"...ao mesmo tempo em que a oposição não reconhece e questiona o resultado da disputa eleitoral, conquistado democraticamente, a presidente Dilma Rousseff, eleita com base num programa para o país, desrespeita esse programa e esquece seus compromissos eleitorais, ao implantar uma política econômica semelhante à defendida pelos seus adversários – contra a qual se bateu durante a campanha eleitoral.
Lembraria aqui as medidas de ajuste fiscal que atinge, sobretudo, os menos favorecidos, tais como: a alteração das regras sobre o abono salarial; o seguro desemprego; o recebimento de pensões e benefícios, predominantemente pelas mulheres, decorrente do falecimento do seu cônjuge, companheiro ou companheira; a bolsa-defeso dos pescadores; e a oneração da folha de pagamento, que penaliza a formalização do trabalho.
Símbolo do sonho, ela não se lambuzou no pesadelo. |
Conforme essa política econômica, os direitos sociais são considerados privilégios e custos a serem drasticamente limitados.
Além disso, o governo Dilma perdoou penal e tributariamente a lavagem de dinheiro, via proposta de repatriação de recursos enviados para o exterior; criminalizou os movimentos sociais por meio da malfadada Lei Antiterrorismo; negociou no Senado Federal a proposta de retirar da Petrobras o direito a explorar, no mínimo e com exclusividade, 30% dos recursos do pré-sal.
É um governo que, afastado de suas bases, o sofrido povo que o elegeu e que nele depositou suas expectativas de futuro, passou a temer as ruas e a adotar o toma-lá-dá-cá do velho e viciado jogo político..."
(Luíza Erundina foi prefeita paulistana pelo PT e
hoje, filiada ao Psol, é deputada federal por SP)
Um comentário:
É isso, Erundina.
Juarez Cruz
juarez.cruz@uiol.com.br
Salvador-BA
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