Mostrando postagens com marcador Roy Ward Baker. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roy Ward Baker. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

CLÁSSICO DA HAMMER É A ATRAÇÃO DO DIA DAS BRUXAS: "ASILO DO TERROR".

Os europeus sempre primaram por deitarem e rolarem em cima do cinema estadunidense em termos de qualidade, embora nunca tenham podido competir com ele no terreno dos investimentos e do marketing. 

Até mesmo o western, o filão made in USA por excelência, os italianos reinventaram. E os melhores policiais são os franceses; as melhores comédias, as italianas; e o melhor terror, disparado, o britânico das companhias Hammer e Amicus, no período que começa no final da década de 1950 e se estende pelos anos '60 e '70 adentro.

Sem as maldições dos efeitos especiais e da obrigatoriedade de mimar o público-alvo adolescente, que mataram boa parte da vida inteligente no gênero, o forte eram as histórias muito bem boladas, o clima tenso e a sempre correta interpretação de atores característicos como Christopher Lee e Peter Cushing, os melhores Drácula e Van Helsing de todos os tempos.

Asilo do terror (1972), o filme que escolhi para marcar o transcurso do dia das bruxas, é um dos melhores exemplares desse filão: 
  • pela direção sempre marcante de Roy Ward Baker, cineasta que mostrou sua excelência em Somente Deus por testemunha (1958) e tinha o mérito de não desdenhar os projetos menores que assumia para garantir o pão nosso de cada dia, imprimindo também neles sua marca pessoal (casos de Uma sepultura na eternidade, de 1967, e O conde Drácula, 1970, excelentes!); 
  • por se basear em histórias criadas pelo ótimo escritor e roteirista Robert Bloch (do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock); 
  • graças ao carisma de Cushing --o cast inclui Britt Ekland, Charlotte Rampling, Herbert Lom e Patrick Magee; 

  • e em função da trilha musical fortíssima de Douglas Gamley, outra figurinha carimbada do terror britânico das décadas de 1960 e 1970.
Jovem médico é submetido a um teste que definirá se está ou não apto para se tornar o diretor de um hospício: precisa identificar o antigo diretor, que teria enlouquecido e se tornado outro dos pacientes.

Vai inquirindo um a um sobre seus casos (cada relato é um dos episódios que compõem o filme). No final, tem uma desagradável surpresa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

HOMENAGEM TARDIA, MAS MERECIDA, AO INESQUECÍVEL PETER CUSHING.

Cushing como Van Helsing em O vampiro da noite...
Passei batido pelo 20º aniversário da morte de Peter Cushing, o eterno professor Van Helsing e barão Frankenstein dos filmes da Hammer, que faleceu em 11/01/1994, aos 81 anos. Como diriam Os Mutantes, ando meio desligado, por favor, não me levem a mal...

Enfim, antes tarde do que nunca, faço o registro e disponibilizo outro de seus filmes, à guisa de homenagem.

No post sobre As profecias do dr. Terror (vide aqui), já discorri sobre os filmes britânicos dos estúdios Hammer e Amicus que reuniam, com um fio condutor qualquer, os bons contos macabros que então eram lançados em profusão.

O asilo do terror (1972), o filme para ver no blogue desta 4ª feira, é um dos melhores exemplares desse filão: 
...e como o pai tentando ressuscitar o filho, n'O asilo do terror
  • pela direção sempre marcante de Roy Ward Baker, cineasta que mostrou sua excelência em Somente Deus por testemunha (1958) e tinha o mérito de não desdenhar os projetos menores que assumia para garantir o pão nosso de cada dia, imprimindo também neles sua marca pessoal (casos de Uma sepultura na eternidade, de 1967, e O conde Drácula, 1970, excelentes!); 
  • por se basear em histórias criadas pelo ótimo escritor e roteirista Robert Bloch (do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock); 
  • graças ao carisma de Cushing --o cast inclui Britt Ekland, Charlotte Rampling, Herbert Lom e Patrick Magee; 
  • e em função da trilha musical fortíssima de Douglas Gamley, outra figurinha carimbada do terror britânico das décadas de 1960 e 1970.
Jovem médico é submetido a um teste que definirá se está ou não apto para se tornar o diretor de um hospício: precisa identificar o antigo diretor, que teria enlouquecido e se tornado mais um dos pacientes. Vai inquirindo um a um sobre seus casos (cada relato é um dos episódios que compõem o filme). No final, tem uma desagradável surpresa.

Por último, um lembrete: o talento de Peter Cushing pode ser apreciado em mais dois filmes para ver no blogueA górgona  e As profecias do dr. Terror

sábado, 9 de agosto de 2014

CONHEÇA UM EXEMPLAR MARCANTE DO TERROR CLÁSSICO BRITÂNICO

Os europeus sempre primaram por deitarem e rolarem em cima do cinema estadunidense em termos de qualidade, embora nunca tenham podido competir com ele no terreno dos investimentos e do marketing. 

Até mesmo o western, o filão made in USA por excelência, os italianos reinventaram. E os melhores policiais são os franceses; as melhores comédias, as italianas; e o melhor terror, disparado, o britânico das companhias Hammer e Amicus, no período que começa no final da década de 1950 e se estende pelos anos '60 e '70 adentro.

Sem as maldições dos efeitos especiais e da obrigatoriedade de mimar o público-alvo adolescente, que mataram boa parte da vida inteligente no gênero, o forte eram as histórias muito bem boladas, o clima tenso e a sempre correta interpretação de atores característicos como Christopher Lee e Peter Cushing, os melhores Drácula e Van Helsing de todos os tempos.

Ambos estavam no auge quando atuaram em As profecias do dr. Terror (d. Freddie Francis, 1965), o filme para ver no blogue que vocês podem apreciar na janelinha abaixo, com legendas em português.

Lee e Cushing, os grandes astros da Hammer.
Deve ter sido o primeiro longa da época a reunir vários contos macabros com um fio condutor qualquer. Neste caso, um sinistro leitor de tarô (Peter Cushing) que, numa viagem de trem, vai revelando o que parece ser o futuro dos seus companheiros de vagão, dentre eles Christopher Lee e um Donald Sutherland ainda meio travado, bem no início de sua cinquentenária carreira.

Na mesma linha, o artesão Freddie Francis dirigiria depois As torturas do dr. Diabolo (1967), Contos do além (1972) e Testemunha da loucura (1973); o ótimo Roy Ward Baker, cujos voos mais altos incluem a melhor versão cinematográfica da tragédia do Titanic (Somente Deus por testemunha, 1958), assinou O asilo do terror (1972) e A cripta dos sonhos (1973); o mediano Peter Dufell foi incumbido de A casa que pingava sangue (1971), cujo destaque são os criativos enredos do roteirista Robert Bloch; e o também mediano Kevin Connor, em momento inspirado, fecharia o ciclo com o surpreendente Vozes do além (1974). O principal diretor da Hammer, Terence Fisher, parece ter sido preservado para projetos mais ambiciosos em termos comerciais.

Related Posts with Thumbnails