Nem preciso dizer que repudio indignado tal carnificina. Mas, não temos de optar entre os EUA e o Irã, pois ambos reviram o estômago de qualquer pessoa civilizada, Como os antigos faroestes italianos, o filme que estamos vendo não tem heróis, só vilãos.
Desconfio, portanto, da avalanche de textos que a grande imprensa publica sobre o Irã. Afinal, em termos numéricos, muito pior do que a repressão desencadeada pelos sinistros aiatolás foi o homicídio doloso de algo entre 350 e 400 mil brasileiros por parte do Jair Bolsonaro, quando ele sabotava o combate científico à covid.
Refiro-me àqueles que teriam sobrevivido à pandemia caso o presidente do Brasil não fosse um celerado.
Nunca esquecerei da morte por asfixia dos coitadezas de Manaus, como consequência, principalmente. da escolha deliberada do governo Bolsonaro de ignorar alertas, minimizar a pandemia e tratar vidas como dano colateral.
O Bozo não passa de um Hitler em miniatura e merecia a mesmíssima execração por parte da mídia. Mas parece que, nas contas da imprensa canalha, a morte de alguns milhares tem mais importância do que a morte de centenas de milhares. (por Celso Lungaretti)
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