terça-feira, 2 de março de 2010

DE VOLTA À "ERA DUNGA" (NO MAU SENTIDO!)


As formigas da Seleção Brasileira estão fazendo covarde jogo de bastidores contra a convocação da cigarra Ronaldinho Gaúcho, indiscutivelmente nosso mais refinado talento futebolístico da atualidade.

Nas entrevistas, repetem os elogios de praxe ao astro do Milan. Mas, quando batem papo descontraído com jornalistas, defendem o direito adquirido de quem ralou pela vaga desde o último Mundial, nas eliminatórias, na irrelevante Copa América e nos amistosos caça-níqueis.

[Se assim for, teremos como segundo goleiro o Dôni. E o Brasil inteiro rezará para o Júlio César não se contundir...]

O veterano Gilberto Silva, nada além de um volante mediano e aplicado, é dos que consideram preferível prestigiar o armário Júlio Batista. Os limitados se atraem.

Assim como limitado era o futebol de Dunga, tão rústico que serviu como pejorativo para designar a performance retranqueira e burocrática com a qual a Seleção Brasileira não passou das oitavas-de-final em 1990.

Dunga continua procurando até hoje o craque Maradona, que já estava em franca decadência mas ainda conseguiu driblá-lo e armar um fuzuê na defesa brasileira, colocando Cannigia cara a cara com Taffarel.

Há quem o considere redimido pela laboriosa participação no Mundial de 1994, conquistado bem ao seu feitio: nos pênaltis, após 120 minutos de chatíssimo 0x0 contra a Itália.

Para mim, foi a Copa de Romário, o único fora-de-série e, por isto mesmo, o jogador brasileiro que fez a diferença.

Como técnico, é compreensível seu preconceito contra um dos que, na atualidade, mais se assemelha ao Maradona dos gramados.

Humilhação como a da Copa de 1990 não se supera facilmente -- ainda mais quando acrescida de um baile como o que Ronaldinho lhe aplicou no GreNal decisivo do Campeonato Gaúcho de 1999.

Dunga revela insensatez e obtusidade, pois pode estar semeando nova derrota acachapante. Em partida decisiva, eu não apostaria num Brasil sem Ronaldinho contra uma Argentina com Messi.

"Este grupo só aceita quem se entrega totalmente", diz Dunga. É a apoteose da transpiração, em detrimento da inspiração. Serve para exércitos. Futebol costumava ser outro departamento.

A vitória a qualquer preço, no peito e na raça, fornece satisfação medíocre, que se dilui com o tempo.

As conquistas de que os brasileiros mais nos orgulhamos são as dos Mundiais de 1958 e 1970, em função das atuações artísticas, deslumbrantes; em segundo plano, as de 1962 e 2002, que marcaram mais pelos lampejos geniais; a de 1994 fica no fim da fila, com a anticlimática partida final sendo lembrada de forma até constrangida.

Também são deploráveis os resmungos moralistas de Ricardo Teixeira (logo quem!), recriminando as baladas atribuídas a Ronaldinho.

As cervejinhas não impediram Sócrates de dar títulos inesquecíveis ao Corinthians, como o do bicampeonato paulista de 1983, quando fez o único gol do time nos quatro jogos decisivos (1x1 e 1x0 contra o Palmeiras, 1x0 e 1x1 contra o São Paulo) -- uma proeza e tanto para um meiocampista!

O maior cartola brasileiro de todos os tempos, Paulo Machado de Carvalho, contando com a cooperação de jornalistas compreensívos, evitou que o decisivo futebol de Garrincha e Didi fosse prejudicado pelo fato de que um era engravidador serial das loiras suecas e o outro não aguentava abster-se da sua caninha.

Já o técnico Telê Santana deixou de conquistar o Mundial que até merecia por, entre outros motivos, não haver feito vistas grossas na hora certa: cortou Renato Gaúcho e Leandro da Seleção de 1986 por terem escapulido da concentração em busca de mulheres, numa noite que não era véspera de jogo nem nada.

Pelos mesmos critérios, não teríamos Garrincha nem em 1958, nem em 1962.

Sabe-se lá se venceríamos sem o Mané. Tudo leva a crer que, no Chile, não.

13 comentários:

Anônimo disse...

Paulo Reis

Celso assino embaixo de tudo que vc falou. Sou gaúcho colorado, mas a seleção do Dunga, com esse futebol burocrático, de resultado e engessado, não dá para aguentar. Que falta faz um Ronaldinho com seu futebol moleque, um Alexandre Pato jogando em alto nível. É duro ter que ver Elano, Josias, Julio Batista e Gilberto Silva etc...

Haroldo M. Cunha disse...

Eu também assino embaixo. Dunga parece um daqueles generais da ditadura e, a se configurar como verdadeiras as fofocas contra o 'grupo', seus capatazes sem competência, me lembra o "Brasil, ame-o ou deixe-o". Bem, pelo menos, hoje podemos nos expressar...

Ruivo disse...

Eu não assino em baixo. A impressão que se tem, talvez errada, é que o articulista se juntou à mídia dominante que não "engole" o Dunga justamente por não ter sido ele uma indicação dela.
Não creio ser ele a pessoa ideal para dirigir a seleção brasileira, mas de uma coisa podemos estar certos: desta vez a Globo não conseguiu ela mesma dizer quem deveria ser o técnico. (Não nos esqueçamos de que esse canal de TV, ou melhor, essa rede se acha no direito e no dever de indicar tanto o técnico da seleção, como o presidente da República).
Provavelmente seja por isso que a Globo (e todos os outros meios que a seguem fielmente) fizeram, inicialmente, uma campanha feroz contra o Dunga. Essa campanha ainda persiste, não com base nos resultados, porque esses são favoráveis, mas tendo como motivo chave a não convocação do Ronaldinho.
Só mais uma coisa: se alguém me apontar uma só vez em que Ronaldinho foi brilhante na seleção em jogos oficiais, eu retiro tudo o que disse.

Naty disse...

Como gaúcha não posso deixar de relembrar um episódio que foi a final do Campeonato Gaúcho de 1999, eu tinha 12 anos e assisti à final entre Grêmio e Internacional no estádio Olímpico.

O Grêmio ganhou o campeonato por 1x0 com um gol de Ronaldinho Gaúcho, ganhamos contra o Inter de Dunga que ainda jogava, mas o mais memorável foram os lances de pura habilidade de Ronaldinho para cima de Dunga, especialmente um lençol que Ronaldinho aplicou nele.

Entre nós gremistas a teoria é de que a não convocação é pura dor de cotovelo e sinceramente, eu não duvido nada.

Naty disse...

Ah...agora li o comentário do Ruivo, como ele pediu apenas um momento do Ronaldinho sendo brilhante na seleção, eu lembrei imediatamente do jogo Brasil x Inglaterra pela Copa do Mundo de 2002, se eu não me engano, quartas de final.

Celso Lungaretti disse...

Então retire, Ruivo. O Ronaldinho Gaúcho foi o responsável pela vitória brasileira na partida mais difícil do Mundial 2002, contra a Inglaterra:
criou a jogada do gol de Rivaldo, dando-lhe uma assistência perfeita; e tirou o 2x1 da cartola, encobrindo Oliver Kahn com um arremate da zona morta.

De resto, nunca me defino como anti-Globo ou anti-qualquer-coisa. Defendo valores positivos. P. ex., o futebol-arte, o talento, o espetáculo.

Comecei a gostar de futebol num tempo em que jogavam Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Dino Sani, Ademir Da Guia e outros artistas da bola. Como jogador e como técnico, Dunga sempre foi de outra liga.

Marcos AC disse...

Celso, Oliver Khan é da Alemanha...
O goleiro em questão era David Seaman....

E apesar de achar o Ronaldinho um cracaço...Ele infelizmente jogou bem pouquíssimas vezes na seleção....

Celso Lungaretti disse...

Bastaria essa, Marcos.

Foi o jogo decisivo do Mundial 2002, o único adversário que realmente poderia ter ganhado de nós.

De mais a mais, preferirei sempre 1% do futebol de um Ronaldinho Gaúcho do que 100% do futebol de um Júlio Batista.

Garrincha não fez absolutamente nada em 89 minutos da partida também decisiva contra a Espanha, no Mundial 1962. No seu único lampejo, liquidou a partida.

A Argentina jamais deixará de levar um Messi, só porque não costuma ser o mesmo do Barça quando joga na seleção.

Só um obtuso como o Dunga para preterir nosso maior talento.

Forte abraço!

Naty disse...

Só uma observação, mas notaram que um post sobre futebol teve muito mais comentários do que os outros posts?

Aquele jogo contra a Inglaterra eu não esqueço, mesmo porque tive que acordar as 3 da madrugada para ver o jogo. Ronaldinho tava tão impossível naquele jogo que acabou sendo expulso depois de quase quebrar o tornozelo de um jogador da Inglaterra, realmente foi um jogaço.

Provos Brasil disse...

Acho que quem perde é o futebol!

E acho também que o Ronaldinho não é só isso aí!
O cara foi o melhor do mundo duas vezes, foi campeão da Champions, fez partidas incríveis, foi aplaudido de pé em pleno Santiago após partida história, entre tantas!

É espécie rara na era do futebol resultado!
O Dunga é um bobo! Qualquer técnico de futebol do Brasil que tenha o mínimo de bom senso é capaz de alcanças os resultados alcançados por ele, basta marcar, preencher os espaços e colocar a criatividade a serviço do ataque!

É Naty, se os brasileiros se importasse menos com o futebol as coisas seriam melhores... quem sabe!

Provos Brasil

Anônimo disse...

Bela lembrança a do corte do Renato Gaúcho.

Tirando os craques que jogaram em 82, Renato era certamente, naquela altura, o melhor jogador brasileiro.
No lugar dele tivemos que aguentar o Muller, que nunca jogou bem na seleção.

Anônimo disse...

Bem, sobre o Ronaldinho. Não sei exatamente como ele está jogando agora, mas faz muito muito tempo que ele não joga bem na seleção.
Parece que ele desaprendeu a jogar futebol e virou filureiro. Virou tipo um jogador pra jogar num time espetáculo tipo globetrotters (é assim que se escreve?). O futebol dele perdeu eficiência, coisa que me parece que Garrincha nunca perdeu.
Mas ele ser convocado não seria absurdo.
Absurdo foi a convocação do Ronalducho na copa passada. Havia um grande esquema entre CBF, Parreira e jogadores certamente, e envolvendo muita grana.

Anônimo disse...

Prezados,

Fico tão intrigado com a capacidade de todos aqui serem técnicos de futebol...
1º Quem aqui jogou futebol profissional?
2º Quem aqui treinou um time de futebol?

Este assundo quando tratado todos parecem PHd's, mas no final das contas quem é o errado?
Na minha opinião, ninguém!
A única coisa que sabem fazer é meter o pau no Dunga por A e por B, mas até agora o que podemos ver, como leigos que somos, são os resultados e estes não poderiam ser mais positivos. Senhores o futebol não é teatro, há muito tempo perdemos jogos e campeonatos por dois motivos: futebol "arte" e individualismo.
As melhores equipes (em qualquer área) não é a que tem os melhores "profissionais" e sim a que tem melhor espirito de grupo, ou seja, a que unida gera os melhores resultados.
Acho muita prepotência questionarmos os métodos do Dunga, mas sinceramente, adoro a forma como ele trata a imprensa que se diz tão importante para a sociedade (será?) manipulando tudo e a todos. Fico impressionado com a campanha anti-dunga da imprensa, fantástico quando alguém defende o seu grupo como ele defende, ele não fala mal dos jogadores, e nem mesmo dos torcedore, apenas agride a impensa!!!

Palmas para, pois ele mostra para esta cambada de prepotentes reporteres que são idiotas manipuladores de notícias.

Parabéns Dunga, é por falta de caras como você que o Brasil não vai para frente.

Continue defendendo os interesses da seleção como um todo.

A população irá se calar quando você levantar a taça do Hexa.

Related Posts with Thumbnails

COMENTÁRIOS RECENTES

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

1929 1968 1984 1º de maio 3º mandato A Marselhesa A Verdade Sufocada Abin aborto Abílio Diniz ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Afeganistão Afonsinho Africa do Sul agio agiotagem agiotas Agora São Paulo AGU Agência Estado AI-5 AIG Al Pacino Aladino Félix Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Albert Camus Albert Einstein Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Torregiani Aldo Rebello alerta Alexander Soljenítsin Alexandre Dumas Alexandre Nardoni Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Stroessner ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga Alvaro Uribe Américo Fontenelle Ana Corbisier Ana Helena Tavares anarquismo Anatoly Karpov Andre Agassi Andre Ristum André Mauro Andy Warhol Angel Parra Angelo Lungaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Leocadia ano novo anos de chumbo Anthony Garotinho Antonio Cabrera Antonio Palocci Antonio Patriota Antuerpio Pettersen Filho Antônio Conselheiro Ao Pé do Muro apartheid Aparício Torelly apedrejamento Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arena Argentina Arnaldo Dias Baptista artes marciais Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo Arábia Saudita atentado do Riocentro Augusto Boal Augusto Pinochet autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber Aécio Neves Baden Powell bafômetro Baia dos Porcos Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon bancos Barack Obama Barcelona Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad Batalha de Itararé Batman Baú do Celsão Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bela Lugosi Benito Mussolini Bento XVI Bernardo Bertolucci Bertold Brecht Bertolt Brecht Bertolt Brecht Betinho Betinho Duarte Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade Biro-Biro blitzkrieg blogueiro BNDES Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolsa Família Bolívia bombas de fragmentação bombeiros Boris Casoy Boris Karloff boxe Bradesco Bradley Manning Brasil 247 Brilhante Ustra Bruce Lee Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral Cacareco Caetano Veloso Camargo Corrêa Camboja Cansei capitalismo Capitão Guimarães Carlos Eugênio da Paz Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carlos Reichenbach Carnaval Carrefour CartaCapital cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Santo André Castello Branco Castro Alves CBF CCC Cecília Meireles celibato Celso Amorim celulares censura Cesar Benjamin Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso Chael Charles Schreier Charles Bronson Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Chaplin Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chile China Christopher Lee Cidadão Kane cine Belas Artes cinema Cisjordânia Claude Chabrol Claudio Abramo Claudio Julio Tognolli Clint Eastwood Clive Barker Clube Militar Cláudio Antônio Guerra Clóvis Rossi CMI CNBB CNE CNJ cobaias humanas Colina colonialismo colégios militares Colômbia Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris Conare Conceição Costa Neves Condepe contestação contracultura Coojornal Copa Davis Copa do Mundo Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã corrupção Coréia do Norte Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva cotas raciais cotas racias CPI CPI do Cachoeira CPMF crack cracolândia Cream Criméia Almeida Cristina Kirchner Cristovam Buarque crônica Cuba curandeirismo Curió D. Flávio Cappio D. Paulo Evaristo Arns Dalmo Dallari Damaris Lucena Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Dante de Oliveira Danton David Carradine David Goodis David Mamet decapitação Delfim Netto Delúbio Soares DEM democracia Dennis Hopper Desafia o nosso peito desigualdade econômica deslizamentos desobediência civil despoluição do Tietê Devanir de Carvalho Devra Davis Dia das Crianças Dia das Mães Diego Maradona Dilma Rousseff Dino Rizi direito ao trabalho Direito à Memória e à Verdade direitos humanos diretas-já discriminação dissidentes cubanos ditabranda ditadura Diógenes Carvalho DOI-Codi Dolores Ibarruri domingo sangrento Domingos Dutra Don Siegel Dulce Maia Dunga ecologia Edgar Allan Poe Edir Macedo Edison Lobão Edouard Bernstein Edu Lobo Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Suplicy educação educação religiosa Edward Bernstein Egito eleições eleições 2010 Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eliane Cantanhede Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Em Tempo embargo econômico emigrantes Emílio Médici Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entulho autoritário Enéas Carneiro episódio algoz e vítima Epoca Equador Eremias Delizoicov Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Escola Base escracho escutas telefônicas Espanha espionagem Estado Novo estelionato etanol Ethel Rosenberg EUA eutanásia Evander Holyfield Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções extradição Exército F-1 Falha de S. Paulo fanatismo Farc Fausto De Sanctis favela FBI Febeapa Felipe Massa Fellini Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo FHC Fidel Castro Filinto Muller Fillinto Muller Fiodor Dostoievski flotilha FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Foro de São Paulo Força Expedicionária Brasileira Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Franco Montoro Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka França François Hollande François Mitterrand François Truffaut fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Frei Betto Friedrich Engeles Fritz Lang Fukushima Fukuyama futebol Fábio Konder Comparato Fórum Paulista de Desenvolvimento Gabriel Chalita Gal Costa Galileu Gamal Abdel Nasser ganchos Garrincha Garry Kasparov Gastone Righi gastos militares gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Foreman George Orwell George Romero George Roy Hill George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Vandré Gerard Piqué geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Gianfrancesco Guarnieri Gilberto Carvalho Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilmar Mendes Giordano Bruno Giorgio Napolitano Glauber Rocha Glauber Rocha Goldstone goleiro Bruno golpismo Google Goubery do Couto e Silva Goulart Graham Greene grampos grandes tragédias Greenpeace Gregory Peck Gregório Bezerra Gregório Fortunato greve de fome greve de osasco gripe suína Grupo Guararapes Grécia Guantánamo guerra civil Guilherme Fariñas Gustav Franz Wagner hackers Hamas Harry Shibata Harry Truman Heleny Guariba Heloísa Helena Henfil Henning Boilesen Henrique Lott Henrique Pinto Henry David Thoreau Henry Ford Henry Sobel Herbert Marcuse Hermann Goering Hermínio Sacchetta high school Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro Hiroshima História Holocausto homem novo homofobia Honduras Hosni Mubarak Hugo Chávez Human Rights Watch humor Hélio Bicudo Hélio Vannucci Iara Iavelberg Ideli Salvatti Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal imagem imigrantes IML Imola impeachment imprensa in memorian Inconfidência Mineira indenizações indignados Indio da Costa indulto indústria cultural Ingmar Bergman Intentona Comunista Internacional Socialista internet intolerância intolerância religiosa inundações Iraque Irã Isaac Deutscher Israel IstoÉ Istvan Mészáros Itamar Franco Itália Ivan Pinheiro Ivan Seixas Ivan Valente J. Edgar Hoover Jack Nicholson Jacob Gorender Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira James Joyce Jane Fonda Janis Joplin Jarbas Passarinho Jards Macalé Jean-Jacques Rousseau Jean-Luc Godard Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jerzy Kosinski Jessé Souza Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jimi Hendrix Jimmy Carter Jirau Joan Baez Joan Manuel Serrat Joaquim Barbosa Joaquim Cerveira Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Seixas Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Louis Johan Cruyff John Carradine John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Lennon John Mc Cain Jon Bon Jovi Jorge Amado Jorge Ben Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais jornalismo jornalismo de esgoto Jose Giovanni Joseita Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin José Alencar José Anibal José Caldas da Costa José Eduardo Cardozo José Genoíno José Lavecchia José Lewgoy José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dantas João Goulart João Grandino Rodas João Pedro Stedile João Pessoa Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek justiça social Jânio Jânio de Freitas Jânio Quadros Júlio Lancelotti Karl Marx Keith Carradine Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kirk Douglas Lacerda Laerte Braga Laura Lungaretti lavagem cerebral Lawrence da Arábia Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Seca Leo Szilard Leon Trotsky Leonard Cohen Leonel Brizola Leopoldo Paulino LER-QI Leônidas de Esparta liberdade de expressão linchamento Lionel Messi literatura Loreena McKennitt Louis Malle Lourenço Diaféria Luc Ferry Luciana Genro Luis Antonio Fleury Filho Luis Buñuel Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Fux Luiz Vieira Lula Luís Alberto de Abreu Luís Favre Luíza Erundina Lyndon Johnson Lênin Líbia Lúcia Coelho macartismo maconha Mafia Mahmoud Ahmadinejad Mahtama Gandhi Major Curió Mano Menezes Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcha da Família Marco Antonio Villa Marco Aurélio Mello Margareth Thatcher Maria Amélia Teles Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria do Rosário Maria Vitória Benevides Marilyn Monroe Marina Silva Mario Monicelli Mario Vargas Llosa Marlon Brando Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Marx Marzieh Vafamehr massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Mauricio Hernandez Norambuena Maurício do Valle Max Horkheimer Maximilian Robespierre MDB medicina medievalismo Megaupload Memórias de uma guerra suja Meneghetti mensalão mercantilização Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson Miguel Jorge Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro Milton Nascimento miniconto Mino Carta missão mitologia MMDC monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monza Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos movimento estudantil Moçambique MPB MR-8 MRT MST Muammar Gaddafi Muhammad Ali muro de Berlim muro de Berlin Márcio Leite de Toledo Mário Faustino Mídia Sem Máscara mísseis cubanos música Nagasaki Naji Nahas Nara Leão Nasser Natal nazismo Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Jobim Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neofascismo neoliberalismo Neusah Cerveira Neymar Nicola Sacco Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nikita Kruschev No Nukes Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova York Náufrago da Utopia O Dia Seguinte O Estado de S. Paulo O Globo O Pasquim O Vampiro de Dusseldorf OAB Odilon Guedes OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olga Benário Olimpíadas ombudsman Onofre Pinto ONU Operação Condor Operação Satiagraha Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Zapata Os Miseráveis Osama Bin Laden OSB Oscar Schmidt Oscar Wilde ossadas de Perus Osvaldo Peralva Othon Bastos Otávio Frias Filho Pablo Escobar palestinos Palmares Paraguai Parlamento Europeu parto humanizado parto normal passagens aéreas Pat Garrett Paul Newman Paulo Abrão Paulo Autran Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Francis Paulo Freire Paulo Lacerda Paulo Maluf Paulo Pimenta Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini PC Farias PCB PCC PCdoB PDS pedofilia Peitolina Pelé pena de morte Pete Sampras Peter Cushing Peter Finch Peter Lorre PF PFL PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Platão Playboy Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 POC poesias Pol Pot politicamente correto Porfirio Lobo Portugal preconceito Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas Protógenes Queiroz Proudhon PSD PSDB PSOL PT pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV Páscoa Pão de Açúcar Pérsio Arida quatro de Salvador Quentin Tarantino Quilapayun Quino Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Raimundo Fagner Ramon Mercader Ranchinho Raquel Rolnik Raul Castro Raul Seixas Ray Bradbury Raymundo Araujo RDD Real Madrid realities shows Receita Federal recessão Red Por Ti America Rede Globo reformismo refugio refúgio Reinaldo Azevedo Reinold Stephanes Renan Calheiros Renato Consorte Renato Mrtinelli René Clair repressão República de Salò República de Weimar resistência revista Piauí revolta árabe revolução Revolução Constitucionalista Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Teixeira Richard Nixon Rio de Janeiro Rivelino Robert Altman Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Micheletti Roberto Requião rock Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Vadim Rogério Sganzerla Roman Polanski Romeu Tuma Romário Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosi Campos Rota Rubem Biáfora Rubens Paiva Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Ruy Castro Saddam Hussein Sakineh Salvador Allende salário-mínimo Sam Peckinpah Sampa Samuel Wainer Sandra Gomide Sandy Santana Santo Dias Sarah Palin Sargento Kondo sci-fi Sean Connery Sean Goldman Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Senado senador João Ribeiro Sergio Donati Sergio Fleury Sergio Leone Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shakira Sharon Tate Sherlock Holmes Sidney Lumet Sidney Miller Sigmund Freud Silvia Suppo Silvio Berlusconi Silvio Santos Simon Bolivar Simone Sintusp sites fascistas sociedade alternativa Sofia Loren Solano Ribeiro Soledad Viedma Soninha Francine Spartacus spread Stanislaw Ponte Preta Stephen King Steve Jobs Steven Spielberg STF STJ STM Stroessner Stuart Angel submarino nuclear sucessão São Francisco São Paulo Sérgio Cabral Sérgio Fleury Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sílvio Santos símbolos religiosos Síndrome da China Síria Sócrates Sônia Amorim T. S. Eliot Talebã Tancredo Neves Tarso Genro Taís Moraes TCU. reparações teatro Teatro de Arena Tempo de Resistência Terence Fisher Ternuma terrorismo TFP The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Morus Three Mile Island Tim Jackson Tiradentes Tiririca Tom Jobim Tom Zé Torelly Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores Tostão touradas trabalho alienado trabalho escravo traficantes Tribuna da Imprensa tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote Troy Davis TSE Tunísia tupamaros TV tênis udenismo UFC Ugo Tognazzi Ulysses Guimarães UNE Unesco UOL URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vargas Vaticano Veja Venezuela Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vincent Price Vinícius de Moraes Violeta Parra violência doméstica Virgílio Gomes da Silva Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vladimir Herzog Vladimir Safatle Voltaire VPR Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Wellington Menezes western Wikileaks Wilhelm Reich William Shakespeare William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Woodstock Xuxa Yeda Crusius Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Zagallo Zelão Zico Zinedine Zidaine Ziraldo Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Maria África Átila Índio da Costa Última Hora