segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MAIS SOBRE O CARRASCO CUJO ASILO NÃO INDIGNOU A DIREITA, NEM A IGREJA

Por esta e outras, o Lungarzo criou um intertítulo
de fina ironia:
"Deixai vir a mim os genocidas"...
Meu post sobre o  carniceiro de Sorbibor (acessar aqui) motivou o companheiro Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, a entrar também no assunto, mesmo porque ele tinha entalada na garganta uma comparação entre os casos de Gustav Franz Wagner e Cesare Battisti, feita pelo bispo Benedicto de Ulhôa Vieira em artigo que a CNBB publicou no seu boletim de janeiro/2009.

O acerto de contas do Lungarzo com Ulhôa Vieira e outros maus clérigos está em Algo mais sobre o nazista Wagner, cuja íntegra é disponibilizada aqui. Recomendo.

E eis como Lungarzo apresentou o carrasco de Hitler, acrescentando alguns dados que não constaram do meu artigo:
Pio XII, I presume?
 "O austríaco Gustav Franz Wagner, sargento das SS, nasceu em 1911 e (...) foi escalado para comandante (primeiro vicecomandante) do campo de Sobibor, na Polônia, no qual ganhou (numa época em que não se falava como hoje dos direitos dos animais) o apelido de lobo (em alemão, wulf; ídiche, welfel) por sua desenfreada sede de sangue. Durante os julgamentos de Nuremberg foi condenado a morte em ausência, acusado pelo assassinato direto ou indireto de mais de 200 mil judeus.
Segundo o famoso jornalista pesquisador sobre os nazistas foragidos Ernst Klee, o sargento Wagner teria fugido ao Brasil, com o auxílio do Vaticano, que lhe teria fornecido documentos falsos, dinheiro e contatos".
Vale esclarecer, quanto à sentença de Wagner no julgamento de Nuremberg, que eu acreditei numa versão da revista Época, cujo artigo Os carrascos no Brasil (vide aqui) o deu como condenado à prisão perpértua. Mas, a revista errou e, por tabela, eu também: ele foi mesmo é sentenciado à morte.

3 comentários:

José Carlos Lima disse...

Dias atrás li rapidamente um texto seu sobre o uso da luta armada para enfrentar o sistema sempre muito bem armado, perdi o link, quero le-lo com atenção
Vc aponta que ao inves teria sido melhor se estivessem vivos: Marigella, Mauricio Grabois, e tantos outros
Qual o link para o texto?

Paulão

Anônimo disse...

Eu sou o Paulão, eu havia usado o computador logado pelo jose carlos lima. Pedi o link para o texto no qual vc afirma o quão importante seria para todos nós termos vivo, por exemplo, um Mauricio Grabóis.
Dilma por exemplo por pouco não foi morta

celsolungaretti disse...

Foi este aqui:
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2011/11/um-verdadeiro-terrorista.html

Abs.

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