mas, sem burocratices, acabei participando em pé de igualdade com os 11 delegados oficializados, fazendo intervenções, votando e chegando a redigir o capítulo Internacional do novo programa da VPR.

Assim, aos 18 anos, não só saltava diretamente do movimento secundarista para a condição de militante de uma das duas principais organizações guerrilheiras da época, como era surpreendido pela designação, poucos dias depois da volta à capital, para estruturar um setor de Inteligência, participando do comando estadual paulista, ao lado dos responsáveis pelas ações armadas, o Elias (João Domingues da Silva); pelos vínculos com os movimentos de massas, o Moraes (Samuel Iavelberg); e pelo contato/assistência a outras organizações e grupúsculos da capital e do Interior, o Moisés (José Raimundo da Costa).     
Max: pomo da discórdia?

Inicialmente tudo marchou a contento e o Bento (Antonio Roberto Espinoza) fazia bem a ponte entre nós quatro e o Comando Nacional, do qual ele era um dos cinco integrantes. Mas, tudo mudou a partir de julho, quando os dirigentes máximos da VPR e do Colina decidiram fundir ambas as organizações, criando a VAR-Palmares.

Outro comandante se juntou ao Bento na assistência aos braços da organização, que passou a atuar em MG, RJ, RS e SP: Max (Carlos Franklin Paixão de Araújo), de origem Colina. E o relacionamento com o comando paulista se deteriorou, com sucessivos atritos que geraram um clima de desconfiança mútua.

No final de setembro foi assassinado o Elias, vítima de hemorragia por ter sido barbaramente torturado pela Oban quando ainda não se recuperara dos ferimentos sofridos ao ser baleado e preso. 

Isto criou grande confusão na rede paulista, pois ele, demasiado centralizador, não deixara com ninguém os endereços dos depósitos de armas e equipamentos, bem como de aparelhos de reserva. Perdemos tudo e, quando outros aparelhos caíram, o jeito foi amontoar militantes nos que restavam, com enormes riscos de segurança.

Neste período, o Moisés e eu nos convencemos de que, influenciado pelo Max, o Bento aderira às antigas posições massistas do grupo do Manoel e ambos estariam não só nos intrigando com os outros quatro membros do Comando Nacional (incumbidos dos preparativos para a guerrilha rural), como sabotando aos ditos cujos também, pois os trabalhos no campo se arrastavam enquanto aumentava o inchaço da VAR-Palmares nas cidades.  
Sem dar um tiro, a VAR se apossou de US$ 2 milhões da corrupção  
Então, em setembro nós dois resolvemos que, no congresso da VAR-Palmares para confirmação daquilo que os comandos da VPR e do Colina haviam decidido sem consulta específica à militância, levaríamos a proposta de anulação da fusão e restabelecimento da VPR.

Mas, faltava-nos uma proposta de programa revolucionário, cuja formulação excedia nossas respectivas capacidades: a praia do Moisés era outra e eu ainda estava verde para um trabalho tão complexo (quanto muito conseguiria redigir um ou outro capítulo).

O acaso nos forneceu a peça que faltava no quebra-cabeças: li o documento escrito por um militante que voltara da Europa depois de fazer cursos acadêmicos por lá e estava mais ou menos encostado, sem designação. Ninguém dera bola, os massistas por não concordarem com ele e os militaristas por mal compreendê-lo.

Era, no entanto, exatamente aquilo de que o Moisés e eu carecíamos, então lancei um documento explicando direito aquela proposta e a defendendo entusiasticamente. 

Com isto, chamei a atenção para um texto pelo qual quase todos estavam passando batidos (embora eu não tivesse prestígio nem tradição na VPR, pertencia ao segundo escalão da organização, abaixo apenas do Comando Nacional, então não se tratava mais de uma proposta que pudesse ser ignorada como vinha sendo).

Esse documento eram as famosas Teses do Jamil. Elas mudariam os destinos da VAR-Palmares e da VPR. (por Celso Lungaretti)    
(continua neste post)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BAÚ DO CELSÃO: PROPAGANDA ENGANOSA E PREGAÇÕES GOLPISTAS NA WEB

Joseph Goebbels, o ministro da
Propaganda de Hitler, fez escola...
Divulgado em 28/06/2007, este artigo -- no qual contei 
com a colaboração do ótimo pesquisador que  é
Ismar C. de Souza --  foi a 1ª denúncia
pública mais consistente
da ação totalitária dos
sites de extrema
direita.


Eis duas maneiras totalmente distintas de relatar a morte de um policial durante o assalto simultâneo a dois bancos por parte da Vanguarda Popular Revolucionária:
Na enésima hora Lamarca resolve participar, temeroso do que poderia ocorrer com tantos calouros estreando de uma só vez. Estaciona o carro e fica bebendo café num bar, a 50 metros de distância dos bancos, com seu .38 cano longo de competição guardado na bolsa capanga.
Um transeunte percebe o que está acontecendo e alerta um guarda de trânsito. Inexperiente, o policial saca a arma e vai para a porta do banco, pronto para atirar no primeiro assaltante que sair.
Lamarca retira o revólver da bolsa e atira daquela distância mesmo, pois não tem tempo para posicionar-se melhor. Pensa ter errado o primeiro tiro e dispara novamente. Crava uma bala na testa e outra na nuca do guarda.
Depois, joga o revólver no carro e pega um fuzil. Com uma rajada para o alto, pára o trânsito e facilita a fuga dos companheiros. E, mandando os motoristas continuarem imóveis, vai calmamente até seu carro e dá a partida. (Celso Lungaretti, Náufrago da Utopia, Geração Editorial, 2005)
“Na tarde de 09 de maio, Lamarca comandou o assalto simultâneo aos bancos Federal Itaú Sul-Americano e Mercantil de São Paulo, na Rua Piratininga, bairro da Moóca, cujo gerente, Norberto Draconetti, foi esfaqueado e o guarda-civil, Orlando Pinto Saraiva, morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Lamarca, que se encontrava escondido atrás de uma banca de jornais. No final da ação, disparou uma rajada de metralhadora para o ar, como a marcar, ruidosa e pomposamente, o seu primeiro assalto a banco e o seu primeiro assassinato.” (site Terrorismo Nunca Mais, Lamarca: a Trajetória de um Desertor).
O totalitarismo nunca morre: temos de
continuar esmagando os ovos da serpente
Tal acontecimento foi notícia de primeira página nos jornais de todo o País em 1969. No entanto, durante a recente polêmica sobre a anistia do ex-guerrilheiro Carlos Lamarca, muitos veículos da grande imprensa, desconsiderando a informação correta facilmente encontrável em seus próprios arquivos, encamparam a insinuação do Ternuma, que omite o fato de terem se tratado de dois disparos a enorme distância.

A impressão que o texto capcioso do site de extrema-direita transmite é a de que Lamarca sai de trás de uma banca de jornal e fulmina o policial com dois tiros à queima-roupa. E a mídia acaba de embarcar nessa canoa furada: a menção ao “tiro na nuca” foi generalizada; a referência ao “tiro de longe”, praticamente inexistente.

Curioso, recorri aos sites de busca, atrás das fontes que induziram redatores e editorialistas ao erro ou lhes deram inspiração para agirem com má fé. Não precisei procurar muito. Eram, evidentemente, os Ternuma, Usina de Letras, Mídia Sem Máscara e A Verdade Sufocada da vida, que colocaram no ar um sem-número de textos protestando contra o que apresentaram como uma afronta do Governo Federal aos militares, convenientemente omitindo que tanto a anistia quanto a promoção póstuma de Lamarca a coronel já haviam sido decididas pela Justiça.

A propaganda enganosa chegou ao ápice no texto Atentado ao QG do II Exército, no qual o Ternuma faz uma comparação entre as trajetórias do recruta que morreu nessa ação da VPR e Lamarca, com toque melodramáticos do tipo “o destino dos dois vai se cruzar tragicamente”.

Para sustentar esse enredo folhetinesco, não hesita em mudar a cronologia dos acontecimentos. Logo na primeira linha, diz que “em 1969, o jovem Mário Kosel Filho, conhecido em sua casa como ‘Kuka’, é convocado para servir à Pátria e defendê-la (1)”. Só se for o fantasma do pobre Kuka, já que o próprio morrera em junho de 1968!

Além disto, o boato de que tal atentado teria sido orquestrado por Lamarca, trombeteado até hoje pela direita troglodita, não sobreviveu à reconstituição da história do período, que só pôde ser empreendida com metodologia científica depois do fim da ditadura militar, quando provas e depoimentos ficaram, enfim, disponíveis.

Os sites ultradireitistas, que apóiam o Cabo
Anselmo, chamam a anistia federal de  farra
Já se sabe que Lamarca, então ainda servindo como capitão no 4º RI, só passou a interessar-se pela VPR ao tomar conhecimento de que fora autora do roubo de armas de um hospital militar, quatro dias antes do episódio do QG.

Foi quando ele resolveu procurar contato com a VPR. Supor que, em tão curto espaço de tempo, ele conseguisse alcançar uma organização clandestina, convencê-la de que não era um espião inimigo e ser admitido no planejamento de uma ação armada é simplesmente inadmissível para quem conhece as práticas e as regras de segurança dos grupos guerrilheiros.

Lamarca ainda passaria meses indeciso entre a VPR e a ALN, só optando pela primeira no final do ano. E seu ingresso no Comando da VPR aconteceria em abril de 1969. Então, as decisões relativas àquela ação do QG devem, isto sim, ser imputadas aos comandantes da VPR em meados de 1968, principalmente o também falecido Onofre Pinto. Mas, para quem continua até hoje obcecado em satanizar Lamarca, o que importa a verdade histórica?

Aliás, há alguns anos tentei fazer o Ternuma corrigir uma dessas fantasias tendenciosas que coloca no ar. No artigo  O fracassado seqüestro do cônsul dos EUA, um tal F. Dumont afirma que, na iminência de seqüestrar o cônsul Curtis Carly Cutter, a VPR teria me incumbido de, antecipadamente, redigir um comunicado informando que o diplomata, interrogado pelos militantes, admitira sua condição de agente da CIA e a cumplicidade da espionagem estadunidense com a repressão da ditadura. Ou seja, atribuíram-me a participação numa farsa inconcebível tanto para mim quanto para a VPR.

Depois de um grande esforço de memória, consegui me lembrar de que o Juarez Guimarães de Brito realmente me pedira para escrever o texto do panfleto a ser deixado no local de uma não especificada ação de seqüestro (que acabou não acontecendo), para explicar seu significado político: a troca do diplomata por companheiros que estavam sofrendo torturas atrozes e correndo o risco de serem executados. Mandei um e-mail pedindo que corrigissem aquele besteirol ou o tirassem do ar. Em vão, claro.

Então, é assim que os sites dos antigos torturadores e dos novos integralistas tratam os acontecimentos dos  anos de chumbo, infestando a Internet com proselitismo na linha de Goebbels ("uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade"): as informações extraídas dos famigerados Inquéritos Policiais-Militares e da documentação secreta cujo paradeiro o Governo Lula diz desconhecer são misturadas a falsidades e interpretadas da forma mais distorcida possível, para servir aos objetivos propagandísticos da extrema-direita no presente.

"MILITARES NO PODER JÁ!"

E quais são esses objetivos?

O principal deles é a acumulação de forças para um novo golpe militar, pregado ostensivamente por entidades como o Grupo Guararapes e o Partido Vergonha na Cara.

O primeiro, que faz proselitismo no seio das Forças Armadas desde 1991, acaba de lançar esta sediciosa conclamação Às Forças Armadas do Brasil, amplamente divulgada nos sites, blogs e comunidades dos radicais de direita:
A pergunta que não quer calar: Lamarca desertou do
Exército ou foi o Exército que desertou da democracia?
 Não temos governo. A anarquia inicia-se dentro do Gabinete da Presidência da República, onde o ocupante maior usa a mentira para se defender. Não é um estadista e sim um medíocre. Um fantoche nas mãos daqueles que desejam implantar um regime de força no País. O caso Lamarca, que fere o pundonor e a honra militar, é de sua inteira responsabilidade, como o chefe maior (...), e que acoberta seu Ministro da Justiça, um conhecido marxista, leninista e gransmicista.
O Presidente Lula não merece mais o nosso respeito (...). Não o consideramos nosso chefe, pois ele não respeita nem cumpre a Lei, não merecendo nossa subordinação(...).
O Grupo Guararapes, em defesa da honra da Nação brasileira, espera que as Forças Armadas revertam tal afronta. A honra ou a morte!
Já o Partido Vergonha na Cara, cujos integrantes atuam principalmente no Orkut e usam narizes de palhaço em atos públicos, acaba de divulgar uma Carta Aberta aos Militares (2), pedindo que “as Forças Armadas cumpram o seu papel histórico e constitucional de proteger o Brasil de comunistas e assaltantes e criminosos que ameaçam o nosso país”. E termina seu manifesto com a exortação de “Militares no poder já!”.

Mais explícito, impossível.
  1.  na verdade, dizia. Depois que divulguei meu artigo, eles corrigiram o erro...
  2.  então disponibilizada nas Geocities do Google, tal carta não é mais encontrada na web.
É DEPLORÁVEL QUE ESTA INFÂMIA CONTINUE NO AR!
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