sexta-feira, 13 de março de 2026

A INDÚSTRIA CULTURAL NOS ENGANA PORQUE GOSTAMOS E A ESQUERDA COPIA AS PAUTAS DO INIMIGO POR OPORTUNISMO.

Já cansei de denunciar que a imprensa burguesa alavanca artificialmente a eleição presidencial de cartas marcadas de 2026, cujos candidatos favoritos estão entre os mais medíocres que vi desde que comecei a me interessar pela política: 
--Lula, dócil refém do Congresso reacionário, com 37% das intenções de voto, segundo o DataFolha;
--Flávio Bolsonaro, herdeiro do pior presidente de todos os tempos, com 34%; e 
--alguns insignificantes empenhados apenas em se divulgarem (nenhum alcança o patamar de 5%, então o máximo que pode almejar é o ganho de musculatura para as eleições vindouras ou a obtenção de uma vaguinha no ministério ou ainda no secretariado de governadores e prefeitos)
 
O pior é que nossa esquerda entra direta no jogo do inimigo, aceitando ser pautada pelos principais veículos da indústria cultural, até porque aposta todas as suas fichas no anticomunista Lula e este só conseguirá reeleger-se numa disputa polarizada entre ele e o filho número um do ex-presidente número menos um. 

Nesta sexta-feira 13, o UOL publica um exercício de futurologia fajuta (montado a partir de citações do José Roberto de Toledo e da Thais Bilenky), segundo o qual Lula se prepara para a eleição mais disputada da nossa História, por causa dos efeitos da agressão estadunidense ao Irã sobre a economia brasileira.

Isto com um semestre de antecedência! Nem sequer  temos a certeza de que, aos 81 anos de idade, Lula não sofrerá problemas de saúde que impeçam sua participação no pleito. 

E há sempre a possibilidade de que algum candidato dispare na dianteira e fique bem à frente dos adversários, definindo a eleição já no primeiro turno ou tornando favas contadas sua vitória no segundo turno. 

Vale também lembrar que é em agosto, após as férias escolares e com o início do horário eleitoral gratuito, que o povaréu começa a escolher em quem votará. 

Afora a incerteza sobre se a próxima eleição superará as realmente disputadíssimas, como:  
--a de 1989, na qual Fernando Collor venceu o segundo turno com 53,03% dos votos, contra os 46,97% do Lula;  
--a de 2014, na qual Dilma Rousseff, a gerentona trapalhona, conquistou 51,64% dos votos, enquanto o tucano de voo rasteiro Aécio Neves ficou em 48,36;  
--a de 2022, cujo resultado final foram os 50,90% do Lula superando os 49,10% do Jair Bolsonaro.

Não há coincidência nenhuma no fato de que, com o ambiente político radicalizado, os dois primeiros fizeram governos desastrosos e Lula se socorre no personalismo para desviar a atenção de que está sem rumo no espaço, fazendo uma gestão econômica que tende a gerar, no próximo quadriênio, outra recessão aguda.

No último governo petista, além de a Dilma acabar sendo impichada, sua reeleição  pavimentou o terreno para Jair Bolsonaro  conquistar a faixa presidencial em 2018. Será que, caso o Lula se reeleja, o raio vai cair de novo no mesmo lugar? 

E que isto importa neste instante para o sofrido povo brasileiro? A nossa esquerda deveria estar representando os superexplorados pelo capitalismo, ao invés de desperdiçar esforços com escaramuças eleitoreiras que a lugar nenhum nos levarão (por Celso Lungaretti)

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