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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

FALTOU-NOS O CRAQUE, UM LÍDER NO GRAMADO, ESPÍRITO VENCEDOR E SORTE

Nelson Rodrigues dixit
O Brasil se despede melancolicamente de um Mundial em que deveria pelo menos ter chegado às semifinais. Tão cedo não pegará outra baba dessas...

Embora o técnico Tite haja mesmo cometido erros, considero injusto atirar nas costas dele toda a culpa pela desclassificação na loteria dos pênaltis. 

Até porque a dita cuja quase sempre premia times e seleções que abdicam de jogar para ganhar e amontoam seus onze jogadores  atrás, esperando sair-se bem por meio de um discutível critério de desempate (preferível ao cara ou coroa mas pior do que os dados de desempenho no restante da competição).

[A Croácia, p. ex., tinha três empates e uma mísera vitória, enquanto o Brasil estava com três vitórias e uma derrota. É uma aberração os croatas agora disputarem semifinal de Copa do Mundo após empatarem quatro vezes com a de hoje, só derrotando os incipientes canadenses! Ainda bem que suas chances contra a Argentina serão nenhuma...]

O certo é que nosso selecionado fez o suficiente para derrotar os croatas, teve o controle da partida, criou chances para marcar pelo menos dois gols, mas deu sopa demais pro azar. 

Cometeu a infantilidade de lançar-se ao ataque a quatro minutos do encerramento da maratona de 120', quando não tinha necessidade nenhuma de fazer um segundo tento, precisando unicamente evitar o empate.

E foi uma maldade dos deuses dos estádios propiciarem aos croatas um gol casual, que jamais teria ocorrido sem o desvio do arremate no joelho do Marquinhos!

Mas, embora tenha revelado ultimamente muitos jogadores promissores, o Brasil se ressentiu flagrantemente da falta de bons laterais. O único que possuía nos dois lados do campo se contundiu gravemente às vésperas do Mundial: Guilherme Arana. 

Faltou-nos também o craque decisivo, que mais uma vez não foi o Neymar. Hoje ele fazia outra má partida e tirava a velocidade do ataque, retendo a bola muito além do aceitável no futebol atual. 

E há outro aspecto relevante: numa seleção brasileira com predominância de jovens, a principal influência em campo foi exercida por um adulto tipo Michael Jackson, cuja idade mental é a de um adolescente. 

Na hora do apuro, faltou quem lhes inspirasse a confiança de que poderiam vencer a inesperada dificuldade encontrada diante de um adversário interior na bola mas superior em personalidade.

Pitorescamente, a colega feminista Milly Lacombe escreveu, meio na contramão de suas posturas mais gerais, que não basta ser craque, é preciso ser homem. Concordo.

O golaço que Neymar marcou talvez lhe salvasse a reputação, mas o apagão coletivo quando mais necessária era a manutenção do foco colocou as coisas no lugar.  

Quem viu o Messi carregando nas costas uma Argentina sem Di Maria (este, baleado, só entrou no 2º tempo da prorrogação), percebeu a enorme diferença. 

Os aspectos de liderança no gramado e espírito vencedor têm, portanto, tudo a ver com o fato de, embora ambos fôssemos favoritos, os hermanos haverem seguido adiante e nós (com uma choradeira em público que fez lembrar a de outro marmanjão infantilizado, o Bozo), estarmos voltando para casa, trazendo na bagagem novo fracasso em quartas-de-final. 

Está se tornando um hábito... (por Celso Lungaretti)
O meu selecionado também não funcionou...

sábado, 14 de julho de 2018

CURIOSIDADE: HINO NACIONAL DA CROÁCIA (1846) CHEIRA A MOFO, MAS A MARSELHESA (1792) CONTINUA EMOCIONANTE. CONFIRA!

"Somos todos soldados para vos combater / Se tombam os nossos jovens
heróis / A terra de novo os produz / Contra vós, todos
prontos a vos vencer!"
.
"Querida nos és gloriosa, / Querida nos és única. / Querida nos és
onde plana, / Querida nos és onde montanha!"

quinta-feira, 12 de julho de 2018

BOLSONARO TORCERÁ PARA A CROÁCIA. ENTÃO, NÃO PERCAMOS DE VISTA O FUNDAMENTAL: A LIBERDADE É AZUL!

Se razões de ordem política pesarem na escolha da seleção para a qual devemos torcer no próximo domingo, o cineasta polonês Krzysztof Kieślowski deu uma ótima dica: a liberdade é azul.

Não que os franceses de 2018 tenham muito a ver com les enfants de la patrie contra os quais os estandartes sangrentos da tirania se erguiam em 1792, quando o oficial Claude Joseph Rouget de Lisle compôs A Marselhesa.

Mas, infelizmente, parte dos croatas de 2018 continua identificando-se com os ocupantes de seu país durante a 2ª Guerra Mundial, os nazistas. São nostálgicos da bestialidade, assim como Jair Bolsonaro e os pregadores de uma intervenção militar no Brasil.

E o pior é que ousaram glorificar os vilões do passado em pleno Mundial de 2018! Escolheram para isto essa lembrança muito ofensiva para os russos: a ocupação da Ucrânia.

Uma das repúblicas soviéticas enfeixadas na URSS, após a Batalha de Kiev (aquela que, travada entre agosto e setembro de 1941, é considerada o maior cerco de tropas da História) a Ucrânia caiu em poder das tropas alemãs, que chegaram a ser recebidas por nacionalistas locais como libertadoras. 
Vida gravou um vídeo louvando a morte
Depois, as perseguições contra judeus, ciganos e outras minorias, incluindo deportações para campos de trabalho, fizeram a maioria da população passar a ver com outros olhos o novo regime. E, ao final da 2ª Guerra Mundial, a Ucrânia voltaria a ser soviética.

Há, contudo, quem sinta prazer em ser tratado a pontapés, a ponto de até hoje cultivar a lembrança daquela situação aviltante. Gosto não se discute...

Eis o relato do colunista esportivo Juca Kfouri:
"O (...) defensor croata Vida (...) gravou um vídeo em conjunto com Ognjen Vukojevic, ex-jogador ucraniano, exaltando o regime fascista de Kiev. 

O vídeo foi adicionado ao Facebook por um jornalista ucraniano, e nele viu-se o jogador Vida, gritando Glória a Ucrânia, depois de a Croácia eliminar a Rússia. 

Este lema, usado pelo fascismo ucraniano, é semelhante ao usado pelo franquismo, Arriba España. 

Por isso, ontem [11/07], a cada vez que Vida pegava na bola era fortemente vaiado pela torcida russa no jogo contra a Inglaterra. 

Não é a primeira vez em que a Croácia se vê em situações semelhantes.
Simunic e sua saudação nazista dissimulada

Foi um escândalo, p. ex., quando, em um vídeo divulgado pelo jogador Lovren, vários jogadores da Croácia, entre eles Vrsaljko do Atlético de Madrid, cantaram Bojná Cavoglave, uma canção da banda Thompson, que pede desculpas ao regime fascista croata do Ustacha durante a 2ª Guerra Mundial.

Em 2015, a UEFA sancionou a própria Federação Croata de Futebol com um jogo de portas fechadas e 50 mil euros de multa por insultos racistas dos seus adeptos. 

Esse jogo, diante da Itália, foi jogado com uma suástica pintada com clippers no gramado do estádio, o que levou a UEFA a abrir processos disciplinares contra a Croácia.

Em 2013, o jogador croata Simunic foi multado em 3.500 euros por gritos nazistas. Durante uma celebração, o jogador pediu à platéia para cantar com ele um lema bem conhecido dos ustachis. 

Za dom (Em casa) disse Simunic três vezes para o estádio, microfone na mão levantada, enquanto o público respondeu Spremni ( Pronto!). 
Essa foi uma das saudações dos ustachis, o protetorado croata da Alemanha nazista".
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