O Estadão discorre, em editorial, sobre a sensação de que o ciclo do presidente Lula no poder começa a se esgotar.
Justificativa: Uma série de pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias abalou a autoestima sempre elevada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus sabujos no Palácio do Planalto e no PT (...). Os tropeços lulopetistas estancaram a aprovação de Lula e de seu governo. Em paralelo, Lula e o PT assistem à perigosa consolidação do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
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Embora seja um óbvio wishful thinking (o Estadão sempre quer derrubar o Lula), cabe aqui aquele lugar comum de que os antigos relógios com ponteiros marcavam a hora corretamente em dois momentos do dia.
Embora seja um óbvio wishful thinking (o Estadão sempre quer derrubar o Lula), cabe aqui aquele lugar comum de que os antigos relógios com ponteiros marcavam a hora corretamente em dois momentos do dia.
A série interminável de problemas de saúde do octogenário Lula e do septuagenário Jair Bolsonaro podem levar o eleitorado à conclusão de que ambos não têm mais fôlego para outro mandato.
A polarização entre os dois está indo para o ralo e é grande a possibilidade de vitória de um político sem tanta rejeição.
Ademais, a falta de programa de governo e até de rumo da atual gestão do Lula deixa mesmo uma péssima impressão.
Talvez seja este o motivo de a grande imprensa estar forçando tanto a barra para supervalorizar o pleito. Com a longa exposição do Lula, o eleitorado pode cansar-se dele até outubro e o PT não teria substituto à altura. Já se o Flávio saturar os votantes, a direita poderá trocá-lo, sem grande dificuldade, pelo Tarcísio ou a Michelle.
Mais: sumindo o espantalho ultradireitista (Flávio evita repetir as loucuras genocidas do pai), a necessidade de renovação tende a tornar-se o sentimento dominante daqui a seis meses.
Então, eu recomendo aos dirigentes petistas uma profunda reflexão sobre tudo isso. Afinal, a direita unida e os endinheirados da Faria Lima apoiando Flávio Bolsonaro o fazem, neste instante, o favorito da corrida presidencial.
Insistir com Lula poderá causar uma derrota acachapante e tudo de que não precisamos é de uma direita dominante tanto no Executivo quanto no Legislativo. Viraria rolo compressor.
Está na hora de se avaliarem outras opções. (por Celso Lungaretti)
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