O ministro da defesa, José Múcio, é o maior exemplo da pusilanimidade do Lula: tendo feito vista grossa para os acampamentos bolsonaristas em frente aos quartéis, fez de tudo para proteger os militares durante a tentativa patética de insurreição do 8 de janeiro de 2023. Mesmo assim, foi mantido no cargo pelo presidente e hoje age abertamente em prol dos interesses mais reacionários e escusos do Brasil.
Agora, resolveu fazer lobby aberto pelo estado terrorista de Israel dizendo que a compra de armamentos daquele país pelo Brasil foi barrada por questões ideológicas. Segundo ele, a concorrência para adquirir tanques e maquinários de guerra foi ganha pelos judeus, mas acabou travada por questões ideológicas. Além de reproduzir o blablabla de identificar o regime sionista com os judeus - Israel é um estado político que usa de uma religião para se legitimar -, ainda reduz o genocídio contra os palestinos a uma questão de ideologia! Não bastasse ser conivente com o extermínio operado por israelenses contra palestinos, e agora contra libaneses, ao não romper relações diplomáticas com Tel-Aviv, Lula aceita em seu governo um ministro que julga de menor importância a morte de milhares de pessoas!
Não tenhamos dúvida, se Múcio vivesse no período do nazismo, também diria que possíveis ações contra a Alemanha de Hitler seriam ações meramente ideológicas. Para ele, o que importa é agradar aos milicos e garantir que eles tenham acesso a seus brinquedos de guerrear para poderem brincar de marcha soldado nos desfiles de sete de setembro.
Não apenas a compra de tais equipamentos, com gasto superior a 1 bilhão de reais, é um acinte em um país com tantos problemas, como a compra ter sido feita de Israel é um absurdo ainda maior. Israel não é um estado legítimo, é um bunker colonial dos EUA e o único tratamento que deve receber é nosso profundo desprezo. Ao invés de negociar com Israel, a tarefa de todo ser humano digno é lutar por sua destruição. Não se trata de uma questão ideológica, se trata da luta contra o colonialismo e contra a limpeza étnica promovida há mais de sete décadas por europeus e estadunidenses no coração do Oriente Médio. (por David Coelho)
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