Mostrando postagens com marcador disparada da dívida pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador disparada da dívida pública. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de janeiro de 2026

NINGUÉM ESTAVA OLHANDO, ENTÃO OS POLÍTICOS DO BRASIL E OUTROS PAÍSES TOSQUIARAM OS CONTRIBUINTES.

Ken Griffin discorreu sobre os riscos que o Brasil corre

Um assunto frequente nos artigos do Dalton Rosado é o de que o capitalismo agoniza, cada vez se aproximando mais  de um novo crash como o de 1929, que causou uma década de crise aguda nas principais economias do mundo, começando pela estadunidense .

É a mesma avaliação do Alexandre Borges em seu artigo deste sábado (31) na Folha de S. Paulo, no qual sustenta que a disparada da dívida pública é uma bomba relógio da qual ninguém fala, prestes a explodir nos EUA, França, Reino Unido, Japão e Brasil. 

Como se trata de um texto muito longo para as características deste blog, vou reproduzir apenas os trechos  de maior interesse para nós, brasileiros. (CL)

Em Davos, Ken Griffin, fundador e CEO da Citadel, levou o debate para um ponto pouco frequente no Fórum Econômico Mundial: a deterioração fiscal das grandes economias e o retorno da pressão dos mercados de dívida sobre governos. assunto árido, mas que representa um risco sistêmico, o mais urgente de todos.

Os dados mostram uma deterioração fiscal disseminada nas principais economias mundiais. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o déficit fiscal médio das economias avançadas passou de cerca de 3,3% do PIB em 2019 para mais de 5% em 2024...

...Nas (nações) emergentes, o Brasil aparece como um dos casos mais graves. O país encerrou 2024 com déficit nominal próximo de 8% do PIB, um dos maiores do mundo, segundo estimativas de bancos e organismos multilaterais. 

Em 2025, as projeções apontam déficit entre 8% e 8,6% do PIB, superado apenas por poucas nações em situação fiscal extrema. A dívida bruta brasileira saiu de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 79% no fim de 2025, segundo o Banco Central. 

Para efeito de comparação, a média da dívida dos emergentes passa dos 60% do PIB, e a de países com classificação de risco semelhante ao do Brasil fica abaixo de 55%.

O histórico recente do país reforça o alerta. Entre 2012 e 2015, o resultado primário do governo saiu de superávit de 2,4% do PIB para déficit de 1,9%. O déficit nominal ultrapassou 10% do PIB. A dívida bruta saltou de 51,5% para 66,5% do PIB. 

No mesmo período, a inflação atingiu 10,7%, o desemprego subiu de 6,5% para mais de 11% e o PIB acumulou retração próxima de 7% em dois anos. O país perdeu o grau de investimento...

...Num mundo em que todas as discussões racionais e relevantes foram eclipsadas por pautas elitistas, alienadas, emotivas ou identitárias, a política percebeu que ninguém estava olhando e meteu a mão no cofre do contribuinte. Os efeitos estão apenas começando, e os riscos não poderiam ser maiores. (Alexandre Borges é jornalista e analista político) 
Related Posts with Thumbnails