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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O PAPA FRANCISCO É UM DEMÔNIO?

Eu não iria tão longe, apesar das restrições que lhe faço por, no momento da verdade, ter-se comportado mais como Pôncio Pilatos do que como os primeiros cristãos --aqueles que preferiam ser martirizados no Coliseu do que renegar seus valores.

Aliás, nem creio que a revista Time tivesse a intenção de sugerir isto, ao fazer as pontas do "M" coincidirem com a cabeça papal, de forma a assemelharem-se a dois chifres. 

Os editores, certamente, apenas aproveitaram a oportunidade para uma hilária peraltice, com direito a bônus: a ampla  divulgação da marca  que os  sucessos de escândalo  propiciam.

Na condição de  pecador, contudo, o papa mais indigno desde Pio XII (aquele que foi conivente com o Holocausto) teria, sim, um lugar assegurado no inferno de Dante: por haver abandonado os fiéis argentinos e até seus irmãos franciscanos à sanha da ditadura militar, ele purgaria suas culpas no Nono Círculo, o lago Cocite. 

Mais precisamente, na Esfera da Caína, onde são punidos os traidores de seus parentes. Nela, as almas permanecem submersas com apenas o tórax e a cabeça fora do gelo:  "Mil outros via roxos tiritando/ Desde então de arrepios sou tomado/ Ante gélidos vaus...". seu nome deriva de Caim, personagem bíblico que matou o irmão Abel por inveja. 

Justiça seja feita, Bergoglio não matou Orlando Yorio. Apenas lavou as mãos enquanto o coitado permanecia encapuzado, ameaçado de fuzilamento, amarrado a uma cama, privado de alimentação e do uso do banheiro, no principal centro de torturas de Buenos Aires.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

...FAÇA-SE DELE -- UMA CRUZ!

Como expressão do meu repúdio à visita do velho senhor indigno 
que colaborou com a ditadura argentina, republico o post 
O novo papa e as culpas da igreja argentina 
sob a ditadura, de 18/03/2013

Tenha ele se acumpliciado...
Não tenho como chegar a uma conclusão definitiva sobre o papel desempenhado por Jorge Mario Bergoglio durante a ditadura argentina, mas só sinto firmeza em duas hipóteses:
  • a de que tenha realmente dedurado seus desafetos da ordem dos jesuítas, como sustenta Graciela Yorio, referindo-se a seu irmão Orlando;
  • ou a de que haja sido apenas pusilânime e omisso, avaliação do Premio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel (“A Bergoglio se lo cuestiona porque se dice que no hizo lo necesario para sacar de la prisión a dos sacerdotes, siendo él el superior de la congregación de los Jesuitas”).
Enfim, tirando a óbvia desconversa de quem quer preservar a imagem de um sumo-pontífice pessimamente escolhido, o que resta estabelecer é se Bergoglio foi cúmplice ou covarde. Permito-me desconsiderar o papo furado do Vaticano, CNBB, etc., pois é o que qualquer RP minimamente competente lança quando seu cliente está na berlinda.

Já o Roberto Romano eu respeito. Não por ser professor de ética e filosofia na Unicamp e doutor em filosofia pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, pois, nas pegadas de Marx, sempre considerei mais importante transformar o mundo do que interpretá-lo de tal ou qual maneira. Mas por ter ele sido resistente, um dos dominicanos presos e torturados por ajudarem o comandante Marighella.

Então, para dar espaço ao  outro lado, reproduzo a interessante digressão do Romano, parte de uma entrevista publicada na Folha de S. Paulo desta 2ª feira, na qual ele apresenta outro ângulo da questão e aconselha que se investigue melhor o assunto:
...ou apenas se acovardado...
"Se existe um problema gravíssimo é o fato de a igreja argentina ter colaborado ativamente com a repressão. Foi muito mais do que uma simples omissão.

A Argentina presenciou uma unidade da igreja com o regime ditatorial que é espelho do que já havia acontecido na Europa -na Espanha franquista, na Itália fascista, na Alemanha nazista.

Não é por acaso que, depois da ditadura, a igreja perdeu um número imenso de fiéis na Argentina.

Aliás, quem mais colaborou com a repressão ditatorial na Argentina não foram os jesuítas. Foram os dominicanos, a mesma ordem que, no Brasil, abrigou Carlos Marighella, o inimigo número um do regime militar.

Como é possível?

Essas ordens têm várias tendências internas. No caso dos jesuítas, essas tendências são mais disciplinadas.
...não serve para papa.
No caso dos dominicanos, as tendências transbordam em público porque a ordem tem origens históricas e ideológicas muito diferentes. 
Quando os dominicanos quiseram trazer a ordem para o Brasil, dom Pedro 2º disse que jamais deixaria que inquisidores entrassem.
Mas aí contaram-lhe que eram os dominicanos franceses, de tendência socialista, e ele permitiu. Eram dominicanos diferentes dos que foram para a Argentina, herdeiros do ramo espanhol, ligados à tradição inquisitorial e, mais tarde, ao franquismo.
Para mim, o papa Francisco pode estar pagando pelos pecados da igreja argentina como um todo.

Até porque acho muito esquisito que um superior jesuíta colaborasse ou mesmo abandonasse à morte ou para a tortura dois 'soldados' da sua própria ordem. Não se esqueça de que a Companhia tem a organização de um Exército.

É preciso investigar melhor. É contra o espírito de disciplina da ordem".

A PÚRPURA SIRVA AO POVO...

Como expressão do meu repúdio à visita do velho senhor indigno 
que colaborou com a ditadura argentina, republico o post 
Francisco é um papa sinistro, de 16/03/2013

O digno delatado...
Entrevistada por Silvana Arantes, enviada especial da Folha de S. Paulo a Buenos Aires, Graciela Yorio afirmou que seu irmão Orlando foi delatado à bestial repressão da ditadura argentina pelo agora papa Francisco e, até a morte por enfarte aos 67 anos, permaneceu convicto da culpa de Jorge Mario Bergoglio. "Meu irmão não tinha dúvidas sobre isso. E eu acredito em meu irmão", afirma Graciela.

Em 1976, Orlando Yorio passou cinco meses em poder dos militares na Escola de Mecânica da Marinha (o principal centro clandestino de torturas de Buenos Aires), tendo sido encapuzado, ameaçado de fuzilamento, amarrado a uma cama, privado de alimentação e do uso do banheiro.
...e o vil delator.

Também jesuíta, ele havia sido professor de teologia de Bergoglio, o que não impediu o antigo discípulo de apontá-lo aos militares e até de exagerar seu envolvimento com a esquerda, ao rotulá-lo de "guerrilheiro".

São Francisco de Assis deve estar se revirando na cova...

segunda-feira, 18 de março de 2013

O NOVO PAPA E AS CULPAS DA IGREJA ARGENTINA SOB A DITADURA

Tenha ele se acumpliciado...
Não tenho como chegar a uma conclusão definitiva sobre o papel desempenhado por Jorge Mario Bergoglio durante a ditadura argentina, mas só sinto firmeza em duas hipóteses:
  • a de que tenha realmente dedurado seus desafetos da ordem dos jesuítas, como sustenta Graciela Yorio, referindo-se a seu irmão Orlando;
  • ou a de que haja sido apenas pusilânime e omisso, avaliação do Premio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel (“A Bergoglio se lo cuestiona porque se dice que no hizo lo necesario para sacar de la prisión a dos sacerdotes, siendo él el superior de la congregación de los Jesuitas”).
Enfim, tirando a óbvia desconversa de quem quer preservar a imagem de um sumo-pontífice pessimamente escolhido, o que resta estabelecer é se Bergoglio foi cúmplice ou covarde. Permito-me desconsiderar o papo furado do Vaticano, CNBB, etc., pois é o que qualquer RP minimamente competente lança quando seu cliente está na berlinda.

Já o Roberto Romano eu respeito. Não por ser professor de ética e filosofia na Unicamp e doutor em filosofia pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, pois, nas pegadas de Marx, sempre considerei mais importante transformar o mundo do que interpretá-lo de tal ou qual maneira. Mas por ter ele sido resistente, um dos dominicanos presos e torturados por ajudarem o comandante Marighella.

Então, para dar espaço ao  outro lado, reproduzo a interessante digressão do Romano, parte de uma entrevista publicada na Folha de S. Paulo desta 2ª feira, na qual ele apresenta outro ângulo da questão e aconselha que se investigue melhor o assunto:
...ou apenas se acovardado...
"Se existe um problema gravíssimo é o fato de a igreja argentina ter colaborado ativamente com a repressão. Foi muito mais do que uma simples omissão.

A Argentina presenciou uma unidade da igreja com o regime ditatorial que é espelho do que já havia acontecido na Europa -na Espanha franquista, na Itália fascista, na Alemanha nazista.

Não é por acaso que, depois da ditadura, a igreja perdeu um número imenso de fiéis na Argentina.

Aliás, quem mais colaborou com a repressão ditatorial na Argentina não foram os jesuítas. Foram os dominicanos, a mesma ordem que, no Brasil, abrigou Carlos Marighella, o inimigo número um do regime militar.

Como é possível?

Essas ordens têm várias tendências internas. No caso dos jesuítas, essas tendências são mais disciplinadas.
...não serve para papa.
No caso dos dominicanos, as tendências transbordam em público porque a ordem tem origens históricas e ideológicas muito diferentes. 
Quando os dominicanos quiseram trazer a ordem para o Brasil, dom Pedro 2º disse que jamais deixaria que inquisidores entrassem.
Mas aí contaram-lhe que eram os dominicanos franceses, de tendência socialista, e ele permitiu. Eram dominicanos diferentes dos que foram para a Argentina, herdeiros do ramo espanhol, ligados à tradição inquisitorial e, mais tarde, ao franquismo.
Para mim, o papa Francisco pode estar pagando pelos pecados da igreja argentina como um todo.

Até porque acho muito esquisito que um superior jesuíta colaborasse ou mesmo abandonasse à morte ou para a tortura dois 'soldados' da sua própria ordem. Não se esqueça de que a Companhia tem a organização de um Exército.

É preciso investigar melhor. É contra o espírito de disciplina da ordem".

sábado, 16 de março de 2013

FRANCISCO É UM PAPA SINISTRO

O digno delatado...
Entrevistada por Silvana Arantes, enviada especial da Folha de S. Paulo a Buenos Aires, Graciela Yorio afirmou que seu irmão Orlando foi delatado à bestial repressão da ditadura argentina pelo agora papa Francisco e, até a morte por enfarte aos 67 anos, permaneceu convicto da culpa de Jorge Mario Bergoglio. "Meu irmão não tinha dúvidas sobre isso. E eu acredito em meu irmão", afirma Graciela.

Em 1976, Orlando Yorio passou cinco meses em poder dos militares na Escola de Mecânica da Marinha (o principal centro clandestino de torturas de Buenos Aires), tendo sido encapuzado, ameaçado de fuzilamento, amarrado a uma cama, privado de alimentação e do uso do banheiro.
...e o vil delator.

Também jesuíta, ele havia sido professor de teologia de Bergoglio, o que não impediu o antigo discípulo de apontá-lo aos militares e até de exagerar seu envolvimento com a esquerda, ao rotulá-lo de "guerrilheiro".

São Francisco de Assis deve estar se revirando na cova...
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