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domingo, 4 de março de 2018

O DEDO PETRIFICADO DE JOESLEY BATISTA APONTA ATÉ PARA SUA ANTIGA ADVOGADA!

Que tipo de homem é este, capaz até...
Fico me lembrando da repulsiva aclamação a Joesley Batista em maio de 2017, quando o presidente Michel Temer parecia estar prestes a cair por conta da performance do chefão da JBS como delator premiado. Muita gente andou até postando nas redes sociais que batizaria seus pimpolhos com o nome de Joesley!

Ao saber de alguém que se fez passar por amigo para desgraçar outro cidadão, sempre me vem à mente a imagem do cabo Anselmo, responsável pela morte de dois companheiros da luta armada a quem eu prezava muito. 

Quando me recordo da confiança que o  Moisés (José Raimundo da Costa, o último comandante da VPR) tinha no seu antigo parceiro de movimentos da marujada e da forma ignóbil como foi por ele atraído para a morte, vem-me um profundo desprezo por gente dessa laia (o cabo Anselmo é também culpado do sequestro e execução, na Casa da Morte de Petrópolis, da minha estimada companheira Heleny Guariba, a Lucy). 

Jamais conseguirei aceitar que uma pessoa com quem convivemos, com quem tomamos umas cervejinhas, com quem falamos de assuntos sérios ou jogamos conversa fora, com quem compartilhamos sonhos e trocamos manifestações de amizade e afeto, esteja o tempo todo apenas esperando o momento certo para nos cravar uma faca nas costas!
...de jogar uma culpa sua nas costas de uma mulher?!

Então, para mim, seja qual for o regime que a utilize e o fim objetivado, a espionagem é uma atividade vil e quem a pratica, um ser desprezível. 

O verdadeiro Joesley foi revelado por uma gravação que liberou inadvertidamente (o feitiço virou contra o feiticeiro): nela, se vangloriava com o irmão Wesley, ambos embriagados, do golpe de mestre aplicado na Justiça.

A consequência imediata foi que sua delação premiada, a mais condescendente e vantajosa para qualquer réu da Lava-Jato de quantas foram firmadas até hoje pela Procuradoria Geral da República, virou pó.

Agora que sua alcaguetagem não serve mais para derrubar presidentes, Joesley mira bem mais baixo: quer ver presa sua ex-advogada, na esperança de que isto sirva para reduzir sua própria pena. 

Assim, tenta jogar nas costas dela a culpa pela contratação de um procurador da equipe do Rodrigo Janot para ajudá-lo a preparar o flagrante armado contra Temer y otras cositas más
Se estão certos de que conseguirão não vomitar, leiam esta notinha da edição dominical da Folha de S. Paulo e constatem:  
"No depoimento de mais de dez horas que prestou à PF, na 3ª feira (27), Joesley Batista terceirizou a responsabilidade pela contratação de Marcelo Miller à sua ex-advogada, Fernanda Tórtima. 
Ele repetiu diversas vezes que foi a defensora quem levou o ex-procurador à JBS e chegou a afirmar que se alguém deve dar explicações sobre a controversa participação de Miller nos acordos é ela"

sábado, 9 de setembro de 2017

"O REI AINDA NÃO ESTA NU, MAS JÁ DESFILA DE CUECA EM PRAÇA PÚBLICA"

"No ápice da crise provocada pela gravação da conversa entre Joesley Batista e Temer, a Folha noticiou que, bem antes do fatídico encontro, o advogado dos irmãos Batista recebera aulas de delação ministradas por um agente da PF e um procurador da República. Precisamente naquele período, o procurador Marcello Miller, lugar-tenente de Janot, preparava sua saída do Ministério Público negociando emprego num escritório de advocacia contratado pela JBS...

Janot desmentira, peremptoriamente, em 20 de maio, os rumores sobre a participação de Miller nas tratativas do MPF com os irmãos Batista que culminaram com o acordo de delação. Agora, entre constrangido e indignado, o procurador-geral finalmente anuncia uma investigação do episódio, admitindo a possibilidade de que tenha sido ludibriado desde o início. 

De lá para cá, tudo mudou –menos a linguagem de Janot, perpassada de tons condoreiros, salpicada pela fúria santa dos justos. O rei ainda não está nu, mas já desfila de cueca em praça pública.

A sombra da suspeita, que paira sobre Miller, estende-se inevitavelmente até o procurador-geral. Joesley cedeu os novos áudios num gesto de desespero. Janot só deflagrou a investigação depois que os fatos fecharam o cerco à sua cidadela. A hipótese de um conluio criminoso entre o chefe do Ministério Público e Joesley Batista não pode ser excluída de antemão, mas nenhum indício forte a sustenta. 

Salvo surpresas deploráveis, a responsabilidade de Janot situa-se fora da esfera criminal: o Ministério Público caiu na cilada dos Batistas porque sucumbiu à sedução da política."

(trechos da coluna Raquel Dodge não resolve o dilema da
politização do Ministério Público, do Demétrio Magnoli)

O WATERLOO DO TRAPALHÃO DAS FLECHAS DE BAMBU

"A reavaliação dos termos do acordo de colaboração e o pedido de prisão do empresário Joesley Batista, do executivo Ricardo Saud e do ex-procurador Marcelo Miller representam a correção do maior erro já cometido na Lava Jato. 

...De repente, veio à luz o autogrampo-pastelão, que forçou Janot a abrir uma investigação sobre sua própria investigação. Os colaboradores desastrados enfiaram no meio de um papelório entregue à Procuradoria quatro horas de uma uma conversa de bêbados

Nela, expressando-se num idioma muito parecido com o português, Joesley e Saud deixam claro que fizeram uma delação seletiva, sob orientação do ex-procurador Marcelo Miller —um amigo de Janot, que se se desligaria da força-tarefa da Lava Jato para se tornar sócio de uma banca de advogados a serviço da JBS. Um acinte! 

A suspeita de que Miller fizera jogo duplo tornara-se munição para os adversários de Janot. Mas o procurador-geral dera de ombros. Cometeu um erro dentro do outro. Algo que lhe custa caro. De equívoco em equívoco, o doutor chega à reta final do seu mandato às voltas com um déficit estético. Corre contra o relógio para limpar a cena. Se for bem sucedido, conseguirá apenas reduzir os danos. 

As prisões tardias não apagam os rastros pegajosos do acordo benevolente. Ao contrário, servem para realçar o escárnio embutido na autorização para que os delatores desfrutassem de sua imunidade penal na 5ª Avenida de Nova York. Ou o descalabro estampado na descoberta de que a JBS, valendo-se dos segredos de sua própria delação, foi ao mercado para lucrar com câmbio e ações."

  (trechos do post Janot corrige na marra o maior erro da Lava Jato, do Blog do Josias)
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