| Militantes da revolução ortográfica exageraram em suas demandas e os tradicionalistas marcaram pontos |
Nisto e em quase todas as esquisitices do politicamente correto, a minha posição sempre foi a de que precisamos mudar o mundo, não a forma como nos referimos às coisas do mundo.
Não devemos nos iludir, fazendo da rejeição de usos costumeiros um cavalo de batalha, como se o machismo fosse desaparecer bastando que o tornássemos uma palavra interditada.
Continuaria existindo e causando os males que causa, pois sua extinção depende de uma transformação maior da sociedade, conhecida como revolução.
Concordo que a tal linguagem neutra não deva ser imposta ao cidadão comum, pois aí o serviço público estaria servindo para o proselitismo de uma prática que, por enquanto, tem mínima adesão.
Não vejo, contudo, por que não se proíbe o uso da LN apenas no que tenha relações com, ou se destine ao, público externo.
Assim, não se estaria impondo a LN à coletividade em geral, nem impedindo que os adeptos dessa mudança conquistassem adeptos para sua cruzada no ambiente de trabalho.
Transcorridos 57 anos desde as barricadas parisienses, a palavra de ordem É proibido proibir continua tendo muito a ver. (por Celso Lungaretti)
3 comentários:
Derrida!
A desconstrução do discurso leva a esse tipo de questionamento.
A normatização do signo e do significado seria de se esperar, em particular no caso do estado.
Publicidade das normas impõe uniformidade de linguagem.
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Não acho que foi autoritarismo, parece inerente ao próprio estado normatizar tudo.
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"Tudo" é neutro e de uso corrente.
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SF
Celso, com todo o respeito, essa gente da turma das letrinhas já ultrapassou as franjas do minimamente tolerável há muito tempo. São radicais e intolerantes. Não tenho mais a mínima compaixão por essa escumalha.
Anônimo das 18h12, estou cumprindo meu dever de defender a liberdade mesmo daqueles de quem discordo. Acho que eles devem ser proibidos apenas de fazer proselitismo aproveitando os canais oficiais.
A linguagem neutra não pode ser imposta a quem não quer saber dela (99% do povo brasileiro). E, sem perspectiva nenhuma de pelo menos diminuírem tal rejeição, esses patrulheiros cricris deveriam buscar outras causas.
Sabem aqueles jogadores de futebol apelidados de "enceradeiras", pois se movimentam muito mas nada produzem, pois ficam girando longe da área, praticamente sem saírem do lugar? Os identitários me fazem lembrar deles. Ficam brincando de teatro da revolução e acham que com isto incomodam os poderosos.
Deveriam ouvir o velho Mao tsé-Tung: "A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra”.
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