sexta-feira, 31 de agosto de 2012

JOÃO PAULO CUNHA, O MENSALÃO E A PROSTITUTA RESPEITOSA

Tinha várias facetas a brincadeira que fiz no último sábado, 25 (vide aqui), ao intitular meu artigo de João Paulo Cunha é culpado..., mas acrescentar o subtítulo ...de fazer uma péssima comparação histórica.

De um lado, como meu blogue tem 651 seguidores, coloquei um título algo chocante, que motivasse os leitores desses sites e blogues a abrirem o post. Algo como a célebre capa d'O Pasquim, que trombeteava, em letras garrafais: TODO PAULISTA É BICHA. Quem olhasse com mais atenção, contudo, perceberia a existência de uma ressalva, em tipos minúsculos. A frase inteira era TODO PAULISTA que não gosta de mulher É BICHA.

E por que eu fazia tanta questão de que fosse lido tal texto? Porque, sendo bom conhecedor dos horrores da ditadura de Getúlio Vargas, nunca me conformei com a imagem deturpada que dele têm as novas gerações. 

Pensam que o seu papel histórico da década de 1950 foi o que sempre cumpriu, ignorando o período 1930/1945, quando ele não passava de um aplicado discípulo de Hitler e Mussolini. Seu chefe de polícia política, Filinto Muller, uma espécie de Brilhante Ustra da época, foi retratado pelo jornalista David Nasser como um carrasco que mereceria ter sido julgado pelo tribunal de Nuremberg.

Já que os jovens esquerdistas de hoje não leem livros como Memórias do cárcere (Graciliano Ramos) e a trilogia Os subterrâneos da liberdade (Jorge Amado), tento suprir tal lacuna da melhor maneira possível.

Eu também pretendi, com minhas ironias, reduzir o assunto da moda às verdadeiras proporções. O julgamento do  mensalão  não mereceu de mim nenhuma abordagem que o levasse a sério, como as da grande imprensa e as dos ingênuos defensores dos réus na web, simplesmente porque não é sério.

Trata-se, tanto quanto o fora Collor!, de mais uma shakespereana  tempestade de som e fúria significando nada. De vez em quando o Brasil pinça alguns personagens para responderem pelo que é regra no mundo da política e dos negócios. Ou seja, trata como exceção o que todos sempre fizeram e fazem.

Provindo de nossos podres Poderes, tais cruzadas são de uma hipocrisia nauseante. Fazem-me lembrar o título de uma peça teatral de Jean-Paul Sartre, A prostituta respeitosa...

Sacrificados os bodes expiatórios de ocasião, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Então, que aplauda ou vaie tal farsa mambembe quem quiser; ela só me causa tédio. A corrupção é intrínseca ao capitalismo e, enquanto não atacarmos o mal pela raiz, continuaremos patinando sem sair do lugar.

Finalmente, eu estava dando um toque do que se sabia antes mesmo do espetáculo começar: Cunha seria condenado. Era a chamada  caçapa cantada.

E, como outrora caí numa armadilha da História e levei décadas para me libertar, sou sempre compassivo em relação a quem, inocente ou culpado, esteja purgando os pecados que todos cometem.

Conheço Osasco, a base eleitoral de Cunha. Sei há quanto tempo ele cultiva o eleitorado local, preparando o grande salto para a prefeitura. Quando chega finalmente a hora, ele é abatido em pleno voo! Este deve ter sido o pior dos castigos para ele.

Torço para que, além do ostracismo, não se chegue ao exagero de impor-lhe prisão em regime fechado, como o noticiário especula.

A prostituta respeitosa não tem moral para ir tão longe, depois de haver   aliviado   para tantos Collors e Malufs. Deixemos a sede sangue para os vampiros e os linchadores.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

MENSALÃO: UM PARÊNTESIS

Atuar nas redes sociais às vezes é complicado para um jornalista.

Acostumamo-nos a reagir imediatamente às novidades. Têm de estar noticiadas, dissecadas, interpretadas  à exaustão na edição do dia seguinte.  Estamos sempre correndo contra o tempo.

Na web, às vezes as pessoas demoram a perceber a relevância de uma ocorrência. Podem até passar batidas por algo que eu divulguei ainda de manhã, só percebendo sua importância depois que o assunto é destacado no noticiário noturno das tevês.

Outro aspecto: passamos a carreira inteira aprendendo a discernir para onde marcham os acontecimentos. Isto é utilíssimo, até vital, no batente de redação. 

E também em lutas como a do Battisti; quem acompanhou meu trabalho dia a dia, sabe que todas as minhas previsões importantes se confirmaram.

Uma aposta arriscada que eu fiz, p. ex., foi a de que o Lula, se a palavra final coubesse a ele, jamais extraditaria o nosso companheiro italiano. Os líderes do comitê de solidariedade avaliaram da mesma forma, daí termos rechaçado todas as propostas de radicalização da luta e hostilização do STF.

Quando arrancamos do Supremo a confirmação da prerrogativa presidencial, suspiramos aliviados. Sabíamos que o resto seria só questão de tempo. E foi.

Os companheiros de outra formação, contudo, tendem a colocar nos seus textos o que querem que aconteça. É sua  torcida  que manifestam, não avaliações perspicazes e realistas.

Várias vezes já me levaram a mal por enxergar um pouco adiante.

Fui, p. ex., o primeiro a manifestar ceticismo quanto à reversão do golpe hondurenho, embora estivesse totalmente contra aquela farsa parlamentar. 

Ou seja, torcia para que o Zelaya fosse reconduzido ao poder. Mas, percebia claramente que, por ele ser um  banana, a resistência fracassaria. 

As quarteladas do século passado me ensinaram tudo que alguém precisa saber sobre tais poltrões. Tenho a certeza de que, se fosse Brizola e não Goulart o presidente, os golpistas de 1964 jamais obteriam êxito sem darem um único tiro.

Os fervorosos bolivarianos escreveram cobras e lagartos a meu respeito. Intimamente sabiam que eu estava certo, mas consideravam necessário heroicizar o bobalhão que se deixou colocar num avião de pijamas e, pouco depois, liderou uma carreata até a fronteira de Honduras, ingressou no seu país... e deu meia volta ao constatar que os militares o aguardavam.

O que ele queria, que lhe estendessem um tapete vermelho? A tal carreata só faria sentido se fosse para deixar-se prender e, com isto, forçar uma atitude mais enérgica da OEA e dos presidentes que lhe eram solidários. Caso contrário, nem deveria  ter sido tentada.

O último desse episódios foi o julgamento do  mensalão.

Tendo acompanhado atentamente as quatro intermináveis sessões relativas ao Caso Battisti, sabia muito bem o que poderia esperar dos ministros do STF sob pressão tão violenta da grande imprensa. Então, antes mesmo do circo começar, eu já sabia que o resultado seria a condenação dos principais réus, e por goleada.

Gato escaldado, não o afirmei tão claramente em artigos, mas cantei esta bola (a condenação por goleada) em resposta a comentários indignados de torcedores em alguns espaços de que participo.

Não deu outra. 

Então, os que tanto tempo desperdiçaram escrevendo textos e mais textos para provar a inocência dos réus e a inexistência do  mensalão, melhor fariam se tivessem adotado a minha linha de argumentação: a de que, sob outros nomes,  mensalões sempre existiram, deveriam ser  todos  igualmente punidos, mas o que comprometia a imagem de Lula e do PT recebeu, desde o primeiro momento, tratamento muito mais severo da mídia; e, depois, também do Judiciário.

Criticarmos o dois pesos e duas medidas fazia sentido. Evidenciarmos a manipulação do PIG, que ora enfoca tais casos de corrupção como pecadilhos, ora como pecados mortais, seria muito educativo. E, já que a derrota era inevitável, mais valia nos a relativizarmos, tirando-lhe peso. Não tentarmos inutilmente mudar o que já estava decidido antes mesmo de o julgamento começar.
 
O mais frustrante é que avaliarmos bem as situações de nada serve  quando não conseguimos tornar útil tal conhecimento (e tais antevisões).

Então, este meu parêntesis não tem o sentido de "Viu? Eu não disse?". Mas sim o de "Pelo amor de Marx, da próxima vez me leiam com a mente aberta!"...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MEU SEGUNDO ADEUS A CEZAR PELUSO...

...é idêntico ao primeiro. Não vejo motivo para alterar uma única palavra do artigo que escrevi no último mês de abril, quando o Supremo Tribunal Federal voltou a ter um presidente de verdade, em lugar do medievalista que perseguia Cesare Battisti como um Torquemada redivivo e decidia questões jurídicas a partir de seus preconceitos religiosos.

Se condenar duramente os réus do mensalão antes de pendurar a toga, Peluso sairá heroicizado pela imprensa burguesa. É o  grand finale  que se prefigura. 

Para mim prevalecerá sempre o conjunto da obra, que me leva a considerá-lo um indiscutível vilão. Já vai tarde.

Cezar Peluso não saiu da presidência do Supremo Tribunal Federal. Despencou.

E, prestes a  não ter mais os holofotes direcionado principalmente para si, quis roubar a cena pela última vez. Conseguiu: acabou conquistando muito mais espaço na mídia do que o digno e discreto Ayres Britto, o novo presidente do STF. Mas, a que preço! Seu canto do cisne soou mais como grasnado alternado de gralha e abutre.

Peluso simplesmente arrancou a máscara, mostrando-se tão megalomaníaco, fanático, rancoroso e mesquinho que o cidadão comum deve estar-se perguntando: como um indivíduo tão desequilibrado pôde integrar a mais alta corte do País?

Desandou a dar entrevistas as mais inconvenientes e impróprias para o posto que ocupou, agredindo um ex-colega, a corregedora do CNJ, uma ministra do STJ, um senador, a presidente Dilma Rousseff.
Ou seja, simplesmente direcionou sua incontinência verbal contra todos os três Poderes. Sorte de Deus que a carolice medieval do Peluso o impediu de atacar também o Todo Poderoso, como às vezes fazem os que têm conceito tão exagerado de si próprios...

Particularmente chocante foi ele haver novamente colocado em dúvida os problemas de saúde do ministro Joaquim Barbosa, considerando-se mais apto para diagnosticar as dores de coluna do colega que o respeitado neurocirurgião Manuel Jacobsen Teixeira. Ir à imprensa trombetear que o verdadeiro problema de Barbosa não seria físico mas sim psicológico (insegurança) foi uma verdadeira aberração moral.

Então, o melhor obituário do finado ministro e presidente do Supremo acabou sendo a resposta de Barbosa:
"As pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STF conservador, imperial, tirânico, que não hesitava em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade. 

Dou exemplos: Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento. 

Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis; não hesitou em votar duas vezes num mesmo caso [salvando Jader Barbalho da condenação e liberando-o para voltar ao Senado], o que é absolutamente inconstitucional, ilegal, inaceitável; cometeu a barbaridade e a deslealdade de, numa curta viagem que fiz aos Estados Unidos para consulta médica, 'invadir' a minha seara (eu era relator do caso), surrupiar-me o processo para poder ceder facilmente a pressões..."
Caberia um acréscimo, que faço por minha conta: como afirmaram na época o maior jurista brasileiro vivo, Dalmo de Abreu Dallari, bem como o também ministro do STF Marco Aurélio Mello, foi totalmente arbitrária a atitude de Peluso, quando não libertou Cesare Battisti tão logo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a última palavra sobre o caso.

Entre a decisão que o próprio STF delegara a Lula e a sessão em que o STF discutiu se a cumpriria ou não, Battisti amargou mais de cinco meses de prisão ilegal.

Eu disse então e repito agora: Peluso apostou que conseguiria alterar o que já tinha sido decidido, assim como ele e Gilmar Mendes haviam mantido Battisti preso depois que o ministro da Justiça Tarso Genro lhe concedeu refúgio.

Nos dois casos houve abuso flagrante de autoridade.

Da primeira vez, conseguiram dez meses depois derrubar a Lei do Refúgio e apagar a jurisprudência, o que serviu como justificativa posterior para a barbaridade jurídica que haviam cometido antes.

Na reincidência, a aposta insensata de Peluso foi rechaçada pelo próprio Supremo por 6x3. Prevaleceu o que Lula decidira em 31/12/2010, de forma que não há atenuante nenhuma para Peluso ter mantido Battisti sequestrado até 08/06/2011.

Deveria responder por isto na Justiça... se o Judiciário não fosse tão condescendente com os crimes dos próprios togados, dos quais a privação injustificada da liberdade de um ser humano, por preconceito do juiz, é um dos mais escabrosos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

CARTA ABERTA (E DESESPERADA!) À PRESIDENTE DILMA

Presidente Dilma,

faz muito tempo --quase 43 anos!-- que nos conhecemos naquele turbulento congresso da VAR-Palmares em Teresópolis, de triste lembrança para mim e, presumo, também para si. Quantos participantes logo não estariam mais conosco, sofrendo mortes que os usurpadores do poder tudo faziam para tornar mais sofridas, pois a força era seu único argumento e eles se viam obrigados a intimidar uma nação inteira!

Estávamos à beira do abismo e não sabíamos. Animados pelas notícias que nos chegavam sobre o sequestro do embaixador Charles Elbrick pela ALN, ainda nos dividíamos em discussões apaixonadas sobre os rumos da nossa luta, como se bastasse discernirmos as melhores linhas de ação para a vitória se tornar viável.

Hoje sabemos que tanto a postura mais moderada dos que permaneceram na VAR (seu caso), quanto a mais radicalizada dos refundadores da VPR (meu caso), conduziam ao mesmo martírio, face à extrema inferioridade de nossas forças.  O poder de fogo acabou prevalecendo sobre a justeza da causa.

Então, visto retrospectivamente, aquele congresso coincide com o início da agonia dos movimentos de resistência que confrontaram o arbítrio no auge do terrorismo de estado em nosso país. A partir de outubro de 1969 vimos as desgraças aumentarem dia a dia, as mortes e prisões se tornando tão frequentes que até temíamos abrir o jornal a cada manhã.

Nós dois, presidente Dilma, descemos ao inferno e dele conseguimos retornar, mas reconstruímo-nos de formas diferentes, sob diferentes circunstâncias. Temos, contudo, em comum o sentimento de débito em relação aos companheiros que tombaram, a percepção de que nos cabe, como sobreviventes de uma epopéia que tragou algumas das pessoas mais idealistas e generosas já produzidas por este país, honrarmos seu sacrifício.

Então, no momento mesmo de sua vitória na eleição presidencial de 2010, eu já escrevia que "a dívida social (...) está muito longe de ser zerada, como o foi o débito com o FMI", daí os votos de que aproveitasse bem "seu grande momento", continuando a ser, no poder, "a aguerrida companheira que, como Chaplin, queria chutar o traseiro dos ociosos; como Cristo, trouxe uma espada para combater a injustiça; e como Marx, pretendia proporcionar a cada trabalhador o necessário para a realização plena como ser humano".

Mais especificamente sobre o fato de o Brasil ser presidido pela primeira vez por quem pegou em armas contra uma ditadura, eu comentei:
"Talvez seja o que estivesse faltando para a superação, de uma vez por todas, das dores e rancores remanescentes de um dos períodos mais sombrios de nossa História.

E para nós, os que preparamos o caminho da amizade, passarmos a ser vistos com mais bondade..."
A referência a uma poesia famosa de Bertolt Brecht e ao tema musical da peça Arena conta Zumbi (dela derivado) tinha um forte motivo: a mágoa que todos os antigos resistentes carregamos, por muitos brasileiros e boa parte da grande imprensa desmerecerem a luta quase suicida que travamos, contra um inimigo bestial e absolutamente sem escrúpulos.

Arriscamos tudo: nossas vidas, nossa integridade física, nossa sanidade mental e nossas carreiras. E vimos nossos entes queridos covardemente retaliados, pois foram também submetidos a torturas, a intimidações, a humilhações, à estigmatização e até a abusos sexuais.

Como a Resistência Francesa, não fomos nós que realmente derrotamos os totalitários. Mas, se os franceses, orgulhosamente, reverenciam aqueles que salvaram a honra nacional, evitando que o país ficasse identificado com os colaboracionistas de Vichy, há brasileiros para quem nada significa termos sido os  filhos seus  (do Brasil)  que não fugiram à luta

Sem os poucos milhares de combatentes que seguimos o exemplo de Tiradentes, a imagem que ficaria dos nossos  anos de chumbo  seria a daqueles emergente deslumbrados com o milagre econômico e preocupados exclusivamente em enriquecer, enquanto as piores atrocidades eram cometidas.

Sei que não estou falando nada de novo para si, presidente Dilma. Acredito, contudo, que não tenha chegado ao seu conhecimento o fato de que a União há muito descumpre a Lei n.º 10.559/2002, cujos artigos art. 12, § 4º e 18 estabelecem a obrigatoriedade de rápido pagamento das reparações retroativas às vítimas da ditadura militar:
§4º As requisições e decisões proferidas pelo Ministro de Estado da Justiça nos processos de anistia política serão obrigatoriamente cumpridas no prazo de sessenta dias, por todos os órgãos da Administração Pública e quaisquer outras entidades a que estejam dirigidas, ressalvada a disponibilidade orçamentária.

Art.18. Caberá ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão efetuar, com referência às anistias concedidas a civis, mediante comunicação do Ministério da Justiça, no prazo de sessenta dias a contar dessa comunicação, o pagamento das reparações econômicas, desde que atendida a ressalva do § 4º do art. 12 desta Lei.
Fica claríssimo que, havendo disponibilidade orçamentária, tais reparações deveriam ser pagas em 60 dias; e que, inexistindo disponibilidade orçamentária no ano em curso, teriam de estar contempladas no Orçamento seguinte.

Tardou demais o Estado brasileiro em oferecer-nos o que, no momento da redemocratização, teria sido um apoio para reconstruírmos nossas vidas extremamente prejudicadas e quase destruídas nos porões da ditadura, bem como pelas perseguições e estigmatizações subsequentes; agora, acaba sendo apenas uma tábua de salvação para termos, pelo menos, velhices tranquilas.

A União, contudo, reescreveu informalmente a Lei n.º 10.559/2002 ao decidir, em 2007, quitar o retroativo em  suaves prestações mensais, até 2014, quando se propõe a zerar o que ainda haja restado do seu débito.

Alguns conseguiram fazer com que a escrita da lei prevalecesse, mediante mandados de segurança. Por um destino insólito, contudo, novamente estou sendo eu a vítima da morosidade, má vontade e  sabe-se lá mais o quê  dos Poderes majestáticos e suas burocracias arrogantes --exatamente como no caso da própria concessão da anistia, que no meu caso acabou se tornando uma pequena epopéia.

Daquela vez foram 50 meses de espera, agora já estão sendo 66. Porque, como cidadão consciente dos meus direitos, não me conformei com o descumprimento da Lei n.º 10.559/2002 ao longo de todo o ano de 2006 e também em 2007, quando finalmente recorri a um mandado de segurança (nº 12.614 - DF - 2007/0022638-1) para receber o que me era devido. Logo depois a União anunciou seu plano de pagamento parcelado.

Meu processo levou inacreditáveis e exatos quatro anos para ter o mérito julgado. Houve até um pedido de unificação de jurisprudência, pois três Câmaras do Superior Tribunal de Justiça davam decisões conflitantes sobre casos idênticos.

Após a Corte Especial ter dirimido as dúvidas e fixado o paradigma a ser seguido, meu mandado de segurança foi reconhecido por 9x0.

A União interpôs um embargo de declaração, exumando um argumento (o de que tal mandado não seria o instrumento jurídico adequado) que o relator anterior, Luiz Fux, já desconstruíra em 2007!

Inacreditavelmente, o relator atual acaba de modificar a decisão unânime do julgamento, fazendo tudo retornar à estaca zero!

O prosseguimento da batalha judicial me deixa em situação dramática, pois tenho muitos dependentes e muitas dívidas, empréstimos contraídos e várias vezes remanejados, e a obrigação de desocupar minha morada até o último dia do ano, pois não tive como aceitar o aumento de aluguel pleiteado pelo locador.

Sou idoso, discriminado no meu mercado de trabalho em função de idade e convicções políticas, e tenho uma criança de quatro anos morando comigo. Do que eu recebo da União depende também o sustento de uma mãe octogenária e a pensão de minha outra filha menor, que vive com a mãe dela.

Considero iníquo e desumano que eu e os meus dependentes estejamos em situação tão dramática quando o que nos faz tanta falta já me foi concedido por lei e assinado pelo ministro da Justiça em outubro/2005!

Então, presidente Dilma, faço-lhe um duplo e desesperado apelo:
  • que reconsidere a questão do pagamento do retroativo para todos os anistiados; e 
  • que determine a seus assessores a busca de uma saída emergencial para a situação terrível a que fui levado pelo trâmite kafkiano do meu processo e a criatividade dos defensores da União para desencavarem filigranas que retardem o cumprimento da lei. 
Tal criatividade deveria, isto sim, servir  para minorar o sofrimento dos seres humanos. É a desumanidade que não precisa nem deve ser criativa.

Esperançosamente,

Celso Lungaretti

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MAIS UMA VOLTA NO PARAFUSO: MINHA SITUAÇÃO SE TORNA DRAMÁTICA!

Estou  em cacos, mas continuarei registrando as evoluções de uma situação que se torna cada vez mais dramática para mim.

Para facilitar a compreensão, recapitularei de novo, antes de entrar no quadro que se apresenta nesta 2ª feira, 27.

Em janeiro de 2006, quando comecei a receber minha pensão vitalícia de vítima da ditadura com lesão permanente causada por torturas em estabelecimentos militares, tinha também direito a uma indenização retroativa, correspondente aos 35 anos transcorridos desde que meus direitos haviam sido violentados pelos usurpadores do poder.

As regras do programa estabeleciam que tal indenização retroativa deveria ser quitada em 60 dias. Não o foi.

Passado um ano sem que nada acontecesse, entrei com mandado de segurança para receber o que me era devido e fazia imensa falta, pois ainda não me recuperara dos prejuízos e dívidas acumuladas em dois anos de desemprego (2004 e 2005) e tenho muitos dependentes.

Logo depois, a União mandou correspondência propondo-se a quitar seu débito em suaves prestações mensais até 2014 quando, no pagamento final, seria saldado tudo que ainda estivesse pendente (no meu caso, aproximadamente metade do que me cabia).

Só que meu processo já tinha sido protocolado e autuado no Superior Tribunal de Justiça, então a proposta chegou tarde demais. Provavelmente eu a teria aceitado, dois meses antes.

Os trâmites foram de uma morosidade exasperante --e aberrante, em se tratando de um mandado de segurança.

Em 2009, o ministro relator pediu à Corte Especial que unificasse a jurisprudência, já que havia três câmaras do STJ  julgando tais processos e elas davam decisões discrepantes.

Só em fevereiro de 2011 o mérito da questão foi julgado. Relatando o caso de acordo com o parâmetro fixado pela Corte Especial, ele decidiu pelo acatamento do meu pedido. Os outros oito ministros acompanharam seu voto.

Como ele se transferiu para o STF,  coube a seu substituto apreciar o embargo de declaração da União, a qual reapresentou argumentação que havia sido rechaçada na primeira decisão tomada sobre o caso, ainda em 2007 (!!!), bem como desconsiderada em vários outros processos submetidos ao STJ.

Incrivelmente, o novo titular acatou a velharia que a AGU, à falta de trunfo melhor, exumou. Sozinho, modificou o que nove colegas haviam sentenciado em consonância com o paradigma definido pela Corte Especial.

Não há base para concluirmos nada sobre o motivo de tão grotesca decisão. Mas, como cidadão, sinto-me extremamente atingido por TÃO FLAGRANTE INJUSTIÇA. E pela SEQUÊNCIA DE INJUSTIÇAS que marca minha passagem pelos tribunais e outras burocracias do Estado (a Receita Federal, p. ex.), sempre me deixando com a pulga atrás da orelha.

Perseguição política é uma hipótese óbvia, mas  há outras, como o fato de que os burocratas arrogantes detestam ser confrontados por quem conhece e sabe defender seus direitos, não se prostrando à postura majestática por eles adotada. Onde a grande maioria se verga à  otoridade, os altaneiros tendemos a ser retaliados.

O certo é que, levando esta pendenga jurídica adiante, inevitavelmente vencerei... mas quando?! Então, minha situação financeira crítica e a necessidade de garantir um lar para minha esposa e filhinha me levaram até a admitir a aceitação desse desfecho cruel e aberrante, desde que ao menos me pagassem de imediato todas as parcelas já recebidas por quem aceitou a proposta da União em 2007.

Nem isto consegui, pelo menos até este instante. Como o prazo para eu apelar de uma decisão que o juiz levou um ano e meio para tomar é de apenas cinco dias corridos, se nenhuma das tentativas desesperadas de hoje resultar, liberarei minha advogada para prosseguir a batalha judicial amanhã e utilizarei todas as vias possíveis e imagináveis para denunciar/protestar contra os que me aprisionaram numa armadilha kafkiana: ouvidorias, OAB, comissões parlamentares, imprensa, cortes internacionais, rede mundial de direitos humanos, etc.

Se me empurram sempre para a luta, só me resta aceitar meu destino.

O HOMEM QUE OS EUA DESTROEM AOS POUCOS: BRADLEY MANNING

Assim como eu (acesse aqui), o valoroso companheiro Carlos Lungarzo avalia que, estando Julian Assange a salvo do pior, agora a situação mais crítica, no Caso WikiLeaks, é a do soldado Bradley Manning: ele vem sendo destruído psicologicamente numa masmorra dos EUA que, torturas excetuadas, é pior ainda que os DOI-Codi's da ditadura militar brasileira.

Recomendando enfaticamente a leitura integral do artigo de Lungarzo, Bradley Manning: vítima do fascismo americano (acesse aqui), reproduzo os trechos principais: 

"Manning está preso numa horrenda masmorra dos EEUU por um delito que, numa sociedade sadia e pacífica seria considerado uma honra: ter ajudado Wikileaks a difundir a verdade sobre os crimes de guerra, assassinatos de civis, massacres de pessoas indefesas e outras violações praticadas pelos invasores americanos em Iraque.

Em realidade, sua participação nos vazamentos de Wikileaks não tem sido provada, mas esse argumento é irrelevante para sua defesa. Se ele não vazou essas informações, é uma vítima. Se ele vazou essas informações, é um herói.

Em ambos os casos merece o maior respeito e a maior solidariedade de todas as pessoas que se consideram humanas, pacifistas e inimigas de qualquer forma de fascismo...

Manning é mantido durante 22 horas por dia, numa cela solitária, sem travesseiro, lençóis nem objetos pessoais desde julho de 2010.

Anistia escreveu ao secretário de defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, pedindo que Manning seja objeto de um trato humano. Nos dias seguintes, ele sofreu restrições e penalidades ainda maiores.

Com o pretexto de que ele está em risco de suicídio foi despossuído das roupas externas e de seus óculos, que são imprescindíveis por causa de sua alta miopia.

Estas restrições foram eliminadas pouco depois, mas ele é ainda considerado como detento de máxima custódia, apesar de não ter qualquer antecedente de violência.

Durante as visitas, ele é algemado nos pulsos e nos tornozelos, uma praxe cruel e sádica, sendo que ninguém consegue fugir o rebelar-se numa prisão de alta segurança, muito menos fazer refém uma visita.

O governo americano está colocando em risco sua saúde mental, pois a cada 5 minutos o pessoal de custódia olha para ele através da janela de sua cela, e controla as barras do xadrez mesmo quando está dormindo.

Os advogados de Manning dizem que todas suas reclamações são ignoradas pelas autoridades.

FAÇO UM FORTE APELO AO PARLAMENTO BRASILEIRO PARA APRESENTAR UM PEDIDO AO CONGRESSO AMERICANO EM FAVOR DE MANNING ONDE SE SOLICITE:
  1. Colocar Manning em liberdade, ou então, mostrar claramente qual é a acusação. Fazer notar ao governo americano que a prisão de Manning está em contradição com a Primeira Emenda Constitucional...
  2. Durante o tempo que ele continue preso, transferi-lo a uma prisão normal e dar-lhe todos os direitos de um detento não acusado, como trabalhar na prisão, estudar, escrever, poder mover-se livremente em seu interior, socializar-se com outras pessoas, não ser algemado, não ser especialmente vigiado, etc."

domingo, 26 de agosto de 2012

O QUE EU FAÇO NO MEIO DESTA ELEIÇÃO?

Apesar de existirem milhares de filmes que podemos baixar na internet, ainda não consegui colar no meu álbum algumas  figurinhas carimbadas. Pacientemente, torno a procurá-las de tempos em tempos, apostando em que algum internauta as acabará disponibilizando para download.

Caso de uma western humorístico que vi há quatro décadas, O que eu faço no meio desta revolução?, dirigido por um mestre do bangue-bangue à italiana (Sergio Corbucci) e protagonizado pelo extraordinário Vittorio Gassman. Como ninguém postou legendas, de nada me adianta o torrent do filme, pois não entendo de ouvido o idioma dos meus avós.

Lembro-me remotamente das agruras do ator que, em turnê pelo México, envolve-se casualmente com a revolução de Villa e Zapata, passa o tempo todo tentando safar-se do imbroglio, mas, no final, a acaba assumindo e, parece-me, tendo morte heróica.

É como às vezes me sinto em relação à campanha eleitoral.

A Folha de S. Paulo mancheteia neste domingo que 64% dos paulistanos querem ver mantida a obrigatoriedade do horário eleitoral em rádio e TV. O horror, o horror!

Nem o fato de que qualquer dia aparecerei durante segundos na propaganda do PSOL (o suficiente apenas para cruzar os braços e encarar os telespectadores...), me faz ter a mais remota simpatia pelo interminável desfile de candidatos patéticos, que sempre relacionei a outra fita italiana, esta uma obra-prima de Ettore Scola: Feios, sujos e malvados (1976, c/ Nino Manfredi).

Para quem vê na política o instrumento para transformar a sociedade, no sentido de despertá-la do pesadelo capitalista e propiciar o advento da "terra da amizade, onde o homem ajuda o homem" (belíssimos versos de um dos temas musicais de Arena conta Zumbi), nada pode ser mais depressivo do que tal demagogia grotesca e delirante, tal toma lá o voto sem quase nunca darem cá a ninharia que prometem, tal carnavalização como forma de chamar atenção, tais ambições pequenas de pessoas idem.

O que o Giannazi, um homem idealista, articulado e de trajetória política exemplar, tem em comum com esses farsantes medíocres, esses Russomannos, Haddads e Chalitas? Nada, absolutamente nada. 

É um Gulliver obrigado a disputar espaço com liliputianos... que, se não conseguirmos tirar leite de pedra, acabarão prevalecendo sobre ele por terem poderosas máquinas partidárias, muito mais recursos financeiros, exposição maior na mídia e no horário eleitoral, mensagens que vêm ao encontro das aspirações dos eleitores aferidas em pesquisas qualitativas, etc.

Tratar uma candidatura como produto tem tudo a ver com a sociedade de consumo; é a linguagem a que o grande público está habituado e condicionado. Quem se propõe a aclarar as consciências ao invés de embotá-las leva enorme desvantagem.

O verdadeiro palco para a esquerda sempre foram  as escolas, as ruas, campos e construções, onde o contato com as massas é direto e dramático, não as telinhas que separam  os homens dos outros homens para que, cada um por si, sucumbam mais facilmente à manipulação e à desumanização. 

Mas, se participarmos do mafuá eleitoral gratuíto é ruim, pior ainda seria se nem esta ínfima brecha aproveitássemos para tentar sensibilizar os corações e despertar as mentes.

Em circunstâncias muito raras e especiais, os Davis conseguem vencer os Golias. Só que, se não formos com nossas fundas para o campo de batalha, nunca saberemos se estávamos ou não diante de uma dessas oportunidades únicas. 

Como disse o Vandré numa canção de homenagem ao Che, "Quem afrouxa na saída/ Ou se entrega na chegada/ Não perde nenhuma guerra/ Mas também não ganha nada".

sábado, 25 de agosto de 2012

JOÃO PAULO CUNHA É CULPADO...

...DE FAZER 
UMA PÉSSIMA 
COMPARAÇÃO 
HISTÓRICA.

Sempre me repugnou julgar outras pessoas.

Os sites fascistas mantêm no ar até hoje uma lorota que companheiros presos devem ter impingido à repressão ao serem torturados: a de que teria sido eu um dos três juízes do tribunal revolucionário a que foi submetido um quadro da VPR. Na verdade, durante a minha militância nem sequer tive ciência da realização de tal julgamento. Só fiquei conhecendo o caso na década passada.

Na minha carreira jornalística, sempre fiz o possível e o impossível para evitar demissões de colegas. Liderando equipes, só uma vez tomei a iniciativa de colocar alguém no olho da rua, mas era caso extremo: a repórter deixara de cumprir uma pauta para ir tratar de assunto pessoal e depois tentou me iludir. Mau desempenho dá para administrarmos, má fé não tem conserto.

Então, não sou eu que opinarei sobre a culpabilidade ou inocência de João Paulo Cunha, um dos réus do julgamento do  mensalão.

Mas, detesto as incorreções históricas, as versões convenientes que vão tomando o lugar da verdade quando são evocados personagens com grandes virtudes e grandes pecados.

Vargas (o mais baixo) também tinha seu Brilhante
Ustra: o terrível Filinto Muller (o mais alto)
Como Getúlio Vargas, que liderou uma mera quartelada (jamais uma revolução!), pilotou uma ditadura de características inconfundivelmente fascistas, era admirador e tentou seguir os passos de Hitler e Mussolini, teve como chefe da polícia política um dos piores torturadores da nossa História, deixou que Olga Benário fosse entregue aos carrascos nazistas... e, lá pela metade de uma trajetória até então das mais negativas, deu uma guinada para a esquerda, assumindo a postura nacionalista que lhe valeu o apoio do PCB e a perseguição dos EUA e seus lacaios.

Hoje a esquerda só lembra do seu  grand finale: ter optado pelo suicídio na iminência de ser derrubado por uma articulação reacionária, deixando a carta-testamento que acabaria por abortar a escalada da UDN e seus aliados fardados rumo ao poder.

Omite, contudo, aquilo que nunca poderemos relevar: as atrocidades de Filinto Muller, a cumplicidade no martírio de Olga, o apoio inicialmente dado aos integralistas de Plínio Salgado (seus parceiros na instalação do Estado Novo)  y otras cosita más...

Memória seletiva nunca foi comigo. Sigo Rosa Luxemburgo: "A verdade é revolucionária".

Jamais deixarei de prestar tributo à dignidade de Getúlio, raríssima nestes tristes trópicos. Cada vez que os Zelayas da vida são enxotados do poder com um pé na bunda (deixar-se embarcar num avião de pijama equivale a isto...) faço questão de lembrar que houve quem preferisse a morte à desonra, como Allende e Vargas.

Mas, daí a retocar o lado ruim de uma biografia vai uma grande diferença. Não estou no ramo da maquilagem.

O   tiro ao corvo   foi desastrado:
acertou também o pé de Vargas.
Foi exatamente o que João Paulo Cunha fez, ao comemorar o voto favorável recebido do revisor Ricardo Lewandowski.

Comparando-se a Getúlio, afirmou que este "se matou porque a elite brasileira, os ricos e poderosos pressionavam e diziam que por baixo do Palácio do Catete jorrava um mar de lama e corrupção".

Menos, Cunha, bem menos. Apenas o  mar de lama  teria sido insuficiente para derrubar Vargas, assim como o  mensalão  foi insuficiente para derrubar Lula.

Ocorre que um primata a serviço de Vargas (mas não por sua ordem) ofereceu numa bandeja o ingrediente emocional de que tanto careciam os direitistas: o chefe da guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato, comandou um asnático atentado ao principal porta-voz dos conspiradores, Carlos Lacerda, no qual foi mortalmente baleado um major da Aeronáutica. O  corvo, por sua vez, safou-se apenas com um tiro no pé.

Aí, com as lágrimas de crocodilo jorrando aos borbotões e os militares enfurecidos, não havia mais como segurar a onda. E Getúlio cumpriu sua promessa de só sair morto do Palácio do Catete.

É este passado que João Paulo Cunha quis trazer à baila?! Está pagando para receber tortas na cara.  Os paralelos possíveis são muitos, e a maioria desfavorável. Alguém pode dizer, p. ex., que um aloprado jogou Getúlio às feras e outros aloprados quase nocautearam Lula...

Quanto ao  mar de lama, nunca deixou de existir na política brasileira. Às vezes convém à direita utilizá-lo como trunfo, às vezes convém à esquerda. Às vezes o mesmo político (Lula) serve-se dele para derrubar um adversário (Collor) e depois é quase derrubado por ele.

Só acabará quando a sociedade não tiver mais como mandamento supremo o enriquecei! capitalista.

Até lá, nós da esquerda deveríamos ocupar-nos das tarefas revolucionárias, não de forçar a troca de mandatários sem que verdadeiramente sejam alteradas as relações de poder; e muito menos de garantir a governabilidade (sob o capitalismo!!!) usando os mesmos métodos dos nossos inimigos de classe.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

QUANDO SÓ HAVIA INJUSTIÇA E NÃO HAVIA REVOLTA

Há muito compenetrei-me não só da inexorabilidade da morte, como de que estou mais propenso a morrer de repente do que a maioria das pessoas, por força das opções que fiz na vida e dos inimigos que elas me granjearam.

Então, às vezes me sirvo deste blogue para deixar registrados alguns episódios importantes da minha trajetória, mesmo os que talvez não conviesse tornar públicos. Opto por garantir que fique uma lembrança das agruras pelas quais passa quem trava o bom combate neste Brasil de Poderes imperiais e cidadãos resignados a todos os desmandos.

Em janeiro de 2006, quando comecei a receber minha pensão vitalícia de vítima da ditadura com lesão permanente causada por torturas em estabelecimentos militares, tinha também direito a uma indenização retroativa, correspondente aos 35 anos transcorridos desde que meus direitos haviam sido violentados pelos usurpadores do poder.

As regras do programa estabeleciam que tal indenização retroativa deveria ser quitada em 60 dias. Não o foi.

Passado um ano sem que nada acontecesse, entrei com mandado de segurança para receber o que me era devido e fazia imensa falta, pois ainda não me recuperara dos prejuízos e dívidas acumuladas em dois anos de desemprego (2004 e 2005) e tenho muitos dependentes.

Logo depois, a União mandou correspondência propondo-se a quitar seu débito em suaves prestações mensais até 2014 quando, no pagamento final, seria saldado tudo que ainda estivesse pendente (no meu caso, aproximadamente metade do que me cabia).

Só que meu processo já tinha sido protocolado e autuado no Superior Tribunal de Justiça, então a proposta chegou tarde demais. Provavelmente eu a teria aceitado, dois meses antes.

Os trâmites foram de uma morosidade exasperante --e aberrante, em se tratando de um mandado de segurança.

Em 2009, o ministro relator pediu à Corte Especial que unificasse a jurisprudência, já que havia três câmaras do STJ  julgando tais processos e elas davam decisões discrepantes.

Só em fevereiro de 2011 o mérito da questão foi julgado. Relatando o caso de acordo com o parâmetro fixado pela Corte Especial, ele decidiu pelo acatamento do meu pedido. Os outros oito ministros acompanharam seu voto.

Como ele se transferiu para o STF,  coube a seu substituto apreciar o embargo de declaração da União, a qual reapresentou argumentação que havia sido rechaçada na primeira decisão tomada sobre o caso, ainda em 2007 (!!!), bem como desconsiderada em vários outros processos submetidos ao STJ.

Incrivelmente, o novo titular acatou a velharia que a AGU, à falta de trunfo melhor, exumou. Sozinho, modificou o que nove colegas haviam sentenciado em consonância com o paradigma definido pela Corte Especial.

Não há base para concluirmos nada sobre o motivo de tão grotesca decisão. Mas, como cidadão, sinto-me extremamente atingido por TÃO FLAGRANTE INJUSTIÇA. E pela SEQUÊNCIA DE INJUSTIÇAS que marca minha passagem pelos tribunais e outras burocracias do Estado (a Receita Federal, p. ex.), sempre me deixando com a pulga atrás da orelha.

Perseguição política é uma hipótese óbvia, mas  há outras, como o fato de que os burocratas arrogantes detestam ser confrontados por quem conhece e sabe defender seus direitos, não se prostrando à postura majestática por eles adotada. Onde a grande maioria se verga à  otoridade, os altaneiros tendemos a ser retaliados.

O certo é que, se pudesse levar esta pendenga jurídica adiante, inevitavelmente venceria. Mas, minha situação financeira crítica e a necessidade de garantir um lar para minha esposa e filhinha talvez me obriguem a engolir um sapo gigantesco, para destravar um processo que, nos tribunais, tende a alongar-se por anos a fio --tempo do qual já não disponho, porque mandados de segurança no Brasil  simplesmente deixaram de cumprir sua função.

Ademais, quem me mandou nascer num país onde a proteção dos caprichos de locadores pesa mais do que os direitos de idosos e de crianças?!

Disse Brecht: "E vós, que vireis na crista da onda em que nos afogamos, pensai também nos tempos sombrios de que haveis escapado... quando só havia injustiça e não havia revolta".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DEPOIS DA PROMISCUIDADE, O CINISMO: HADDAD RENEGA MALUF.

"Não acredito na fulanização do debate. Se cada um for ter que responder pelos outros... Você responde por você, eu respondo pela minha biografia."

A frase é do candidato do PT à Prefeitura paulistana, Fernando Haddad, evitando responsabilizar-se pela biografia (o termo mais apropriado seria ficha criminal) do seu aliado Paulo Maluf.

Haddad só responde pela própria biografia, de ministro trapalhão da Educação, que tornou o Enem um  samba do crioulo doido.

Alguém deveria lembrar-lhe uma das pérolas da sabedoria popular: virgindade perdida não se recupera.

Pessoas decentes não andam aos cafunés e abraços com aqueles que não merecem sua confiança.

Pessoas decentes não esquivam-se de defender aqueles com quem andaram aos cafunés e abraços.

Fez me lembrar um clássico da literatura: O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Sobre o dândi que se dispôs a trocar sua alma pela  juventude e beleza eternas, conservando-se no esplendor enquanto um retrato ia se modificando no seu lugar.

Até que não conseguia mais suportar aquela visão repulsiva, na qual estavam vivamente impressas as marcas da velhice e dos deboches a que ele se entregava. 

Então, Dorian resolveu praticar o bem por alguns dias, acreditando que assim o retrato mudaria para melhor.

Quando foi ver o resultado, constatou que a imagem não só continuava sendo a de um ancião asqueroso, como ainda piorara, passando a evidenciar uma característica antes inexistente: o cinismo.

Para bom entendedor...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A DESPOLITIZAÇÃO DAS ELEIÇÕES É UM ARTIFÍCIO PARA TORNÁ-LAS INÓCUAS

Ao refletir sobre a minha candidatura, cheguei a conclusões mais gerais, que podem servir para todos os candidatos verdadeiramente de esquerda, daí eu estar compartilhando tais reflexões.

O que um vereador de esquerda pode fazer, HOJE, pela cidade de São Paulo?

Apresentar projetos justos e necessários, que são sistematicamente inviabilizados pela maioria de direitistas, reformistas e fisiológicos?

Discursar e votar contra projetos das bancadas direitistas, reformistas e oportunistas, que acabam por ser aprovados, por mais que se escancarem seus defeitos e impropriedades?

Pedir o impeachment do prefeito como ato simbólico, pois, mesmo havendo carradas de razões para o impedimento, será negado?

Então, quais os objetivos de quem é de esquerda e se propõe a ser vereador de São Paulo?

Os imediatos são os de mudar a correlação de forças na Câmara Municipal e contribuir para a eleição de um prefeito de esquerda.

Como fazer isto, igualando-nos aos candidatos de direita, aos reformistas, aos fisiológicos e aos palhaços na forma de fazer campanha? É possível obter sucesso assim? 

Episodicamente, é. Mas, como regra geral, não. Nem, muito menos, é VÁLIDO.

Os outros podem prometer iluminação pública, creches, postos de saúde e outras benesses para os moradores de cada bairro, de cada rua. O  toma-voto-cá-dá-benefício-lá  da política clientelista.

Nós dificilmente teremos como entregar o prometido, enquanto nossas bancadas forem minoritárias.

E, mesmo quando elas são majoritárias, NÃO DEVEMOS, JAMAIS, USAR COMO CARTÃO DE VISITA O QUE NADA MAIS É DO QUE OBRIGAÇÃO. Assim como, em nosso caso, não há mérito, só obrigação, em resistirmos à corrupção e a combatermos. 

A participação na política oficial, para nós, é de ordem tática e não estratégica. Nunca deve obscurecer ou colocar em segundo plano os nossos objetivos de longo prazo e maior relevância. E isto também nos impõe o  DEVER  de nos erigirmos em exemplo vivo dos ideais pelos quais lutamos, mantendo a superioridade moral em todas as circunstâncias.

Para nós, as relações de poder --a luta ideológica, portanto-- têm de vir sempre em primeiro lugar.

Enquanto os direitistas, os reformistas e os fisiológicos jogam poeira colorida nos olhos dos eleitores, cumpre-nos advertir o eleitorado de que:
  • os cidadãos nunca terão tudo de que precisam e tudo que merecem sob o capitalismo;
  • nada do que obtiverem estará garantido sob o capitalismo, pois o quadro sempre poderá ser alterado para atender aos interesses dos poderosos (que o digam os escorraçados pela especulação imobiliária!);
  • muito mais do que uma cidade, o que se faz necessário é mudar um país, pois os grandes problemas da cidade são meros reflexos das distorções que o capitalismo impõe a todo o Brasil.
E nós, candidatos de esquerda, temos de nos desdobrar para cumprir um duplo papel:
  • lutar contra o capitalismo, por um ordenamento da sociedade que concretize os ideais milenares da humanidade (justiça social e  liberdade);
  • defender intransigente e incansavelmente os direitos e o atendimento dos justos reclamos dos munícipes, tudo fazendo para minorar os sacrifícios que o capitalismo lhes impõe, mas nunca esquecendo de deixar bem claro que a solução real e definitiva não é administrativa. É política. É REVOLUCIONÁRIA, enfim!
A burguesia e sua indústria cultural tudo fazem para DESPOLITIZAR as eleições, reduzindo-as a tediosas discussões de questiúnculas administrativas, de miudezas, de meros paliativos. Pequenas reformas na fachada de um edifício condenado e que precisa ser reconstruído desde os alicerces.

Nós só cumpriremos nossa missão de REVOLUCIONÁRIOS se recolocarmos a  NECESSIDADE DE UMA PROFUNDA MUDANÇA  no centro de tudo, seja em eleições nacionais, seja nas estaduais e municipais. É O CAPITALISMO QUE TEMOS DE PÔR EM DISCUSSÃO E EM XEQUE, não apenas as mazelas das respectivas administrações. 

Para começar, é mais do que tempo de voltarmos a utilizar, ORGULHOSAMENTE, a palavra REVOLUÇÃO e de assumirmos, sem eufemismos, que é por ela que lutamos. 

Somos muito mais e muito melhores do que vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores ou presidentes. Somos REVOLUCIONÁRIOS. E se quisermos que os outros nos vejam como somos, temos de começar nós mesmos a nos vermos assim e a nos apresentarmos como tais.

Vencermos ou perdermos eleições, neste momento, é menos importante do que reconquistarmos o  RESPEITO  dos cidadãos.  E isto nós só conseguiremos de peito aberto e com discurso franco.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A TRAGÉDIA DE 1989 PODERÁ REPETIR-SE COMO FARSA NA ELEIÇÃO PAULISTANA

"Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa." (Karl Marx, O 18 de brumário de Louis Bonaparte)

Talvez estejamos prestes a presenciar uma farsa de consequências quase tão funestas quanto a tragédia da eleição de Fernando Collor para presidente da República. Então, vale a pena, primeiramente, recapitularmos o que aconteceu em 1989.

Naquele ano a Agência Estado incumbiu-me de entrevistar os candidatos a presidente da República bem no comecinho da campanha. Fernando Collor aparecia em segundo lugar numa rara pesquisa de intenção de votos feita naquele mês de abril. Nenhum analista político importante apostava um centavo nas suas chances contra Mário Covas, Leonel Brizola, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, etc. 

O consenso era de que, quando a campanha esquentasse, o autoproclamado  caçador de marajás, conhecido apenas no Nordeste, seria desalojado das primeiras posições pelos candidatos que marcavam presença no noticiário político nacional há décadas.

Fui, talvez, o primeiro a desconfiar que Collor não seria  fogo de palha. Era imenso o desencanto com o desgoverno de José Sarney e seus recordes inflacionários que convulsionavam a vida do cidadão comum; e a rejeição se estendia aos outros políticos mais notórios. 

O eleitorado queria uma  nova cara  e Collor atendia a tal expectativa: era desconhecido, carismático e apresentava-se como o guerreiro que teria confrontado com êxito as velhas oligarquias nordestinas. 

E, se a  panca de valente  lhe servia como trunfo em relação ao povão, suas promessas de modernização tecnológica (a Lei de Informática e outros protecionismos travavam nosso desenvolvimento econômico) e  estado mínimo  seduziam parte da classe média.

Os meses foram passando e, ao invés de Collor definhar, passou a ser o líder das pesquisas.

Mesmo assim, os realmente poderosos tentatam alavancar candidatos que lhes seriam mais dóceis, como Aureliano Chaves, Guilherme Afif Domingos e até Mário Covas. Tinham um certo receio daquela incógnita que vinha da periferia do sistema e queria impor-se a ele. Temiam, com razão, que se revelasse um novo Jânio Quadros, imprevisível e destrambelhado.

Mas, nenhuma das opções tentadas colou. A grande imprensa passou, p. ex., umas duas semanas privilegiando um Afif Domingos, com enormes entrevistas nos jornais, exposição privilegiada na TV, matérias de capa nas revistas; era o  candidato do momento. Mas, quando as pesquisas não revelaram um crescimento significativo, direcionou seus holofotes para Covas, igualmente em vão. Então, curvando-se à evidência dos dados, em agosto o sistema optou por Collor como seu paladino para derrotar a esquerda.

Na outra trincheira também uma  nova cara  se impôs. O fantasma que assombrava os poderosos desde que ficaram evidenciados o fracasso e a exaustão da ditadura militar era Brizola. Foi por temerem sua eleição, dada como certa, que manobraram para impedir a aprovação da emenda Dante de Oliveira, favorecendo, em seguida, a eleição indireta de Tancredo Neves (os parlamentares da bancada governista liderados por José Sarney foram, e não por acaso, o fiel da balança nas duas votações, daí ele ser recompensado com a vice-Presidência na  Nova República  que já nasceu velha...).

Mas, no frigir dos ovos, foi Luiz Inácio Lula da Silva quem conquistou a vaga para o 2º turno, ao obter 454 mil votos mais do que Brizola (em termos percentuais, o primeiro ficou com 16,08% e o segundo com 15,45%).

Depois de apostar suas fichas em Collor já no 1º turno, levando-o a obter sozinho tantos votos quanto Covas, Maluf, Afif, Ulysses Guimarães e Aureliano Chaves somados, a direita jogou mais pesado ainda no 2º turno, garantindo-lhe a vitória... e condenando o Brasil à turbulência collorida e à mediocridade de Itamar Franco.

O CAVALO DE TRÓIA DE EDIR MACEDO

Há óbvios pontos de contato com a eleição paulistana de 2012, como a saturação com o domínio muito prolongado e cada vez mais estéril dos tucanos e seus aliados no estado e na cidade de São Paulo, bem como o desalento do cidadão comum com a política e os políticos (mais ainda porque a campanha começa quando o principal assunto do noticiário é o julgamento do mensalão).

Então, como Collor em 1989, a  nova cara  (Celso Russomanno) surpreendeu nas pesquisas iniciais ao aparecer na segunda colocação e mais ainda agora, ao assumir a ponta. Quem dava como favas contadas que ele seria  fogo de palha  começa a ficar com a pulga atrás da orelha.

Uma diferença importante é a que, por enquanto, não há um espectro da esquerda que assuste tanto o sistema quanto Brizola e Lula em 1989. O único que poderá desempenhar tal papel é Carlos Giannazi, se deslanchar.

Mas, a persistir o esvaziamento de José Serra, poderemos chegar a uma situação em que a disputa se decida entre Fernando Haddad e Celso Russomanno.

Como se percebe um nítido empenho dos poderosos e sua indústria cultural em esvaziarem Lula, favorecendo uma candidatura de Dilma Rousseff à reeleição (para começarem a torpedeá-la no dia seguinte à sua homologação pelo PT...), podemos temer, sim, que eles pavimentem o terreno para Russomanno chegar à Prefeitura. A derrota do seu  bebê de proveta  seria o golpe de misericórdia nas aspirações presidenciais de Lula.

Mas, se Russomanno repete Collor quanto a ser uma  nova cara  e ter dotes de bom comunicador, não é messiânico nem arrojado. Trata-se de um oportunista de voos curtos, ligações/episódios nebulosos (ver aqui) e um histórico legislativo de projetos disparatados (ver aqui).

Em termos pessoais, dele só há a temermos que venha a ser outro prefeito lacaio do grande capital e patético como Gilberto Kassab.

Mas, sua eleição aumentaria em muito o poder de fogo político da Igreja Universal do Reino de Deus e outras  empresas  dedicadas à exploração da fé.

O papel extremamente nocivo dessas bancadas evangélicas devotas do bezerro de ouro evidencia-se cada vez mais: satanização dos cultos afro-brasileiros, perseguição aos gays, campanhas extremadas e obscurantistas contra o aborto, reacionarismo (foram elas, p. ex., que condicionaram a aprovação do projeto da Comissão da Verdade à não participação de vítimas da ditadura)... e, claro, fisiologismo escancarado.  

Então, a eleição de Russomanno não seria, talvez, uma tragédia. Mas, leva todo jeito de, lembrando uma velha comédia macabra com Boris Karloff e Vicent Price, vir a tornar-se uma  farsa trágica.

domingo, 19 de agosto de 2012

SÓ FALTA PENDURAREM O DIPLOMA DE OTÁRIO NA PAREDE...

O que você vê na foto, um jovem futebolista que, num jatinho disponibilizado por seu clube, faz longa viagem para defendê-lo no Campeonato Brasileiro, 28 horas depois de ter atuado num amistoso da Seleção ?

Foi assim que a imprensa noticiou, alguns elogiando a abnegação de Neymar, outros recriminando o sacrifício que o Santos lhe impôs. 

Tudo errado. Na verdade, a foto mostra um garoto-propaganda no desempenho do seu ofício, conforme esclareceu o blogue do Milton Neves:
"Neymar veio de jatinho de Estocolmo para Florianópolis não por amor ao Santos ou por pressão de seus patrocinadores que não pagaram a viagem do menino prodígio.
O jogo era algo desimportante pro  Peixe, em nada alteraria as doze campanhas publicitárias estreladas e já gravadas por ele na TV e não houve também 'exploração física' de Neymar.
Houve apenas a 'coincidência' da Labace, a Feira Internacional de Jatos Executivos que rola em São Paulo.
Neymar veio em jatinho que seria exposto na feira e que viria vazio 'batendo lata', mas com o compromisso – remunerado ou não – de se fotografar na cama da aeronave, colocar no twitter e gerar o que chamamos no mercado publicitário de 'mídia espontânea'".
Se os jornalistas humilhados pela tabelinha Labace-Neymar tivessem um mínimo de dignidade profissional, denunciariam que o gol promocional foi irregular.

Antigamente, cairíamos de pau em cima dos espertinhos e do farsante.  Hoje, com a honrosa exceção do Milton Neves, os coleguinhas só faltou emoldurarem e pendurarem na parede seu  diploma de otário...

sábado, 18 de agosto de 2012

FALTA SALVARMOS BRADLEY MANNING, O ÚLTIMO HERÓI ESTADUNIDENSE

É alvissareiro e reconfortante que a tramóia contra Julian Assange esteja dando com os burros n'água. Outro Cesare Battiti foi arrancado das garras dos inquisidores. Devemos nos orgulhar --e muito!-- destas vitórias improváveis que estamos conseguindo obter, contra as piores forças políticas do planeta e a incessante lavagem cerebral efetuada pela grande imprensa.

Mas, no Caso Wikileaks, falta ainda a tarefa principal: salvarmos Bradley Manning da destruição psicológica a que o estão submetendo. Não podemos descansar enquanto ele estiver em prisões militares que mais parecem masmorras medievais.

Para reavivar a memória dos companheiros, eis o artigo que escrevi sobre ele há 15 meses, O heróico Bradley Manning está sofrendo terríveis retaliações. Nada mudou. Continuamos devendo-lhe esforços mais incisivos, proporcionais ao extraordinário serviço que ele prestou à causa do resgate da verdade, com depreendimento, arrojo e coragem. 

A ISTO ficou reduzido...
Os filmecos de tribunal com que Hollywood fetichiza a justiça estadunidense são uma comprovação da frase de Joseph Goebbels, de que, de tanto se martelar uma mentira, ela acaba passando por verdade.

É claro que, em meio a centenas (quiçá milhares, incluindo os seriados de TV) de fitas medíocres e enganadoras, podemos pinçar  alguns clássicos, a cumprirem o papel de exceções que só servem para confirmar a regra. 

De pronto, lembrei-me de 12 homens e uma sentença (1957) e O Veredicto (1982), do grande Sidney Lumet; O sol é para todos (1962), de Robert Mulligan; Testemunha de Acusação (1957), de Billy Wilder; Anatomia de um crime (1959), de Otto Preminger; Julgamento em Nuremberg (1961), de Stanley Kramer; e Justiça para todos (1979), de Norman Jewison.

Acrescentados os que não me tenham ocorrido, os salvos do incêndio deverão totalizar uma dezena, no máximo duas. O resto não passa de tralha cinematográfica mesmerizante.

Eu era muito jovem quando, lendo A tragédia de Sacco e Vanzetti (1953), de Howard Fast, cai na real: o grotesco linchamento com tinturas legais dos dois anarquistas italianos era a realidade; e a infabilidade das sentenças estadunidenses, na qual seriados como Perry Mason tanto nos queriam fazer crer, não passava de  piada de mau gosto.

...este saudável soldado de 23 anos.
Depois, ao longo da minha vida adulta, fui tomando conhecimento de muitos outros exemplos, com destaque para as aberrações jurídicas do macartismo e para o premeditado assassinato de dois pobres  laranjas  (o casal Rosenberg) como bodes expiatórios de um delito cujos principais responsáveis só poderiam ser cientistas.

A partir do atentado contra o WTC, multiplicaram-se as arbitrariedades contra os acusados que os EUA despejaram no centro de torturas de Guantánamo, para tratá-los como animais longe das vistas de seus respeitáveis cidadãos.

Graças ao heróico soldado Bradley Manning, que forneceu ao Wikileaks as provas dos podres, o mundo ficou sabendo, p. ex., que cerca de 150 pessoas inocentes ficaram presas durante períodos variáveis (até por vários anos) em Guantánamo, sem julgamento nem nada, apenas por terem a ascendência errada ou haverem sido encontradas perto do lugar errado e na hora errada, sem nenhum motivo concreto respaldando as suspeitas de envolvimento com ações terroristas.

É a razão de estado falando mais alto do que a justiça e os direitos humanos -- exatamente a acusação que os EUA sempre fizeram aos países do chamado  socialismo real. Nada como um dia depois do outro.

O CALVÁRIO DE MANNING 

E, por haver escancarado a nudez do rei, o próprio Manning está sofrendo terríveis retaliações -- como, aliás, sempre aconteceu nas ditaduras apoiadas pelos EUA no mundo inteiro. O serviço sujo volta a ser feito também em casa.

É esta a face que o império mostra para os que ousam confrontá-lo ou atingir seus interesses; o dr. Jekyll não precisa de poção nenhuma para virar mr. Hyde.
Sim, passada a eleição, ele pode...
dar uma banana p/ direitos humanos

Porque, na verdade, é monstruoso em sua essência e benigno apenas na aparência forjada e impingida pela indústria cultural.

Estes trechos de uma notícia deste domingo (1º), que Andrea Murta enviou de Washington, dão uma boa idéia da malignidade do monstro:
"Durante o tempo encarcerado, Manning, 23, foi submetido ao que seus defensores classificam como punição extrema pré-julgamento.
O soldado ainda não teve sua primeira audiência, agendada para ocorrer em junho e ficou confinado em solitárias, sem exposição à interação humana, a exercícios e à luz do sol.

Na semana passada, ele finalmente foi transferido para uma prisão no Kansas, onde poderá conviver com outras pessoas.

...segundo o 'Free Bradley Manning', uma rede de apoio que paga a defesa do soldado, há várias razões para maus-tratos.

A primeira seria que os militares sabem que o caso contra Bradley não é tão forte quanto anunciam e, caso ele seja inocentado, querem garantir alguma punição que sirva de  alerta  a outros no futuro', disse (...) Jeff Paterson, porta-voz do grupo.

O ex-porta-voz do Departamento de Estado PJ Crowley (...) disse que o tratamento dado a Manning é 'ridículo, contraproducente e estúpido'. Ele renunciou pouco depois.
 O presidente [Obama] também sofreu o constrangimento de ver um ex-professor assinar um manifesto de juristas criticando as condições da detenção. Um representante da ONU foi outro a protestar.
Paterson diz que o soldado já não é o mesmo. 'Quando recebe visitas, leva um tempo até que a parte do cérebro ligada à interação social volte ao normal e ele se lembre de como conversar. Isso não faz mais parte de sua rotina.'"
O martírio do último herói estadunidense está prestes a completar um ano. Para quem quiser saber o que ele sofreu durante os (felizmente findos!) 11 meses de detenção no DOI-Codi... quer dizer, numa base dos fuzileiros navais na Virgínia, recomendo a leitura de A prisão infernal de Bradley Manning.
Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abap Abel Ferrara Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adolfo Pérez Esquivel Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU AI-5 aiatolá Khomeini AIG ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Ala Vermelha do PCdoB Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Alan Woods Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Alvaro Uribe Amaral Netto Amazonas Américo Fontenelle Amicus Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi André Esteves André Lara Resende André Mauro Andre Ristum André Rocha André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Angela Davis Ângela Maria Angela Merkel Angelino Alfano Ângelo Goulart Villela Angelo Longaretti Angra Anibal Barca Aníbal Silvany Filho anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn Antígone Antoine Lavoisier Antonio Cabrera Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antônio Fernando Moreira Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gaudi Antonio Gramsci Antonio Hamilton Mourão Antônio Maria Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo Art Garfunkel artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui Atahualpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado de Bolonha atentado de Saravejo atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto Cury Augusto dos Anjos Augusto Nunes Augusto Pinochet Aureliano Chaves Auriluz Pires Siqueira automobilismo autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco Santos bancos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil BBC History Channel beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Bete Mendes Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro bisbilhotice Bispo Fernandes Sardinha bitcoin black blocs Black Friday blitzkrieg blog Os Divergentes blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bob Woodward Bobby Sands Bocage boimate bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Bonifácio de Andrada Boris Casoy Boris Karloff bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Bradesco Bradley Manning Bram Stoker Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brics Brigadas Vermelhas brigadeiro Eduardo Gomes Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Andrade Góis da Silva Bruno Carazza dos Santos Bund Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Polvorelli cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Camili Cienfuegos Camões Campeonato Brasileiro Campo Salles câncer candomblé cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Capinam capitalismo capitalismo de estado capitalismo liberal capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães Caravaggio Cardeal de Richelieu Carl Bernstein Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Castañeda Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Fernando dos Santos Lima Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Reichenbach Carlos Rutischelli Carlos Saura Carmen Costa Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta ao Povo Brasileiro Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Casagrande casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André Caso Watergate cassação Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catalunha Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Ceará Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso da Rocha Miranda Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares Cenimar censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso CGU chacina de Ribeirão Pires chacinas Chael Charles Schreier Chapecoense charlatanismo Charles Bronson Charles Chibana Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Fourrier Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Lopes Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Choi Soon-il Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane cine Belas Artes Cinecittà cinema cinema marginal circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes Clarice Linspector classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Lembo Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ cobaias cobaias humanas Código Hays Colé colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comissão Interamericana de Direitos Humanos complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classes Condepe Congresso em Foco Congresso Nacional conspiração constrangimento ilegal cônsul Nobuo Okushi consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura Contran convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Coréia do Sul Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã Correios corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Corumbá Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music Coutinho CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crise da subprime crise do subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque Cristóvão Colombo crítica e autocrítica Crítica Radical crônica Cuba curandeirismo Curió CUT Cya Teixeira d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dagobah Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David C. Mitchell David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa democracia-cristã Demônios da Garoa Denatran dengue Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desembargador Abel Gomes desemprego desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem despoluição do Tietê desqualificação Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia da Pátria Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Diane Keaton Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff dinheiro Dino Buzzati Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina ditadura militar dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domingo sangrento Domingos Dutra Domingos Jorge Velho dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dops Dorival Caymmi Douglas Fairbanks DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dulce Pandolfi Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgard Leuenroth Edgard Rice Burroughs Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Azeredo Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Mahon Eduardo Moniz Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden Edwin Sutherland efeito estufa Egberto Gismonti Egito Ehrenfried von Holleben Eike Batista Eisenstein El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Elio Petri Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Eloísa Samy Elomar Elvira Lobato Elvis Presley Elza Soares Em Tempo Emanuel Neri embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emilio Estevez Emílio Fontana Emílio Médici Emílio Odebrecht Emir Sader empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernst Jünger escândalo Proconsult Escola Base escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescente Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização ET de Varginha ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Eugène Delacroix Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugenio Evtuchenko Eugênio Gudin Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Evaristo da Veiga evasão de divisas Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Carille Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook Falha de S. Paulo falha técnica falsificação da História falta d'água falta de creches fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Macedo Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa feminismo Ferenc Puskás Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando brant Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Pomarici Fernando Rodrigues Ferreira Gullar festas juninas festivais da Record feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Filipinas Fillinto Muller filme O Jovem Karl Marx filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical Ford forma-valor Foro de São Paulo Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco Alves Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Manuel da Silva Francisco Rocha Franco Montoro Franco Nero Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação João Mangabeira Fundação Perseu Abramo fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gabriel Garcia Marque Gabriel Jesus Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman General Maynard General Motors Gengis Khan genocídio George 5º George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Bidault Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilles Lapouge Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Gleisi Hoffmann Glesi Hoffmann GloboNews Glória Kreinz Goethe Goffredo da Silva Telles Jr. Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo Gonzaguinha Google Google Earth Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Rasputin Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo Guam Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra do Vietnã guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Afif Domingos Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord Gylmar dos Santos Neves H. G. Wells H. P. Lovecraft habitação hackers Hamas Hamilton Almeida Hammer Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Houdini Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena Chagas Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henning Mankell Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolato Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fielding Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Howard Fast Hugo Carvana Hugo Chávez Human Rights Watch Humberto Costa humor Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural indústria da multa Inês Etienne Romeu inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Italo Mereu Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jadson Jaguar Jaime Guzmán Jair Bolsonaro Jair Marchsini Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairo Nicolau Jairzinho James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stuart Mill James Wright Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards JBS Jean Cocteau Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerry Lewis Jerusalém Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull jihadismo Jim Capaldi Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat Joan Miró João Amazonas João Baptista Figueiredo João Batista de Andrade João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Grandino Rodas João Havelange João José Reis João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joelmir Beting Joesle Batista Joesley Batista jogador Romero Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Reed John Steinbeck John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Adoum Jorge Amado Jorge Ben Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Araújo da Nóbrega José Arbex Jr. José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Saramago José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Josemaría Escrivá Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jotabê Medeiros Jovem Pan Joyce Juan Goytisolo Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Marcelo Bretas juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Juliana Lungaretti Júlio Bressane Júlio Cesar Júlio Lancelotti Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Karl Polanyi Kátia Abreu Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura las locas de la plaza de mayo Latam Laudo Natel Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Jae-Yong Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca leis especiais da Itália Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Amorim Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberalismo liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento Lindbergh Farias Lino Sabbadin Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi Lira Neto lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Livro dos Heróis da Pátria Lluís Llach Lobão Loreena McKennitt Los Hermanos loterias Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Luciano Huck Lúcio Flávio Vylar Lirio Lúcio Funaro Lucky Luciano Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luis Vicente León Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Cancellier Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luíza Erundina Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson má fé macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maio de 68 maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcelinho Carioca Marcello Mastroianni Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Leite Marcelo Miller Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio França Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Altberg Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Brutus Marco Feliciano Marco Licínio Crasso Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nunes Filho Marcos Troyjo Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Schneider Maria Vitória Benevides Marie Le Pen Mariel Mariscot Marilene Rosa da Silva Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marina Silva Marine Le Pen Marinha Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mario Carroza Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mario Puzo Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Mário Wallace Simonsen Marisa Letícia Marisa Monte Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr Masp massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul Michael Burawoy Michael Jackson Michael Roberts Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Platini Michel Temer Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel de Cervantes Miguel Jorge Miguel Urbano Rodrigues Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro militarismo Millôr Fernandes Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta Miro Teixeira miséria missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia Mitsubishi MMA MMDC Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopólio da comunicação monopolização Monteiro Lobato Montesquieu Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária moralismo rançoso Moreira da Silva Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi muçulmanos Muddy Waters Muhammad Ali multas para pedestres Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Naná Vasconcelos Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão Nasser Nat King Cole Natal Natal mercantilizado Natalie Cole Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson de Sá Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo neonazismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neto Neusah Cerveira Neville D'Almeida Newton Cruz Newton Rodrigues Neymar Nicola Sacco Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton de Albuquerque Cerqueira Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Norbert Hofer Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA Nuno Crato O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela obscurantismo Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Oded Grajew Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes OEA Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Olívia Byington Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Pajuçara Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva Osório Duque Estrada ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Oto Glória Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck Pablo Escobar Pablo Ortellado Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira Paes Landim país basco palestinos Palhinha Palmares Palmeiras Pan 2015 Panair do Brasil Pancho Villa Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Papai Noel Paquistão Paraguai Paraná parasitismo Paris Park Geun-hye Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patria y Libertad Patrick Mariano Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini Paulo Villaça PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Cardoso da Costa Pedro Cinemaxunga Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Fry Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierluigi Torregiani Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo Portal da Transparência porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga Priscila Pereira privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto Proteger Pronatec propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSOL PSTU PT PTB publicidade Publio Lentulus Cornelius PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner rainha da Inglaterra Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raoul Peck Raquel Dodge Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows Rean Alcir Nunes da Silva recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Democrática Rede Globo redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renan Filho Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Mrtinelli René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo de Aquino Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Saud Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Rick Falkvinge Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rio 16 Rio 2016 Rio de Janeiro Rio-2016 Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Fripp Robert Graves Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Avallone Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Mader Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Williams robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Duterte Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Rocha Loures Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla Rolando Astarita rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romero Jucá Romeu Tuma Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Parks Rosa Weber Roseana Sarney Rosi Campos Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Castro Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruth Cardoso Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Sansung Santa Claus Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Nicolau São Paulo São Paulo antiga São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima saúde sci-fi Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo segregação racial Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro Sepúlvedra Pertence sequestro Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sérgio Rodrigues Sérgio Silva Sergio Sollima serial killer Severino Cavalcanti sexo casual Seymour Melman Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shifter Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Muller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Sílvio Poggi Nunes Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir sinalizador Sinclair Lewis Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sisa Sísifo sistema solar sites fascistas Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa sociedade de consumo Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus spread stalinismo Standard & Poor's Stanislaw Jerzy Lec Stanislaw Ponte Preta Stefan Zweig Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suécia Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tzu Super Bowl SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores Tácito tacocracia tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tasso Jereissati Tata Martino taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Guardian The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Edison Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tom Jobim Tom Zé Tomasso Buscetta Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Osanah Toquinho Torino Torquato Jardim Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga trânsito transposição Tratado de Versalhes Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Trotsky Troy Davis TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi U2 udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UNE Unesco União Europeia Unibanco Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura utopia Vagner Freitas Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valerio Zurlini Valor vandalismo Vandeck Santiago Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Veja vemprarua vendeta Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle vodu Volkswagen Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wagner Moura Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Silva Walther Moreira Salles Warren Beatty Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Waack William Wollinger Brenuvida Willy Brandt Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Wimbledon Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zygmunt Bauman