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domingo, 4 de agosto de 2024

ENTRE O PODRE E O GIGOLÔ ESCOLHO NENHUM

 

Ao completar 21 dias de hospitalização por causa de uma doença infecciosa que nem sabia existir, acompanho de longe o melancólico arranca-rabo entre uma esquerda que apoia a submissão do povo ao poder do capital e outra que aceita ver o povo submetido a homens armados. 

Triste perceber que nenhum dos lados exige o básico do ponto de vista revolucionário: que o poder seja exercido diretamente pelo povo, não por gigolôs a serviço de interesses econômicos externos e nem por toscas nomenclaturas que defendem seus privilégios a bala.

Que as eleições vencidas pelo que já passou de Maduro e hoje é simplesmente Podre valem tanto quanto as outrora vencidas por Hitler é um óbvio ululante.

Que Guaidó é um subcarimbador interino que o capital quer tornar presidente para ter um seu serviçal no poder, outro óbvio ululante.

O pior de tudo é que esquerdistas brasileiros se conformam em alinhar-se com posições que, de revolucionárias, não têm absolutamente nada.

Tomar partido numa questão na qual ninguém encampava nossos verdadeiros ideais foi assumir os ônus de derrotas que não nos pertenciam. (Celso Lungaretti)

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

JÁ TEMOS O NOVO GUAIDÓ


 Os EUA reconheceram nesta noite, dia 01/08, Edmundo González o novo presidente da Venezuela. Foi um jeito do governo estadunidense ressuscitar Guaidó de forma retrabalhada, agora enquanto zumbi, pois não foi suficiente ter tido uma vez um presidente fictício, é necessário repetir a dose. 

É a democracia em que a Casa Branca decide quem será o presidente dos demais países. (por David Coelho)

segunda-feira, 29 de julho de 2024

FRAUDE OU MAIS UMA TENTATIVA DE GOLPE? A VENEZUELA DE NOVO NA PONTA DO CANHÃO.

 


A direita venezuelana, conhecida por suas práticas fascistas, alega fraudes nas eleições do país há décadas: jamais conseguiu comprovar nada. Nunca tendo provado, seu único grande mérito foi ter feito escola pelo continente, exportando a estratégia de questionar as eleições para tentar impor golpes, o mais notório de todos o da Bolívia em 2019, logo replicado, sem sucesso, nos EUA em 2021 e no Brasil em 2022. As alegações, sempre trombeteadas pelo governo estadunidense e pela mídia brasileira, sempre foram descartadas por observadores imparciais e instituições internacionais de auditagem eleitoral. 

Na verdade, fraude na urna é algo muito pouco usual nos dias que correm. É extremamente custoso e complexo faze-lo, além de facilmente descoberto. Mesmo as mais terríveis ditaduras do oriente médio - aquelas onde a FIFA faz Copas e a imprensa brasileira não vê nunca problema algum - não manipulam o voto depositado, mas procedem de forma mais ampla, impedindo a candidatura de opositores, dificultando a inscrição de eleitores e reduzindo ao máximo os agrupamentos políticos passíveis de serem eleitos.

Guaidó, o presidente fictício. 
Aliás, tal forma de procedimento é hoje amplamente adotada naquele país tido como exemplo de democracia, os próprios EUA, onde existem apenas dois partidos, é extremamente difícil se candidatar e se você for negro ou latino poderá nunca conseguir tirar sua autorização para voto. 

Mas Maduro agiu nesse sentido, impedindo a candidatura de dezenas de opositores à esquerda e à direita, e dificultando a inscrição de eleitores. A direita fascista lançou um candidato totalmente desconhecido, após inúmeros de seus nomes mais viáveis serem barrados pela justiça controlada pelo chavismo. É pouco provável que Edmundo González , um João Ninguém mesmo entre seus correligionários, fosse conseguir alguma vitória de fato, sendo isso muito mais elocubrações propagandeadas pela mídia. 

No fim, como quase sempre, longe de existir aqui uma preocupação com lisuras eleitorais, a crise da Venezuela parece ser um repeteco da crise da Bolívia de cinco anos atrás e visa justificar uma virada de mesa em prol das forças conservadoras. Sob o pretexto da fraude eleitoral, será incentivado um levante das forças reacionárias para tomar o poder à força, em um contexto talvez mais sangrento, pois as forças armadas da Venezuela são hegemonicamente chavistas.

Quem sabe até ressuscitem o Guaidó para voltar à presidência? (por David Coelho)

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