terça-feira, 3 de março de 2026

ATÉ O AGRONEGÓCIO COMEÇA A REJEITAR O BOLSONARISMO: A POLARIZAÇÃO NOS CONDENA À MEDIOCRIDADE!

Enfim surge uma notícia alvissareira nessa corrida presidencial que começou cedo demais e desmedidamente raivosa.

A precocidade se caracteriza por tais campanhas antigamente esquentarem só após as férias escolares de julho e agora durarem o ano inteiro.

Quanto  à polarização estridente e truculenta, ela nem sequer faz muito sentido, pois os litigantes são uma extrema-direita subserviente ao capital e uma direita moderada idem, só que travestida de esquerda

A novidade é que uma parte do agronegócio rejeita a candidatura de Flávio Bolsonaro,  ao contrário do que aconteceu em 2018.  

O motivo, aponta editorial do Estadão, é Flávio não passar de "alguém movido a revanchismo, mais interessado em livrar o pai da cadeia e anistiar golpistas do que em conduzir o País no caminho das reformas e da reconciliação". 

O pior é que o fato de as duas candidaturas representarem meras tendências da direita torna ainda mais agressiva a refrega ante elas, pois é preciso muito exagero para diferenciá-las e fazer o eleitor entusiasmar-se por uma ou por outra. 

Na opinião do principal jornal conservador do país, o cansaço com a política sem projeto de país não se verifica só no agronegócio, como também noutros segmentos:  
"Esses dois polos turvaram o debate público, converteram adversários em inimigos e inibiram alternativas. Hoje, segundo a Quaest, cerca de 30% dos brasileiros se dizem independentes, não querem nem Lula nem os Bolsonaros. Há, ainda, 14% enquadrados como esquerda não-lulista e 21% como direita não-bolsonarista". 
O remédio para sairmos dessa briga de foice no escuro, um impasse que nos condena à mediocridade, é, para o jornalão, um reerguimento da direita não-bolsonarista. 

Eu, como venho enfatizando há vários anos, considero de extrema necessidade a ressurreição de uma esquerda combativa, que volte a representar uma alternativa ao capitalismo e não sua linha auxiliar. (por Celso Lungaretti)

3 comentários:

Neves disse...

enquanto a bola rola, a Lusitana roda e o mundo gira...
Il prezzo del barile aumenta e Trump spinge sull'acceleratore della guerra
https://www.peacelink.it/economia/a/51084.html

'Tragieconomics'
https://it.tradingeconomics.com/commodity/crude-oil#:~:text=Il%20petrolio%20greggio%20%C3%A8%20previsto,74%2C65%

https://ficciondelarazon.org/2026/02/25/giorgio-agamben-la-caida-de-occidente/

Fine dell'ordine mondiale - Raniero La Valle
https://www.peacelink.it/editoriale/a/51083.html

Angelo Genovesi disse...

Há décadas e décadas que o Brasil está pedindo a substituição de políticos que só cuidam de seus próprios interesses, por políticos que trabalhem seriamente, que cuidem dos interesses dos cidadãos.
Não é uma tarefa fácil, mas dá para ser feita, só depende dos próprios cidadãos, que tem todo o direito de exigir um profissional sério na política. Com os altos impostos que os cidadãos pagam, era para se ter um Brasil comparável aos países que respeitam, de verdade, os direitos dos cidadãos, porque no Brasil o que há de promessas e teorias...

Neves disse...

No sul da nação, onde o nazifascismo graça solto, acompanhado e reforçado pelo sistema de crença cristão, circula uma camiseta 'auriverde' com o seguinte chamado :'O País que queremos só depende de nós'...Pois é, já temos muitos nós, inclusive górdios.
Então já temos o País, hó!

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