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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

O BRASIL INTEIRO ESTÁ SABENDO QUE O 'BANANINHA' MANDOU O PAI TOMAR CAJU. ENTÃO, O FILME DO DIA É "CRIA CUERVOS".

O ditado espanhol Cria corvos e eles te arrancarão os olhos foi a primeira ilação que me veio à mente ao ficar sabendo que, no meio de toda a imundície que a Polícia Federal encontrou nas mensagens trocadas pelos membros do clã Bolsonaro entre si e com seus principais seguidores, encontrava-se esta do Eduardo Bolsonaro para o Jair: VTNC, seu ingrato do caralho!

O motivo teria sido a relutância do Bozo em prestar vassalagem ao rotten orange (laranja podre) que, como presidente do país que ainda é o mais poderoso do planeta, desceu ao nível de um reles mafioso ao chantagear o Executivo e o Judiciário brasileiros, na alegada defesa da impunidade do palhaço (e, principalmente, do direito divino de as empresas high tech fazerem suas lavagens cerebrais onde bem entenderem, violentando a soberania alheia).  

Desta vez o filme que garimpamos caiu como uma luva. Clássico de 1976 do cinema espanhol, com direção e roteiro do grande Carlos Saura, é sobre as lembranças de uma mulher que acredita haver possuído, quando criança, poderes mágicos e com eles ter causado a morte do pai. 

Até a etapa na vida dos dois personagens coincide, pois o bananinha parece ter agora exatamente a idade mental da menininha em tal momento do filme: nove anos. 

Só encontrei o Cria Cuervos falado em espanhol e sem legendas, além de estar indisponível nos streamings. Mas dá para compreendê-lo perfeitamente. Afinal, somos todos latinos, embora amiúde o esqueçamos... (por Celso Lungaretti)  

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

VEJA A QUE FICOU REDUZIDA A "NOVA POLÍTICA" PROMETIDA PELO BOZO

josias de souza
FLERTE DE BOLSONARO COM SKAF INUTILIZA FACA
DE GUEDES
Onde está a faca de Paulo Guedes? 

Dias antes de sentar na poltrona de superministro da Economia, Guedes ameaçou submeter o peleguismo sindical do patronato a um inédito período de desmame. 

Discursando para uma plateia de empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Guedes franziu o cenho e empostou o timbre. 

"O Brasil, um país rico, virou um paraíso de burocratas e piratas privados", declarou, fronte alta, o Posto IpirangaEle indagou: "A CUT perde e aqui fica tudo igual?" 

Guedes mostrou a arma: "Tem que meter a faca no Sistema S também." Era lorota. Decorrido mais de um ano, a faca ainda não apareceu. É cada vez mais improvável que apareça um dia. 

Nesta 2ª feira, Jair Bolsonaro faltou às solenidades de abertura dos trabalhos do Legislativo e do Judiciário. Preferiu visitar a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Trocou chamegos verbais com o presidente da entidade, Paulo Skaf —um personagem que Guedes decerto definiria como pirata privado, sempre a postos para usufruir das maravilhas do paraíso de burocratas

Skaf integra o rol da má fama dos líderes corporativos que se escoram nas caixas registradoras do Sistema S. Foi acusado de operar em suas campanhas políticas um caixa dois eleitoral. Coisa reforçada com dinheiro sujo da Odebrecht, negociado num jantar de Michel Temer com Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu. 
Vai uma cervejinha Backer aí, patrões? Está geladinha...

Se estivesse presente ao repasto que Skaf mandou servir a Bolsonaro, Paulo Guedes talvez ficasse tentado a repetir na Fiesp a pergunta que fizera na sua coirmã do Rio de Janeiro: "A CUT perde e aqui fica tudo igual?" 

Com a aprovação da reforma trabalhista, os sindicatos da CUT e seus assemelhados perderam a boquinha no governo de Michel Temer. Foi para o beleléu o dinheirinho fácil do imposto sindical. Mordia um dia de labuta dos empregados com carteira assinada. Rendia mais de R$ 3 bilhões a cada ano. 

A valentia do gogó de Paulo Guedes fazia supor que o governo de Bolsonaro completaria o serviço, arrombando o cadeado do Sistema S. Neste caso, a mordida chega na forma de um percentual das folhas de pagamento das empresas. 

A coleta resulta numa caixa registradora exuberante. Coisa de R$ 16,5 bilhões ao ano. Um pedaço tem aplicação meritória. Outro naco financia o luxo, as mordomias, os desvios e a engrenagem que move o peleguismo sindical dos patrões. 

No discurso de um ano atrás, Paulo Guedes oferecera uma oportunidade de entendimento. Numa negociação em que o sindicalismo patronal se dispusesse a negociar um desmame gradual, o corte no caixa do Sistema S ficaria ao redor dos 30%. Sem conversa, a facada seria de 50%. 

Nesta 2ª eira, Skaf derreteu-se por Bolsonaro: "Estamos apoiando o seu governo claramente, não por questão partidária, mas por questão de enxergarmos com clareza que estamos no rumo certo." 
Mais uma promessa que o mercador de ilusões não cumprirá
O capitão retribuiu: "Paulo Skaf já conseguiu emprego no meu governo: porta-voz. Ele me deixou sem discurso. Tocou em todos os pontos [da economia] que são importantes e que têm feito a diferença do Brasil." 

Num ambiente assim, de aparência nupcial, a única faca que Paulo Guedes será autorizado a sacar é a faca de cortar o bolo. (por Josias de Souza)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

OS MAIS BELOS NÚMEROS DE DANÇA QUE O CINEMA JÁ APRESENTOU...

...são estes aqui, extraídos da obra-prima do diretor espanhol Carlos Saura, Amor Bruxo (1986), que transpôs para as telas um maravilhoso balé criado por Manuel De Falla a pedido da coreógrafa flamenca Pastora Imperio. Trata-se do ponto alto da  trilogia flamenca  de Saura, que inclui Bodas de sangue (1981) e Carmen (1983).

Inicialmente, Cristina Hoyos e os bailarinos da companhia de Antonio Gades interpretam a "Dança do fogo". Na sequência, o próprio Gades entra em cena para um dueto exuberante com a Hoyos, embalado pela "Canción del fogo fátuo", na voz de Rocio Jurado.

À época, Gades e Hoyos eram os principais dançarinos da Espanha.

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