Desconfio, portanto, da avalanche de textos que a grande imprensa publica sobre o Irã. Afinal, em termos numéricos, muito pior do que a repressão desencadeada pelos sinistros aiatolás foi o homicídio doloso de algo entre 350 e 400 mil brasileiros por parte do Bolsonaro, quando ele sabotava o combate científico à covid.
Refiro-me àqueles que teriam sobrevivido à pandemia caso o presidente do Brasil não fosse um celerado.
Nunca esquecerei da morte por asfixia dos coitadezas de Manaus, há exatos cinco anos, que foi uma consequência, principalmente. da escolha deliberada do governo Bolsonaro de ignorar alertas, minimizar a pandemia e tratar vidas como dano colateral.
O Bozo não passa de um Hitler em miniatura e merecia a mesmíssima execração por parte da mídia. Mas parece que, nas contas da imprensa canalha, a morte de alguns milhares tem mais importância do que a morte de centenas de milhares. (por Celso Lungaretti)
Nenhum comentário:
Postar um comentário