Mostrando postagens com marcador Luiz Felipe Scolari. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Felipe Scolari. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2026

SÉRIE "AS CINCO COPAS DO MUNDO QUE O BRASIL CONQUISTOU": 2002. OS SOLDADOS DO FELIPÃO CUMPRIRAM BEM A MISSÃO.

Em 1998 o Brasil perdeu o Mundial da França por causa de uma lambança de enfermeiro, da divisão do elenco e da pusilanimidade do técnico Zagallo. 

Não vinha mesmo fazendo campanha brilhante: apanhara da Noruega (1x2) na 1ª fase e necessitara dos pênaltis para despachar a Holanda nas semifinais (1x1 e 4x2).

Pior: a liderança do grupo era disputada por Dunga (apoiado pelos veteranos de 1994) e Bebeto (o preferido dos novatos), com direito a uma cabeçada do Brucutu (Romário) no bebê chorão (Bebeto) durante a partida contra o Marrocos.

Poucas horas antes da final contra os anfitriões, Ronaldo Fenômeno recebe uma rotineira infiltração de xilocaína para diminuir as dores no seu joelho. Mal aplicada: atingiu uma veia e espalhou-se na corrente sanguínea, fazendo com que, 10 minutos depois, ele entrasse em convulsão.

Zagallo, acertadamente, pretendeu substitui-lo por Edmundo. Mas, o inacreditável Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, impôs uma mudança de escalação na enésima hora, em benefício do garoto-propaganda da Nike, que voltava 
sonado do tratamento de emergência.


Dunga ainda tentou dar força a Zagalo, para que mantivesse a decisão sensata. Mas, Bebeto usou sua influência no sentido oposto, favorecendo a aceitação do ultimato de Teixeira.
Ronaldo Fenômeno: vilão em 1998, herói em 2002

Inexistindo unanimidade no grupo, Zagallo ficou com as mãos livres... para submeter-se ao cartola-mor, como sempre. 

Os jogadores levaram para o campo os rancores do vestiário, fazendo exibição das mais apáticas no 1º tempo. Era tudo de que Zidaine precisava para praticamente liquidar o Brasil:0x2.

Quando eles acordaram, já era tarde. A França resistiu à pressão brasileira, marcou outro gol em contra-ataque e poderia ter feito mais. A goleada por 0x3 saiu barata.

A frustração por haver deixado escapar uma Copa tida como ganha ainda se fazia sentir nas eliminatórias para o Mundial seguinte.

Em suas 18 partidas desde o apagão de 1998 Brasil foi dirigido por nada menos do que quatro técnicos: Luxemburgo, Candinho, Leão e Felipão. Acabou por garantir sua vaga apenas na última rodada, ficando 13 pontos atrás da Argentina e só três à frente do Uruguai (repescagem) e da Colômbia (desclassificada).

Luiz Felipe Scolari, técnico de conceitos rústicos e alguma força de caráter, era malvisto pela cartolagem, pois não tinha perfil de títere.
Seaman sofreu com o Gaúcho
.
Assombrados pelo fantasma da desclassificação, os dirigentes, entretanto, acabaram cedendo à pressão dos torcedores, para quem, depois do fracasso de Luxemburgo, Felipão se tornara unanimidade -- como consequência, principalmente, de seu ótimo currículo nos 
mata-matas da Copa Libertadores da América.
.
Nas eliminatórias não foi nada além de razoável (três vitórias e três derrotas), mas segurou o rojão num momento crítico, bem de acordo com sua imagem de machão.

De quebra indispôs-se com Romário, por suposta ou real má vontade do Baixinho para com o escrete. Afastou-o em definitivo, apesar do seu pedido de desculpas público e do lobby de cartolas & imprensa esportiva.

Situação paradoxal: queda de braço entre um técnico que era preferência nacional e um jogador, idem.

Para dar a volta por cima, Felipão fez uma jogada arriscadíssima, contrapondo um mito a outro mito: escolheu Ronaldo Fenômeno como seu artilheiro, embora viesse em maré de fracassos, contusões graves e longos períodos de convalescença, desde a fatídica final contra a França em 1998.

Com seu carisma e extrema habilidade motivacional, aproveitou as críticas à Seleção para fechar o grupo em torno de si. Era a 
Família Scolari  lutando contra tudo e contra todos.

A sorte o bafejou: não só Ronaldo renasceu das cinzas na Copa da Coréia do Sul/Japão, como o Brasil teve a sorte de enfrentar as galinhas mortas que pediu a Deus.

Treinou contra a China (4x0), Costa Rica (5x2) e desperdiçou duas vezes a oportunidade de golear a incipiente Turquia, vencendo-a apenas por 2x1 na 1ª fase e 1x0 na semifinal (gol de Ronaldo, em bela arrancada pela meia-esquerda).
Clique aqui para assistir aos melhores
momentos de Brasil 2x1 Inglaterra
 
Nas oitavas-de-final, a Bélgica chegou a dar algum trabalho ao são Marcos (um dos destaques da campanha), mas Rivaldo e Ronaldo resolveram. 2x0.

O único adversário de verdade foi o das quartas-de-final: a Inglaterra de Beckham, Owen e Campbell, que sobrevivera ao grupo da morte na 1ª fase (vencendo a Argentina, empatando com Suécia e Nigéria) e vinha de golear a Dinamarca. Não havia favorito.

Uma rara falha de Lúcio propiciou gol a Owen, mas o personagem do jogo seria Ronaldinho Gaúcho:
*carregando a bola do meio-de-campo até a entrada da área, serviu Rivaldo livre, para este empatar;
* cobrando falta da zona morta da intermediária, junto à lateral, acertou chute primoroso, encobrindo o goleiro David Seaman, que esperava um cruzamento; e
* foi expulso logo em seguida por causa de uma solada, mas os dez restantes souberam segurar o 2x1.
Felipão teve seu último momento afortunado
Após fazer a lição de casa contra a Turquia, teve pela frente uma Alemanha que nem sequer cogitava chegar à final: seu objetivo era preparar o time para a Copa seguinte, que iria disputar em casa.

Vitória, com autoridade, do Brasil de Marcos; Cafu, Lúcio, Edmilson, Roque Jr. e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Kleberson e Ronaldinho Gaúcho (éxpulso); Rivaldo e Ronaldo (Denilson).

Já criara mais chances no 1º tempo, quando Kleberson acertou o travessão e Oliver Kahn, o melhor goleiro do Mundial, andou fazendo defesas difíceis.


Decidiu no 2º. A tarefa foi facilitada por uma inusitada falha de Khan, que bateu roupa num chute forte mas defensável de Rivaldo, deixando Ronaldo à vontade para abrir o marcador.

A Alemanha saiu para o jogo e, em rápido contra-ataque pela direita, Kleberson cruzou, Rivaldo deixou passar e Ronaldo colocou no canto: 2x0.

Terminou a campanha com estatísticas invejáveis:
* só vitórias, como em 1970 (quando um campeão jogava seis vezes, e não as atuais sete);
melhor ataque (18 gols);
artilheiro (Ronaldo, 8);
um dos vice-artilheiros (Rivaldo, 5, na companhia de Miroslav Klose, da Alemanha);
uma das melhores defesas (4 gols sofridos, atrás apenas da Alemanha, 3); e
melhor saldo de gols (14) de um campeão nos 18 Mundiais até hoje disputados.
.
Sem ser um esquadrão dos sonhos como os de 1958, 1970 e 1982, soube fazer valer a experiência e a qualidade técnica do seu elenco.(por Celso Lungaretti)
Melhores momentos de Brasil 2x0 Alemanha.
ACESSE OS POSTS DA SÉRIE "AS CINCO COPAS DO MUNDO
QUE O BRASIL CONQUISTOU" CLICANDO NOS ANOS
1958 - 1962 1970 1994 - 2002 - final

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

SOB TITE A SELEÇÃO SOFRIA NO MUNDIAL, MAS ERA DOMINANTE NAS ELIMINATÓRIAS. HOJE DÁ VEXAMES E PODE PERDER A VAGA.

O
técnico Tite teve duas chances de conquistar o Mundial Fifa de seleções, em 2018 e 2022, só chegando até as quartas-de-final. 

Foi crucificado de forma praticamente unânime por cronistas esportivos e torcedores, que preferiram ver nele o incompetente que desperdiçara o superlativo talento de nossos craques. Mas a verdade era bem outra, como agora está se constatando.  

Antes de o retrocesso civilizatório se tornar tão acentuado (e as opiniões sobre todas as coisas, tão fanáticas e desequilibradas) no Brasil, Telê Santana também ficou com as mãos abanando após as Copas do Mundo de 1982 e 1986. Para piorar, era favoritaço na primeira, com Falcâo, Cerezzo, Sócrates e Zico na auge de suas carreiras. 

Mas, fascinados com o futebol de sonhos que o nosso escrete praticava do meio de campo para a frente, poucos o acusaram de ter armado uma defesa firme como geleia, o que acabou sendo fatal na azarada partida contra a Itália

Já no caso de Tite. não se levou em conta que possuía um único fora-de-série à disposição, Neymar, que fracassou miseravelmente nas duas eliminações.

Então, não deixei de reconhecê-lo como o melhor treinador brasileiro em atividade, embora isto perdesse um pouco de significado face à mediocridade dos concorrentes. 

Agora o quadro está mais claro. 

Antes do Tite, nossa seleção sofreu a maior humilhação de uma história centenária em 2014, goleada por 7x1 em casa, com o Felipão prostrado no banco, sem mexer um músculo ou dizer uma única palavra, enquanto os germânicos marcavam quatro gols seguidos entre os 23' e os 29' da fase inicial.

Nas eliminatórias de 2018, o aproveitamento sob Dunga era de míseros 50% dos pontos disputados nas seis primeiras partidas, com o Brasil fora da zona de classificação. Entrou Tite e, nos 12 jogos restantes, o escrete conquistou 32 pontos (aproveitamento de 88,9%!), disparando na liderança.

Nas de 2022 também deixou os adversários comendo poeira, com 83,3% de aproveitamento.

Agora, com 8 das 18 rodadas concluídas, o Brasil divide o quinto lugar com a Venezuela (!), tendo 41,7% de aproveitamento, após perder 3 partidas e empatar em casa com o Peru sob o comando de Fernando Diniz e ter duas atuações horrorosas com Dorival Jr. no banco.

Conclusão: ruim com Tite, péssimo sem ele. 

E pouco se fala na ausência gritante de um meio-campista hábil e cerebral, que dite o ritmo da equipe, organize o setor ofensivo e crie oportunidades de gol para os atacantes. Alguém como Lionel Messi, que fez a diferença entre a Argentina campeã e o Brasil sétimo colocado em 2022.

E por que não produzimos mais esse tipo de craque, como Didi em 1958 e 1962, Gerson em 1970 e Sócrates em 1982? 

Porque o mendicante futebol brasileiro agora quer formar pés-de-obra para o mercado internacional, então prioriza, desde as escolinhas, garotos que sejam bons dribladores e marquem gols, como Endrick e Estevão, para vendê-los aos gringos antes mesmo de completarem 18 anos.

Quanto aos cérebros das equipes, não é o que os europeus (principalmente) esperam dos jogadores brasileiros, então os formamos cada vez menos, curvando-nos aos preconceitos dos nossos antigos colonizadores, que ainda nos veem como eternos bugres. (por Celso Lungaretti)

sábado, 13 de novembro de 2021

O GOLPISMO DO BOZO SOFRE ACACHAPANTE GOLEADA NA PREFERÊNCIA POPULAR: 63% A 6%. PIOR AINDA QUE BRASIL x ALEMANHA!

O causador do pior vexame do nosso futebol até hoje e
 o causador do maior morticínio de brasileiros até hoje
 
P
esquisa realizada na semana passada pela Genial/Quaest mostra por que os golpes de Estado programados com dia e hora marcada pelo Bozo  flopam pateticamente, como aconteceu com a micareta de 7 de setembro último.

De 2.063 entrevistados, 63% afirmaram preferir a democracia à ditadura; 19% disseram que tanto faz; 12% não responderam; e só 6% reconheceram que são masoquistas e adoram ser tratados a pontapés pelas otoridades

Taí um dos motivos que fizeram do Bozo um presidente zumbi arrastando-se com a faixa presidencial enlameada e puída, enquanto quem governa mesmo é o Centrão. (CL)
Related Posts with Thumbnails