A desigualdade econômica brasileira é vergonhosa para um governo supostamente de esquerda: 1% dos mais ricos concentra 64,2% da renda declarada em 2023, sendo que mais da metade desse volume fica em mãos do 1% privilegiado.
O cálculo se baseia na declaração de Imposto de Renda de 2023. Mas, como ricaços e riquinhos tiveram 1.001 maneiras para burlarem o fisco, é de supor-se que a desigualdade seja ainda maior.
Tais dados constam do recém-divulgado Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira. Melhor seria intitulá-lo relatório da distribuição da pobreza...
E as mulheres negras têm a pior renda média anual do País, chegando a receber, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de R$ 20 mil, menos da metade do salário de homens brancos.
Isto ocorre por elas enfrentarem, no mercado de trabalho brasileiro, desvantagens significativas, das quais decorrem consequências como a menor participação, maiores taxas de informalidade, salários acentuadamente inferiores e sub-representação em cargos de liderança (por Celso Lungaretti)
"A carne mais barata do mercado é a carne negra/ que vai de
graça pro presídio e pra debaixo do plástico/ que vai de
graça pro subemprego e pros hospitais psiquiátricos"
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