sexta-feira, 18 de junho de 2010

DIREITA ESPALHA QUE "DULCE MAIA" SERIA CODINOME DE DILMA... MAS ELA EXISTE!

Veterana da resistência à ditadura de 1964/85, a ambientalista Dulce Maia de Souza (foto) é mais uma vítima da propaganda enganosa dos sites e correntes virtuais de extrema direita.

Tais discípulos de Goebbels não só estão recolocando em circulação as falsas acusações a ela feitas por Élio Gaspari em 2008 (que acarretaram ao jornalista/historiador uma condenação da Justiça paulista), como chegam ao cúmulo de acrescentar que Dulce não seria uma pessoa, mas sim um nome-de-guerra adotado por Dilma Rousseff. Eis um blogue, dentre muitos, em que tal falácia é mantida no ar.

Ou seja, imputam falsamente a Dilma as falsidades que Gaspari assacou contra Dulce. É a tabelinha dos falsificadores da História...

Vale a pena recapitularmos o caso original, para que seja melhor entendido o protesto de Dulce.

O EPISÓDIO "ALGOZ E VÍTIMA"

Tudo começou em 12/03/2008, quando Gaspari publicou na Folha de S. Paulo uma diatribe contra a União por ter decidido pagar ao suposto algoz Diógenes Carvalho de Oliveira uma indenização duas vezes maior do que a outorgada à sua suposta vítima Orlando Lovecchio Filho.

Como o primeiro era um militante da Resistência à ditadura e o segundo, o cidadão que perdera a perna num atentado ao consulado estadunidense supostamente por ele cometido em 1968, o assunto logo transbordou do circuito habitual do Gaspari para outros jornais, revistas semanais, sites de extrema-direita e correntes de e-mails neo-integralistas.

Como de praxe, as refutações foram ignoradas pela Folha ou relegadas à seção de cartas (cortadas até se tornarem anódinas, publicadas com imenso atraso, etc.), enquanto os espaços nobres serviam para repercutir o texto de Gaspari ou trazer-lhe acréscimos, na vã tentativa de respaldar suas afirmações indefensáveis.

Tanto a Folha quanto Gaspari chegaram a reconhecer que, dos quatro militantes apontados levianamente como autores do atentado, Dulce Maia era inocente e havia sido por eles caluniada.

Mas, nem mesmo o depoimento do único participante ainda vivo desse atentado obteve o merecido destaque, apesar de provocar uma verdadeira reviravolta no caso: Sérgio Ferro, admitiu sua culpa e seus remorsos, mas desmentiu a participação de Diógenes de Carvalho e Dulce Maia, além de esclarecer que se tratou de uma ação da ALN e não (como Gaspari afirmara) da VPR.

Outra informação importantíssima que a Folha sonegara de seus leitores: Ferro foi acionado na Justiça por Lovecchio e obteve ganho de causa graças aos relatórios médicos que apresentou como prova.

O primeiro dava conta de que o ferimento de Lovecchio era grave, mas existia possibilidade de recuperação. Depois, o socorro a Lovecchio foi interrompido pelo Deops, que quis interrogá-lo, provavelmente para saber se ele era vítima do atentado ou um participante azarado. Quando os policiais afinal o liberaram, sua perna já havia gangrenado e teve de ser amputada (2º relatório).

Ora, se o algoz não era algoz, então o texto inteiro do Gaspari perdia o gancho e desabava, bem como as matérias caudatárias publicadas por outros veículos.

A consciência da vulnerabilidade de sua posição aos olhos dos (poucos) cidadãos bem informados fez Gaspari voltar ao assunto na coluna dominical de 25/03/2008. E o fez recorrendo às informações que, desde o início, foram a viga-mestra de suas perorações fantasiosas: os famigerados inquéritos inquéritos policiais-militares da ditadura, contaminados pela prática generalizada da tortura.

Como um mero araponga, ele se pôs a revolver o lixo ensanguentado da repressão, dando grande importância ao fato de que havia congruência entre os depoimentos extorquidos dos torturados e omitindo que os torturadores forçavam todos os presos a coonestarem a versão oficial, a síntese elaborada pelos serviços de Inteligência das Forças Armadas, para que o resultado final tivesse alguma verossimilhança.

Como historiador, Gspari deveria saber (ou sabia e omitiu) que os militantes eram coagidos a admitir os maiores absurdos nas instalações militares e, depois, encaminhados a delegacias civis onde deveriam repetir, sem torturas, as mesmas afirmações. Os que, pelo contrário, desmentiam tudo, eram recambiados aos quartéis e novamente submetidos a sevícias brutais, até se conformarem em obedecer ao script.

Destrambelhado, Gaspari ousou até fazer novo ataque a Dulce Maia, a quem pedira humildes desculpas no domingo anterior. Embora ela não houvesse mesmo participado do atentado contra o consulado dos EUA, Gaspari quis imputar-lhe outras ações armadas, como se isto fosse atenuante para tê-la acusado falsamente.

Sobre essa escalada de abusos, eis alguns trechos da sentença emblemática do juiz Fausto Martins Seabra, da 21ª Vara Civel Central da Capital, que condenou a Folha e Gaspari a indenizarem Dulce:

"No caso em foco não se pode esquecer que a notícia inexata foi produzida por jornalista bastante respeitado por substancial obra em quatro volumes sobre a história recente do país, o que lhe impunha maior responsabilidade na divulgação de informações sobre aquele período.

"Impossível supor que todos os leitores da notícia inexata tenham também lido as erratas e os pedidos de desculpas do articulista.

"Ter o nome associado à prática de um crime do qual não participou é suficiente para sofrer sensações negativas de reprovação social, angústia, aflição e tantas outras que consubstanciam danos morais relevantes sob o aspecto jurídico e, portanto, indenizáveis.

"(...) A notícia de que participou do atentado ao consulado norte-americano não era verdadeira e, assim, não pode prevalecer diante do direito à honra."

A DENÚNCIA DE DULCE

Os interessados poderão ler a íntegra da mensagem de Dulce Maia no Observatório da Imprensa. Eis os principais trechos do desabafo da ambientalista, face à exumação desse artigo falacioso/desastroso de Gaspari para servir como matéria-prima para a difamação de Dilma Rousseff:
"Nos últimos meses, uma torrencial campanha caluniosa circula pela rede mundial de computadores tomando por base artigo do jornalista Elio Gaspari, publicado originalmente nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo (...). Quem tiver curiosidade de buscar na internet o número de vezes que aparecem variantes da infame sentença -- “Agora a surpresa: adivinhem quem é Dulce Maia? Sim, ela mesma: Dilminha paz e amor! Esse é só mais um codinome da terrorista Estela/Dilma” -– colada ao final do artigo de Gaspari – verá que estão hospedadas em mais de 500 páginas da rede.

"Ao contrário do que afirmam, Dulce Maia existe e resiste. Quem é Dulce Maia? Sou eu.

"Não pretendo polemizar com meus detratores, que ousaram decretar minha morte civil. Estes irão responder em juízo por seus atos. Não admito que queiram impor novos sofrimentos a quem já foi presa, torturada e banida do Brasil durante a ditadura. Lutarei com todas as minhas forças para garantir respeito à minha honra e à minha dignidade.

"Gostaria apenas de fazer algumas reflexões sobre essa insidiosa campanha, alicerçada nos erros cometidos pelo jornalista Elio Gaspari (...). O articulista teve quarenta anos para apurar a história. Falsamente me colocou como participante do episódio, sem nunca ter me procurado para checar a veracidade das informações que dispunha. Tomou pelo valor de face peças do inquérito policial relativo ao atentado, como declaração extraída sob tortura do arquiteto e artista plástico Sérgio Ferro.

"Se o articulista tivesse compulsado os arquivos do próprio jornal Folha de S. Paulo, facilmente encontraria entrevista de Sérgio Ferro (...). Conforme se lê no texto do repórter Mario Cesar Carvalho, publicado a 18 de maio de 1992, 'Ferro assumiu pela primeira vez, em entrevista à Folha que ele, o arquiteto Rodrigo Lefrèvre (1938-1984) e uma terceira pessoa que ele prefere não identificar colocaram a bomba que explodiu à 1h15 do dia 19 de março de 1968 no consulado de São Paulo.

"Gaspari tinha o dever ético de me procurar para verificar se seria eu essa terceira pessoa. Além de não fazê-lo, publicou que o atentado fora cometido por cinco pessoas (entre as quais fui falsamente incluída).

"A esses erros elementares de apuração, deve se somar a relutância da Folha de S. Paulo em restabelecer a verdade. (...) O pedido de desculpas de Gaspari foi mera formalidade, sem delicadeza alguma. Sinal mais evidente do descaso do jornal foi a demora na publicação de carta de Sérgio Ferro, onde refutava categoricamente que eu tivesse participado daquela ação armada. A carta só foi publicada dois dias depois de ser divulgada no blog do jornalista Luís Nassif.

"Processado, o jornal foi condenado em primeira instância à reparação por danos morais.

"No entanto, o artigo de Gaspari voltou a circular com o espantoso adendo de que Dulce Maia não existe e que este seria apenas um codinome de Dilma Roussef. A utilização do artigo em plena campanha eleitoral mostra que setores da sociedade não têm qualquer apreço pela verdade como arma política. (...) Chama atenção, também, o silêncio de Elio Gaspari sobre o uso indevido de seu texto. Nunca li qualquer manifestação do articulista refutando o uso de seu nome em páginas que emporcalham a internet com mentiras sobre minha pessoa.

"O desrespeito é de duplo grau. Primeiro, pela reiterada circulação de informações falsas sobre o atentado ao consulado norte-americano (...). Em segundo lugar, e não menos importante, com a tentativa de me despersonalizar, como se Dulce Maia fosse apenas um codinome.

"Depois dos desaparecimentos forçados praticados pela ditadura, que impôs a aniquilação física de adversários políticos, sequazes do regime militar querem impor a aniquilação moral em plena democracia. E o fazem da forma mais vil, espalhando mentiras pela internet".

0 comentários:

Related Posts with Thumbnails

COMENTÁRIOS RECENTES

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

1929 1968 1984 1º de maio 3º mandato A Marselhesa A Verdade Sufocada Abin aborto Abílio Diniz ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Afeganistão Afonsinho Africa do Sul agio agiotagem agiotas Agora São Paulo AGU Agência Estado AI-5 AIG Al Pacino Aladino Félix Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Albert Camus Albert Einstein Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Torregiani Aldo Rebello alerta Alexander Soljenítsin Alexandre Dumas Alexandre Nardoni Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Stroessner ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga Alvaro Uribe Américo Fontenelle Ana Corbisier Ana Helena Tavares anarquismo Anatoly Karpov Andre Agassi Andre Ristum André Mauro Andy Warhol Angel Parra Angelo Lungaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Leocadia ano novo anos de chumbo Anthony Garotinho Antonio Cabrera Antonio Palocci Antonio Patriota Antuerpio Pettersen Filho Antônio Conselheiro Ao Pé do Muro apartheid Aparício Torelly apedrejamento Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arena Argentina Arnaldo Dias Baptista artes marciais Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo Arábia Saudita atentado do Riocentro Augusto Boal Augusto Pinochet autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber Aécio Neves Baden Powell bafômetro Baia dos Porcos Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon bancos Barack Obama Barcelona Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad Batalha de Itararé Batman Baú do Celsão Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bela Lugosi Benito Mussolini Bento XVI Bernardo Bertolucci Bertold Brecht Bertolt Brecht Bertolt Brecht Betinho Betinho Duarte Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade Biro-Biro blitzkrieg blogueiro BNDES Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolsa Família Bolívia bombas de fragmentação bombeiros Boris Casoy Boris Karloff boxe Bradesco Bradley Manning Brasil 247 Brilhante Ustra Bruce Lee Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral Cacareco Caetano Veloso Camargo Corrêa Camboja Cansei capitalismo Capitão Guimarães Carlos Eugênio da Paz Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carlos Reichenbach Carnaval Carrefour CartaCapital cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Santo André Castello Branco Castro Alves CBF CCC Cecília Meireles celibato Celso Amorim celulares censura Cesar Benjamin Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso Chael Charles Schreier Charles Bronson Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Chaplin Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chile China Christopher Lee Cidadão Kane cine Belas Artes cinema Cisjordânia Claude Chabrol Claudio Abramo Claudio Julio Tognolli Clint Eastwood Clive Barker Clube Militar Cláudio Antônio Guerra Clóvis Rossi CMI CNBB CNE CNJ cobaias humanas Colina colonialismo colégios militares Colômbia Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris Conare Conceição Costa Neves Condepe contestação contracultura Coojornal Copa Davis Copa do Mundo Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã corrupção Coréia do Norte Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva cotas raciais cotas racias CPI CPI do Cachoeira CPMF crack cracolândia Cream Criméia Almeida Cristina Kirchner Cristovam Buarque crônica Cuba curandeirismo Curió D. Flávio Cappio D. Paulo Evaristo Arns Dalmo Dallari Damaris Lucena Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Dante de Oliveira Danton David Carradine David Goodis David Mamet decapitação Delfim Netto Delúbio Soares DEM democracia Dennis Hopper Desafia o nosso peito desigualdade econômica deslizamentos desobediência civil despoluição do Tietê Devanir de Carvalho Devra Davis Dia das Crianças Dia das Mães Diego Maradona Dilma Rousseff Dino Rizi direito ao trabalho Direito à Memória e à Verdade direitos humanos diretas-já discriminação dissidentes cubanos ditabranda ditadura Diógenes Carvalho DOI-Codi Dolores Ibarruri domingo sangrento Domingos Dutra Don Siegel Dulce Maia Dunga ecologia Edgar Allan Poe Edir Macedo Edison Lobão Edouard Bernstein Edu Lobo Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Suplicy educação educação religiosa Edward Bernstein Egito eleições eleições 2010 Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eliane Cantanhede Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Em Tempo embargo econômico emigrantes Emílio Médici Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entulho autoritário Enéas Carneiro episódio algoz e vítima Epoca Equador Eremias Delizoicov Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Escola Base escracho escutas telefônicas Espanha espionagem Estado Novo estelionato etanol Ethel Rosenberg EUA eutanásia Evander Holyfield Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções extradição Exército F-1 Falha de S. Paulo fanatismo Farc Fausto De Sanctis favela FBI Febeapa Felipe Massa Fellini Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo FHC Fidel Castro Filinto Muller Fillinto Muller Fiodor Dostoievski flotilha FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Foro de São Paulo Força Expedicionária Brasileira Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Franco Montoro Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka França François Hollande François Mitterrand François Truffaut fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Frei Betto Friedrich Engeles Fritz Lang Fukushima Fukuyama futebol Fábio Konder Comparato Fórum Paulista de Desenvolvimento Gabriel Chalita Gal Costa Galileu Gamal Abdel Nasser ganchos Garrincha Garry Kasparov Gastone Righi gastos militares gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Foreman George Orwell George Romero George Roy Hill George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Vandré Gerard Piqué geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Gianfrancesco Guarnieri Gilberto Carvalho Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilmar Mendes Giordano Bruno Giorgio Napolitano Glauber Rocha Glauber Rocha Goldstone goleiro Bruno golpismo Google Goubery do Couto e Silva Goulart Graham Greene grampos grandes tragédias Greenpeace Gregory Peck Gregório Bezerra Gregório Fortunato greve de fome greve de osasco gripe suína Grupo Guararapes Grécia Guantánamo guerra civil Guilherme Fariñas Gustav Franz Wagner hackers Hamas Harry Shibata Harry Truman Heleny Guariba Heloísa Helena Henfil Henning Boilesen Henrique Lott Henrique Pinto Henry David Thoreau Henry Ford Henry Sobel Herbert Marcuse Hermann Goering Hermínio Sacchetta high school Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro Hiroshima História Holocausto homem novo homofobia Honduras Hosni Mubarak Hugo Chávez Human Rights Watch humor Hélio Bicudo Hélio Vannucci Iara Iavelberg Ideli Salvatti Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal imagem imigrantes IML Imola impeachment imprensa in memorian Inconfidência Mineira indenizações indignados Indio da Costa indulto indústria cultural Ingmar Bergman Intentona Comunista Internacional Socialista internet intolerância intolerância religiosa inundações Iraque Irã Isaac Deutscher Israel IstoÉ Istvan Mészáros Itamar Franco Itália Ivan Pinheiro Ivan Seixas Ivan Valente J. Edgar Hoover Jack Nicholson Jacob Gorender Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira James Joyce Jane Fonda Janis Joplin Jarbas Passarinho Jards Macalé Jean-Jacques Rousseau Jean-Luc Godard Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jerzy Kosinski Jessé Souza Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jimi Hendrix Jimmy Carter Jirau Joan Baez Joan Manuel Serrat Joaquim Barbosa Joaquim Cerveira Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Seixas Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Louis Johan Cruyff John Carradine John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Lennon John Mc Cain Jon Bon Jovi Jorge Amado Jorge Ben Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais jornalismo jornalismo de esgoto Jose Giovanni Joseita Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin José Alencar José Anibal José Caldas da Costa José Eduardo Cardozo José Genoíno José Lavecchia José Lewgoy José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dantas João Goulart João Grandino Rodas João Pedro Stedile João Pessoa Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek justiça social Jânio Jânio de Freitas Jânio Quadros Júlio Lancelotti Karl Marx Keith Carradine Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kirk Douglas Lacerda Laerte Braga Laura Lungaretti lavagem cerebral Lawrence da Arábia Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Seca Leo Szilard Leon Trotsky Leonard Cohen Leonel Brizola Leopoldo Paulino LER-QI Leônidas de Esparta liberdade de expressão linchamento Lionel Messi literatura Loreena McKennitt Louis Malle Lourenço Diaféria Luc Ferry Luciana Genro Luis Antonio Fleury Filho Luis Buñuel Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Fux Luiz Vieira Lula Luís Alberto de Abreu Luís Favre Luíza Erundina Lyndon Johnson Lênin Líbia Lúcia Coelho macartismo maconha Mafia Mahmoud Ahmadinejad Mahtama Gandhi Major Curió Mano Menezes Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcha da Família Marco Antonio Villa Marco Aurélio Mello Margareth Thatcher Maria Amélia Teles Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria do Rosário Maria Vitória Benevides Marilyn Monroe Marina Silva Mario Monicelli Mario Vargas Llosa Marlon Brando Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Marx Marzieh Vafamehr massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Mauricio Hernandez Norambuena Maurício do Valle Max Horkheimer Maximilian Robespierre MDB medicina medievalismo Megaupload Memórias de uma guerra suja Meneghetti mensalão mercantilização Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson Miguel Jorge Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro Milton Nascimento miniconto Mino Carta missão mitologia MMDC monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monza Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos movimento estudantil Moçambique MPB MR-8 MRT MST Muammar Gaddafi Muhammad Ali muro de Berlim muro de Berlin Márcio Leite de Toledo Mário Faustino Mídia Sem Máscara mísseis cubanos música Nagasaki Naji Nahas Nara Leão Nasser Natal nazismo Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Jobim Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neofascismo neoliberalismo Neusah Cerveira Neymar Nicola Sacco Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nikita Kruschev No Nukes Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova York Náufrago da Utopia O Dia Seguinte O Estado de S. Paulo O Globo O Pasquim O Vampiro de Dusseldorf OAB Odilon Guedes OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olga Benário Olimpíadas ombudsman Onofre Pinto ONU Operação Condor Operação Satiagraha Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Zapata Os Miseráveis Osama Bin Laden OSB Oscar Schmidt Oscar Wilde ossadas de Perus Osvaldo Peralva Othon Bastos Otávio Frias Filho Pablo Escobar palestinos Palmares Paraguai Parlamento Europeu parto humanizado parto normal passagens aéreas Pat Garrett Paul Newman Paulo Abrão Paulo Autran Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Francis Paulo Freire Paulo Lacerda Paulo Maluf Paulo Pimenta Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCC PCdoB PDS pedofilia Peitolina Pelé pena de morte Pete Sampras Peter Cushing Peter Finch Peter Lorre PF PFL PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Platão Playboy Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 POC poesias Pol Pot politicamente correto Porfirio Lobo Portugal preconceito Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas Protógenes Queiroz Proudhon PSD PSDB PSOL PT pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV Páscoa Pão de Açúcar Pérsio Arida quatro de Salvador Quentin Tarantino Quilapayun Quino Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Raimundo Fagner Ramon Mercader Ranchinho Raquel Rolnik Raul Castro Raul Seixas Ray Bradbury Raymundo Araujo RDD Real Madrid realities shows Receita Federal recessão Red Por Ti America Rede Globo reformismo refugio refúgio Reinaldo Azevedo Reinold Stephanes Renan Calheiros Renato Consorte Renato Mrtinelli René Clair repressão República de Salò República de Weimar resistência revista Piauí revolta árabe revolução Revolução Constitucionalista Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Teixeira Richard Nixon Rio de Janeiro Rivelino Robert Altman Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Micheletti Roberto Requião rock Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Vadim Rogério Sganzerla Roman Polanski Romeu Tuma Romário Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosi Campos Rota Rubem Biáfora Rubens Paiva Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Ruy Castro Saddam Hussein Sakineh Salvador Allende salário-mínimo Sam Peckinpah Sampa Samuel Wainer Sandra Gomide Sandy Santana Santo Dias Sarah Palin Sargento Kondo sci-fi Sean Connery Sean Goldman Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Senado senador João Ribeiro Sergio Donati Sergio Fleury Sergio Leone Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shakira Sharon Tate Sherlock Holmes Sidney Lumet Sidney Miller Sigmund Freud Silvia Suppo Silvio Berlusconi Silvio Santos Simon Bolivar Simone Sintusp sites fascistas sociedade alternativa Sofia Loren Solano Ribeiro Soledad Viedma Soninha Francine Spartacus spread Stanislaw Ponte Preta Stephen King Steve Jobs Steven Spielberg STF STJ STM Stroessner Stuart Angel submarino nuclear sucessão São Francisco São Paulo Sérgio Cabral Sérgio Fleury Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sílvio Santos símbolos religiosos Síndrome da China Síria Sócrates Sônia Amorim T. S. Eliot Talebã Tancredo Neves Tarso Genro Taís Moraes TCU. reparações teatro Teatro de Arena Tempo de Resistência Terence Fisher Ternuma terrorismo TFP The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Morus Three Mile Island Tim Jackson Tiradentes Tiririca Tom Jobim Tom Zé Torelly Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores Tostão touradas trabalho alienado trabalho escravo traficantes Tribuna da Imprensa tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote Troy Davis TSE Tunísia tupamaros TV tênis udenismo UFC Ugo Tognazzi Ulysses Guimarães UNE Unesco UOL URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vargas Vaticano Veja Venezuela Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vincent Price Vinícius de Moraes Violeta Parra violência doméstica Virgílio Gomes da Silva Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vladimir Herzog Vladimir Safatle Voltaire VPR Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Wellington Menezes western Wikileaks Wilhelm Reich William Shakespeare William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Woodstock Xuxa Yeda Crusius Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Zagallo Zelão Zico Zinedine Zidaine Ziraldo Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Maria África Átila Índio da Costa Última Hora