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sábado, 12 de julho de 2025

TRUMP, UMA CARICATURA DO HITLER, SUPÔS QUE DANDO TIROS NO CHÃO, O BRASIL DANÇARIA. É PERDEDOR NATO!

Tenho pena dos brasileiros que ainda comem na mão da grande imprensa. Ficam acreditando em novelas chinfrins como a da chantagem tentada por Donald Trump, que neste exato momento já é um completo e definitivo fracasso. 

Mas, vender jornais, revistas e espaços publicitários nas várias mídias é preciso. Explicarem a seus públicos o que realmente se passa não é preciso, pelo menos do ponto de vista da indústria cultural. Do boi só se perde o berro...

Trump, um mentecapto empoderado, acreditou que, como Hitler na década de 1930, submeteria os países a seus desígnios por meio de blefes e demonstrações de força. 

O detalhe é que ele realmente dispunha de força para demonstrar, como ficou comprovado quando a Inglaterra e a França cansaram de  se submeterem covardemente às chantagens e pagaram pra ver.

Trump, com os Estados Unidos em processo de flagrante decadência, já perdendo de goleada a corrida dos avanços científicos e tecnológicos para a China, não tinha condições políticas de usar contra nós uma ameaça militar (como as famosas blitzkriegs, às quais os alemães poderiam recorrer quando se fizesse necessário)  e, com isto,   forçar o Brasil a abdicar de sua dignidade de nação soberana. 

Que as pequenas nações europeias, diante da omissão da Inglaterra e da França, negociassem  o inegociável com um ferrabrás realmente poderoso chega a ser até desculpável. Mas os prejuízos com que Trump tenta agora ganhar de nós no grito estão longe, muito longe, de equivalerem àqueles que Hitler podia causar. 

E, quando a Inglaterra se livrou do premiê poltrão Neville Chamberlain, substituindo-o por um que não tinha medo de cara feia (Winston Churchill), constatou-se que o ogro ariano não era tão terrível quanto aparentava ser.

É exatamente esta a opção para o Brasil neste instante: ou se avacalha de vez com uma rendição não só vergonhosa como desnecessária, ou se une contra o  vilão pândego que, diria o Jards Macalé,  range, ruge, morde, mas não passa de um tigre de papel. Sabe de antemão que, caso mantenha a firmeza, inevitavelmente será o vencedor da pendenga.

Como nada prenuncia uma capitulação do Supremo, do Lula e do PT, só nos resta esperarmos o próximo dia 1º, quando Trump será obrigado a optar entre duas roubadas (honrar o blefe desastroso ou desistir dele com o rabo entre as pernas) para, em seguida, reagirmos à altura. Estamos com a faca e o queijo nas mãos.

O melhor, portanto, é deixarmos o golpista e genocida Jair Bolsonaro, o traidor da pátria Eduardo Bolsonaro, o errático Tarcísio de Freitas e outros personagens tão medíocres quanto estes fazendo o papel de palhaços na farsa trumpiana. É para isto, e só para isto, que todos eles servem.

De resto, a agonia de Roma entrou em sua fase derradeira a partir do ano de 376, quando começou a perda territorial expressiva e irreversível. 

Os historiadores consideram como principal marco de sua queda o ano de 395, quando as invasões bárbaras deram fim ao chamado Império Romano do Ocidente.

A minha impressão é de que os EUA estão vivendo agora o correspondente a esse período 376-395, não devendo transcorrer nem 19 anos até serem rebaixados para a segunda prateleira das nações poderosas. 

"Viver é perigoso", disse João Guimarães Rosa. Mas também pode ser maravilhoso se soubermos aproveitar as oportunidades históricas que às vezes nos caem do céu. (por Celso Lungaretti)  

quarta-feira, 14 de maio de 2025

QUE IGREJA E QUE PAPA?

Houve muita nuvem negra nos últimos anos na vida do Vaticano, de onde provêm as diretrizes para o cristianismo católico para quase um bilhão e meio de fiéis? Sem dúvida! 

A última fumaça branca, assinalando, há 12 anos, a escolha do arcebispo argentino Bergoglio, transformado no Papa Francisco, corrigiu um desvio ocorrido em 1978, com a eleição do polonês conservador Karol Wojtyla, conhecido como Papa João Paulo II, cujo pontificado de 27 anos foi dos mais longos.

Embora tenha sido sagrado santo, sua devoção causou numerosas decepções na América Latina, por não ter levado a Igreja a condenar as ditaduras implantadas no continente e por ter recebido os ditadores Galtieri e Pinochet. 

Talvez por ter vivido na Polônia durante o regime comunista, nutria uma ojeriza profunda aos movimentos antiditatoriais da época na América Latina por ele considerados comunizantes, daí ter condenado o movimento social católico da época de oposição aos ditadores, conhecido como Teologia da Libertação.

Essa ausência da Igreja nas lutas sociais e na redemocratização da América Latina provocou um distanciamento da esquerda e, ao mesmo tempo, abriu caminho para a penetração da versão populista estadunidense do protestantismo neopentecostal evangélico, principalmente no Brasil. 

Basta citar a propagação rápida dos evangélicos nas áreas pobres, antes alvos das pastorais católicas propagadoras da Teologia da Libertação, crescendo dos 5% nos anos 70 para os 35% dos dias de hoje, podendo ultrapassar os 50% até 2050 (com isto, o Brasil deixaria de ser o país mais católico do mundo).

Nesse quadro, a simples opção doutrinária da Igreja pelos pobres, sem ação efetiva, já não é mais suficiente para reparar o atraso criado com a rejeição da Teologia da Libertação. 

Hoje, inclusive, ela está sendo cada vez mais substituída pelos neopentecostais e sua ilusão empreendedorista, a pouco espiritual Teologia da Prosperidade.

Seria também muito simplista um papa tomar a decisão (como Karol no livro de Morris West, As Sandálias do Pescador) de entregar todas as riquezas do Vaticano aos pobres. Isso enfraqueceria a influência da Igreja e tornaria o papado uma simples fantasia, deixando órfãos seus seguidores. 

O Concílio do Vaticano II tinha por objetivo integrar a Igreja na modernidade. Não se pode afirmar ter atingido seu objetivo, mesmo porque a fé em princípios religiosos vai se tornando difícil no mundo de hoje, com a ciência acabando e desvendando todos os mistérios.

Num texto bastante crítico sobre Igreja e papas, o jornalista português do semanário Expresso, João Leitão Ramos, faz uma retrospectiva com rápidas análises sobre os mais marcantes papas da história da Igreja, tanto dos reais como dos imaginários na literatura e cinema. E isso inclui maus e bons, começando com o mais infame, como define Leitão Ramos.

Trata-se de Alexandre VI, de 1492 a 1503, o cardeal dos festins, amantes e filhos reconhecidos, de nome Rodrigo Bórgia, inspirador do filme Os Bórgias. com Jeremy Irons.

Trump debochando da fé católica. Ele certamente
daria um papa para capeta nenhum botar defeito...
A história do papado conta também com lendas, fantasias talvez com fundo de verdade, como a de uma mulher eleita papisa no século IX, a lendária Papisa Joana, vivida no cinema pela atriz Liv Ullmann.

Foi com Pio IX, de 1846 a 1878, que se criou o dogma da infalibilidade papal e, em reação ao fim do poder territorial do papado, se proibiu aos católicos votarem na Itália, situação corrigida só em 1929, com Pio XI e o Tratado de Latrão, assinado com Mussolini. 

A morte de João Paulo I, depois de apenas 33 dias de pontificado, inspirou teorias de conspiração, como a do filme O Poderoso Chefão 3 - A Morte de Michael Corleone, de Francis Ford Coppola (1990), com Raf Vallone vivendo o cardeal Lamberto, depois papa, assassinado ao tentar purificar a Cúria na época da fictícia  família Corleone.

O conclave convocado para a eleição do novo papa coincidiu com o lançamento de mais um filme sobre o Vaticano, Conclave, de Edward Berger, valorizado com a inesperada morte do Papa Francisco e a convocação dos 133 cardeais eleitores. 

Trata-se de um thriller religioso de ficção, no qual se abordam temas atuais da Igreja, com um final inesperado. (por Rui Martins)

quinta-feira, 10 de abril de 2025

TRUMP PÔS O MUNDO EM POLVOROSA POR ACREDITAR EM CONSELHEIRO MENTIROSO

Navarro expôs Trump a ridículo mundial
U
m artigo obrigatório sobre a gestação do plano protecionista retrô que o aprendiz de presidente dos EUA quis impor ao resto do mundo mas virou pó a partir da indignação generalizada que causou é o do nosso companheiro Rui Martins, Trump se inspirou num economista inexistente (clique 
aqui para acessá-lo).

Mostra que o pai da criança é Peter Navarro, o até  então obscuro autor de um obscuro livro desmedidamente antichinês chamado Death by China, que deslumbrou o bilionário ignorantão em 2017. 

Ultradireitistas têm essa mania de acreditarem que medíocres e/ou charlatães são gênios ainda não reconhecidos, à espera de que um político iluminado os revele para a humanidade.

O tal Peter, ademais, mente tanto quanto o Pinóquio: quando uma jornalista lhe perguntou de onde tirara suas teorias estapafúrdias sobre efeitos econômicos benéficos para os EUA de um aumento desmesurado das suas tarifas aduaneiras, citou um economista de quem nunca ninguém ouvira falar, Ron Vera. 
Trump ao descobrir que Ron Vera nem existe

O qual, descobriu-se, não passa de um anagrama do seu sobrenome, Navarro. Não existe.

Agora, alçado a principal conselheiro do Trump em Economia, tal picareta foi o cérebro da guerra econômica declarada pelos EUA ao resto do mundo... cujo resultado foi fazer picadinho da credibilidade do Trump, obrigado a uma rendição incondicional. 

Quando deixar a presidência, nem para apresentador de reality show ele servirá mais. Bem feito!

Para nós, brasileiros, não há novidade nenhuma em um economista inexistente estar no nascedouro do caos econômico criado por um presidente calamitoso: todos nos lembramos do filósofo inexistente que, em 2019, delineou as coordenadas básicas do desgoverno do presidente calamitoso daqui. 

Aquele não era um anagrama. Tinha certidão de nascimento, RG e passaporte. Mas, como filósofo, também era inexistente. Vivia de vender aos ingênuos empedernidos cursos de doutrinação manipulatórios e delirantes. (por Celso Lungaretti)
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