domingo, 17 de outubro de 2021

VAZADO PELO ESTADÃO, O RELATÓRIO FINAL DA CPI DA COVID PROPÕE O INDICIAMENTO DO BOZO POR HOMICÍDIO QUALIFICADO

C
om 1.052 páginas, o relatório final da CPI da Covid, vazado na edição dominical de O Estado de S. Paulo e passível de alterações até a próxima terça-feira, 19 (quando será apresentado aos senadores da Comissão), conclui que Jair Bolsonaro e seus cúmplices agiram intencionalmente para maximizar a contaminação de brasileiros com o coronavírus, na esperança de que se produzisse a suposta imunidade de rebanho:
"O governo federal criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomou medidas eficazes para minimizar o resultado, podendo fazê-lo. Aos olhos do Direito, legitima-se a imputação do dolo (intenção de causar dano, por ação ou omissão)".
Coerentemente, é imputado ao Bozo (a quem são feitas nada menos do que 409 menções ao longo do texto) e a seu comparsa Eduardo Pazuello, ex-ministro pau-mandado da Saúde, o crime de homicídio qualificado

Ao principal responsável pela terrível tragédia sanitária, acrescenta o relatório, também pode atribuir-se o crime de atrocidade.

E foi quantificado o número de vidas que poderiam ter sido salvas se o combate ao coronavírus fosse travado com rigor científico, ao invés de curandeirismo, charlatanismo e maracutaias: 120 mil. 

O blog mantém, contudo, sua posição de que, por força da subnotificação na fonte e das manipulações na totalização, o total dos óbitos esteja ao redor de 1 milhão e o das vítimas causadas pela insanidade presidencial, entre 300 mil e 400 mil. 

É a estimativa de instituições científicas do exterior, possuidoras da credibilidade que falta a tudo que esteja sob a influência do presidente mais mentiroso e crapuloso da história brasileira.

Se houvesse um ranking dos piores genocidas da História, que posição o palhaço sinistro ocuparia, comparativamente a congêneres como Mao, Gengis Khan, Stalin, Hitler, Tamerlão, Leopoldo II, Pol Pot, Vlad Dracul, etc.? Como já foi desmascarado e reduzido à impotência, certamente não tem mais chance de alcançar tal pelotão de elite. Mas, indiscutivelmente, ele é o maior matador de brasileiros de todos os tempos.

Finalmente, são minuciosamente dissecados no relatório os crimes e negociatas referentes a:
— 
gabinete paralelo;
— imunidade de rebanho;
— tratamento precoce;
— oposição a medidas farmacológicas;
— atraso na compra de vacinas;
— morticínio e caos no Amazonas;
— vacina Covaxin;
— hospitais federais do RJ;
— caso VTCLog;
— desvio para outras finalidades de verbas destinadas à pandemia;
— genocídio de indígenas e quilombolas;
— disseminação de fake news em larguíssima escala;
— Prevent Senior e planos de saúde.

Quanto ao último item, o dos conluiados com o Governo Bolsonaro para repetir no Brasil as experiências utilizando cobaias humanas que tiveram lugar em Auschwitz e outros campos de concentração e/ou extermínio hitleristas, é sugerido o indiciamento de uma médica por homicídio, de dois sócios da empresa por vários crimes, inclusive contra a humanidade, e de mais 8 pessoas.

Por incitação ao crime e por levarem a população a adotar comportamentos inadequados, a CPI recomenda o indiciamento por dos seguintes réprobos de humanidade:
— 
Jair Bolsonaro;
— Eduardo Bolsonaro;
— Carlos Bolsonaro;
— Flávio Bolsonaro;
— deputada Bia Kicis;
— deputada Carla Zambelli;
— deputado Carlos Jordy;
— blogueiro Allan dos Santos;
— empresário Luciano Hang;
— empresário Otávio Fakhoury;
— pastor Silas Malafaia;
— assessor Felipe Martins;
— assessor Tércio Arnaud.

Diferentemente, o crime imputado ao deputado Ricardo Barros é o de formação de quadrilha; e ao presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Biroto Ribeiro, o de epidemia culposa com resultado morte. (por Celso Lungaretti)

2 comentários:

SF disse...

Celso,
Esperando sua análise deste cenário que se desenha conflituoso.

celsolungaretti disse...

Lamento, há incógnitas demais neste momento e eu não quero simplesmente chutar. Começaremos a saber melhor onde estamos pisando quando o relatório for finalmente submetido aos senadores.

Por enquanto, não sabemos sequer quanto vai ser alterada a versão inicial após os resmungos governistas.

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