Mostrando postagens com marcador crime do colarinho branco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crime do colarinho branco. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

DIZE-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI QUE TIPO DE PILANTRA ÉS...

Eduardo Bolsonaro, ex-quase-embaixador do Brasil em Washington, estava exultante ao ser clicado ao lado de Steve Bannon,  marqueteiro de Trump e ideólogo dessa onda populista de extrema-direita que ora morre na praia, deixando como saldo as centenas de milhares de mortes evitáveis causadas pela administração desastrada da emergência sanitária da Covid-19 por parte de dois caricatos presidentes genocidas, o apresentador estadunidense de realitiy show  e o palhaço sinistro brasileiro.  

Na manhã de hoje (20/08), contudo, uma notícia caiu como um raio sobre a já combalida campanha de reeleição de Trump, além de expor novamente ao ridículo a família Bolsonaro e respectivo guru (foi Olavo de Carvalho quem fez a aproximação entre o clã daqui e o pilantra de lá...). 

Bannon e três comparsas foram presos por desvio de parte do dinheiro arrecadado numa campanha para financiar a construção de um muro entre os Estados Unidos e o México (aquela estapafúrdia obsessão trumpiana). 

Dos US$ 25 milhões levantados, Bannon surrupiou para uso pessoal US$ 1 milhão e agora deverá responder por fraude à severa justiça dos EUA. (por Celso Lungaretti)
     
A música do dia só poderia ser Vergonha e escândalo na família...

sábado, 7 de abril de 2018

SEM ÓDIO NEM AMOR POR LULA. MAS, PESAROSO POR ELE.

Poucos veem a árvore atrás da floresta...
Cansei de dar respostas inteligentes a comentários inconsistentes que me atribuem ódio por Lula, então, como sempre preferi o jogo franco, vou botar os pingos nos ii.

São pitorescas as visões simplórias dos que não conseguem captar os motivos reais de um articulista, pois têm a cabeça feita pelo maniqueísmo rasteiro das telenovelas e outras banalidades. 

Assim, no mesmo dia em que eu lançava um alerta dramático no sentido de que a pretendida resistência à prisão do Lula poderia ter consequências terríveis, inclusive o seu assassinato em meio à confusão (que outro motivo haveria para eu dar destaque tão excessivo ao atentado de Sarajevo?), dois aprendizes de desqualificadores, em dois espaços diferentes, entoavam a ladainha do meu ódio. Haja paciência!

Há muito tempo venho martelando que Lula, o homem, deve ficar fora das grades por ser idoso e não haver cometido crime hediondo. É uma convicção de que não abro mão de jeito nenhum: crimes do colarinho branco não têm a gravidade extrema que certos procuradores messiânicos trombeteiam, fazendo um lobby descarado pelo enrijecimento das penas.

Quanto ao Lula, o personagem histórico, considero que seu papel se esgotou e hoje ele está sendo nocivo, pois não é o líder de que os explorados carecem neste momento histórico no qual a presidência da República se evidenciou definitivamente como um poder ilusório gravitando na órbita do poder real (o econômico), o qual, quando lhe convém, despacha presidentes para casa com um mero sopapo parlamentar.

Esta é uma análise política, que não tem absolutamente nada a ver com sentimentos pessoais como amor e ódio. 
...e a beleza das cores (viciaram-se ao preto e branco!).

Sempre fui um brasileiro cordial e compassivo. Tendo acompanhado toda a trajetória do Lula desde as grandes greves no ABC, eu o vejo como o menor culpado dos erros que levaram a esquerda a estar passando por seu pior momento desde 1964. Por quê? Porque as aptidões do Lula credenciavam-no apenas para o papel de líder sindical, jamais para o de dirigente partidário.

Mas, os que queriam colocar seu nome como chamariz no cartão de visita de um partido nascente elevaram-no a uma altura desmesurada, na certeza de que, como eminências pardas, o manteriam sob controle.

Desafortunadamente, o escândalo do mensalão manietou os controladores. Lula passou então a fazer o que lhe dava na telha e a tomar decisões a partir de conclusões disparatadas como a de que, tendo escapado incólume daquela primeira devassa, nada mais poderia atingi-lo, não precisando, portanto, abrir mão das práticas que o haviam deixado à mercê da boa vontade dos inimigos. Para sua surpresa, estes adotaram no petrolão postura diametralmente oposta e o resultado é o que estamos vendo.

Tenho pena do Lula. Subiu alto demais e agora o estão empurrando demasiadamente para baixo. Lamento que seu fim de vida se prenuncie tão melancólico, mas este era um desfecho fácil de prever nos últimos anos. Só não viu quem não quis.  
"Você não está entendendo quase nada do que eu digo"

E quem viu e não o advertiu, mostrou-se pouco leal a ele. talvez por priorizar os interesses do partido, que passou a depender desesperadamente do Lula como puxador de votos.

Esticando o elástico até quase arrebentar-lhe na cara, prestou um grande serviço aos que estarão fora das grades tentando manter o PT vivo, enquanto ele, ativo por natureza e tão acostumado a brilhar em público, vai mofar no xilindró como fera enjaulada (o que será deprimente ao extremo na fase da vida em que se encontra, por mais que a cela seja confortável e não o submetam à humilhação das algemas). 

Eu, que supostamente o odeio, cansei de lhe mandar mensagens cifradas aconselhando que seguisse caminhos diferentes. Precisei embuti-las nos meus artigos, pois nunca tive acesso direto a ele. Ou não lhe chegaram ao conhecimento, ou não acreditou. É triste.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

ÓBVIO ULULANTE: MATAR ALGUÉM É MUITO MAIS GRAVE DO QUE PAGAR, PROMETER, SOLICITAR OU RECEBER PROPINA!

Toque do editor
Desde 2005, quando o escândalo do mensalão trouxe a corrupção nas altas esferas para o centro do debate político, há um sem-número de leigos discorrendo nas redes sociais sobre assuntos jurídicos, com visões características de... leigos!

Eu sou revolucionário por devoção e fui jornalista por profissão, duas esferas de atuação que me levaram a ficar conhecendo razoavelmente as questões legais; mesmo assim, não me ponho a invadir a praia alheia, pretendendo igualar as abordagens dos juristas. 


Inspiro-me, isto sim, no espírito de Justiça, que é inerente a todos os seres humano e muito superior à letra da Justiça; e também me baseio no meu razoável conhecimento dos bastidores dos Poderes, pois a Justiça, na democracia burguesa, jamais passou da continuação da política por outros meios (parafraseando o que Clausewitz declarou sobre a guerra).

É sempre gratificante constatar que meus pitacos de leigo às vezes coincidem com as avaliações dos doutos, como o advogado criminal Luís Francisco Carvalho Filho, valoroso companheiro que presidiu a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos.

Em artigo recém-publicado, ele chegou, por outros caminhos, à mesma conclusão que várias vezes tenho exposto aqui: não há termo de comparação possível entre os crimes do colarinho branco e os crimes hediondos, pois grana se repõe, se substitui ou dela podemos até prescindir, mas vidas tiradas ou estragadas são únicas e as consequências, irreparáveis!   


É o motivo de eu considerar inaceitável o encarceramento de um idoso quando ele não tenha cometido crimes hediondos nem represente um perigo para a sociedade; em se tratando de anciães culpados unicamente de corrupção, é desumano e aberrante eles cumprirem suas sentenças em regime fechado, pouco importando que seu nome seja José Maria Marin, Paulo Maluf, Luiz Inácio Lula da Silva ou qualquer outro. O que conta é o princípio, não a pessoa.

Eis o enfoque do Carvalho Filho:

O CORRUPTO E O ASSASSINO

Por Luís Francisco Carvalho Filho
O princípio da proporcionalidade no Direito Penal também está na linha de tiro.

Para o Ministério Público Federal no Paraná, réu por crime de corrupção deve ser condenado a 30 anos de reclusão: o parâmetro deve ser a pena do homicídio “porque a corrupção de valores altos mata”.

O extravagante raciocínio leva em conta a probabilidade sempre remota de investigação e punição, o elevado prejuízo, a perspectiva da progressão de regime, do indulto, da prescrição, os recursos e os regulamentos jurídicos. O Judiciário não pode ser tímido, a corrupção é delito de alto risco, a população quer mais severidade.

Mas matar alguém é mais grave do que pagar, prometer, solicitar ou receber propina. Nem figurativamente o desvio de recursos públicos se compara ao assassinato. A vida é o bem supremo para religiões e filosofias, constituições e governos.

A advertência formulada por Cesare  Beccaria (1738-1794) tem sentido utilitário. Se pena igual for cominada para dois delitos que desigualmente ofendem a sociedade, o homem inclinado ao crime não encontrará “nenhum obstáculo mais forte para cometer o delito maior”. 
Método Dallagnol de matemática política = "extravagante"

Em outras palavras, se o corrupto já tem punição máxima, nada tem a perder. O homicídio (de investigador ou testemunha, p. ex.) passaria a fazer parte de suas cogitações —se isso, é claro, ajudá-lo a fugir.

Se a corrupção mata, esperteza corporativa mata também. Desde que a liminar do STF generalizou o benefício em 2014, o gasto do país (União e Estados) com auxílio-moradia para juízes e membros do Ministério Público, além de outras carreiras jurídicas especializadas em equiparações, é estimado em mais de R$ 5 bilhões. É menos que as perdas estimadas da corrupção, mas não é pouco dinheiro.

Conforme o método Dallagnol de matemática política, R$ 5 bilhões em cédulas de R$ 10 formariam pilhas equivalentes a 100 prédios de 100 andares. Com R$ 5 bilhões seriam construídos 1.392 escolas ou 181 hospitais.

O princípio da proporcionalidade das penas é valor que se renova. Reduziu drasticamente a incidência da pena de morte no Ocidente, despenalizou condutas como o adultério e o aborto em alguns países, permitiu a suspensão condicional de processos e assegurou a aplicação de penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade.
Corrupção seria tão grave quanto estes crimes?!

A tragédia carcerária dispensa comentários. É caro construir e administrar presídios. Tem gente presa que não precisaria estar. 

Não faz sentido o encarceramento de jovens primários ou não perigosos (por roubo, furto, tráfico de drogas, não importa) e arruinar o seu futuro. Outro tipo de desperdício. A reclusão se justifica pela falta de outra medida eficaz e justa para a contenção do delinquente que, em liberdade, representa um perigo.

Há crimes gravíssimos e revoltantes, como a corrupção de altos e pequenos valores e os crimes do colarinho branco, para os quais a penitenciária parece inútil. 

A reclusão residencial, o confisco do dinheiro, as interdições políticas e profissionais, os bloqueios e as perdas de patrimônio (sem falar das inevitáveis e demolidoras consequências do escândalo jornalístico) são suficientes. 

É a certeza da punição que desestimula o crime. Punir é sobretudo inteligência. Pelo menos deveria ser.

domingo, 18 de junho de 2017

JOESLEY É PEGO DE NOVO NA MENTIRA

Fedor da delação super-premiada é pior ainda que seu aspecto
A Folha de S. Paulo informa em sua edição dominical que o delator super-premiado Joesley Batista caiu em contradição em pelo menos dois pontos da sua entrevista publicada pela revista Época, comparativamente ao depoimento dado à Procuradoria-Geral da República:
  • indicou um ano diferente como sendo o do seu primeiro contato com Michel Temer; e
  • deu uma versão discrepante sobre seus encontros com o chamado homem de mala, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures.
Credibilidade zero (menos para o Janot, o Fachin e a Globo!)
Como tanto as Organizações Globo quanto o Janot fazem o máximo empenho para impingir tal peixe podre ao distinto público, da parte de ambos nada de mal advirá ao Joesley. Seguirão bancando seu protegido, mesmo porque já estão com imagem pior que a de peixe podre, não tendo, portanto, mais nada a perder...

[Quem ainda pode salvar a pose é o Supremo Tribunal Federal, desde que se decida finalmente a cumprir o seu dever, anulando a delação super-premiada que o Edson Fachin abençoou e mandando Joesley Batista para o xilindró no qual deveria estar. Nos próximos dias os ministros decidirão se honram suas togas ou se o corporativismo neles fala mais alto.]

E também a credibilidade de tal criminoso do colarinho branco junto à opinião pública não será afetada por mais estas mentiras flagradas, pois ela já era nenhuma...

sábado, 12 de dezembro de 2015

DENÚNCIA GRAVÍSSIMA: EMBUTIRAM NO AJUSTE FISCAL A LAVAGEM DE DINHEIRO DE ORIGEM CRIMINOSA!!!

Por Demétrio Magnoli
O BRASIL LAVA MAIS BRANCO

O nome é PL 2.960, mas sugiro batizá-lo como estatuto de fundação da Lavabrás. Nasceu no governo, a pretexto de contribuir com o ajuste fiscal, foi aprovado na Câmara por 230 a 213, com os votos cruciais do PT e do PMDB, mas contra todos os partidos oposicionistas. Depois, percorreu o Senado em regime de urgência e pousou na mesa de Renan Calheiros, que pode expô-lo a deliberação final a qualquer momento. Não ganhou as manchetes principais dos jornais, embora provoque frêmitos quase sexuais no mercado financeiro. O Brasil de Dilma, Levy, Lula, Temer, Cunha e Calheiros alcançou consenso em alguma coisa: a legalização da lavagem de dinheiro oriundo do crime [os grifos são todos meus].

Lavabrás opera no registro da duplicidade. Seu estatuto diz uma coisa em letras grandes e o oposto dela em letras pequenas. Letras grandes: o artigo 1º anuncia um "regime especial" de regularização de recursos e bens de origem lícita não declarados ao fisco, mantidos no exterior ou repatriados. Letras pequenas: o artigo 5º inclui no "regime" os frutos de uma longa série de crimes, oferecendo anistia geral, irrestrita, a sonegadores do fisco, violadores de regras tributárias, autores de golpes contra a Previdência, falsificadores de documentos públicos e privados, contrabandistas e, claro!, quadrilhas dedicadas à evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Elaborada por gente que entende do riscado, a lei anistia a prática de associação criminosa, o uso de laranjas e os próprios laranjas. Corra, Lola, corra: só ficam excluídos os condenados com sentença transitada em julgado.

Lavabrás suprime o princípio da igualdade perante a lei, premiando seus sócios potenciais, os criminosos de colarinho branco, que obtêm excepcionais vantagens tributárias

Letras grandes: os recursos declarados no "regime especial" incorrem em imposto de 15% mais multa de 100% sobre o imposto, totalizando 30%, similar à taxação de contribuintes honestos e pontuais (27,5%, pessoa física, ou 34%, pessoa jurídica) e muito menos que a taxação de sonegadores comuns, sujeitos a multa de 150% mais juros Selic sobre o imposto devido. Letras pequenas: fixa-se o câmbio de conversão dos recursos pela cotação do dólar do último dia de 2014, o que representa um desconto da ordem de 40% na taxação dos patrimônios de origem criminosa. No Brasil, o crime compensa.

Lavabrás é um antídoto contra a Lava Jato. Enquanto a força tarefa de Curitiba desvenda a ramificada teia da corrupção público-privada, seguindo as pegadas da evasão de divisas e da lavagem de dinheiro, o estatuto da Lavabrás extingue a punibilidade dos crimes investigados e –cúmulo da perfeição!– cobre-os com o manto sagrado do sigilo fiscal. São as perucas, os bigodes e as cirurgias plásticas destinadas a reinserir os bandidos da corte no nosso belo quadro social.

Lavabrás obedece ao cronograma da emergência. No contexto da globalização, da corrupção internacional, do terrorismo e do tráfico de armas e drogas, os EUA introduziram na arena diplomática os acordos Fatca (Foreign Account Compliance Act), destinados ao intercâmbio de informações tributárias. 

Como outras nações do G20, o Brasil assinou o acordo bilateral com os EUA, além de outro similar, com a Suíça. Eles entram em vigor no início de 2017, quando extensas listas de criminosos de colarinho branco, fornecidas pelos governos americano e suíço, chegarão às mãos da Receita brasileira. É por isso que o estatuto da Lavabrás concede 210 dias para adesão ao "regime especial". O Brasil lavará dinheiro em 2016, aproveitando a janela de oportunidade que se fecha por iniciativa do imperialismo.

Impeachment? Eles brigam por coisas menores, mas sabem onde o calo aperta.
Related Posts with Thumbnails