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segunda-feira, 20 de maio de 2024

NETANYAHU E LÍDERES DO HAMAS DENUNCIADOS POR CRIMES DE GUERRA

 

Nesta segunda-feira, 20/05, o promotor geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, pediu a prisão de Benjamin Netanyahu, de seu ministro da defesa, Yoav Gallant e dos líderes do Hamas Yahya Sinwar, Mohammed Diab Ibrahim al-Masri e Ismail Haniyeh por acusações de crimes de guerra. O pedido ainda deverá ser analisado pelos juízes da corte, mas já é histórico por si mesmo. 

A solicitação vem após processo investigativo da promotoria, baseado em denúncias múltiplas. O massacre israelense ao povo palestino tem se intensificado desde os ataques do Hamas em outubro do ano passado e até agora provocaram mais de 35 mil mortes, a maioria crianças e mulheres, bombardeadas impiedosamente pelas forças militares de Israel. Além disso, alimentos e remédios têm sido impedidos de entrar na região por Israel e pela ação de milícias de civis israelenses. A recente invasão a Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza, tem piorado tudo, pois muitos civis não encontram mais local para fuga.

A dupla denúncia visa, por óbvio, seguir o hipócrita discurso de estar atuando contra os dois lados, em uma patética imparcialidade, quando, de fato, não é possível comparar as ações do Hamas - por mais condenáveis que tenham sido - aos brutais crimes cometidos pelo Estado de Israel que, com uma força militar milhares de vezes superior a qualquer poderio presente na Faixa de Gaza, promove verdadeiro extermínio da população palestina, além de clara limpeza étnica. 

O anão Joe Biden já se manifestou do alto de sua pequenez, dizendo que a acusação é absurda e que os EUA farão de tudo para proteger Israel e seu direito a se defender. Não está ainda claro como o governo estadunidense deve agir contra o Tribunal, mas especula-se que podem ser estabelecidas sanções contra seus membros, como banimento de autorizações de viagem para a terra da liberdade, congelamento de bens e, no limite, ações criminais. Como é sabido, Washington não reconhece a jurisdição do tribunal, justamente por ser um dos países que mais crimes de guerra comete, o que, contudo, não impediu o mesmo Biden de celebrar a expedição de um mandado de prisão contra Putin pelo mesmíssimo TPI ano passado. Aos amigos tudo, aos inimigos a fria letra da lei...

A acusação promete mesmo testar a efetividade do Tribunal e o quanto ele realmente é para valer, pois se trata agora de acusar o líder de um país protegido pelos EUA e pelas potências europeias e não mais um inimigo desses países ou apenas algum ditadorzinho africano. A depender do resultado, podemos mesmo ver a falência de mais um organismo multilateral, provando de novo a farsa da justiça sob o domínio burguês. 

De toda forma, o ato corajoso do promotor é mais um elemento a atestar as atrocidades de Israel contra o povo palestino e a necessidade de uma rápida reação para colocar fim ao extermínio hoje em curso na Faixa de Gaza. (por David Coelho) 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

EIS UMA MULHER TÃO DESUMANA QUANTO MUITOS DOS PIORES HOMENS

Esta mulher é feminista. Esta mulher é monstruosa.

Você ficou espantada(o) ao ler estas afirmações juntas? Não deveria. 

Os seres humanos, seja qual for sua ideologia, preenchem cada ponto da escala que vai de superlativamente bondosos a espantosamente horrorosos. 

Alguém que se proclamava revolucionário pôde ter liderado o extermínio de cerca de 2 milhões de conterrâneos, como o carrasco cambojano Pol Pot (1925-1928) fez.

Alguém que se proclama feminista pode proferir frases tão hediondas como as  da ministra da Igualdade Social e Empoderamento Feminino de Israel, May Golan, que acaba de afirmar no seu parlamento:
"Estou pessoalmente orgulhosa das ruínas em Gaza. Que daqui a 80 anos todos os bebês possam contar aos seus netos o que os judeus fizeram quando [àqueles que] assassinaram suas famílias, os estupraram e sequestraram seus cidadãos!"
E o que, afinal, os judeus fizeram em resposta a tais crimes abomináveis? Exatamente o mesmo, só que várias vezes multiplicado. Quase quatro milênios depois do enunciado da Lei do Talião aparecer no Código de Hamurabi, é por ela que se guiam! Sua terra prometida nada mais é do que uma nova Babilônia? 
Kassif, o judeu que não compactuou com a carnificina... 

Os agressores iniciais não passavam de um movimento, ainda que desvairado e covarde ao extremo (não se conscientiza o próprio povo atraindo desgraças sobre ele). 

Os retaliadores são uma nação armada até os dentes, também desvairada (porque considera ter o direito de sempre reagir à bestialidade com bestialidade muitas vezes maior) e também covarde (porque considera aceitável utilizar sua enorme superioridade de forças para abrir as portas do inferno e deixar atrás de si terras arrasadas). 

Ambos têm o mesmíssimo espírito, o de encarar civis como vermes a serem exterminados, pouco importando se são homens, mulheres, pessoas idosas, crianças, estudantes na escola, doentes no hospital, loucos no hospício, etc. 

Ambos são a escória da humanidade, não podendo receber a aprovação de quem quer que se pretenda civilizado.  Das ações deles só podemos esperar a paz dos cemitérios.

Quanto à ministra sinistra, não foi apenas um mau momento. Em dezembro ela já havia dito este assombro:
"Não ligo para Gaza. Por mim, eles podem ir nadar no mar. Quero ver corpos de terroristas mortos em Gaza. É isso que eu quero ver!"
...ora cometida contra os civis palestinos.
Agora a bela fera rugiu também que "escolheram fugir como porcos" os parlamentares israelenses que abandonaram o plenário para não "fazerem parte de uma causa política, democrática e, acima de tudo, sionista" (qual seja a de empilhar cadáveres para defender a usurpação a mão armada, passada e presente, de terras pertencentes aos palestinos).

Tais abominações repulsivas foram proferidas a respeito da expulsão do único parlamentar judeu que teve a coragem de manifestar solidariedade aos palestinos massacrados, Oler Kassif. 

Como se vê, alguns de seus colegas também discordaram da medida, mas preferiram apenas não coonestá-la com seus votos, evitando o risco de serem também expulsos mas perdendo a chance de igualarem a dignidade de Kassif. Alguém deveria explicar-lhes que, como diziam os antigos, não existe meia virgem...

Quanto à alfinetada que dei nas feministas, foi apenas para alertá-las do excesso no qual incidem ao sustentarem que as mulheres são sempre as vítimas e os homens são invariavelmente os vilãos, seja qual for o episódio. A vida não é assim e tal cegueira acaba prejudicando-lhes a causa.

Mas, suponho que, desta vez, não haverá nenhuma tão fanática a ponto de defender a indefensável May Golan. (por Celso Lungaretti)
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