A notícia mais alvissareira da 3ª feira (30) é esta, da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo:
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"A proteção de direitos fundamentais deve unir as correntes distintas do Supremo Tribunal Federal como há muito não se via. Diversos ministros têm manifestado preocupação em relação a declarações e iniciativas que indicam a possibilidade de um retrocesso em vários temas depois da eleição de Jair Bolsonaro.
O ministro Luís Roberto Barroso é um dos primeiros a externalizar a convicção. 'O Supremo pode ter estado dividido em relação ao enfrentamento da corrupção. Muitos laços históricos difíceis de se desfazerem, infelizmente. Mas em relação à proteção dos direitos fundamentais, ele sempre esteve unido', afirma.
Gilmar Mendes e Barroso: desta vez concordantes |
O magistrado diz que sempre houve consenso no tribunal 'em favor das mulheres, dos negros, dos gays, das populações indígenas, de transgêneros, da liberdade de expressão', afirma.
'Aliás, esse episódio envolvendo a proibição de manifestação em universidades já sinalizou isso. Por essa razão, não creio que haverá retrocesso', completa.
Quando juízes eleitorais ordenaram que a polícia entrasse em universidades para retirar faixas e fiscalizar materiais, Gilmar Mendes e Barroso foram os primeiros integrantes do STF a se manifestarem a respeito. Os dois quase sempre divergem em matérias criminais".
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Nem tudo está perdido.
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