segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ROUPA SUJA A DILMA LAVA NO CHILE

Como se previa, a presidente Dilma Rousseff não compareceu no sábado passado (27) à comemoração dos 36 anos do Partido dos Trabalhadores, livrando-se do mico de escutar pessoalmente críticas à direitização do seu governo (e eventuais vaias).

Mandou uma carta em seu lugar. Na qual, lá pelas tantas, afirma que tem "um compromisso inquebrantável com a estratégia de desenvolvimento pela qual tanto lutamos".

Faltou explicar por que, cargas d'água, trocou tal estratégia, nos últimos 14 meses, pelas medidas de austeridade características do neoliberalismo.

Também esqueceu que roupa suja se lava em casa. Não era o Chile o palco certo, nem a chegada para almoçar com a presidente Michelle Bachelet a ocasião apropriada para espinafrar o seu partido: "Eu não governo só para o PT, eu governo para 204 milhões de brasileiros", "Um partido é um partido, um governo é um governo", etc. 

Mesmo estando com isto entalado na garganta, deveria conter-se, mantendo a compostura, para depois dar o recado às pessoas certas, na cara delas. Certamente as encontraria na festa à qual esquivou-se de comparecer, mas preferiu desabafar para as lhamas, a mais de 3 mil quilômetros de distância.

Ao encaixar à última hora na sua agenda chilena um novo e nada urgente compromisso (ida à Cepal), desculpa esfarrapada para ausentar-se da festa do PT, ela parece ter acatado o conselho de inimigo dado na véspera pelo blogueiro mais reacionário da revista veja
"...se Dilma tem um mínimo de juízo, não tem de ir mesmo. Já está claro que o evento serve para cantar as glórias de Lula, que será tratado como o presidente eterno do Brasil, aquele que inventou o país. E ela entra como a bruxa da hora".
Enfim, depois de ter escolhido Luís Carlos Trabuco (presidente do Bradesco) como seu principal conselheiro econômico, não será de espantar se Dilma fizer do Reinaldo Azevedo seu guru político.

O certo é que ela está manobrando para emancipar-se do PT, na esperança de, com uma saída pela direita, escapar do impeachment ou da cassação do seu mandato pelo TSE. "A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente", afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ),

O cientista político e jornalista André Singer, que foi secretário de Imprensa no Governo Lula, é outro que veio ao encontro da avaliação que eu fizera na 6ª feira:
"Na medida que o ex-presidente fica na berlinda, aumenta a tentação da atual mandatária salvar-se por conta própria. Há indícios de que o Planalto cedeu à ilusão de que se cumprir o programa liberal completo receberá salvo conduto para cumprir o resto do mandato, mesmo que Lula e o PT se estrepem".
Com isto, avalia Singer, ela queimará suas pontes com a esquerda, ficando na exclusiva dependência de ser acolhida pelos inimigos:
"Ao separar-se de Lula, Dilma serra o galho no qual está precariamente sentada. A ameaça de conter os aumentos do salário mínimo e de reduzir a participação da Petrobras no pré-sal alienam os últimos redutos de apoio à presidente reeleita. Consultado, o antigo mandatário não a deixaria bater de frente com os movimentos sociais".
Seria, claro, uma jogada desesperada. A esta altura do campeonato, PSDB e PMDB não precisam assumir o poder pelas mãos de Dilma (que ficaria reduzida a uma rainha da Inglaterra), pois estão a um passo de consegui-lo chutando Dilma. A menos que sua permanência, como presidente figurativa, seja útil para os dois partidos não se entredevorarem na disputa pela chefia do governo...

Quanto ao PT, talvez a última rodada de prisões e escândalos já o tenha convencido de que, ao lado de Dilma, não permanecerá no poder: ou ela será afastada ou cooptada. Então, com as reações estridentes demais à flexibilização do pré-sal (pois esta ainda poderá ser revertida adiante), talvez esteja preparando seus efetivos para uma saída pela esquerda.

Ou seja, como não teria futuro nenhum disputando espaço com centristas e direitistas, só lhe resta reassumir as bandeiras de outrora e tentar ser o principal partido de oposição à nova configuração do poder. 

Torcendo para serem rapidamente esquecidos estes 14 meses em que deu sustentação a um governo neoliberal.

RESUMO DA OPERETA

Como disse o escritor Giuseppe Lampedusa, "para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude". A situação calamitosa da economia brasileira tornou imperativa a alternância de poder, e ela inevitavelmente ocorrerá, explicita ou implicitamente. 

É provável que, de imediato, haja algum alívio para o povo, mas as contradições insolúveis do capitalismo permanecerão --e, com elas, a certeza de que outras recessões nos esperam adiante. 

Tomara que, pelo menos, tiremos as conclusões corretas da tragédia histórica que foi a ascensão e queda do PT: enquanto nos conformarmos com mudanças cosméticas, apenas estaremos nos iludindo. As conquistas sociais das quais o PT tanto se ufanou podem ser consentidas durante algum pelo poder econômico, mas este acaba anulando-as num momento seguinte, como faz agora. 

Temos de ir à raiz do problema: a exploração do homem pelo homem. Enquanto a ganância e a competição canibalesca regerem nossas vidas, as coisas permanecerão iguais. Para que tudo mude de verdade, temos de construir uma sociedade em que as prioridades supremas sejam o bem comum e a realização plena dos seres humanos.

Lamentavelmente, isto não foi sequer tentado durante os 36 anos de existência do PT. Faz-me lembrar os versos devastadores de uma composição do petista Chico Buarque:
"A vida inteira, diz que se guardou 
do carnaval, da brincadeira 
que ele não brincou. 
Me diga agora 
o que é que eu digo ao povo, 
o que é que tem de novo pra deixar? 
Nada, só a caminhada longa 
pra nenhum lugar"

sábado, 27 de fevereiro de 2016

DILMA SOLTA OS CACHORROS NO CHILE: "EU NÃO GOVERNO SÓ PARA O PT". E DÁ UM BICO NA FESTA DOS 36 ANOS DO PARTIDO.

Como se previa, a presidente Dilma Rousseff não compareceu à comemoração dos 36 anos do Partido dos Trabalhadores, livrando-se do mico de escutar pessoalmente críticas à direitização do seu governo (e eventuais vaias).

Mandou uma carta em seu lugar. Na qual, lá pelas tantas, afirma que tem "um compromisso inquebrantável com a estratégia de desenvolvimento pela qual tanto lutamos".

Esqueceu de explicar por que, cargas d'água, trocou tal estratégia, nos últimos 14 meses, pelas medidas de austeridade características do neoliberalismo.

Também esqueceu que roupa suja se lava em casa. Não era o Chile o palco certo, nem a chegada para almoçar com a presidente Michelle Bachelet a ocasião apropriada para espinafrar o seu partido: "Eu não governo só para o PT, eu governo para 204 milhões de brasileiros", "Um partido é um partido, um governo é um governo", etc. 

Mesmo estando com isto entalado na garganta, deveria manter a compostura e depois dar o recado para as pessoas certas, na cara delas. Certamente as encontraria na festa à qual esquivou-se de comparecer, preferindo desabafar a mais de 3 mil quilômetros de distância.
.
"Vai! Vai! Vai! Vai! Não vou."

"PARA QUE AS COISAS PERMANEÇAM IGUAIS, É PRECISO QUE TUDO MUDE". A HORA DA MUDANÇA ESTÁ CHEGANDO.

Despacho da Agência Reuters informa que "a presidente Dilma Rousseff estendeu sua permanência no Chile até o final da tarde de sábado e aumentou as dúvidas sobre sua participação na comemoração dos 36 anos do PT", marcada para as 18 horas.

Ao encaixar na sua agenda um novo e nada urgente compromisso (ida à Cepal), com todo jeitão de ser apenas uma desculpa para ausentar-se da festa do PT, ela parece ter acatado o conselho de inimigo dado ontem (6ª feira, 26) pelo blogueiro mais reacionário da revista veja
"...se Dilma tem um mínimo de juízo, não tem de ir mesmo. Já está claro que o evento serve para cantar as glórias de Lula, que será tratado como o presidente eterno do Brasil, aquele que inventou o país. E ela entra como a bruxa da hora".
Enfim, depois de ter escolhido Luís Carlos Trabuco (presidente do Bradesco) como seu principal conselheiro econômico, não será de espantar se Dilma fizer do Reinaldo Azevedo seu guru político.

O certo é que ela dá mostras de estar mesmo manobrando para emancipar-se do PT, na esperança de, com uma saída pela direita, escapar do impeachment ou da cassação do seu mandato pelo TSE. "A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente", afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ),

O cientista político e jornalista André Singer, que foi secretário de Imprensa no Governo Lula, é outro veio ao encontro da minha avaliação de ontem:
"Na medida que o ex-presidente fica na berlinda, aumenta a tentação da atual mandatária salvar-se por conta própria. Há indícios de que o Planalto cedeu à ilusão de que se cumprir o programa liberal completo receberá salvo conduto para cumprir o resto do mandato, mesmo que Lula e o PT se estrepem".
Com isto, avalia Singer, ela queimará suas pontes com a esquerda, ficando na exclusiva dependência de ser acolhida pelos inimigos:
"Ao separar-se de Lula, Dilma serra o galho no qual está precariamente sentada. A ameaça de conter os aumentos do salário mínimo e de reduzir a participação da Petrobras no pré-sal alienam os últimos redutos de apoio à presidente reeleita. Consultado, o antigo mandatário não a deixaria bater de frente com os movimentos sociais".
Seria, claro, uma jogada desesperada. A esta altura do campeonato, PSDB e PMDB não precisam assumir o poder pelas mãos de Dilma (que ficaria reduzida a uma rainha da Inglaterra), pois estão a um passo de consegui-lo chutando Dilma. A menos que sua permanência, como presidente figurativa, seja útil para os dois partidos não se entredevorarem na disputa pela chefia do governo...

Quanto ao PT, talvez a última rodada de prisões e escândalos já o tenha convencido de que, ao lado de Dilma, não permanecerá no poder: ou ela será afastada ou cooptada. Então, com as reações estridentes demais à flexibilização do pré-sal (pois esta ainda poderá ser revertida adiante), talvez esteja preparando seus efetivos para uma saída pela esquerda.

Ou seja, como não teria futuro nenhum disputando espaço com centristas e direitistas, só lhe resta reassumir as bandeiras de outrora e tentar ser o principal partido de oposição à nova configuração do poder. 

Torcendo para serem rapidamente esquecidos estes 14 meses em que deu sustentação a um governo neoliberal.

RESUMO DA OPERETA

Como disse o escritor Giuseppe Lampedusa, "para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude". A situação calamitosa da economia brasileira tornou imperativa a alternância de poder, e ela inevitavelmente ocorrerá, explicita ou implicitamente. 

É provável que, de imediato, haja algum alívio para o povo, mas as contradições insolúveis do capitalismo permanecerão --e, com elas, a certeza de que outras recessões nos esperam adiante. 

Tomara que, pelo menos, tiremos as conclusões corretas da tragédia histórica que foi a ascensão e queda do PT: enquanto nos conformarmos com mudanças cosméticas, apenas estaremos nos iludindo. As conquistas sociais das quais o PT tanto se ufanou podem ser consentidas durante algum pelo poder econômico, mas este acaba anulando-as num momento seguinte, como faz agora. 

Temos de ir à raiz do problema: a exploração do homem pelo homem. Enquanto a ganância e a competição canibalesca regerem nossas vidas, as coisas permanecerão iguais. Para que tudo mude de verdade, temos de construir uma sociedade em que as prioridades supremas sejam o bem comum e a realização plena dos seres humanos.

Lamentavelmente, isto não foi sequer tentado durante os 36 anos de existência do PT. Faz-me lembrar os versos devastadores de uma composição do petista Chico Buarque:
"A vida inteira, diz que se guardou 
do carnaval, da brincadeira 
que ele não brincou. 
Me diga agora 
o que é que eu digo ao povo, 
o que é que tem de novo pra deixar? 
Nada, só a caminhada longa 
pra nenhum lugar"
.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DILMA FLEXIBILIZA O PRÉ-SAL: É TIRO PELA CULATRA OU SAÍDA PELA DIREITA?

decisão de Dilma Rousseff, de fechar acordo com a oposição e permitir que fosse aprovado no Senado o projeto do tucano José Serra reduzindo a participação da Petrobrás no pré-sal, colocou o Partido dos Trabalhadores em pé de guerra contra a presidente. É o que informou o colunista Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo: 
"A revolta no PT foi generalizada. Nem o novo líder do governo, Humberto Costa, aceitou apoiar o combinado. 'Eu não poderia ficar contra o governo e não poderia ficar contra a minha bancada', disse, ao se abster de votar.
...O presidente do partido, Rui Falcão, classificou o texto avalizado por Dilma como um 'ataque à soberania nacional'. 
A CUT acusou o Planalto de traição. 'O governo renunciou à política de Estado no setor de petróleo e permitiu um dos maiores ataques que a Petrobras já sofreu em sua história', atacou a central.
Ontem (25) um ex-ministro da presidente definia o acordo como suicídio político. 'Se a Dilma quer se matar, problema dela. Mas não pode exigir que a gente se mate junto'."
Detesto o José Serra por ter, pateticamente, repetido a trajetória do Carlos Lacerda, que começou na esquerda e acabou direitista selvagem; e não perdoo a sucessão de iniquidades que o governo da Dilma vem cometendo contra o povo indefeso, com destaque para o ajuste recessivo de corte neoliberal e a tão desumana quanto injusta reforma da Previdência. 

Isto para não falar da sua arrogância e incompetência, que acarretaram a pior recessão da nossa História, fazendo o desemprego já beirar a casa de 10 milhões, sem que nem mesmo ao longe se vislumbre o fim da crise.

Mas, como revolucionário internacionalista, passei minha vida consciente inteira na contramão da xenofobia tacanha e patrioteira. Não serão os maus bofes do Serra e da Dilma que me farão mudar de ideia, embora eu geralmente me alinhe com a esquerda do PT nos seus embates contra as aves de rapina e os cristãos-novos da igreja de São Friedman... 

Monopólio estatal, no caso de uma empresa que não está nem jamais esteve sob o controle dos trabalhadores, não possui nenhum significado revolucionário. Tem a ver, isto sim, com capitalismo de estado. 

Sendo inimigo figadal do capitalismo em todas as suas manifestações, não tenho motivo nenhum para prezar e preservar a Petrobrás. Para mim, não passa de uma empresa capitalista como todas as outras.

Então, lanço um olhar pragmático para tal questão: depois de haver quebrado a Petrobrás e a tornado incapaz de bancar investimentos de monta sabe-se lá até quando (por pouco tempo certamente não será!), faz sentido que a Dilma flexibilize as regras para a participação estrangeira na exploração do pré-sal. 

É isto ou nada. Até porque a energia suja tem os dias contados e poderá tornar-se obsoleta antes de a Petrobrás conseguir se reerguer.

Mas, como são bem poucos os seres humanos que conseguem abdicar de suas ideias fixas ao se defrontarem com novas realidades, era previsível tal rejeição indignada nas fileiras do partido (*).

A pergunta que não quer calar é: foi apenas outro tiro pela culatra da Dilma, que teria subestimado o apego passadista dos petistas a suas vacas sagradas?


Ou, uma vez na vida, ela estaria mirando mais longe? Pois este pode também ser o primeiro movimento de uma saída pela direita: a deterioração do seu relacionamento com o PT justificaria o desligamento do partido, deixando-a com as mãos livres para, abrigada numa sigla como o PDT, formar um ministério de centro-direita.


Se Dilma entregar o poder de fato ao PSDB e ao PMDB, é bem possível que ambos desistam do seu defenestramento, deixando-a fazer figuração até o fim do mandato, como uma rainha da Inglaterra à moda dos trópicos.


Elucubrações à parte, o certo é que a posição da Dilma, como presidente da República eleita pelo PT e que deveria manter-se, tanto quanto possível, fiel aos princípios e valores do partido, torna-se cada dia mais insustentável. Os acontecimentos se precipitam e março promete ser um mês decisivo na política brasileira.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

GUILHERME BOULOS: "A DESIGUALDADE TEM AUMENTADO EM RITMO GALOPANTE".

Por Guilherme Boulos
O CAPITALISMO DO 1%
Uma economia para o 1%. Com esse título, a organização não governamental britânica Oxfam lançou no mês passado um estudo das desigualdades no mundo. Pela primeira vez na história o 1% mais rico superou em renda e patrimônio os 99% restantes. Os dados basearam-se no Relatório anual de 2015 do banco Credit Suisse.

O estudo mostrou que a metade mais pobre da humanidade (3,6 bilhões de pessoas) viu sua riqueza cair 38% nos últimos cinco anos, perda de US$1 trilhão. E se apropriou de apenas 1% do aumento da riqueza global desde 2000. Enquanto isso, o 1% mais rico abocanhou a maior parte deste incremento.

A riqueza da metade mais pobre equivalia em 2010 à dos 388 homens mais ricos do mundo. Nos últimos anos, essa indecência só se agravou: as 3,6 bilhões de pessoas mais pobres agora têm o mesmo que 62 membros do Clube dos bilionários.

Os resultados são alarmantes. Mostram que, desde o estouro da crise em 2008, a desigualdade tem aumentado em ritmo galopante. Enquanto as políticas de austeridade achatam a renda dos trabalhadores e atacam os sistemas de seguridade social, o lucro dos bancos bate recordes, assim como os ganhos de altos executivos.

Quem viu o lucro do Bradesco avançar 14% no ano passado, em plena recessão, não deveria estranhar os resultados apresentados pela Oxfam. No entanto, o relatório foi seguido de ruidosa chiadeira.

Os defensores da ordem foram a campo tentando desqualificar os dados do Credit Suisse por sua metodologia. Alegaram, principalmente, que o uso do conceito de riqueza líquida (renda e patrimônio, com subtração das dívidas) distorcia os resultados.

Vale pontuar que, semanas atrás, quando o mesmo Credit Suisse fez um duro prognóstico da recessão brasileira apontando-a como a pior da história, não vimos nenhum articulista da direita nacional fazer suas ponderações "metodológicas".

De toda forma, a própria Oxfam se encarregou de responder o questionamento sobre a riqueza líquida, afirmando que "os 50% mais pobres são, na maioria, pessoas lutando para sobreviver com pouca ou nenhuma riqueza para apoiá-los. Apesar desse número incluir aqueles em dívida –riqueza negativa, mas com algum patrimônio– é importante notar que esses são a exceção e não a regra".

Além disso, foi alegado que, se excluídas as dívidas do cálculo, haveria uma mudança na distribuição da riqueza global e os números não seriam tão chocantes. Isso não é verdade, diz a Oxfam, "já que excluindo a dívida dos 10% mais pobres, a fatia da riqueza do 1% mais rico se modifica pouco, passando de 50,1% para 49,8%". Ou seja, as desigualdades mundiais não se resolveriam com alteração metodológica.

Há quem prefira atacar os dados a deparar-se com a realidade. Compreensível. Afinal não deve ser fácil para os amantes da ordem reconhecer que seu sistema meritocrático da "oportunidade para todos" desandou numa plutocracia onde 1% tem mais que todos os 99% restantes.

O capitalismo fracassou em suas promessas. O mundo de hoje é muito mais desigual que o do século passado. Nem todos os perfumes da Arábia, nem o cinismo do discurso neoliberal conseguirão maquiar esta realidade.

Aí está Bernie Sanders, pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos. Aí está o Podemos, na Europa. E o fortalecimento de diversos movimentos populares mundo afora. Será difícil silenciá-los ante a profundidade do abismo que separa o 1% da maioria trabalhadora. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O BRASIL VAI DE MAL A PIOR: DEPOIS DA ZIKA, A SÍFILIS!

Poucos têm tantos motivos como eu para suspeitar dos conteúdos da Folha de S. Paulo; já perdi a conta das batalhas que travei com tal jornal, acusando-o de tendenciosidade.

Mas, o exercício do jornalismo ensinou-me a distinguir os textos com deformação ideológica daqueles que cumprem apenas funções primordiais da imprensa, como as de informar, interpretar e alertar.

É o caso do editorial desta 3ª feira (23) da Folha, que precisa ser conhecido pelo máximo de brasileiros, pois trata de outro gravíssimo problema de saúde pública, a requerer as mais urgentes providências. Leiam, avaliem, difundam.
. 
ATÉ SÍFILIS
.
"Há certas notícias do Brasil que parecem nos transportar de volta ao século 19, ou antes. Não bastassem zika, chikungunya e dengue, viroses transmitidas pelo velho e conhecido mosquito da febre amarela, o país vê explodirem também os casos de sífilis congênita.

Em 2014, último dado disponível, foram 16.266 ocorrências de nascituros infectados. Entre gestantes, a incidência quase quadruplicou, indo de 7.920 casos, em 2008, para 28.226, seis anos depois.

Para comparação: há 508 casos confirmados de microcefalia desde outubro, que provocaram alarme nacional. Os números da sífilis são coisa muito mais séria.

A infecção pela bactéria Treponema pallidum, ao ser transmitida da mãe para o bebê, pode causar malformações ósseas no feto (inclusive microcefalia). Se não for tratada até um mês de vida, há risco de cegueira, surdez e retardo mental.

Neste caso, não há uma população de insetos fora de controle por incúria do poder público. Há, isso sim, uma coleção de falhas –passadas e presentes– das autoridades de saúde.

Atribui-se a explosão de sífilis, primeiro, a um aumento de notificações. O problema já existiria faz muito e não teria sido conhecido na sua real dimensão. Ora, isso só demonstra um fracasso do sistema de vigilância sanitária, mitigado por avanços mais que tardios.

Há fatores concorrentes e mais atuais. Tantas mulheres infectadas evidenciam uma frequência ainda alta de sexo desprotegido, a atestar a deficiência dos programas governamentais de educação e prevenção a respeito de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Outra explicação, ao que tudo indica ainda mais grave, é a falta de medicamentos para tratar as mães e sua prole –há carência das duas modalidades de penicilina (benzatina e cristalina). Levantamento do Ministério da Saúde em janeiro apontou desabastecimento em 16 Estados.

Se a sífilis é a mais conhecida DST, a penicilina é o pai de todos os antibióticos. A substância foi identificada em 1928 a partir do fungo Penicillium por Alexander Fleming e abriu uma nova era de combate a germes que afligem a humanidade desde o início da espécie.

Há algo de muito enfermo em um sistema de saúde que não consegue, em pleno século 21, manter e distribuir estoques adequados de um remédio tão básico."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

JOÃO SANTANA NA BERLINDA. COMEÇO A ACREDITAR QUE DEUS SEJA BRASILEIRO...

Nunca Dilma e João Santana pareceram tanto... 
Não sou eu que vou meter o bedelho na questão da culpa ou inocência de João Santana, o artífice do estelionato eleitoral que reelegeu Dilma, quanto à suspeita de que ele teria recebido ilegalmente dinheiro de fora do País. Detesto o noticiário policial e, nos meus velhos tempos de repórter, sempre suspirei aliviado ao me safar das pautas com ele relacionadas. 

Mas, se fosse a julgamento por desapreço pela cidadania, desserviço à democracia e descaso com a verdade, o desempenho de Santana em 2014 justificaria uma pena de prisão perpétua em masmorra medieval.
...com o führer e o ministro da propaganda do Reich.

Em termos de Brasil, foi a campanha mais falaciosa e imunda que tive o desprazer de assistir ou da qual tenha ouvido falarem. Pior ainda que a de 1945, quando o brigadeiro Eduardo Gomes foi crucificado em função de uma afirmação que jamais fizera, a de que não precisava dos votos de marmiteiros.

Começo a rever minha posição: talvez Deus seja mesmo brasileiro. Pois, seja por linhas certas ou tortas, é indiscutível que ele está escrevendo certo agora. Santana pode até não ser culpado das ilegalidades a ele imputadas, mas o que ele fez foi muito mais danoso: tangeu uma campanha presidencial para o nível de esgoto.
Seria cômico se não fosse trágico

Desde que ele marcou seu gol impedido nos acréscimos, o Brasil parou e o desemprego disparou. Ninguém engole facilmente uma derrota decorrente do uso e abuso de meios tão crapulosos. 

Permito-me completar a frase imortal do grande José Celso Martinez Correa: "Os publicitários são filhos de Goebbels". E marqueteiros como o João Santana, Goebbels reencarnado... 

A DITADURA ACABOU NO BRASIL. MENOS PARA MAURICIO NORAMBUENA: ELE AINDA RECEBE TRATAMENTO DE PRESO POLÍTICO!

Ele vem sendo mantido em isolamento há 14 anos 
Reproduzo abaixo, na íntegra, a entrevista concedida por Laura Hernández Norambuena ao jornalista Andrés Figueroa Cornejo, denunciando as gritantes ilegalidades e terríveis abusos cometidos no Brasil contra o irmão Mauricio, cuja pena há muito deveria estar sendo cumprida em sua pátria, o Chile. 

Concordo inteiramente com a afirmação de que, hoje, sua condição em nosso país é de um extemporâneo preso político, merecedor da solidariedade de todos cidadãos avessos ao autoritarismo, bem como a de todos os defensores dos direitos humanos. 

A tradução foi efetuada pela equipe do site Adital, à qual agradeço. E os interessados em mais informações sobre o caso poderão obtê-las aqui.

FAMÍLIA DE PRESO CHILENO NO 
BRASIL LUTA POR SUA EXTRADIÇÃO 

Até fitar os olhos do carcereiro dá ensejo a punição!
Quase no limite que divide as cidades de Valparaíso e Viña del Mar, na V Região do Chile, há uma casa vertical e verde, suspensa no topo de um monte mordido pelo Oceano Pacífico. Ali, entrevistei a doutora em medicina Laura, uma das irmãs de Mauricio Hernández Norambuena, conhecido também como Comandante Ramiro, ex dirigente da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR). 

Essa força comportou um dos principais destacamentos que combateu política e militarmente a tirania pinochetista e que, de acordo com diversos analistas, precipitou o pacto interburguês que terminou com o regime cívico-militar de 1973 a 1990, e abriu o período de administrações civis vigente até hoje no país andino. Ambos os sistemas políticos correspondem a formas distintas e funcionais moldadas pela mesma ditadura do capital, em sua atual fase.

Mauricio Hernández é prisioneiro na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, Brasil, próxima à fronteira com a Bolívia, acusado de ser parte do sequestro do empresário Washington Olivetto. A ação teve motivações políticas de caráter internacionalista e de emancipação social.

É verão no meio da tarde, no Chile, e pela janela o mar provoca lágrimas nos olhos.

Laura, como defines as condições nas quais mantêm cativo Mauricio no Brasil?
Encerrado em isolamento. No Brasil, é o único caso que existe com a duração de 14 anos em semelhantes condições. O sistema de isolamento extremo, no Brasil, é inconstitucional nesse país. De fato, é condenado por todos os organismos de Direitos Humanos existentes. O caso de Mauricio é denunciado por nossa família na Corte Interamericana de Direitos Humanos, e esta entende que é uma condição desumana se for prolongada.

Em que consiste o ‘encerramento em isolamento’?
Mauricio permanece 23 horas do dia sozinho em sua cela, o que atenta contra a essência social dos seres humanos e contra um direito também essencial: é proibido de interagir com seus pares. Conta apenas com uma hora para sair ao sol, ou seja, a um pátio do tamanho de meia quadra de futebol baby. Unicamente, é autorizado o contato com familiares diretos (os quatro irmãos/ãs que restamos). Sua prisão em isolamento brutal provocou, por exemplo, que do terremoto que sacudiu mortalmente grande parte do Chile, em 2010, tenha se inteirado três meses depois de ocorrido.
Há campanhas no Chile para que ele cumpra sua pena lá

E o que diz a Justiça brasileira?
Que ‘as coisas não são assim’, que ‘são as regras do jogo’. Isto é, as autoridades do país tratam de justificar o injustificável. Como família, nos reunimos com psiquiatras de lá, que nos asseguraram que as condições de isolamento de Mauricio são desumanas, sem justificativa alguma, e agridem a integridade psicológica e física de qualquer pessoa.

Mauricio é o único prisioneiro político no Brasil ou existem outras pessoas com essa qualificação?
No Brasil, Mauricio não é considerado um prisioneiro político, legalmente. No entanto, a primeira condenação que receberam os companheiros de Mauricio, juntamente com o próprio Mauricio, em 2002, foi de 15 anos porque diversos agrupamentos políticos latino-americanos fundamentaram as motivações políticas do sequestro do empresário Washington Olivetto (vide aqui), o que foi considerado na primeira decisão. 

Os recursos que resultaram do sequestro eram parte de um planejamento político de caráter internacionalista, uma tradição fundacional de todos os movimentos sérios e comprometidos com a emancipação social da humanidade. Mas, na segunda etapa do julgamento, a promotoria brasileira apelou e a condenação foi duplicada para 30 anos porque foi desestimada a razão política da sua ação, contrariando a deliberação anterior.

De todos os modos, para as e os chilenos, inclusive, independentemente da sua simpatia ou não pelas posições políticas históricas assumidas por Mauricio, ele, sim, tem uma vida militante que avaliza sua conduta eminentemente política. Foi membro da Juventude Comunista e, depois, um dirigente da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), uma força política e militar fundamental na resistência contra a ditadura encabeçada por Pinochet e imposta pela oligarquia chilena e o imperialismo norte-americano. 
Sua extradição nos livraria desta inútil exposição negativa 

Mauricio não foi nunca parte de um grupo de narcotraficantes, de delinquentes comuns ou de ladrões de colarinho branco; não foi nunca lobista entre os interesses das grandes firmas e dos parlamentares de ocasião; não foi nunca integrante da rede criminosa de colusões antissociais, que, atualmente, são a nata do Chile; não foi dono da AFP, banqueiro, nem privatizador de tudo o que existe no país. Foi um lutador antifascista, como tantos membros da resistência na Europa, que enfrentaram o nazismo e o fascismo durante a 2ª Guerra Mundial e em cujos países são reconhecidos como heróis.

O que pedem às autoridades chilenas como família Hernández Norambuena?
Que o governo gere as condições para que o nosso irmão deixe de sofrer um encarceramento desumano. E, no Brasil, solicitamos às organizações e às pessoas que perseguem o melhoramento da condição humana que exijam o respeito dos direitos de Mauricio.

Laura, você e seus irmãos/ãs levam anos visitando Mauricio. Você é doutora em Medicina. Como poderias avaliar o seu estado?
Tentando ser o mais objetiva possível, em geral, bem. Mauricio é professor de Educação Física e se impôs um regime próprio de exercícios diários em sua cela para manter-se em forma, o que impacta positivamente em seu estado de ânimo. Naturalmente, vive em meio a uma permanente ansiedade devido ao isolamento.

Pela distância espacial que existe entre cada uma das visitas que lhe fazemos (na maioria dos presídios nos que tem permanecido e, em particular, no último, a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, Brasil, próxima à fronteira com a Bolívia), a tramitação burocrática e as dificuldades para chegar até lá tornam mais complexa a possibilidade de vê-lo com a frequência que desejamos. 

Agora bem, ocorrem situações que multiplicam a iniquidade do seu cativeiro. Em uma ocasião, seu carcereiro o acusou de tê-lo olhado nos olhos (!), questão estritamente proibida no presídio. O prisioneiro, quando interage com o carcereiro deve olhar para o chão. Na disputa entre o guarda e Mauricio a respeito de se foi assim ou não, como é óbvio nesse tipo de relação de poder, primou a versão do carcereiro e meu irmão foi castigado com 10 dias de encerramento absoluto em um espaço especialmente desumano. Na seguinte visita, depois dessa punição, Mauricio se encontrava com o ânimo decomposto. 

Consome algum tipo de medicamento psicotrópico?
Mauricio, nem antes nem durante o seu encarceramento necessita de fármacos dessa classe. De fato, ele nunca os aceitou. Mauricio me comenta, isto sim, que os problemas que sofrem os presos, oriundos das condições de uma prisão de segurança máxima, o médico do recinto resolve com diazepam. A respeito, meu irmão me disse que não está disposto a tomar pílulas que bloqueiem seus sentidos nem sua equilibrada apreciação da realidade. Por algumas dificuldades, devido a lesões desportivas da juventude (Mauricio esteve prestes a tornar-se um jogador profissional de futebol), há dois meses, nós solicitamos poder levar um médico especialista da nossa confiança. Contudo, na penitenciária nos disseram que ‘não era necessário’ porque o presídio já conta com um médico.

Para muitas e muitos, não existe ato de liberdade mais radical do que despojar-se dos interesses individualistas e do egoísmo, e lutar pela liberdade e a igualdade do seu povo e de outros povos do mundo. Cabe este princípio no caso de Mauricio?
Perfeitamente. Alguns ex-companheiros e amigos do meu irmão têm nos confirmado o nível de convencimento e a capacidade de convencer de Mauricio em relação a que não existe outro caminho diferente ao da luta contra o capitalismo, para superar a sua natureza desumana. Esta maneira de transcender em outros que solidarizam com a sua presente situação, como família, nos fortalece diariamente. 

O que nos parece em especial potente é o episódio quando meu irmão e os demais que participaram resolveram integrar a equipe de pessoas que realizou o atentado contra Augusto Pinochet, em 1986. Rodrigo Pellegrin (fundador da FPMR e assassinado em 1988) aparece assinalando, em um documentário recente, que ‘não há alegria maior do que dar a vida pelo seu povo’. Pela vida que levou Raúl Pellegrin, eu entendo ‘povo’ como a humanidade oprimida.

Por que acredita que os sucessivos governos civis não conseguem que Mauricio seja extraditado do Brasil?
A esta altura, como família, temos distintas hipóteses. Uma delas é que nenhuma das administrações governamentais que passaram tem em seus parâmetros defender um revolucionário, um internacionalista, um lutador social, cuja história apenas já contradiz seus interesses. Por outro lado, está a fortaleza de Mauricio de propor, com franqueza, a realidade do que aconteceu e do que está acontecendo, assumindo, autocriticamente, tudo aquilo que lhe corresponda, claro. Sobretudo, quando tantas e tantos políticos dizem estarem exercendo seus cargos pelo serviço público, amor ao próximo e outros valores, que não têm nenhuma relação com a sua conduta, como todo o Chile sabe. 

Não há nada que una o meu irmão a nenhum dos governos tivemos depois da ditadura. Claro que alguns membros dos governos saúdam a nossa causa para trazer a Mauricio de volta e dizem que consideram injustas as condições do seu presídio, mas até agora essas declarações não tiveram nenhum efeito concreto. Eu creio que veem Mauricio como uma ameaça política. E não estou referindo-me à luta armada, nem nada deste tipo. Falo da ascendência que ele poderia ter no Chile a respeito das distintas lutas que, atualmente, estão ocorrendo (nos âmbitos da saúde, da água, do mar, das mineradoras, da educação, do povo mapuche; da juventude, das mulheres e dos trabalhadores empobrecidos, etc.). São hipóteses, por certamente.

Finalmente, entre as tantas preocupações das autoridades, nossa causa não deve estar nem em sua lista. Porque, para que Mauricio consiga purgar sua pena aqui e não no Brasil, o governo deve realizar diversas gestões que requerem vontade política, e essa vontade permanece ausente.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

NA INTERNET, A MENTIRA TEM PERNA LONGA!

O blogueiro Leonardo Sakamoto alerta para um dos piores defeitos da internet, a facilidade com que qualquer pilantra pode colocar em circulação as mentiras mais cabeludas sobre seus desafetos, contando com a voluntária colaboração dos trogloditas da web (que jamais se preocupam com a veracidade ou não de um ataque àqueles com quem antipatizam, correndo a repassá-lo em todas as direções).

É uma estigmatização que também sofro, e muito! Até hoje me desqualificam com versões já superadas de acontecimentos de 1970, fazendo-me perceber, com desalento, que de pouco adiantaram meus esforços titânicos para resgatar e restabelecer a verdade histórica, pois há cidadãos impermeáveis a quaisquer provas e argumentos.

E isto não incide somente sobre o passado distante: também é escamoteada minha condição atual de opositor de esquerda do PT. Não espero adesão ampla à minha posição de, como revolucionário, vituperar os governos petistas por terem se tornado meras expressões do reformismo e do populismo (para não dizer do neoliberalismo).  
Há sempre muitos para jogarem pedra na Geni

Mas, é extrema desonestidade intelectual e política tentarem embaralhar a questão, como o fez Antonio Roberto Espinosa ("Hoje ele dá uma de esquerda radical. Mas é pra pegar dinheiro da Anistia"). A rede chapa branca parece reconhecer que é incapaz de me combater pelo que sou, optando, então, por fustigar-me pelo que não sou. Duelar com espantalhos é sempre mais fácil.

Eis, abaixo, trechos do alerta e desabafo do Sakamoto, que tem toda a minha solidariedade, evidentemente!

O jornal "Edição do Brasil", de Minas Gerais, estampou em sua manchete do dia 30 de janeiro uma declaração atribuída a mim, mas que nunca dei –a de que aposentados são inúteis.

Nas páginas internas, uma entrevista, que também nunca concedi, trazia barbaridades contra os idosos. Ao que tudo indica, alguém pegou o conteúdo de meu blog no UOL, inverteu o sentido e o transformou em entrevista.

Isso desencadeou um show de horrores. Aposentados desejaram-me dor e sofrimento. Redes de ódio na internet apropriaram-se do material e afirmaram que eu havia sido pago para declarar aquilo. Ameaças de morte e agressão foram veiculadas, dizendo que eu deveria "ser caçado e morto por faca" ou que balas deveriam ser disparadas em minha testa.
"impacto negativo que nunca poderá ser corrigido"

Mesmo após o próprio jornal reconhecer e informar que a suposta entrevista nunca existira, o linchamento manteve-se. A essa altura, o conteúdo original não mais importava, nem o desmentido. Era apenas raiva, que fluía.

...esses casos têm cauda longa, duram anos, arrastando-se pela internet e sobrevivendo por meio de incautos que, no limite, resolvem fazer justiça com as próprias mãos.

Vi muita gente que cotidianamente discorda de meu ponto de vista sair em minha defesa, alertando para o perigo de utilizar informação falsa nas disputas de ideias. Um exemplo de que não importa a nossa matriz de interpretação do mundo, precisamos respeitar limites éticos, sob o risco de perdermos todos.

Talvez seja este um dos maiores desafios que teremos nos próximos anos: fomentar o sentimento de responsabilidade em um mundo no qual todos possuem acesso a ferramentas de comunicação em massa, mas nunca refletem se o conteúdo que curtem e compartilham foi coletado e produzido com um mínimo de cuidado.
Histeria e truculência que uma mentira causou

Se o debate público fosse mais qualificado, quem usa material falso como subsídio de argumentação nem seria ouvido. Contudo, hoje esse tipo de conteúdo faz sucesso.

Portanto, quem não gosta de manter-se informado para poder filtrar conteúdo e acha que senso crítico é uma bobagem, mas adora repassar tudo o que vê pela frente, deveria dedicar-se apenas a gifs com gatos, por favor. A divulgação de uma informação errada causa um impacto negativo que nunca poderá ser corrigido.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

ANDRÉ SINGER INDAGA: COMPETE A UM SUPOSTO GOVERNO DE TRABALHADORES CUMPRIR O PAPEL DE ARIETE DO CAPITAL?

Por André Singer
AGENDA CLASSISTA
Ao dar centralidade à reforma da Previdência, o governo força divisão que dificultará a formação do pacto pró-retomada do desenvolvimento. Sindicalistas e empresários produtivos, que haviam se reaproximado no final de 2015, tenderão a se dividir. Não é para menos: a seguridade social está no centro da luta de classes contemporânea.

Marx demonstrou que, no capitalismo, a mais-valia, parcela do trabalho não paga e que aparece sob a forma de lucro, contrapõe de modo inconciliável patrões e empregados. Onde há venda da força de trabalho, existe exploração. Poder-se-ia dizer, então, que o assalariamento, em si, seria o pomo da discórdia.

Ocorre que o desenvolvimento histórico real deslocou a peleja para mecanismos que, sem eliminar o salário, compensam parcialmente a exploração. Usa-se parte dos fundos públicos para devolver ao assalariado algo do que lhe foi sonegado no processo de produção. A disputa fica em torno de quanto do recurso comum será destinado a essa compensação.

O empresariado quer limitar a expansão do total disponível (corte de impostos) e carrear a maior parcela do mesmo para a remuneração do próprio capital, por exemplo, via juros (superavit primário). Os sindicatos buscam sempre aumentar a parcela destinada a proteger os que vivem apenas do próprio labor.

Analistas de diversas tendências advertem, sem prejuízo de alguns reconhecerem as premissas acima, que a parcela da riqueza destinada ao fundo público tem limitações físicas. Não adianta tentar distribuir o que não existe. Acentuam, também, que o aumento da expectativa de vida implica gastos crescentes pelo simples fato de as pensões terem que ser pagas por muito mais tempo. Somados os dois fatores –disponibilidade real e envelhecimento prolongado–, concluem pela necessidade de repactuar o tema previdenciário.

Do ponto de vista teórico, eles têm parcela de razão. O que não nega o caráter classista que o debate vai, inevitavelmente, adquirir. Constatado que o tamanho relativo do bolo diminuiu, fica mais acirrada a disputa pela parte que cada um vai receber.

Será que o melhor momento para deflagrar este embate de soma zero –os que uns ganham, outros perdem– é o de uma economia em profunda recessão?

Não seria melhor esperar período de expansão para, com maior margem, impor perdas menores a quem quer que seja? Ou será que o capital avalia que, em virtude do desemprego, a resistência do trabalho será agora menor? Neste caso, compete a um suposto governo de trabalhadores cumprir o papel de aríete?

ZÉ DIRCEU SÓ TEM AO SEU LADO A INGRATIDÃO, ESTA PANTERA!

Dentro de menos de um mês o Zé Dirceu se tornará septuagenário.

Lembro-me de 1968, quando o Zé nos tratava de forma respeitosa, sem a mistura de empáfia e paternalismo característica de outros líderes universitários, para os quais os secundaristas não passávamos da 2ª divisão do movimento estudantil.

Fico triste ao pensar que voltou ao cárcere depois de décadas (é um pesadelo que estraga o sono dos antigos presos políticos!).

Fico perplexo com o abandono a que o relegou o PT, como se fosse a erva daninha de um partido de vestais. Quanta hipocrisia!

Fico indignado ao ver tão pouca solidariedade dos antigos companheiros para com um personagem que, apesar de erros cometidos, escreveu páginas marcantes da história da esquerda brasileira.

E mais indignado ainda ao perceber que, para eles, até um reles Delcídio é mais merecedor dos seus préstimos do que o anjo caído Dirceu.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A PARALISIA DO BRASIL OFICIAL CONDUZ O BRASIL REAL À DEPRESSÃO ECONÔMICA

Enquanto prosseguem na Praça dos Três Poderes as degradantes escaramuças entre um governo que morreu mas resiste a ser enterrado e uma oposição que ainda não descobriu como cravar a estaca no coração do vampiro, no Brasil real a situação se deteriora cada vez mais.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, referentes ao período setembro/novembro de 2015, são simplesmente desoladores:
  • já são 9,13 milhões os desempregados, cujo número aumentou 41,5% no período de um ano;
  • a taxa de desemprego, que era de 6,5% em idêntico período de 2014, saltou para 9%, o pior resultado desde 2012, quando foi iniciada a série histórica do PNAD;
  • a sensível piora do quadro em 2015 se deve ao aumento do número de pessoas que, em função da recessão, passaram a procurar emprego mas não o estão encontrando;
  • no período de um ano, os trabalhadores com carteira assinada diminuíram em 1,1 milhão, ou seja, 3,1%;
  • no período de três meses, a queda da renda real foi de 0,7%.
Evolução positiva? Nenhuma. Os desempregados continuaram no patamar de 9,1 milhões, como estavam um mês antes, mas nem sequer se pode saudar a interrupção da tendência decrescente: o normal seria que, pelo contrário, a taxa de desocupação diminuísse um pouco em função do trabalho temporário no período natalino, mas tal não ocorreu desta vez. Ter ficado estacionária foi prejuízo, não lucro.

Os economistas garantem que, ao longo de 2016, será inevitavelmente atingido o patamar altamente simbólico de 10 milhões de desempregados. Não há medida que possa ser tomada agora, capaz de impedir que continuemos descendo a ladeira nos próximos meses.

Mesmo porque a saída de situação tão crítica não se dará apenas com iniciativas na área econômica. Será necessário o restabelecimento da confiança dos agentes econômicos no timoneiro da nau Brasil.

A presidente Dilma Rousseff perdeu a credibilidade ao prometer na eleição de 2014 o que não pretendia entregar e nem que a vaca tussa a recuperará em meio à recessão. Vai continuar sendo vista, pela grande maioria dos brasileiros, como a mãe do miserê atual e o primeiro obstáculo a ser removido para o País sair do fundo do poço.

E, enquanto não se desatar o nó político, os grandes capitalistas continuarão jogando na retranca, adiando investimentos e enxugando custos, pois lhes importa mais não sofrerem perdas mínimas do que muitos brasileiros estarem perdendo tudo que têm.

Já que a presidente Dilma Rousseff não admite deixar por suas próprias pernas o Palácio do Governo e nada indica que nele permanecendo conseguirá evitar que mergulhemos numa depressão econômica de efeitos devastadores, a melhor saída para os trabalhadores e excluídos será a cassação da chapa presidencial pelo TSE, com a consequente convocação de uma nova eleição.

Nem vou entrar na questão de se há ou não embasamento legal para tanto, pois sei que, em circunstâncias extremas, os países e os povos sempre encontram justificativas para a adoção de medidas de salvação nacional. E é disto que se trata neste momento!

Mas, seria um caso em que a Justiça Eleitoral escreveria certo por linhas tortas, pois o pior estelionato eleitoral brasileiro de todos os tempo é motivo imensamente mais grave para a anulação do resultado das urnas do que os alegados pelos oposicionistas.

As leis brasileiras são patéticas, atêm-se ao secundário e não punem quem faz campanha prometendo exatamente o contrário do que já decidira fazer, o que se constitui na própria negação da democracia!

Vale repetir: a campanha à moda do Goebbels da Dilma, agressiva e falaciosa ao extremo, tornou extremamente ilegítima sua reeleição, tendo sido a principal causa do ano político catastrófico de 2015, muito mais do que os efeitos da Operação Lava-Jato. O povo não é bobo, percebeu ter sido vítima de uma vigarice eleitoral e não se conforma. Quem será insensível a ponto de negar-lhe tal direito?   

E é porque o poder está suspenso no vácuo que temos de devolvê-lo à sua fonte, o povo. Dar-lhe a oportunidade de indicar uma saída, já que os poderosos se mostram impotentes para tanto: não se entendem e, com suas disputas mesquinhas e canibalescas, estão nos conduzindo para o imponderável.

Dez milhões de desempregados num país cujo povo é muito pobre (nunca deixou de sê-lo apesar da propagandaiada ufanista: está aí o IDH sofrível que não me deixa mentir), significarão miséria, desespero e morte nas periferias, grotões e quebradas do mundaréu. Quem será insensível a ponto de não se comover? 

Dilma significa um, um mandato a que se apega com unhas e dentes, sem jamais mostrar competência para exercê-lo nem humildade para reconhecer que cometeu erros crassos na gestão anterior e agora os está cometendo piores ainda, ao insistir em impor-nos o receituário econômico da direita apesar de ter sido eleita pela esquerda. Como ela se tornou tão insensível a ponto de não renunciar?

2,7 milhões de desempegados adicionais no espaço de um ano é um número bem maior do que um. Mexe muito mais com meus sentimentos e convicções. 

É pelos 2,7 milhões (e pelos que a eles se somarão) que choro.

São eles que, como homens de esquerda, deveríamos defender em todas e quaisquer circunstâncias, evitando que fossem levados à penúria e ao desespero por governos ineptos.

São eles que me inspiram a pregar, por enquanto no deserto, no sentido de que a esquerda recoloque a solidariedade para com os explorados no centro de suas preocupações.

Estar ao lado dos que vivem nas favelas, cortiços e casebres é muito mais importante para revolucionários do que desfrutar das mordomias dos palácios.

E gerenciar o capitalismo para os capitalistas não nos aproxima um milímetro sequer da revolução.
Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abel Ferrara Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Ademar de Barros Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa Africa do Sul África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU AI-5 aiatolá Khomeini AIG ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Alvaro Uribe Amaral Netto Américo Fontenelle Amicus Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi André Esteves André Lara Resende André Mauro Andre Ristum André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Ângela Maria Angela Merkel Angelo Longaretti Angra Anibal Barca anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn Antoine Lavoisier Antonio Cabrera Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gramsci Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto Nunes Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira automobilismo autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco Santos bancos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro Bispo Fernandes Sardinha black blocs Black Friday blitzkrieg blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bobby Sands Bocage boimate bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Boris Casoy Boris Karloff bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Bradesco Bradley Manning Bram Stoker Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brics Brigadas Vermelhas Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Carazza dos Santos Bund Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Camili Cienfuegos Camões Campeonato Brasileiro Campo Salles câncer cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Capinam capitalismo capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães Caravaggio Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Reichenbach Carlos Saura Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André cassação Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso chacina de Ribeirão Pires chacinas Chael Charles Schreier Chapecoense charlatanismo Charles Bronson Charles Chibana Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane cine Belas Artes Cinecittà cinema circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ cobaias cobaias humanas colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classes Condepe Congresso em Foco Congresso Nacional conspiração constrangimento ilegal consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã Correios corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crise da subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque Cristóvão Colombo crítica e autocrítica Crítica Radical crônica Cuba curandeirismo Curió CUT d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa Demônios da Garoa dengue Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desemprego desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem despoluição do Tietê desqualificação Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domingo sangrento Domingos Dutra dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dorival Caymmi DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgard Leuenroth Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Moniz Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden efeito estufa Egberto Gismonti Egito Eike Batista El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Eloísa Samy Elomar Elvis Presley Elza Soares Em Tempo embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emilio Estevez Emílio Médici Emir Sader empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernst Jünger escândalo Proconsult Escola Base escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Eugène Delacroix Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugênio Gudin Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook Falha de S. Paulo falha técnica falta d'água fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa feminismo Ferenc Puskás Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Rodrigues Ferreira Gullar festas juninas festivais da Record feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Fillinto Muller filme filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical forma-valor Foro de São Paulo Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Rocha Franco Montoro Franco Nero Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação Perseu Abramo fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman General Maynard Gengis Khan genocídio George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilles Lapouge Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Gleisi Hoffmann Glória Kreinz Goethe Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo Gonzaguinha Google Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra do Vietnã guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord H. G. Wells H. P. Lovecraft habitação hackers Hamas Hamilton Almeida Hammer Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Hugo Carvana Hugo Chávez Human Rights Watch Humberto Costa humor Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural Inês Etienne Romeu inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Filho Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jadson Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairzinho James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stuart Mill James Wright Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards JBS Jean Cocteau Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull jihadismo Jim Capaldi Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat João Amazonas João Baptista Figueiredo João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Grandino Rodas João Havelange João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joelmir Beting Joesley Batista Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Steinbeck John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Amado Jorge Ben Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Arbex Jr. José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jovem Pan Joyce Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Juliana Lungaretti Júlio Cesar Júlio Lancelotti Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Kátia Abreu Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura las locas de la plaza de mayo Latam Laudo Natel Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento Lindbergh Farias Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Livro dos Heróis da Pátria Lobão Loreena McKennitt Los Hermanos loterias Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Lúcio Flávio Vylar Lirio Lucky Luciano Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Bresser Pereira Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luíza Erundina Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcello Mastroianni Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Brutus Marco Feliciano Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Feliciano Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nunes Filho Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Schneider Maria Vitória Benevides Mariel Mariscot Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marina Silva Marine Le Pen Marinha Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Marisa Letícia Marisa Monte Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Platini Michel Temer Michel Temer; STF Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel Jorge Miguel Urbano Rodrigues Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro militarismo Millôr Fernandes Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta miséria missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia MMA MMDC Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária Moreira da Silva Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi Muddy Waters Muhammad Ali Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Naná Vasconcelos Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão Nasser Nat King Cole Natal Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neusah Cerveira Newton Cruz Newton Rodrigues Neymar Nicola Sacco Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Norbert Hofer Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes OEA Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Olívia Byington Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck Pablo Escobar Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira país basco palestinos Palmares Palmeiras Pan 2015 Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Paquistão Paraguai Paraná parasitismo Paris Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patrick Mariano Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Cardoso da Costa Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto Proteger Pronatec propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSOL PSTU PT PTB publicidade PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino R. R. Tolkien racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner rainha da Inglaterra Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Globo redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Mrtinelli René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo de Aquino Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rio 16 Rio 2016 Rio de Janeiro Rio-2016 Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Fripp Robert Graves Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Williams robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romero Jucá Romeu Tuma Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Weber Roseana Sarney Rosi Campos Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Castro Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Paulo São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima sci-fi Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro sequestro Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sérgio Silva Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir sinalizador Sinclair Lewis Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sísifo sistema solar sites fascistas Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus spread Standard & Poor's Stanislaw Ponte Preta Stefan Zweig Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tzu Super Bowl SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores tacocracia tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tata Martino taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Edison Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tom Jobim Tom Zé Tomasso Buscetta Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Osanah Toquinho Torino Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga trânsito transposição Tratado de Versalhes Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Troy Davis TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi U2 udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UNE Unesco União Europeia Unibanco Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura utopia Vagner Freitas Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valor Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Veja vemprarua Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wagner Moura Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Silva Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zygmunt Bauman