quinta-feira, 4 de abril de 2019

SER 'TIGRÃO' OU SER 'TCHUTCHUCA'? EIS A QUESTÃO COM QUE O ZECA DIRCEU TIROU O PAULO GUEDES DO SÉRIO NA CÂMARA...

bruno boghossian
GOVERNO ABANDONA GUEDES E 
REFORMAS SOZINHOS NA LINHA DE TIRO
Em sua primeira visita ao Congresso, na semana passada, Paulo Guedes reclamou dos aliados do governo. Atacado até pelo PSL, o ministro parecia se sentir traído. “A gente anda dez metros e, de repente, vê que levou um balaço de gente que é nossa mesmo”, desabafou.
Será que depois deste filme...

O chefe da equipe econômica voltou a encontrar o mundo político nesta quarta (3) para discutir a reforma da Previdência. Na Câmara, o partido de Jair Bolsonaro não disparou, mas deixou Guedes sozinho por horas na linha de tiro.

A proposta do governo perambula como um filho feio sem pai. Parlamentares de centro e da oposição fazem críticas pesadas, enquanto poucos governistas se arriscam a apoiar uma medida impopular.

Nas primeiras quatro horas e meia de audiência, o único deputado do PSL a discursar foi o líder do governo na Câmara. Seria generosidade dizer que Major Vitor Hugo fez uma defesa enfática da reforma.

O deputado gastou quase metade de seu tempo com elogios a Guedes por sua “coragem e determinação”. Nos minutos que restaram, desfiou platitudes sobre a proposta, sem responder ao festival de bobagens de alguns integrantes da oposição.

No meio do tiroteio em cima do ministro e da reforma, Vitor Hugo ainda parabenizou tanto a oposição quanto “deputados mais alinhados com o governo”. Não seria possível chamá-los exatamente de aliados.
...vamos assistir a este?

O episódio evidenciou a falta que faz uma coalizão comprometida com o governo. Líderes dos partidos que poderiam dar sustentação a Bolsonaro estavam sorridentes numa sala reservada para cumprimentar o ministro antes da sessão, mas foram embora antes do início do falatório.

Sem proteção, Guedes ainda foi obrigado a ouvir um insensato Zeca Dirceu (PT) dizer que ele é tigrão para cortar benefícios de pobres, mas tchutchuca para tirar privilégios de banqueiros. 

O vexame só terminou porque o presidente da comissão encerrou a audiência. O ministro teve que ser escoltado por policiais e meia dúzia de deputados. (por Bruno Boghossian)

Um comentário:

Anônimo disse...

Lamentável que a referência cultural do Zeca Dirceu seja a subcultura funkeira. Saudades de uma época em que o petismo era mais ilustrado.
A crítica foi tão grosseira que esvaziou seu potencial.

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