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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

A MÚSICA DO DIA É "BRASIL", COM O CAZUZA!

A lembrança que ficará para a posteridade, dos dois últimos Dias da Pátria, será a de um psicopata convocando golpes contra o governo que ele próprio presidia.

Com a agravante de ter sido o dito cujo o primeiro a não dar as caras, fugindo da raia como o bufão covarde que sempre foi e será.

Afora o vexame histórico do desfile de tanques adquiridos em algum leilão de sobras de guerra: eles enfumaçaram toda Brasília!

E os erros crassos de português, de lógica e de postura de uns civis pançudos que vestiam camisas da Seleção Brasileira e beijavam coturnos.

O novo 7 de setembro deveria ser o do resgate da cidadania, mas não está sendo. Motivos:
— um presidente de direito (e de direita!) que cada dia parece mais uma rainha da Inglaterra despirocada:
— um presidente de fato (e com vezo de rato) que controla o Orçamento da União em nome de uma associação de parasitas chamada Centrão; 
— um leilão de cargos públicos que faz corar frade de pedra; e
— uma retórica oficial firmemente ancorada em meados do século passado.

Só faltou eu dizer algo sobre a esquerda brasileira. Se ela ressuscitar,  eu farei uma atualização.

Aguardemos o próximo e nada emocionante capítulo  – caso o Brasil ainda exista no 7 de setembro de 2024. (por Celso Lungaretti) 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

DIA DA PÁTRIA NÃO ME CONCERNE: A IRMANDADE DOS EXPLORADOS TRANSCENDE AS FRONTEIRAS DO CAPITAL.

Eu tenho tantos irmãos
que não os posso contar,
no vale, na montanha,
nos pampas e no mar.

Cada qual com seus trabalhos,
com seus sonhos, cada qual.
Com a esperança adiante,
com as lembranças atrás.

Eu tenho tantos irmãos
que não os posso contar.

Gente de mão ardente
por força da amizade,
com um choro pra chorar,
com uma oração pra rezar.
Com um horizonte aberto
que está sempre mais à frente
e esta força para buscá-lo
com garra e vontade.

Quando parece mais perto
é quando se distancia mais.
Eu tenho tantos irmãos
que não os posso contar.

E assim seguimos andando,
curtidos de solidão.
Nos perdemos pelo mundo
e nos voltamos a encontrar.

E assim nos reconhecemos
pelo olhar sempre distante,
pelas ilusões que acalentamos,
sementes de imensidão.
E assim seguimos andando,
curtidos de solidão
e em nós, os nossos mortos,
para que ninguém fique para trás.

Eu tenho tantos irmãos
que não os posso contar
e uma noiva muito formosa
que se chama liberdade.
(Atahualpa Yupanqui)

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