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terça-feira, 15 de maio de 2012

AS MALVADEZAS DO TONINHO E O ENXOFRE QUE EMPESTEIA O AR

Antônio Carlos Magalhães, um dos piores coronelões nordestinos, passou a ditadura inteira lambendo o coturno dos militares.

Quando ela estava no estertores, pulou da canoa furada e se compôs com o outro lado, o que lhe valeria adiante um cargo de ministro das Comunicações da Nova República (ou seria o de interventor da Rede Globo no Ministério das Comunicações?).

Na ocasião, houve quem perdoasse seu passado infame, propondo que ele não fosse mais apelidado de  Toninho Malvadeza. Chegaram até a sugerir a alternativa de  Toninho Ternura...

E, claro, ACM passou o resto da vida praticando suas malvadezas, a serviço das forças que mandavam no Brasil até 1985 e continuaram mandando depois de 1985. A dominação burguesa atravessou incólume a redemocratização, só mudando a indumentária dos seus serviçais no plano da política. Saíram os de farda e entraram os de terno, com a consequente adequação dos métodos para se atingirem os mesmíssimos objetivos -- como a troca do porrete pelo talão de cheques.

Será que agora assistiremos a uma idêntica  reabilitação  do Fernando Collor, por conta de suas diátribes contra a Veja?

É, sem dúvida, pitoresco vermos Collor acusando o chefe da quadr..., quer dizer, da sucursal da Veja em Brasília de "coautor do crime".

E não há o que objetarmos quanto a este repto que ele lançou:
"Desafio o chefe maior desse grupelho, o senhor Roberto Civita, a comparecer também à CPMI para falar da coabitação que, a seu mando, a revista de sua propriedade e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado".
Mas, devagar com o andor. Em brigas como a de Asmodeu com Astaroth ou do pseudo caçador de marajás com o carro-chefe do jornalismo de esgoto, manda a sabedoria popular que acreditemos piamente em tudo que um lado afirma sobre o outro, e em nada do que alega na sua defesa.

Nunca falha.

sábado, 27 de agosto de 2011

veja: É UM FOCO DE PESTILÊNCIA

Seja qual for o conceito que tenhamos do ex-deputado Zé Dirceu, não podemos deixar de colocarmo-nos ao seu lado neste episódio criminoso e de degradação absoluta do jornalismo, assim relatado no seu blogue:
"Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa 4a. feira, quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida.

O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.
 O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto 'documentos relevantes'. Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais 'documentos'".
Talvez fosse o caso de acionarmos a Saúde pública, para que ela remova o foco de pestilência a céu aberto existente na Marginal do Tietê. Fede mais do que o esgoto do rio.
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