O que havia de relevante a ser dito sobre a nova moda que acaba de chegar ao Brasil após pipocar por vários outros países, ocupou apenas cinco parágrafos da uma notícia da BBC News Brasil, assinada por Alessandra Corrêa:
"Massacres como o que deixou ao menos dez mortos e 11 feridos numa escola em Suzano, na Grande São Paulo,costumam ser seguidos por dias de cobertura intensa da mídia, muitas vezes com foco específico nos autores
Para a estadunidense Jaclyn Schildkraut, professora de Justiça Criminal da Universidade Estadual de Nova York, que há vários anos estuda massacres em escolas e universidades do país, esse excesso de atenção acaba recompensando os atiradores, ao torná-los famosos, e pode inspirar novos ataques.
'Tipicamente, a cobertura da mídia é centrada no atirador, em vez de focar nas vítimas ou nos heróis que responderam ao ataque', diz Schildkraut.
'Isso recompensa essas pessoas por matar outras pessoas e incentiva outros ataques semelhantes', afirma a especialista, autora do livro Tiroteios em massa: mídias, mitos e realidade (em tradução livre).
Schildkraut e outros especialistas ressaltam que uma das motivações desse tipo de massacre é a busca de atenção, fama e notoriedade".
É o óbvio. Nesta sociedade que insufla uma verdadeira compulsão pelos 15 minutinhos de fama, colocando todos os idiotas numa busca frenética e insana por holofotes, sem os quais sentem-se nada (talvez porque, verdadeiramente, sejam mesmo nada), alguns dos medíocres com QI de ameba tentam atingir tal objetivo da única forma ao seu alcance: por meio de uma patetada sangrenta.
Enfim, foi apenas mais uma confirmação de que o capitalismo terminal está engendrando um inferno na terra e, como previu Norman O. Brown há mais de meio século, cumpre atualmente o papel de um agente do instinto de morte, encaminhando-nos para a destruição total.

