Ele acaba de receber de um herdeiro do Torquemada chamado Odílio Scherer, dito arcebispo apesar de nem de longe fazer jus à investidura, uma ordem absolutamente medieval: a de suspender de imediato todas as suas atividades nas redes sociais e interromper as transmissões ao vivo de missas.
Os conservadores e bolsonaristas cuja perseguição ao padre Júlio está por trás de tal medida aberrante também estão tramando sua transferência da paróquia de São Miguel Arcanjo, na qual atua há mais de quatro décadas como defensor incansável dos moradores de rua.
A perseguição dos reaças ao padre Júlio vem de longe e agora chegou ao ápice. Ele protagonizou um episódio emblemático em 2021: a prefeitura colocou obstáculos embaixo de um viaduto para os sem-teto não poderem dormir. Ele foi lá com uma marreta e arrebentou os obstáculos. Fez o que o PT deveria estar fazendo, mas não faz mais.
Minha total solidariedade ao padre Júlio. Meu total repúdio a esses inquisidores que não têm lugar em pleno século 21. (por Celso Lungaretti)
4 comentários:
Segundo essa matéria o Padre tem 50 mil seguidores(qual ameaça pode haver??)
O tal Gilson da Silva Pupo Azevedo (frei) tem 8,65 milhões de inscritos no YouTube e
11,1 milhões de seguidores no Instagram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
https://apublica.org/2025/12/lancellotti-silencia-e-padres-conservadores-discursam-nas-redes/
Sei lá, mas a perseguição deles ao padre Júlio vem de longe e agora chegou ao ápice. Lembro-me de um episódio ocorrido em 2021: a prefeitura colocou obstáculos embaixo de um viaduto para os mendigos não poderem dormir. Ele foi lá com uma marreta e arrebentou os obstáculos. Fez o que o PT deveria estar fazendo, mas não faz mais.
Religião, ou melhor, todo lugar que tem um púlpito, não combina com liberdade.
O que há de novo é a possibilidade de ele continuar a posiciona-se, por interpostas pessoas, menos para o ritual, o que não seria grande perda.
Por falar em católicos reaças, em 1968 a TFP colocava seus jovens quadros na rua, pedindo adesões a mais um abaixo-assinado fascistoide. Eu e outros colegas do movimento secundarista pedíamos para assinar e botávamos nomes de revolucionários, como Karl Marx e Che Guevara. Estragávamos a folha inteira de assinaturas.
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