| Ken Griffin discorreu sobre os riscos que o Brasil corre |
Um assunto frequente nos artigos do Dalton Rosado é o de que o capitalismo agoniza, cada vez se aproximando mais de um novo crash como o de 1929, que causou uma década de crise aguda nas principais economias do mundo, começando pela estadunidense .
É a mesma avalição do Alexandre Borges em seu artigo deste sábado (31) na Folha de S. Paulo, no qual sustenta que a disparada da dívida pública é uma bomba relógio da qual ninguém fala, prestes a explodir nos EUA, França, Reino Unido, Japão e Brasil.
Como se trata de um texto muito longo para as características deste blog, vou reproduzir apenas os trechos de maior interesse para nós, brasileiros. (CL)
Em Davos, Ken Griffin, fundador e CEO da Citadel, levou o debate para um ponto pouco frequente no Fórum Econômico Mundial: a deterioração fiscal das grandes economias e o retorno da pressão dos mercados de dívida sobre governos. assunto árido, mas que representa um risco sistêmico, o mais urgente de todos.
Os dados mostram uma deterioração fiscal disseminada nas principais economias mundiais. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o déficit fiscal médio das economias avançadas passou de cerca de 3,3% do PIB em 2019 para mais de 5% em 2024...
...Nas (nações) emergentes, o Brasil aparece como um dos casos mais graves. O país encerrou 2024 com déficit nominal próximo de 8% do PIB, um dos maiores do mundo, segundo estimativas de bancos e organismos multilaterais.
Em 2025, as projeções apontam déficit entre 8% e 8,6% do PIB, superado apenas por poucas nações em situação fiscal extrema. A dívida bruta brasileira saiu de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 79% no fim de 2025, segundo o Banco Central.
Para efeito de comparação, a média da dívida dos emergentes passa dos 60% do PIB, e a de países com classificação de risco semelhante ao do Brasil fica abaixo de 55%.
No mesmo período, a inflação atingiu 10,7%, o desemprego subiu de 6,5% para mais de 11% e o PIB acumulou retração próxima de 7% em dois anos. O país perdeu o grau de investimento...
...Num mundo em que todas as discussões racionais e relevantes foram eclipsadas por pautas elitistas, alienadas, emotivas ou identitárias, a política percebeu que ninguém estava olhando e meteu a mão no cofre do contribuinte. Os efeitos estão apenas começando, e os riscos não poderiam ser maiores. (Alexandre Borges é jornalista e analista político)
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