Sócrates, em sua correta dimensão... |
A coluna de Bernardo Mello Franco, que está na edição impressa da Folha de S. Paulo desta 5ª feira (2) e entrou no site às 2h00, pegou uma óbvia carona no meu post Depois do Black Power, o Corrupt Power?!, de quase 25 horas antes (1h09 do dia 1º).
E foi cópia piorada pois, talvez para não dar muito na vista, o ex-correspondente do jornal da ditabranda em Londres omitiu algo que enfatizei (até porque o desagrado com tal apropriação indébita foi o real motivo de minha catilinária): trata-se da saudação característica do Poder Negro, tendo se tornado mundialmente conhecida a partir dos Jogos Olímpicos de 1968.
Aliás, o dr. Sócrates também a adotava, mas não julguei importante lembrar este detalhe. Pensando bem, deveria, pois se trata de outro símbolo da fase heroica do PT, enquanto o que acabamos de ver é exatamente o contrário.
Eis o texto do Mello Franco:
"Nesta terça-feira, apareceu a melhor imagem do escândalo até aqui. É uma foto de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal, em ato promovido pelo PT e pela CUT na Quadra dos Bancários de São Paulo.
A cena foi fabricada pelo próprio personagem. Estrategicamente posicionado atrás do ex-presidente Lula, Gabrielli se levantou e ergueu o braço direito com o punho cerrado.
O petista imitava o gesto de José Dirceu e José Genoino, seus colegas de partido, ao serem presos no fim do processo do mensalão.
...e Gabrielli.
Gabrielli já teve os bens bloqueados pela Justiça e pelo Tribunal de Contas da União, que investigam sua participação na compra da notória refinaria de Pasadena.
Sob seu comando, atuavam três diretores da petroleira presos na Lava Jato: Duque, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró. Um quarto diretor, Jorge Zelada, acaba de ter R$ 40 milhões bloqueados em Mônaco.
O ex-presidente da Petrobras ainda não é réu na Lava Jato, mas quem acompanha as investigações não se surpreenderá se ele aparecer na próxima leva de denúncias".
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