josias de souza
DISCUSSÃO DE PACTO COM IMPUNIDADE CIRCULA
NA PERIFERIA DA DISPUTA PRESIDENCIAL
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| O responsável pelo extermínio de brasileiros como moscas durante a pandemia só merece isto... |
O objetivo seria a pacificação política do país. Interessaria a Lula e Bolsonaro. Incluiria transição amigável de governo e anistia de encrencas do passado.
Os ingredientes foram discutidos abaixo da linha d'água em conversa de um oligarca da política com um ministro com assentos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral.
O autor da ideia é o ex-presidente Michel Temer. Falou em voz alta sobre o assunto num seminário promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, na semana passada.
Na formulação de Temer, quem sair vitorioso das urnas "chama a oposição, os 27 governadores eleitos, os chefes de Poderes e organizações da sociedade civil para trabalhar até a posse". Sem isso, avalia Temer, a oposição militante infernizaria o próximo governo, seja quem for o eleito.
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| ...mas, graças a quem já o salvou em 2021, talvez ele saia impune de novo, enquanto o país se avacalha de vez. |
Na 6ª feira (23), de passagem por Minas Gerais, Lula foi indagado numa entrevista sobre a hipótese de concordar com a anistia de Bolsonaro caso seja eleito. Respondeu o seguinte:
"A primeira coisa que eu quero é ganhar as eleições, a segunda coisa é montar o governo e a terceira coisa é começar a governar. Eu não vou tomar posse com espírito de vingança de ninguém".
A resposta foi vista em Brasília como aceno. Por isso o tema foi levado ao Supremo, onde tramitam inquéritos estrelados por Bolsonaro.
A vocação da política brasileira para produzir acordões burlescos é infinita. Mas a construção soa difícil. Pode dar em muita coisa, inclusive em nada. (por Josias de Souza)

