terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

POR QUE BOLSOMINIONS E OUTROS ZUMBIS ENGOLEM QUALQUER ABSURDO ZURRADO POR SEUS MITOS? A CIÊNCIA EXPLICA.

hélio schwartsman
O BOLSONARO DO BEM
Jair Bolsonaro defendendo os direitos humanos e o garantismo judicial?! 

O presidente criticou a polícia baiana por não ter preservado a vida de um foragido numa operação em que teria havido troca de tiros e sugeriu que todos devem ser considerados inocentes até que haja uma sentença judicial transitada em julgado. Terá Bolsonaro se convertido ao Iluminismo?

É pouco provável. Uma explicação bem mais verossímil para a mudança de tom está nas necessidades políticas imediatas do presidente. 

Ele agora precisa desvencilhar-se da suspeita de que teria mandado matar o miliciano Adriano da Nóbrega e ainda tem de justificar o fato de que, no passado, o elogiou e condecorou.

Aí, nada mais conveniente do que tentar empurrar a responsabilidade da morte para a polícia de um estado governado pelo PT e se escudar numa interpretação forte da presunção de inocência.

A quem ele quer enganar, perguntar-se-á o leitor atento. A maioria das pessoas provavelmente percebe a contradição, mas é bastante provável que os militantes bolsonaristas processem a dissonância cognitiva na marra, isto é, dissolvendo a incongruência e comprando as pseudo-explicações presidenciais.

Num dos mais reveladores experimentos da neurociência aplicada à política, o psicólogo Drew Westen meteu militantes partidários em máquinas de ressonância magnética funcional e monitorou suas reações enquanto assistiam a cenas de seus líderes caindo em contradição.  

Westen não apenas foi capaz de detalhar os circuitos que o cérebro usou para apaziguar o conflito mas também descobriu que ele pode extrair sensações prazerosas desse exercício.

Entre os mecanismos acionados estavam os sistemas de recompensa, os mesmos que se ativam quando o viciado em drogas toma uma dose de manutenção.

Daí a dificuldade que experimentamos quando tentamos afastar bolsonaristas ou lulistas fanáticos de suas narrativas de escolha. (por Hélio Schwartsman)

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