quarta-feira, 23 de junho de 2010

TUDO QUE É SÓLIDO SE DESMANCHA NO AR

Dunga é caso para terapeuta, não exemplo a ser admirado.

Como jogador, nunca passou de um carregador de piano, que transpirava para que os inspirados brilhassem.

Necessário, sim, mas sempre um coadjuvante; a cada triunfo em que a torcida só tinha olhos para os craques, uma frustração acumulada.


Aí, no malfadado Mundial de 1990, teve a desgraça de ser escolhido pelos torcedores como símbolo dos jogadores limitados que Maradona fulminou com seu único lampejo.

Havia muita maldade no apelido dado àquela campanha frustrada, Era Dunga. Eu mesmo sentia pena dele, pois não tinha culpa nenhuma de fazer parte de uma Seleção mal convocada e mal esquematizada por Sebastião Lazaroni.

Faltou o craque.

Faltou Neto, que estava no seu esplendor e, mesmo sem ser Maradona, poderia dar o toque de criação e imprevisibilidade que tanto faltou ao Brasil.

Foi impressionante a força moral com que Dunga se reergueu do verdadeiro massacre que sofreu por parte de torcedores & mídia.

Infelizmente, não soube transcender suas agruras: nunca mais deixou de ser um homem em guerra contra o resto do mundo.

O que lhe foi vital para superar aquela provação, passou a ser um estorvo depois que deu a volta por cima.

Tosco é o adjetivo mais repetido nos textos escritos a seu respeito por quem sabe das coisas. Não só os bons jornalistas (que os há, sim!), como também Tostão, craque da bola e do teclado.

E, por ser tosco e preconceituoso, não recorreu a um analista para libertar-se do peso dos traumas que amargou no passado. Deveria.

Então, ao ser pinçado para a função de treinador do Brasil por uma escolha estapafúrdia da CBF, conseguiu até sair-se bem durante as eliminatórias, quando convivia pouco com o grupo de jogadores. Boleiro geralmente se entende com outros boleiros.

Veio a Copa e suas idiossincrasias começaram a se revelar desastrosas.

O preconceito contra os descontraídos e os craques (geralmente as duas características vêm juntas) o fez preterir jogadores que eram verdadeiras unanimidades entre os que entendem de futebol: Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso, Roberto Carlos e Neymar.

Depois, impôs uma rigidez militar ao que deveria ser apenas e tão somente um grupo de esportistas, separando-os até das famílias.

Fez Robinho protagonizar um humilhante ato de arrependimento público.

Criou um totalmente desnecessário clima de guerra com a imprensa.

O resultado não se fez por esperar. Já na segunda partida, havia um jogador descontrolado em campo, pedindo para ser expulso. Justamente aquele que deveria ser o cérebro da equipe.

Para piorar, Dunga, em vez de comemorar a vitória e a classificação precoce, fez da coletiva da Fifa um acerto de contas pessoal.

Seguindo o mau exemplo do comandante, veio agora Kaká aprofundar o fosso entre jogadores e jornalistas, fazendo uma acusação irresponsável contra Juca Kfouri.

Não houve mesmo maldade nenhuma por parte do Juca, quando exaltou o sacrifício de Kaká, por estar jogando com fortes dores.

Foi até uma maneira de desculpá-lo pela insensatez da última partida, quando nos jogou para o topo do ranking dos países com mais jogadores expulsos em Copas do Mundo (ao lado da Argentina).

Um dos nossos profissionais mais experientes em psicologia esportiva adverte que os jogadores estão com os nervos à flor da pele, por conta da liderança negativa de Dunga. Sabe-se lá o que mais vai acontecer.

É preocupante, p. ex., que o habitualmente sereno Lúcio esteja toda hora se mandando para o ataque, em momentos da partida que ainda não justificam o desespero. Adversários mais categorizados saberiam aproveitar os espaços que ele deixa lá atrás.

"Tudo que é solido se desmancha no ar", disse Marx (o Karl mesmo!).

Tenho a desagradável sensação de que o Brasil começa a se desmanchar. Espero estar errado.

14 comentários:

wilson cunha junior disse...

Dunga é a Geni da vez. Lamentável.

Celso Lungaretti disse...

Como eu disse, o Dunga é apenas o cara errado no lugar errado.

A culpa do fracasso será de quem o colocou lá, sem levar em conta sua inexperiência e falta de equilíbrio para lidar com certas situações.

Só espero que as coisas não acabem tão mal para nós como acabaram para a França, cujo técnico era um autoritário teimoso e pirracento igualzinho ao Dunga.

Um abração!

Naty disse...

Sinceramente, essa tua nêura com o Dunga parece até coisa pessoal, coisa boba isso, se ele é turrão e ignorante com a imprensa, o que dizer do que tu escreve sobre ele?

Celso,tu não conhece a pessoa Dunga, na verdade acho que esquece que ele é um ser humano, creio que a grande maioria esquece isso, eu tive e tenho o prazer de poder conviver com ele, por ele ser vizinho e amigo do meu tio, pena ver que alguém tão inteligente e culto se dá ao ponto de escrever tantos absurdos quanto os que li aqui sobre o técnico da nossa seleção.

Nao acho que tu torça contra o desmanche da seleção, pelo contrário, acho que tu é um dos que torce pelo fracasso só para depois poder dizer "eu não disse?"...isso é pura picuinha, me desculpe.

Até política tu já misturou com futebol, só pra ti ver o absurdo que isso se tornou.

Já tá chato e já encheu.

Roberto São Paulo disse...

Pelo jeito você é melhor como crítico de cinema do que como analista de futebol. rsrs

Vamos lá...

Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos: dois baladeiros que há muito jogam apenas com o nome e não têm, mais nenhum ambição séria com o futebol de onde já tiraram mais do que o suficiente para viverem como nababos por resto da vida.

Paulo Henrique Ganso e Neymar: Dois quase juvenis que mal conseguiram ganhar um paulistinha em coma do mais que modesto Santo André. E o Ganso foi operado em plena época da copa do mundo.

Dunga pode ser tosco e que mais vc quiser, mas só de ter acabado com aquela farra eterna em que se converteu a "concentração" e os "treinos" da seleção na copa passada - uma verdadeira palhaçada já merece o respeito de todos.

E os títulos que conquistou prova isso.

Ter acabado com os privilégios da dona Rede Globo que costuma mandar até nos presidentes deste país só o engrandece aos meus olhos, independente de ganhar ou não a copa do mundo.

Ayrton disse...

Boa Celso,agora diz aí que o Escobar devia ser mais respeitado pelo muito que fez pelo Brasil e pelo Futebol.
Jamais o dunga tão minusculo poderia sequer olhar-lhe nos olhos.

Derli disse...

Agora entendi, Lungareti.
Tu és o "cara" que assina os editoriais do globo.
Tu és o puxassaco do PiG.
Tome vergonha.
Não estas acostumado com gente de personalidade.
Tu gostas é de capachos.

joao disse...

Fala sério!! Quase não acredito que tenhas escrito isso ai em cima!. Não sou admirador da forma como Dunga arma a seleção ms indiscutivelmente vem vencendo todas. E não dando a menor bola para a Globo que sempre mandou em todas as seleções do Brasil. Basta lembrar o que fizeram na Alemanha em boates, nos treinos etc. Quanto aos jogadores... bem ele tem que levar em quem confia, em quem, no modo de ver dele, coresponde ao que pretende e a seleção até hoje tem sido vitoriosa. Ronaldinho Gaucho? Pelamordedeus não posso esquecer o cara que alem de não jogar nada na Alemanha quando da eliminação do Brasil voltou no mesmo dia a Barcelona e a noite , conforme o noticiaio, estav numa festa em uma boate! Depois só festa a ponto do Barcelona ter tanquilqmente dispensado o cara. Provavelmente o Dunga seja até mesmo reaça mas para a seleçõ é, no momento, o cara certo.

Marcos A. Rondineli disse...

Ah, não, amigo, aí você está complicando a minha área.
Agradeço-te, sem palavras, duzentas valem, mas:
""Tudo que é solido se desmancha no ar", disse Marx (o Karl mesmo!)."
Essa, se foi uma sátira o teu estilo o mais forte, me caiu bem para lembrar que meus amigos físicos que disseram que o sólido, opostamente ao que você trouxe de Marx, só se desmancha na ausência do ar, na fuga do oxigênio, quero dizer. Karl Marx pregava o oposto da realidade, no assunto física, que fique claro. E, se não entendia de física, não podia mesmo estar certo, por melhor intencionado que tenha de fato sido, porque quem não entende de física pode não ter entendido bem a sociedade. E sou capitalista, sem dúvida.
Se foi uma ironia, para falar do Dunga, até reconheço, faço até minhas suas primeiras palavras, mas... vale sempre a máxima, e também me parece que é dele: "o importante é vencer".
E ... até agora, ao que me conste, é só o que tem feito.

Celso Lungaretti disse...

Naty, meu problema com o Dunga é o mesmíssimo que eu tinha com o filme "Tropa de Elite": sou visceralmente contra tudo que reforce as posturas autoritárias em nossa sociedade.

Roberto, se você prefere os Júlios Baptistas da vida a esses quatro citados, é melhor trocar de esporte: o vale-tudo lhe cai melhor.

Ayrton, o Alex Escobar deve ser respeitado como qualquer profissional que esteja alugando sua força de trabalho para sobreviver. Se o Dunga fosse o machão que quer aparentar, brigaria com os patrões, não com os assalariados.

Derli, então, faça-me um favor: vá cobrar da Globo o que me deve. Esqueceram de pagar.

João, o Garrincha foi um engravidador serial das louras suécas em 1958. O Didi entrava em parafuso se não tomasse uma pinga de vez em quando. O que isso tem a ver com o futebol? Por que esse moralismo rançoso?

O Ronaldinho Gaúcho elevou o Barcelona às altura em que se encontra até hoje. E decidiu para o Brasil o jogo mais difícil da Copa de 2002.

É um gênio e um artista da bola, assim como Messi, Cruyff, Maradona, Platini, Falcão, Beckenbauer, Zico, Sócrates, Puskas, Di Stefano, Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos e alguns outros cujos lances maravilhosos serão para sempre lembrados.

Insisto: o verdadeiro troféu é o que marca o imaginário das gentes e não as taças nas prateleiras empoeiradas.

Celso Lungaretti disse...

Marcos,

a frase do Marx se refere à sociedade, à aparente solidez do capitalismo e às contradições que o corroíam, preparando o seu desmanche.

Ele está conseguindo ter sobrevida muito mais longa do que Marx imaginava.

Só que, como disse Marcuse, sua capacidade de perdurar além da sua função histórica o torna terrivelmente nocivo para a humanidade.

Agora, é tão somente um agente de destruição. Uma força cega que conduz a espécie humana à extinção, caso ela não encontre forças para reagir.

Estou me referindo, evidentemente, à dilapidação criminosa das nossas fontes da vida, em nome do lucro. As alterações climáticas estão bem longe de ser inofensivas ou ameaça distante, como nos tentam fazer crer.

Um augúrio assustador é o de Engels: quando um estágio da estruturação da sociedade já cumpriu sua função histórica, mas mesmo assim sua superação é contida, sobrevém a barbárie.

Caso do Império Romano, que conseguiu deter a revolta dos gladiadores (os únicos que poderiam alçar aquela sociedade a um estágio superior de desenvolvimento, com a abolição da escravidão), para depois apodrecer por dentro, até ser devastado pelos bárbaros.

Esta função, agora, talvez venha a ser cumprida pela natureza e não por alguma coletividade humana.

Quanto ao "importante é vencer", é a máxima do capitalismo. Vitórias só têm valor quando íntegras.

Se você abdica do que tem de melhor e se iguala ao inimigo no que ele tem de pior, não foi você quem venceu, qualquer que seja o placar e o nome inscrito na taça. Foi ele.

Anônimo disse...

Se não fosse o circo de 2006, Dunga não estaria na seleção. Foi exigido por parte da imprensa um técnico moralizador, com pulso forte. Infelizmente não estamos na década de 80, quanto jogadores de futebol eram pessoas que em sua maioria esconhiam o caminho do meio, casavam, mas davam suas escapadas, se concentram e eram profissionais e as vezes faziam suas farras. Hoje tudo mudou ou o cara se casa virgem e vive com a bíblia debaixo do braço ou se mete com traficante, vive na prosmicuidade total, caro Celso vivemos tempos maniqueistas.

Celso Lungaretti disse...

O último comentário é válido em sua premissa, mas tira a conclusão errada.

Os jogadores se tornaram bebezões mimados pelo capitalismo? Correto.

Por isso, devem ser tratados a chicote? Errado.

Pois, primeiramente, não é a única maneira de lidar com o problema.

Maradona prefere a alegria, alegria à carranca. Uniu o grupo na camaradagem.

Foi comovente, p. ex., o júbilo do veterano Palermo, depois de fazer um gol totalmente inútil quando a Argentina já estava mais do que classificada em 1º lugar.

Lembra-se de Marx? O proletário, em determinadas condições, não passa de um bronco que vegeta. Noutras, pode se tornar um Goethe ou um Beethoven. Tudo depende das circunstâncias a ele oferecidas.

Podemos obter resultados apelando ao que de melhor os seres humanos têm dentro de si, ou ao pior.

Maradona apela ao melhor e obtém um futebol bonito e vencedor.

Dunga apela ao pior e obtém um futebol mesquinho (porque sem encanto) e que poderá se tornar perdedor em função do próprio descontrole que esse ambiente de caserna ou internato está gerando.

Depois, lembro mais uma vez: valores são mais importantes do que vitórias.

Se é preciso chicote para se conduzir os homens aos triunfos, isto vira lição para todas as outras esferas de nosso cotidiano, e muitos chicotes serão brandidos por aí.

Eu prefiro queimar todos os chicotes. Porque homens não são bestas.

Elizeu de Lima disse...

Dunga é, antes de tudo, um ser humano, pai de família; tá correndo atrás do sustento da família. O cara não é um bom técnico, aliás, nunca foi técnico, mas e o puseram logo pra dirigir a seleção brasileira. Por quê? Para defender quais interesses? Dunga é apenas um empregado. Condemos os patrões, ora!!

Celso Lungaretti disse...

Ué, eu disse várias vezes que a culpa de ele estar lá é da CBF...

Mas, infelizmente, o Brasil é campo fértil para o autoritarismo, vide a aprovação de tantos ao repulsivo "Tropa de Elite", que, no fundo, não passa de uma apologia implícita da tortura.

Então, temo a propagação de certos exemplos. E, mais ainda, fico perplexo quando pessoas de esquerda começam oportunisticamente a aprovar o que deveriam repudiar da forma mais cabal: delegados metidos a justiceiros, técnicos metidos a sargentões e que tais.

Por aí não se chega a lugar nenhum.

Related Posts with Thumbnails

COMENTÁRIOS RECENTES

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

1929 1968 1984 1º de maio 3º mandato A Marselhesa A Verdade Sufocada Abin aborto Abílio Diniz ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Afeganistão Afonsinho Africa do Sul agio agiotagem agiotas Agora São Paulo AGU Agência Estado AI-5 AIG Al Pacino Aladino Félix Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Albert Camus Albert Einstein Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Torregiani Aldo Rebello alerta Alexander Soljenítsin Alexandre Dumas Alexandre Nardoni Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Stroessner ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga Alvaro Uribe Américo Fontenelle Ana Corbisier Ana Helena Tavares anarquismo Anatoly Karpov Andre Agassi Andre Ristum André Mauro Andy Warhol Angel Parra Angelo Lungaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Leocadia ano novo anos de chumbo Anthony Garotinho Antonio Cabrera Antonio Palocci Antonio Patriota Antuerpio Pettersen Filho Antônio Conselheiro Ao Pé do Muro apartheid Aparício Torelly apedrejamento Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arena Argentina Arnaldo Dias Baptista artes marciais Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo Arábia Saudita atentado do Riocentro Augusto Boal Augusto Pinochet autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber Aécio Neves Baden Powell bafômetro Baia dos Porcos Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon bancos Barack Obama Barcelona Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad Batalha de Itararé Batman Baú do Celsão Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bela Lugosi Benito Mussolini Bento XVI Bernardo Bertolucci Bertold Brecht Bertolt Brecht Bertolt Brecht Betinho Betinho Duarte Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade Biro-Biro blitzkrieg blogueiro BNDES Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolsa Família Bolívia bombas de fragmentação bombeiros Boris Casoy Boris Karloff boxe Bradesco Bradley Manning Brasil 247 Brilhante Ustra Bruce Lee Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral Cacareco Caetano Veloso Camargo Corrêa Camboja Cansei capitalismo Capitão Guimarães Carlos Eugênio da Paz Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carlos Reichenbach Carnaval Carrefour CartaCapital cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Santo André Castello Branco Castro Alves CBF CCC Cecília Meireles celibato Celso Amorim celulares censura Cesar Benjamin Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso Chael Charles Schreier Charles Bronson Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Chaplin Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chile China Christopher Lee Cidadão Kane cine Belas Artes cinema Cisjordânia Claude Chabrol Claudio Abramo Claudio Julio Tognolli Clint Eastwood Clive Barker Clube Militar Cláudio Antônio Guerra Clóvis Rossi CMI CNBB CNE CNJ cobaias humanas Colina colonialismo colégios militares Colômbia Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris Conare Conceição Costa Neves Condepe contestação contracultura Coojornal Copa Davis Copa do Mundo Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã corrupção Coréia do Norte Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva cotas raciais cotas racias CPI CPI do Cachoeira CPMF crack cracolândia Cream Criméia Almeida Cristina Kirchner Cristovam Buarque crônica Cuba curandeirismo Curió D. Flávio Cappio D. Paulo Evaristo Arns Dalmo Dallari Damaris Lucena Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Dante de Oliveira Danton David Carradine David Goodis David Mamet decapitação Delfim Netto Delúbio Soares DEM democracia Dennis Hopper Desafia o nosso peito desigualdade econômica deslizamentos desobediência civil despoluição do Tietê Devanir de Carvalho Devra Davis Dia das Crianças Dia das Mães Diego Maradona Dilma Rousseff Dino Rizi direito ao trabalho Direito à Memória e à Verdade direitos humanos diretas-já discriminação dissidentes cubanos ditabranda ditadura Diógenes Carvalho DOI-Codi Dolores Ibarruri domingo sangrento Domingos Dutra Don Siegel Dulce Maia Dunga ecologia Edgar Allan Poe Edir Macedo Edison Lobão Edouard Bernstein Edu Lobo Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Suplicy educação educação religiosa Edward Bernstein Egito eleições eleições 2010 Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eliane Cantanhede Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Em Tempo embargo econômico emigrantes Emílio Médici Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entulho autoritário Enéas Carneiro episódio algoz e vítima Epoca Equador Eremias Delizoicov Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Escola Base escracho escutas telefônicas Espanha espionagem Estado Novo estelionato etanol Ethel Rosenberg EUA eutanásia Evander Holyfield Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções extradição Exército F-1 Falha de S. Paulo fanatismo Farc Fausto De Sanctis favela FBI Febeapa Felipe Massa Fellini Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo FHC Fidel Castro Filinto Muller Fillinto Muller Fiodor Dostoievski flotilha FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Foro de São Paulo Força Expedicionária Brasileira Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Franco Montoro Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka França François Hollande François Mitterrand François Truffaut fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Frei Betto Friedrich Engeles Fritz Lang Fukushima Fukuyama futebol Fábio Konder Comparato Fórum Paulista de Desenvolvimento Gabriel Chalita Gal Costa Galileu Gamal Abdel Nasser ganchos Garrincha Garry Kasparov Gastone Righi gastos militares gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Foreman George Orwell George Romero George Roy Hill George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Vandré Gerard Piqué geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Gianfrancesco Guarnieri Gilberto Carvalho Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilmar Mendes Giordano Bruno Giorgio Napolitano Glauber Rocha Glauber Rocha Goldstone goleiro Bruno golpismo Google Goubery do Couto e Silva Goulart Graham Greene grampos grandes tragédias Greenpeace Gregory Peck Gregório Bezerra Gregório Fortunato greve de fome greve de osasco gripe suína Grupo Guararapes Grécia Guantánamo guerra civil Guilherme Fariñas Gustav Franz Wagner hackers Hamas Harry Shibata Harry Truman Heleny Guariba Heloísa Helena Henfil Henning Boilesen Henrique Lott Henrique Pinto Henry David Thoreau Henry Ford Henry Sobel Herbert Marcuse Hermann Goering Hermínio Sacchetta high school Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro Hiroshima História Holocausto homem novo homofobia Honduras Hosni Mubarak Hugo Chávez Human Rights Watch humor Hélio Bicudo Hélio Vannucci Iara Iavelberg Ideli Salvatti Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal imagem imigrantes IML Imola impeachment imprensa in memorian Inconfidência Mineira indenizações indignados Indio da Costa indulto indústria cultural Ingmar Bergman Intentona Comunista Internacional Socialista internet intolerância intolerância religiosa inundações Iraque Irã Isaac Deutscher Israel IstoÉ Istvan Mészáros Itamar Franco Itália Ivan Pinheiro Ivan Seixas Ivan Valente J. Edgar Hoover Jack Nicholson Jacob Gorender Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira James Joyce Jane Fonda Janis Joplin Jarbas Passarinho Jards Macalé Jean-Jacques Rousseau Jean-Luc Godard Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jerzy Kosinski Jessé Souza Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jimi Hendrix Jimmy Carter Jirau Joan Baez Joan Manuel Serrat Joaquim Barbosa Joaquim Cerveira Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Seixas Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Louis Johan Cruyff John Carradine John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Lennon John Mc Cain Jon Bon Jovi Jorge Amado Jorge Ben Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais jornalismo jornalismo de esgoto Jose Giovanni Joseita Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin José Alencar José Anibal José Caldas da Costa José Eduardo Cardozo José Genoíno José Lavecchia José Lewgoy José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dantas João Goulart João Grandino Rodas João Pedro Stedile João Pessoa Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek justiça social Jânio Jânio de Freitas Jânio Quadros Júlio Lancelotti Karl Marx Keith Carradine Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kirk Douglas Lacerda Laerte Braga Laura Lungaretti lavagem cerebral Lawrence da Arábia Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Seca Leo Szilard Leon Trotsky Leonard Cohen Leonel Brizola Leopoldo Paulino LER-QI Leônidas de Esparta liberdade de expressão linchamento Lionel Messi literatura Loreena McKennitt Louis Malle Lourenço Diaféria Luc Ferry Luciana Genro Luis Antonio Fleury Filho Luis Buñuel Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Fux Luiz Vieira Lula Luís Alberto de Abreu Luís Favre Luíza Erundina Lyndon Johnson Lênin Líbia Lúcia Coelho macartismo maconha Mafia Mahmoud Ahmadinejad Mahtama Gandhi Major Curió Mano Menezes Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcha da Família Marco Antonio Villa Marco Aurélio Mello Margareth Thatcher Maria Amélia Teles Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria do Rosário Maria Vitória Benevides Marilyn Monroe Marina Silva Mario Monicelli Mario Vargas Llosa Marlon Brando Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Marx Marzieh Vafamehr massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Mauricio Hernandez Norambuena Maurício do Valle Max Horkheimer Maximilian Robespierre MDB medicina medievalismo Megaupload Memórias de uma guerra suja Meneghetti mensalão mercantilização Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson Miguel Jorge Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro Milton Nascimento miniconto Mino Carta missão mitologia MMDC monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monza Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos movimento estudantil Moçambique MPB MR-8 MRT MST Muammar Gaddafi Muhammad Ali muro de Berlim muro de Berlin Márcio Leite de Toledo Mário Faustino Mídia Sem Máscara mísseis cubanos música Nagasaki Naji Nahas Nara Leão Nasser Natal nazismo Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Jobim Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neofascismo neoliberalismo Neusah Cerveira Neymar Nicola Sacco Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nikita Kruschev No Nukes Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova York Náufrago da Utopia O Dia Seguinte O Estado de S. Paulo O Globo O Pasquim O Vampiro de Dusseldorf OAB Odilon Guedes OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olga Benário Olimpíadas ombudsman Onofre Pinto ONU Operação Condor Operação Satiagraha Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Zapata Os Miseráveis Osama Bin Laden OSB Oscar Schmidt Oscar Wilde ossadas de Perus Osvaldo Peralva Othon Bastos Otávio Frias Filho Pablo Escobar palestinos Palmares Paraguai Parlamento Europeu parto humanizado parto normal passagens aéreas Pat Garrett Paul Newman Paulo Abrão Paulo Autran Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Francis Paulo Freire Paulo Lacerda Paulo Maluf Paulo Pimenta Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCC PCdoB PDS pedofilia Peitolina Pelé pena de morte Pete Sampras Peter Cushing Peter Finch Peter Lorre PF PFL PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Platão Playboy Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 POC poesias Pol Pot politicamente correto Porfirio Lobo Portugal preconceito Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas Protógenes Queiroz Proudhon PSD PSDB PSOL PT pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV Páscoa Pão de Açúcar Pérsio Arida quatro de Salvador Quentin Tarantino Quilapayun Quino Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Raimundo Fagner Ramon Mercader Ranchinho Raquel Rolnik Raul Castro Raul Seixas Ray Bradbury Raymundo Araujo RDD Real Madrid realities shows Receita Federal recessão Red Por Ti America Rede Globo reformismo refugio refúgio Reinaldo Azevedo Reinold Stephanes Renan Calheiros Renato Consorte Renato Mrtinelli René Clair repressão República de Salò República de Weimar resistência revista Piauí revolta árabe revolução Revolução Constitucionalista Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Teixeira Richard Nixon Rio de Janeiro Rivelino Robert Altman Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Micheletti Roberto Requião rock Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Vadim Rogério Sganzerla Roman Polanski Romeu Tuma Romário Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosi Campos Rota Rubem Biáfora Rubens Paiva Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Ruy Castro Saddam Hussein Sakineh Salvador Allende salário-mínimo Sam Peckinpah Sampa Samuel Wainer Sandra Gomide Sandy Santana Santo Dias Sarah Palin Sargento Kondo sci-fi Sean Connery Sean Goldman Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Senado senador João Ribeiro Sergio Donati Sergio Fleury Sergio Leone Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shakira Sharon Tate Sherlock Holmes Sidney Lumet Sidney Miller Sigmund Freud Silvia Suppo Silvio Berlusconi Silvio Santos Simon Bolivar Simone Sintusp sites fascistas sociedade alternativa Sofia Loren Solano Ribeiro Soledad Viedma Soninha Francine Spartacus spread Stanislaw Ponte Preta Stephen King Steve Jobs Steven Spielberg STF STJ STM Stroessner Stuart Angel submarino nuclear sucessão São Francisco São Paulo Sérgio Cabral Sérgio Fleury Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sílvio Santos símbolos religiosos Síndrome da China Síria Sócrates Sônia Amorim T. S. Eliot Talebã Tancredo Neves Tarso Genro Taís Moraes TCU. reparações teatro Teatro de Arena Tempo de Resistência Terence Fisher Ternuma terrorismo TFP The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Morus Three Mile Island Tim Jackson Tiradentes Tiririca Tom Jobim Tom Zé Torelly Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores Tostão touradas trabalho alienado trabalho escravo traficantes Tribuna da Imprensa tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote Troy Davis TSE Tunísia tupamaros TV tênis udenismo UFC Ugo Tognazzi Ulysses Guimarães UNE Unesco UOL URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vargas Vaticano Veja Venezuela Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vincent Price Vinícius de Moraes Violeta Parra violência doméstica Virgílio Gomes da Silva Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vladimir Herzog Vladimir Safatle Voltaire VPR Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Wellington Menezes western Wikileaks Wilhelm Reich William Shakespeare William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Woodstock Xuxa Yeda Crusius Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Zagallo Zelão Zico Zinedine Zidaine Ziraldo Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Maria África Átila Índio da Costa Última Hora