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quinta-feira, 25 de junho de 2026

TRISTE SELEÇÃO, OH TÃO DESSEMELHANTE!

O Brasil ganhou dos ridículos selecionados do Papa Doc  Duvalier e do Tio Patinhas. Há muito tempo eu não via escretes tão medíocres.

Poderia impor goleadas históricas a ambos, mas conformou-se com os 3x0 conquistados no primeiro tempo.

E não conseguiu vencer sequer os marrecos, um pouco menos ruins do que esses bêbados nos quais bateu preguiçosamente.  

Mesmo assim nosso povo já está entrando na euforia habitual, que antecede os vexames habituais  

Quem tem uma mínima noção do que seja o futebol moderno está careca de saber que passarmos das oitavas-de-final será difícil e das quartas, impossível, pelo que mostrou até agora, por escalar o canela de vidro Neymar e por ter um técnico decadente, que há duas temporadas não ganha porra nenhuma.

Assisto aos vídeos de 24 anos para trás  e vejo o Caetano Veloso cantando triste Brasil, oh tão dessemelhante! Que fim de feira! (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O FILME DE TERROR POLÍTICO DO CRIADOR DE FREDDY KRUEGER

Embora não seja um grande filme de terror, resolvi postar aqui A maldição dos mortos-vivos (1988) por um detalhe pitoresco: o pano de fundo político sobre o qual o diretor Wes Craven projetou sua fantasia sobrenatural.

Um misto de aventureiro e investigador de campo a serviço da ciência, Dennis Alan (Bill Pullman) é enviado por uma multinacional farmacêutica ao Haiti, com a missão de surrupiar a droga utilizada para transformar pessoas em zumbis. O motivo: averiguar se seu princípio ativo pode entrar na fórmula de anestésicos.

Presumivelmente para dar respeitabilidade ao que não passa de entretenimento, aparece na tela a afirmação de que o filme seria baseado numa história real. Talvez tenha existido mesmo algum interesse dos tubarões da química nas substâncias empregadas nos rituais do vudu (a macumba haitiana). Ou o que há de verídico seja a queda da ditadura do Baby Doc Duvalier. Não consegui esclarecer; o certo é que a inverossimilhança marca 99% do enredo.

O tal Alan (obviamente inspirado no Indiana Jones de Spielberg) se choca com a  determinação das autoridades em protegerem as riquezas nativas da cobiça do Império. Chega até a ser zumbificado, mas se recupera bem a tempo de mandar para o inferno o chefe dos terríveis tonton macoutes (a polícia política do regime), aproveitando a confusão reinante quando da derrubada do filho do Papa Doc. O fim da tirania é simbolizado pela desdita do Ustra macumbeiro de lá.

Dos principais cineastas do gênero terror nas últimas décadas, Craven é o menos brilhante, ficando vários pontos abaixo de Dario Argento, George A. Romero e John Carpenter. Acertou na loteria ao roteirizar e dirigir  A hora do pesadelo (1984), o primeiro título da interminável série do Freddy Kruger, mas nunca repetiu a dose, pelo menos em termos qualitativos (para encher seus bolsos a franquia Pânico também serviu, mas não passava de terrir caça-niqueis...). 

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